Futebol
08 Dez 2023 | 15:14 |
Numa trajetória repleta de expectativas, o Flamengo viu-se imerso em uma sequência de decisões equivocadas que, infelizmente, culminaram em uma temporada aquém do esperado. As palavras sensatas do jornalista Venê Casagrande, transmitidas no SBT Rio, ecoaram como um alerta que, agora, merece ser desdobrado.
O primeiro capítulo dessa saga de equívocos desenrolou-se no início da temporada, quando a diretoria optou por uma mudança no comando técnico. Ao invés de manter a continuidade com Dorival Júnior, optou-se por uma guinada brusca que, aos olhos de muitos, provou ser um passo em falso. O experiente treinador, com seu conhecimento tático e familiaridade com o elenco, poderia ter sido a âncora necessária para guiar o time nas águas turbulentas da temporada.
A decisão, conforme bem pontuado por Casagrande, representou o pontapé inicial para uma série de desacertos. A estabilidade de um técnico familiarizado com a estrutura do clube foi sacrificada em prol de uma aposta incerta, gerando um descompasso que se refletiu nos resultados em campo. A falta de sintonia entre a nova comissão técnica e o elenco foi visível, comprometendo o desempenho nos jogos cruciais.
Outro ponto nevrálgico dessa trama de erros foi a negligência na gestão de contratações. A busca por reforços não atendeu adequadamente às carências do time, resultando em lacunas que se mostraram evidentes durante a temporada. Contratações apressadas e não alinhadas ao estilo de jogo do Flamengo contribuíram para a ausência de um elenco coeso, capaz de enfrentar os desafios de uma competição tão exigente.
A lesão de peças-chave durante o campeonato agravou ainda mais a situação. A ausência de um planejamento sólido para lidar com imprevistos fez com que o time, em determinados momentos, parecesse desamparado e desorganizado em campo. A falta de profundidade no elenco, aliada à ausência de estratégias claras para contornar tais adversidades, foi um dos pontos fracos mais evidentes.
Ao analisar o desenrolar dessa narrativa repleta de percalços, é imperativo reconhecer que a diretoria do Flamengo precisa, com urgência, aprender com esses erros. A grandeza do clube exige uma abordagem mais estratégica e cautelosa, principalmente nas decisões que impactam diretamente o desempenho em campo.
No entanto, é crucial destacar que este não deve ser um relato apenas de lamentos, mas sim um chamado à reflexão e à ação. A temporada que se encerrou deixou cicatrizes, mas também oferece lições valiosas para o futuro. O Flamengo, com sua grandiosa história, tem a capacidade de se reerguer e aprender com os equívocos do passado.
Em última análise, a saga do Flamengo nesta temporada serve como um lembrete contundente de que, no futebol, cada decisão, por menor que seja, reverbera no desempenho do time. Que o clube, dirigentes, jogadores e torcedores, unam-se na busca por um caminho mais assertivo, onde as vitórias em campo reflitam as decisões acertadas fora dele.
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O Flamengo tem poder financeiro para investir de forma significativa na janela de transferências, mas isso não significa uma postura agressiva em número de contratações. A estratégia adotada pela diretoria é clara: reforços pontuais, sem pressa e com foco na manutenção de um elenco que já se mostra competitivo para a temporada de 2026.
Internamente, o clube trabalha com a premissa de preservar seus principais jogadores e resistir às investidas de outros times. Até o momento, todas as sondagens por atletas considerados titulares foram descartadas. A avaliação é de que só propostas consideradas irrecusáveis serão analisadas, sempre com o objetivo de fortalecer o grupo, e não enfraquecê-lo.
Dentro desse planejamento, o Flamengo abriu espaço no elenco com a negociação de jogadores fora dos planos, como Viña e Juninho. Allan e Michael também aparecem como possíveis saídas, caso as conversas avancem nas próximas semanas. No cenário de chegadas, a diretoria trabalha com a contratação de dois ou três reforços. O primeiro nome confirmado para 2026 é o zagueiro Vitão, adquirido junto ao Internacional. Além disso, o clube busca opções para o gol e para o ataque.
Para a posição de goleiro, Gabriel Brazão segue como alvo, embora o Santos adote postura rígida nas negociações. O próprio jogador avalia o cenário, incluindo a possibilidade de disputar posição com Rossi. No ataque, o Flamengo tentou a contratação de Kaio Jorge, mas o Cruzeiro recusou todas as propostas. Os movimentos reforçam a estratégia inicial de buscar atletas que atuam no futebol brasileiro, especialmente aqueles que se destacaram na temporada de 2025 nas posições consideradas prioritárias.
