Futebol
23 Mar 2025 | 09:29 |
A FIFA tomou uma decisão importante para o Mundial de Clubes deste ano e excluiu um dos participantes da fase de grupos. O clube retirado seria o adversário do Flamengo, mas foi desclassificado devido a uma regra que impede dois times do mesmo controlador na competição. Agora, a entidade precisa definir um substituto. No entanto, a escolha não será imediata, pois depende de um julgamento no CAS (Corte Arbitral do Esporte). O Alajuelense, da Costa Rica, já entrou com pedido para ocupar a vaga, prevendo a exclusão do León.
DISPUTA PELA VAGA
A Alajuelense se coloca como principal candidata, pois é a equipe melhor posicionada no ranking fora de EUA e México. Porém, outras equipes da Concacaf ainda sonham com a vaga, como América-MEX, Los Angeles FC e Philadelphia Union. O grande impasse está na política de participação. A FIFA costuma priorizar times da mesma região do excluído, mas há um limite de clubes por país. Pelo regulamento, só dois times da mesma nação podem participar, a menos que um tenha vencido a Liga dos Campeões da Concacaf.
TIMES MEXICANOS E AMERICANOS NA DISPUTA
O México já conta com três representantes: León, Pachuca e Monterrey. Isso só é possível porque o país venceu a competição continental. Já os Estados Unidos têm duas vagas garantidas, com Inter Miami e Seattle Sounders. Se a FIFA decidir por critério de ranking, o Alajuelense deve ficar com a vaga. Se optar por manter outro time mexicano, o América-MEX se torna favorito. Outra possibilidade seria considerar a vaga do Inter Miami como sendo de país-sede e incluir outro time dos EUA, como LAFC ou Philadelphia Union.
A indefinição sobre o substituto do clube excluído deve se estender. De acordo com o jornalista Rodrigo Mattos, a FIFA aguarda a decisão do CAS para não correr o risco de reverter a escolha posteriormente. Dessa forma, a entidade prefere esperar o fim do julgamento antes de bater o martelo. Enquanto isso, as equipes interessadas seguem acompanhando a situação, esperando uma definição oficial.
O Mundial de Clubes começa em 14 de junho e vai até 13 de julho nos Estados Unidos. O Mais Querido estreia no dia 16, contra o Espérance-TUN, em Filadélfia. O CRF segue atento à definição do substituto do adversário na fase de grupos, mas independentemente da escolha da FIFA, a preparação do elenco continua visando a disputa do torneio.
Mengão nicia a disputa pelo título continental contra o vencedor da Sul-Americana nesta quinta-feira, na Argentina; saiba tudo sobre o confronto
18 Fev 2026 | 18:00 |
A temporada de decisões internacionais começa para o futebol sul-americano nesta quinta-feira (19). O Flamengo vai até a Argentina para enfrentar o Lanús, no Estádio La Fortaleza, pelo jogo de ida da final da Recopa Sul-Americana de 2026. O duelo, que coloca frente a frente os atuais detentores da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana, promete ser um teste de fogo para ambas as equipes.
O pontapé inicial está marcado para as 21h30 (horário de Brasília). O Rubro-Negro busca abrir vantagem fora de casa para decidir o título com tranquilidade no Rio de Janeiro, enquanto o time argentino, apelidado de Granate, tenta fazer valer o mando de campo e a pressão de sua torcida.
Para os torcedores que não puderem comparecer à Argentina, a partida terá ampla cobertura televisiva e via streaming. A transmissão oficial do confronto será realizada pelos canais ESPN (TV fechada) e pela plataforma Disney+ Premium (streaming). A cobertura deve começar minutos antes de a bola rolar, trazendo todo o pré-jogo e as expectativas para a primeira metade da grande final.
Provável escalação do Flamengo: Rossi; Varela (ou Emerson Royal), Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Lucas Paquetá e Arrascaeta; Carrascal, Everton Cebolinha e Pedro (ou Bruno Henrique).
Provável escalação do Lanús: Losada; Guidara, Izquierdoz, Domínguez e Marcich; Medina, Agustín Cardozo, Salvio, Marcelino Moreno e Carrera; Castillo.
