Futebol
Ex-Flamengo, Gabigol é criticado após empate do Santos com o São Paulo
05 Fev 2026 | 14:46
Futebol
23 Dez 2024 | 09:43 |
A recente autonomia concedida ao diretor técnico do Flamengo, José Boto, tornou-se alvo de críticas e discussões entre torcedores e jornalistas. Um dos destaques foi a opinião de Ana Thaís Matos, do Grupo Globo, que classificou como “absurdo” o poder delegado ao português, especialmente na decisão de manter Filipe Luís como técnico. A declaração gerou reações de dirigentes do clube e ampla repercussão nas redes sociais.
Reações internas do Flamengo
Dois vice-presidentes do Flamengo reagiram à declaração. Marcos Motta, novo VP de Administração, fez uma postagem interpretada como uma indireta sobre o tema.
“Todos os grandes clubes com os quais trabalho – ou trabalhei – mundo afora, trazem em seus organogramas a figura do diretor técnico e/ou diretor esportivo de forma destacada. Sejam eles “clubes de dono” ou associações esportivas”, escreveu Marcos Motta, no X. Torcedores lembraram imediatamente da fala de Ana Thaís Matos na última quinta-feira (20) nos comentários da publicação.
Já Ricardo Hinrichsen, vice-presidente de Marketing, foi mais direto ao ironizar as críticas de Ana Thaís nas redes sociais.
“No dia 9 de dezembro último, 55% dos sócios votantes nas eleições do Flamengo disseram não ao amadorismo, e sim a um modelo gestão baseado no conhecimento e na ciência. Mas quem conhece o clube é jornalista da Faria Lima que nunca colocou os pés na Gávea”, escreveu o VP.
A declaração de Ana Thaís Matos
Durante o programa Seleção SporTV na última quinta-feira (19), Ana Thaís opinou sobre a decisão do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) de permitir que José Boto influencie diretamente na continuidade de Filipe Luís como treinador.
“É uma loucura essa informação. O presidente delegou a um cara que não conhece o clube se ele (Filipe) vai ser treinador ou não? Isso é um absurdo, gente. Não é possível. Que isso, que loucura! Delegar a uma pessoa, que não conhece o clube, quem vai ser o treinador, se merece ou não continuar”, criticou a jornalista.
Ana Thaís ainda apontou que tal movimento reflete uma tentativa de criar uma figura centralizadora, algo que considera negativo:
“Acho ousado, não vejo como inovação. É uma forma (do Bap) começar dividindo a atenção… Já começa fazendo aquele culto à imagem. “Vou começar aqui com um diretor que vai dar entrevista, vai ser o cara que todo mundo vai bater”. Sou contra a cultura desse tipo de dirigente no Brasil”, finalizou a comentarista.
José Boto no Rio de Janeiro
Apesar das controvérsias, José Boto segue alheio ao debate. O diretor técnico passará o Natal em Portugal e desembarcará no Rio de Janeiro no próximo sábado (28). Mesmo antes de sua chegada ao clube, Boto já está desempenhando papel ativo, como na decisão de não renovar o contrato de David Luiz, uma medida anunciada no domingo (22).
O futuro sob Boto
A nova gestão do Flamengo, liderada por Bap, aposta na modernização administrativa e na autonomia de seus profissionais. Ainda assim, as críticas de Ana Thaís Matos refletem uma parte da torcida e da imprensa que vê com ceticismo esse modelo. Resta saber como o trabalho de Boto impactará o clube nos próximos meses.
Ex-presidente do Mengão é deputado federal e pretende encontrar alternativas para aumento no valor pago por clubes associativos
05 Fev 2026 | 18:00 |
Após o alerta feito pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, sobre os impactos da reforma tributária, outro nome de peso decidiu se posicionar publicamente: Eduardo Bandeira de Mello. Projeções internas indicam que o Flamengo pode enfrentar um prejuízo acumulado de aproximadamente R$ 728 milhões ao longo dos próximos sete anos, caso o novo modelo seja aplicado sem ajustes.
Bandeira de Mello sobre soluções para Reforma Tributária que pode gerar prejuízo ao Flamengo: "Tentando resolver essa situação desde o ano passado..."
A principal crítica apresentada por Bap gira em torno da diferença de tratamento entre clubes associativos e as SAFs. Pelo texto atual, sociedades anônimas do futebol seriam tributadas com alíquota de 6%, enquanto entidades sem fins lucrativos poderiam chegar a 11%, o que ampliaria significativamente os custos operacionais.
Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo e atual deputado federal, reforçou essa preocupação ao afirmar que, mesmo com possíveis mecanismos de compensação, o desequilíbrio seguirá existindo. Segundo ele, a própria estrutura da reforma favorece as SAFs.
“Apesar de os clubes poderem ter uma redução de 60% na alíquota, que ainda vai ser definida, e também a possibilidade de creditamento de despesas, isso certamente não vai compensar a vantagem que as SAFs têm, que foi garantida já pela reforma tributária”, explicou ao canal Resenha Rubro-Negra.
Bandeira também revelou que houve tentativa de corrigir essa distorção durante a tramitação do projeto no Congresso. A Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que estendia aos clubes associativos as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs, aproximando a carga tributária entre os modelos.
No entanto, a proposta acabou barrada. De acordo com o ex-dirigente, a emenda foi considerada inconstitucional e vetada pela Presidência da República, mantendo um cenário amplamente favorável às sociedades anônimas.
