Futebol
Conmebol define data para sorteio da Libertadores; Flamengo está no pote 1
21 Fev 2026 | 09:40
Futebol
21 Ago 2023 | 10:44 |
Durante o programa 'Posse de Bola', os comentaristas Mauro Cezar Pereira, Juca Kfouri e José Trajano discutiram sobre a cobrança no futebol brasileiro atual. Os jornalistas divergiram sobre o tema, mas alguns acreditam que a cobrança do Flamengo é desproporcional em relação aos demais times do país.
"Há, sim, em relação ao Flamengo. O Botafogo não está jogando bem, mas está administrando, ninguém fala que não está jogando bem", defendeu José Trajano. Para ele, a partida contra o Coritiba, por exemplo, teve um grande gol da parte de Gerson já nos minutos finais, o que garantiu a vitória de 3 a 2. Muitos nas redes sociais reclamaram, dizendo que teria sido um golpe de sorte, o que, de acordo com Trajano, é um exemplo de como há um "controle de qualidade" em relação ao Mengão.
Quando se compara o time com o Palmeiras, que é o segundo lugar no Campeonato e está com poucos pontos a mais, parece que todos "se esqauecem." "O Palmeiras passou por uma fase ruim, por isso o Palmeiras está tão distante, ou se esqueceram? Mas, em relação a esses times, não há esse tipo de cobrança", justifica o comentador.
"O Palmeiras passou por um mau momento no começo do Brasileiro porque fez um esforço talvez exagerado para ser campeão paulista, o Fluminense fez também para ser campeão carioca, esforço que de alguma maneira o Flamengo também fez, e pagaram por isso. O Botafogo, que saiu logo do Campeonato Carioca, teve a chance de fazer um trabalho que o permitiu a arrancada que ele teve. Mas o Palmeiras já entrou em regime de novo, não tem ninguém jogando um grande futebol, esse fim de semana foi a prova disso, é difícil tirar 11 pontos do jeito que o Botafogo está", adicionou Juca Kfouri.
Já Mauro Cezar decidiu ser racional e lembrou os companheiros acerca dos motivos que levam o público a cobrarem tanto do Mais Querido: "É óbvio que o Flamengo tem um combo imenso de problemas, ninguém aqui está passando pano para isso, a questão é que há, sim, uma tolerância com todos os times que não há com o Flamengo."
Para o jornalista, a cobrança existe por ser "um elenco mais rico". Ainda que também tenham "outros elencos ricos." Ele finaliza com um exemplo para este caso: "E o Atlético-MG, comandado pelo Luiz Felipe Scolari? Ninguém fala, é um dos elencos mais caros do Brasil. E o Corinthians, que tem uma das folhas de pagamentos mais caras do país e briga para não cair?".
Discussão sobre quem é o campeão brasileiro no ano segue à todo o vapor após parecer da PGR favorável ao Mengão e comentarista aborda o tema
21 Fev 2026 | 10:51 |
A polêmica sobre o Campeonato Brasileiro de 1987 voltou ao centro do debate. Desta vez, quem se manifestou foi o ex-jogador Zinho, ídolo do Flamengo e atualmente comentarista. Em vídeo publicado pela R10, o ex-atleta contestou a versão que reconhece o Sport como campeão brasileiro daquele ano e afirmou que, do ponto de vista esportivo, o título pertence ao clube carioca.
Zinho define o Flamengo como campeão brasileiro de 1987: "O Sport foi rebaixado em 1986..."
Zinho argumentou que o Sport havia sido rebaixado em 1986 e questionou a lógica esportiva de considerá-lo campeão da primeira divisão no ano seguinte. “Como um time é rebaixado em um ano e no seguinte já campeão da primeira divisão? Isso não existe. O Sport foi rebaixado em 1986”, afirmou.
Na sequência, o ex-jogador explicou que, em 1987, dois torneios distintos ocorreram simultaneamente: um organizado pelo Clube dos 13, reunindo as principais equipes do país, e outro estruturado pela CBF. “Teoricamente, Sport e Guarani fizeram uma final, mas o jogo nunca acabou. Foram tantos pênaltis que o presidente do adversário propôs que os dois fossem campeões. Olha que várzea”, criticou.
Naquele ano, a Confederação Brasileira de Futebol alegou dificuldades financeiras para organizar o campeonato nacional. Diante disso, autorizou o Clube dos 13 a promover a Copa União, competição que reuniu 16 dos principais clubes do país, incluindo o Flamengo. Paralelamente, a CBF estruturou outro módulo e, posteriormente, exigiu a realização de um quadrangular final envolvendo os campeões e vice-campeões de cada chave para definir o campeão brasileiro. O Clube dos 13 não aceitou a imposição, o que deu início à disputa que se estende até hoje.
O Flamengo venceu o Módulo Verde da Copa União e se declarou campeão brasileiro de 1987. Já o Sport, vencedor do Módulo Amarelo, foi reconhecido como campeão após decisões judiciais posteriores. Décadas depois, o impasse segue em discussão nas esferas esportiva e jurídica. Enquanto o debate continua nos tribunais, personagens históricos como Zinho reforçam publicamente a posição rubro-negra sobre um dos capítulos mais controversos do futebol brasileiro.