Data: 19/02/2026
Horário: 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio La Fortaleza (Lanús, Argentina)
Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
VAR: Carlos Orbe (EQU)
Peixe realizou uma sondagem pelo volante colombiano, mas os vencimentos acima de R$ 1 milhão mensais inviabilizaram o negócio
18 Fev 2026 | 17:00 |
Santos encerrou, ao menos por enquanto, o interesse na contratação do volante Gustavo Cuéllar. A diretoria do Peixe chegou a procurar o estafe do atleta e o Grêmio para entender a situação do colombiano, que retornou ao Brasil com status de estrela após longa temporada na Arábia Saudita. No entanto, os valores envolvidos na operação assustaram a cúpula santista e esfriaram as tratativas.
O principal obstáculo para o avanço do negócio é o alto custo mensal do ex-Flamengo. Atualmente, os vencimentos de Cuéllar superam a casa de R$ 1 milhão, um montante que foge da realidade financeira que o clube da Vila Belmiro pretende praticar neste momento.
A situação de Gustavo Cuéllar no Grêmio é delicada. O meio-campista perdeu prestígio e espaço na equipe titular sob o comando do técnico Luís Castro. O Tricolor Gaúcho vê com bons olhos uma eventual negociação para aliviar a folha salarial, mas encontra dificuldades no mercado justamente pelo valor do contrato.
Antes de defender as cores do Grêmio, Cuéllar viveu momentos intensos no futebol brasileiro com a camisa do Flamengo. Entre 2016 e 2019, o colombiano disputou 167 partidas e se consolidou como um dos pilares do time, destacando-se pela capacidade de desarme e qualidade na saída de bola. Ele foi peça importante nas conquistas dos estaduais de 2017 e 2019.
Contudo, sua despedida da Gávea foi marcada por atritos. Em agosto de 2019, o jogador pediu para ser negociado visando o futebol europeu. A diretoria rubro-negra, no entanto, dificultou a ida para a Itália e conduziu a venda para o Al-Hilal, da Arábia Saudita, por cerca de R$ 34 milhões.
Em entrevista antes do embarque para a decisão contra o Lanús, atacante atribui oscilação do time ao desgaste físico e calendário apertado, mas projeta evolução
18 Fev 2026 | 16:20 |
Antes da final da Recopa, Samuel Lino concedeu entrevista analisando o momento atual da equipe. O jogador foi direto ao justificar a queda de rendimento observada neste início de 2026, apontando o desgaste físico acumulado e as particularidades do calendário do futebol brasileiro como os principais obstáculos para o time retomar seu melhor nível.
Lino rechaçou qualquer hipótese de falta de confiança no grupo e pediu compreensão diante da maratona de jogos, ressaltando que fatores humanos influenciam diretamente o desempenho dentro das quatro linhas. A entrevista foi para o site 'GE'.
Ao comentar sobre as críticas recebidas após sequências de partidas abaixo do esperado, Samuel Lino foi enfático. Para o atleta, a oscilação é natural no esporte de alto rendimento, lembrando que os jogadores lidam diariamente com dores físicas e questões pessoais que podem afetar a performance, algo que nem sempre é visível para quem está de fora.
"Se tem um jogo pior ou passa por um momento de três, quatro jogos ruins, a cobrança vem. É normal. Não somos robôs, programados para estar sempre bem todos os dias", declarou o atacante ao ge. Ele reforçou que, apesar das adversidades, a confiança do elenco permanece inabalável.
O atacantedo Flamengo também trouxe à tona o contexto da temporada passada. Segundo Lino, o elenco ainda sente os efeitos de um 2025 exaustivo e vitorioso, que culminou com os títulos do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, além da disputa do Mundial de Clubes. Ele argumentou que o grupo não teve o período ideal de 30 dias de férias e realizou uma pré-temporada mais curta do que o necessário.
"É uma cobrança, no meu ponto de vista, que é um exagero por você vir de dois títulos importantes. Não fez uma pré-temporada adequada e tudo", avaliou. Mesmo reconhecendo o revés recente na Supercopa para o Corinthians, Lino garantiu que o time está em processo de evolução física.
Para finalizar, o jogador projetou um futuro breve de recuperação plena. "É normal esse período estar sendo difícil pela preparação física, às vezes notamos nos jogos. Mas estamos melhorando e daqui a pouco o Flamengo vai estar voando", concluiu, citando também a carga emocional e a qualidade dos gramados como fatores de dificuldade.