Futebol
29 Ago 2023 | 10:27 |
Ainda que apresentem semelhanças, a condição de Arrascaeta não é das melhores no Flamengo. O jogador uruguaio teve um desconforto na coxa devido a um incidente aos 12 minutos, quando disputava a posse da bola com um jogador do Internacional. Durante esse lance, o atleta estendeu a perna, resultando em um estiramento muscular.
Arrascaeta já soma sua terceira lesão no decorrer de 2023. O jogador uruguaio já ficou de fora em 12 partidas pelo Flamengo ao longo deste ano devido a questões médicas. Em março, a lesão afetou o adutor da coxa esquerda (levando-o a perder 9 jogos). Já em maio, o contratempo envolveu o músculo posterior da coxa direita (resultando em 3 jogos ausente).
Com a nova lesão o armador deve ficar pelo menos mais 5 jogos fora, sendo eles: Botafogo (Fora), Athletico-PR (Casa), São Paulo (casa), Goiás (Fora), São Paulo (fora) e Bahia (Fora). Desse modo, há uma grande chance do jogador ficar fora das duas partidas das finais pela Copa do Brasil.
Recentemente o volante Erick Pulgar teve a mesma lesão que Arrascaeta e Luiz Araújo, mas na coxa direita. Na ocasião, o volante ficou mais de um mês fora dos gramados. O chileno se lesionou no dia 12 de julho e retornou somente no dia 18 de agosto. Desta vez, o Rubro-Negro deve fazer um tratamento mais intensivo para ter o retorno mais rápido dos jogadores.
Veja a lista de problemas físicos de Arrascaeta no segundo semestre:
Cruzeiro 2017: 22 de julho - 54 dias - lesão no joelho – 12 jogos perdidos
Cruzeiro 2017: 21 de agosto - 23 dias - reação de estresse do osso – 5 jogos
Cruzeiro 2018: 29 de setembro - 25 dias - lesão muscular – 5 jogos
Cruzeiro 2018: 25 de outubro - 2 dias esforço muscular – 1 jogo
Flamengo 2019: 19 de julho - - 12 dias - lesão na coxa – 3 jogos
Flamengo 2019: 4 de outubro - 17 dias - lesão no joelho – 5 jogos
Flamengo 2019: 6 de novembro - 6 dias - problema muscular – 2 jogos
Flamengo 2020: 11 de setembro - 5 dias - problema muscular – 1 jogo
Flamengo 2020: 10 de outubro - 30 dias - lesão muscular – 10 jogos
Flamengo 2021: 20 de agosto - 4 dias - fadiga muscular – 1 jogo
Flamengo 2021: 13 de setembro - 11 dias - lesão na coxa – 3 jogos
Flamengo 2021: 25 de setembro - 3 dias - recuperar ritmo de jogo – 1 jogo
Flamengo 2021: 9 de outubro - 41 dias - lesão muscular – 13 jogos
Flamengo 2021: 2 de dezembro - 9 dias - esforço muscular – 3 jogos
Flamengo 2022: 8 de julho - 4 dias - dor nas costas – 1 jogo
Flamengo 2022: 2 de setembro - 3 dias - incômodo no púbis – 1 jogo
Flamengo 2023: 26 de agosto - incômodo na coxa esquerda jogo contra o Inter
Fonte: Transfermarkt
Atacante era visto como jogador ideal para o modelo de jogo pensado por Filipe Luís, mas o Cruzeiro rejeitou as ofertas do Mengão
14 Fev 2026 | 14:00 |
O Cruzeiro mostrou força no mercado ao recusar investidas milionárias do Flamengo e assegurar a permanência de Kaio Jorge. Além de manter o atacante, a Raposa também ampliou o vínculo contratual do camisa 9.
O dono da SAF, Pedro Lourenco, atuou diretamente nas negociações. O dirigente conversou com o jogador e deixou claro que não tinha a intenção de negociá-lo com o clube da Gávea, considerado concorrente direto por títulos relevantes.
Apesar da resistência ao interesse nacional, o estafe do centroavante projeta a chegada de propostas do futebol europeu no meio do ano. A janela de julho e agosto costuma ser a mais movimentada do calendário internacional.
Internamente, a expectativa é de que, diante de uma oferta entre 35 e 40 milhões de euros (cerca de R$ 216 milhões a R$ 247 milhões), a postura da diretoria mineira possa ser diferente. A avaliação é de que uma negociação para o exterior teria outro peso estratégico.