Leão afirma que decisão do procurador ‘causa estranheza’ devido à decisões já tomadas pelos tribunais sobre o tema; Mengão aguarda prosseguimento
21 Fev 2026 | 10:42 |
O Flamengo ganhou um reforço de peso na disputa judicial pelo reconhecimento do título brasileiro de 1987. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um parecer favorável à ação movida pelo clube carioca. O documento reacende uma das maiores controvérsias da história do futebol nacional e provocou reação imediata do Sport Club do Recife.
Em nota oficial, o clube pernambucano afirmou acompanhar o caso “com serenidade” e destacou que o mérito da questão já teria sido amplamente analisado por instâncias judiciais competentes, com decisões reiteradas reconhecendo o Sport como único campeão brasileiro de 1987. A manifestação também ressaltou que houve posicionamentos anteriores do próprio STF nesse sentido.
O Sport argumenta que o reconhecimento simultâneo de dois campeões para a mesma competição contraria a lógica do direito desportivo e a segurança jurídica. Para os pernambucanos, a tentativa de rediscutir o tema quase quatro décadas depois causa “estranheza” e afronta decisões já consolidadas pela Justiça.
Em 2011, a Confederação Brasileira de Futebol editou resolução reconhecendo Flamengo e Sport como campeões de 1987. Posteriormente, porém, o clube recifense obteve decisão na Justiça Comum que invalidou o ato administrativo da entidade, retirando o reconhecimento compartilhado.
O parecer da Procuradoria-Geral da República sustenta que o acórdão que declarou nula a resolução da CBF deve ser rescindido. Segundo Paulo Gonet, é necessário afastar a nulidade da resolução nº 02/2011, preservando o reconhecimento do Sport nos limites da decisão transitada em julgado, mas sem impedir a possibilidade de titulação dividida.
Ao se posicionar, o procurador-geral concordou com a tese apresentada pelo Flamengo de que a Primeira Turma do STF teria cometido equívoco ao entender que a CBF não poderia, com base em critérios desportivos, reconhecer outro clube como campeão daquela edição.
O novo parecer não encerra a disputa, mas recoloca o debate em pauta no mais alto nível do Judiciário brasileiro. Para o Flamengo, trata-se de uma oportunidade de reverter um entendimento que se arrasta há décadas. Para o Sport, a batalha é pela manutenção de uma decisão que considera definitiva.
Zagueiro do Mengão fez publicação onde abordou a situação de Vini Jr que, mais uma vez, encarou injúrias contra si durante jogo do Real Madrid
21 Fev 2026 | 10:33 |
O zagueiro Danilo, do Flamengo e da seleção brasileira, voltou a se posicionar publicamente sobre o combate ao racismo. Nesta sexta-feira, o defensor relembrou uma entrevista concedida em 2023, na Itália, na qual abordava a importância da escuta ativa e da empatia diante de episódios de discriminação racial. A repostagem ocorreu em meio à repercussão do caso envolvendo Vini Jr, que denunciou ter sido vítima de racismo durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica, pela Champions League, no Estádio da Luz, em Lisboa.
Danilo, do Flamengo: "As pessoas brancas precisam escutar..."
No vídeo compartilhado, Danilo reforça a necessidade de reflexão profunda por parte da sociedade. “Existe uma diferença entre ouvir e escutar. As pessoas brancas precisam escutar. Precisam ter empatia para reconhecer que pessoas sofreram. Primeiro, precisam escutar e apoiar. Depois, aprender e não fazer julgamentos”, afirmou o defensor. Ele ainda citou o filósofo Mario Sergio Cortella ao destacar que o preconceito nasce da ausência de senso crítico e representa uma oportunidade perdida de aprendizado.
Junto ao vídeo, Danilo republicou um texto alusivo ao 21 de março, Dia Internacional contra a Discriminação Racial. Na mensagem, o jogador relembra o massacre de Sharpeville, na África do Sul, quando milhares de pessoas protestaram contra a chamada “Lei do Passe”, imposta à população negra durante o apartheid. A repressão policial resultou em centenas de mortos e feridos. O defensor destacou que a memória histórica é fundamental para educar, agir e reparar injustiças, reforçando o compromisso contínuo na luta contra o racismo.
A denúncia de Vini Jr ocorreu após o atacante marcar um golaço e abrir o placar para o Real Madrid. Durante a comemoração próxima à bandeirinha de escanteio, houve reclamações de adversários e, segundo relato do brasileiro, uma manifestação racista partiu da lateral do campo, atribuída ao argentino Gianluca Prestianni.
Diante da acusação, o árbitro acionou imediatamente o protocolo antirracismo da UEFA e paralisou a partida. O episódio reacende o debate sobre medidas efetivas de combate à discriminação no futebol europeu, tema que segue mobilizando atletas dentro e fora de campo.