Outro ponto sensível destacado por Bandeira diz respeito aos esportes olímpicos. Com o aumento da carga tributária, a tendência é de redução de investimentos em um departamento que já opera no vermelho. Atualmente, o clube investe cerca de R$ 70 milhões na área, com retorno aproximado de R$ 24 milhões, gerando um déficit anual de R$ 46 milhões.
“Tentando resolver essa situação desde o ano passado, a Câmara aprovou uma emenda de plenário que alterou a regulamentação da reforma tributária e estendeu para os clubes as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs. No entanto, essa emenda foi considerada inconstitucional e foi vetada pela Presidência da República”, concluiu Bandeira.
Meia é a mais cara contratação da história do Mengão, mas técnico e os bastidores do clube pregam paciência com o jogador
05 Fev 2026 | 17:00 |
O Flamengo transformou a volta de Lucas Paquetá ao Maracanã em um evento à parte na última quarta-feira. O meia foi recebido com mosaico 3D, bandeirão com seu rosto e uma arquibancada tomada por camisas com o número 20. A celebração também se repetiu no momento do anúncio da escalação, quando o nome do jogador foi um dos mais ovacionados no telão do estádio.
Filipe Luís sobre utilização de Paquetá: "Ele pode jogar em todas as posições do ataque..."
Questionado sobre o encaixe do reforço, Filipe Luís tratou a escalação como um esboço inicial e deixou claro que seguirá testando o jogador em outras funções. Apesar disso, fez questão de destacar a versatilidade e o impacto do meia.
“Ele pode jogar em todas as posições do ataque. Ele encaixa muito bem nessa posição, tem chegada na área, profundidade, domina bem entre linhas, gira, tem gol. Hoje teve duas possibilidades claras. Se associa muito bem com o lateral, consegue fazer essa ida e volta que é exigente. Mas isso não quer dizer que ele só vai jogar ali. O mais importante é que ele é muito determinante. Mesmo não estando na melhor forma física, é um jogador que faz a diferença”, afirmou o treinador do Flamengo.
Filipe Luís escalou o reforço mais caro da história do futebol brasileiro, investimento de R$ 260 milhões, como titular diante do Internacional. A primeira tentativa de encaixe veio em uma função diferente da habitual: Paquetá atuou como falso ponta-direita, ocupando o espaço que normalmente seria de Plata.
Sem a bola, o Paquetá ajudava na marcação pelo setor. Com a posse, flutuava pelo meio, abrindo o corredor para as subidas de Emerson Royal. A dinâmica funcionou em alguns momentos, embora o lateral tenha pecado nos cruzamentos ao longo da partida.
Foi justamente pelo corredor central que Paquetá apareceu com mais perigo. Teve duas finalizações: na primeira, bateu de primeira após uma rebatida na meia-lua, acertando forte, mas facilitando a defesa de Rochet. Já no segundo tempo, infiltrou-se na área e desviou de cabeça um cruzamento de Arrascaeta, que acabou saindo pela linha de fundo. No entanto, também pelo meio surgiu um dos lances decisivos contra: um passe errado do meia deu início à jogada do gol marcado por Borré, que abriu o placar para o Internacional ainda na primeira etapa.
Cria do Tricolor é visto pelo Mengão como alguém que se encaixa no pedido de Filipe Luís para a equipe e, mas clube da Inglaterra pede valor astronômico
05 Fev 2026 | 16:00 |
Em busca de um novo centroavante para disputar posição com Pedro, o Flamengo tem mais um nome no radar: Evanilson, atualmente no Bournemouth. Aos 26 anos, o atacante brasileiro soma cinco gols e uma assistência em 24 partidas na temporada do futebol inglês.
Segundo o jornalista Diogo Dantas, do jornal O Globo, o Rubro-Negro fez uma sondagem oficial pela situação do jogador e chegou a oferecer 30 milhões de euros, cerca de R$ 186 milhões na cotação atual. No entanto, as conversas não avançaram devido à alta pedida do clube da Premier League.
O Bournemouth teria estipulado o valor de 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 310 milhões) para liberar Evanilson. A postura rígida dos ingleses estaria ligada, principalmente, à recente venda de Antoine Semenyo ao Manchester City, o que reduziu a necessidade imediata de negociar outro atacante.
Ainda de acordo com a apuração, a equipe inglesa sinalizou que pode reabrir as negociações após o encerramento da temporada europeia, no meio do ano. Até lá, o cenário para o Flamengo segue em compasso de espera.
Internamente, a busca é por um centroavante com características específicas. A diretoria e o técnico Filipe Luís priorizam um camisa 9 com mobilidade, intensidade na pressão defensiva e capacidade de atacar a profundidade, um perfil diferente do atual titular da posição. Nesse contexto, o nome de Evanilson agrada à comissão técnica. Conforme destaca a reportagem de O Globo, o atacante se encaixa no modelo de jogo idealizado pelo treinador e tem aprovação interna.
Revelado pelo Fluminense, Evanilson também passou pelo STK Samorin, da Eslováquia, antes de se destacar pelo Porto. Em 2024, foi negociado com o Bournemouth por 37 milhões de euros (R$ 223 milhões à época), com o acordo prevendo ainda até 10 milhões de euros adicionais em bônus por metas atingidas.