Diante das dificuldades, o clube ampliou o mapeamento para fora do país. O atacante Marcos Leonardo, atualmente no Al-Hilal, aparece entre os nomes avaliados internamente. O meio-campo também pode ganhar atenção caso a saída de Allan avance. Nesse cenário, a tendência seria investir em um jogador com características mais ofensivas, e não necessariamente em um volante, posição considerada bem preenchida após a segunda janela de 2025.
A diretriz é contratar jogadores mais jovens, capazes de disputar posição e contribuir de forma efetiva ao longo da temporada, evitando contratações apenas para compor elenco. Com poucas perdas e um grupo forte, campeão brasileiro e da Libertadores em 2025, o Flamengo se permite agir sem pressa, o que garante vantagem estratégica no mercado.
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Após acertar com o Santos, Gabigol pode tentar reeditar uma parceria de sucesso do passado. O clube paulista demonstrou interesse na contratação de Bruno Henrique, camisa 27 do Flamengo, com o objetivo de remontar a dupla de ataque que marcou época no futebol brasileiro. Os primeiros contatos já teriam sido realizados com os representantes do atacante rubro-negro.
De acordo com o portal Agência RTI, o dirigente Alexandre Mattos fez uma sondagem inicial para entender as condições de uma possível negociação logo após conversas com Gabigol. Durante as tratativas para deixar o Cruzeiro e acertar com o Santos, o atacante teria indicado o nome de Bruno Henrique como reforço. Desde então, Mattos mantém diálogo com os empresários Denis Ricardo e Wellington Paulo.
A estratégia do clube paulista é clara: só avançar em uma negociação com o Flamengo caso haja uma sinalização positiva do jogador. Nos bastidores, Alexandre Mattos entende que qualquer conversa com o clube carioca só deve ocorrer após um eventual acordo prévio com Bruno Henrique, algo que ainda não aconteceu.
Bruno Henrique adota postura cautelosa em relação ao futuro. Embora a ideia agrade internamente à comissão técnica santista, comandada por Juan Pablo Vojvoda, o atacante ainda não decidiu se irá ouvir uma proposta formal. Ídolo do Flamengo, ele tem contrato válido até o fim de 2026 e estará apto a assinar um pré-contrato a partir de julho.
Pessoas próximas ao camisa 27 indicam que existe, inclusive, a possibilidade de aposentadoria ao final da temporada, hipótese já mencionada publicamente pelo próprio jogador, embora nenhuma decisão definitiva tenha sido tomada.
“O meu desejo, a minha vontade é terminar aqui no Flamengo. Acho que esse momento está chegando ao fim, de jogar esse último ano e, quem sabe, pendurar as chuteiras”, afirmou Bruno Henrique após a conquista do Campeonato Brasileiro. Até o momento, o Flamengo não foi procurado oficialmente pelo Santos e não se manifestou sobre qualquer possibilidade de negociação envolvendo o atacante.
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O São Paulo apresentou uma proposta oficial ao Flamengo para contar com Allan por empréstimo. A resposta rubro-negra foi positiva, mas com uma condição clara: a aquisição em definitivo de Marcos Antônio. A sinalização já foi feita ao clube paulista, e as conversas entre os representantes dos atletas foram iniciadas, com todos os cenários colocados à mesa. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Venê Casagrande.
Um dos trunfos do Flamengo nas tratativas é José Boto. O dirigente mantém ótima relação com Marcos Antônio desde os tempos em que atuava como chefe de scouting do Shakhtar Donetsk, período em que indicou a contratação do jogador. Essa proximidade é vista como um fator que pode facilitar o diálogo com o atleta.
Apesar do avanço, a negociação está momentaneamente travada. Nos bastidores, a diretoria do São Paulo informou que nenhuma decisão será tomada antes do dia 14, data em que será votado o pedido de impeachment do presidente Julio Casares. O entendimento interno é de que uma possível saída de Marcos Antônio, destaque da equipe em 2025, poderia gerar desgaste político e repercussão negativa entre torcedores.
Com isso, até a definição do cenário político no clube paulista, Allan não será liberado por empréstimo, e Marcos Antônio seguirá sem uma posição definitiva sobre uma eventual transferência para o Flamengo. Mesmo diante da indefinição, Allan já sinalizou positivamente ao projeto apresentado pelo São Paulo. O volante, inclusive, recebeu contatos de Dorival Júnior, técnico do Corinthians, mas optou por aguardar o desfecho das conversas entre os clubes.
Marcos Antônio atingiu as metas previstas em contrato, o que obrigou o São Paulo a exercer a compra de 80% dos direitos econômicos do jogador junto à Lazio, por 4,5 milhões de euros. Por esse motivo, qualquer negociação ocorre diretamente com o clube paulista, e não mais com a equipe italiana.