Enquanto o futuro é debatido nos bastidores, Kaio Jorge mantém o foco no desempenho dentro de campo, após uma temporada sendo o artilheiro do Brasileirão. O atacante delega a condução de sondagens e tratativas aos representantes e à cúpula cruzeirense.
A temporada de 2025 marcou o auge da carreira do jogador até aqui. Embora o início de 2026 tenha sido menos impactante, o camisa 9 já demonstrou reação ao marcar dois gols na última partida do Campeonato Mineiro, diante do América-MG. A torcida do Cruzeiro, por sua vez, não trabalha com a hipótese de saída imediata e aposta em uma temporada ainda mais consistente do artilheiro ao longo de 2026.
Atacante, ex-Mengão, marca o gol da vitória de sua equipe que alcança segunda colocação no Campeonato Mexicano e celebra bom início
14 Fev 2026 | 13:00 |
Ex-Flamengo, Juninho Vieira segue em alta no início da trajetória pelo Pumas UNAM. Nesta sexta-feira (13), o atacante marcou o gol da vitória por 3 a 2 sobre o Puebla FC, fora de casa, em duelo válido pelo Campeonato Mexicano (Clausura).
O lance decisivo saiu aos 42 minutos do segundo tempo, quando a partida caminhava para um empate em 2 a 2. Juninho recebeu dentro da área, girou sobre a marcação e finalizou entre as pernas do goleiro Daniel Gutiérrez, garantindo a virada dos Auriazules.
Em apenas sete jogos pelo clube mexicano, o atacante soma três gols e duas assistências, conquistando rapidamente espaço e identificação com a torcida. Fiel ao estilo irreverente, Juninho comemorou com a já conhecida homenagem das mãos formando o “V” de Vieira. Após a partida, o jogador destacou o foco no trabalho diário:
“Trabalho todos os dias para dar o meu melhor e a recompensa vem nos jogos. Nada substitui o trabalho bem feito. Sei que esse meu início de trajetória aqui no México é animador, estou conseguindo entregar o que é necessário, mas vou em busca de mais. Agradeço meus companheiros e todo o clube pelo suporte e agora é dar sequência na caminhada para seguir buscando os resultados.”
Atuando fora de casa, o Pumas precisou reagir após sair atrás por 2 a 0. Juninho começou no banco de reservas, mas entrou no decorrer da partida e foi decisivo para assegurar os três pontos. Com o triunfo, a equipe chega à vice-liderança do Clausura, somando 12 pontos em seis jogos, e mantém o bom momento na competição.
Mengão adquiriu espaço para construção de seu próprio estádio, mas ruínas históricas tem chances de gerar mais burocracia e dificuldades para o projeto
14 Fev 2026 | 12:00 |
O especialista e arquiteto Fabrício Chicca revelou, em participação no canal Barbacast, que sondagens realizadas no terreno do Gasômetro, adquirido pelo Flamengo para a construção do futuro estádio, identificaram vestígios de um antigo porto ou cais, possivelmente datado do século XVII.
A descoberta, por se tratar de área inserida na zona histórica do Rio de Janeiro, foi imediatamente comunicada ao Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional (IPHAN), responsável por avaliar a relevância do material encontrado e determinar os próximos passos. Internamente, o Flamengo acompanha de perto cada etapa do processo.
O desdobramento dependerá da classificação do IPHAN. Caso o achado seja considerado de menor relevância, o material poderá apenas ser documentado e removido. Em um cenário intermediário, pode ser necessária uma extração cuidadosa, o que impactaria o cronograma da obra.
Já em caso de reconhecimento de alto valor histórico, o sítio arqueológico poderá ter que ser integralmente preservado. Fabrício Chicca avalia como improvável a inviabilização total do projeto. Contudo, admite que, se o vestígio for considerado excepcional e estiver localizado exatamente na área das fundações principais, o planejamento poderá passar por ajustes estruturais.
Existe ainda a alternativa de adaptação arquitetônica, com eventual incorporação da ruína ao futuro estádio como elemento histórico e cultural, solução que conciliaria preservação e modernidade. O Mais Querido planeja uma arena para mais de 70 mil pessoas no local.
Internamente, o Flamengo trata o empreendimento como um projeto de longo prazo. A diretoria, liderada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, adota postura cautelosa diante do cenário econômico atual, marcado por juros elevados.
Curiosamente, o eventual atraso provocado pela questão arqueológica pode oferecer um respiro estratégico ao clube. Como já sinalizado pela presidência, a postergação permitiria atravessar o período de crédito caro com maior segurança jurídica e menos pressão imediata para início das obras.