Futebol
26 Set 2024 | 10:00 |
"Gigante adormecido" do futebol sul-americano, o Peñarol virou uma ameaça à permanência do Flamengo na Copa Libertadores-2024 mesmo gastando menos de 15% da folha salarial do adversário desta noite.
A equipe uruguaia, que já foi campeã continental em cinco oportunidades, mas atualmente amarga um jejum de 37 anos no torneio, gasta algo em torno de US$ 800 mil mensais (R$ 4,4 milhões) com a manutenção do seu elenco profissional. No Flamengo, esse dinheiro seria suficiente apenas para pagar a comissão técnica de Tite e o salário de um dos seus jogadores mais caros, como Arrascaeta, Pedro, Bruno Henrique e Gabigol.
A folha salarial do clube carioca é de pelo menos R$ 30 milhões mensais. Há rumores até de que ela alcança a casa dos R$ 35 milhões. Mesmo com esse abismo financeiro, o Flamengo não foi páreo para o Peñarol no confronto de ida das quartas de final. Mesmo jogando em casa, perdeu por 1 a 0 para os uruguaios na semana passada. Por isso, precisa ganhar por pelo menos dois gols de diferença no Uruguai para continuar na Libertadores.
Linha dura com o dinheiro
O Peñarol já teve times consideravelmente mais caros que o atual. Em 2020, antes da pandemia da covid-19, sua folha salarial superava o US$ 1 milhão mensal (R$ 5,5 milhões). Só que o clube não conseguia pagar suas contas.
O atual presidente, Ignacio Ruglio, assumiu no fim daquele ano justamente com a missão de colocar a casa em ordem e proporcionar saúde financeira ao time uruguaio.
A nova gestão foi trocando jogadores caros por atletas mais baratos e enxugando o orçamento. Também adotou medidas polêmicas, como cortar pela metade o salário do elenco durante greve que paralisou o futebol uruguaio por um mês no ano passado.
Briga boa
Apesar da sequência de cinco títulos consecutivos (dois com o Palmeiras, mais dois com o Flamengo e um do Fluminense), o futebol brasileiro ainda continua atrás da Argentina no número de conquistas de Libertadores: 25 a 23.
E a terra de Lionel Messi tem neste ano uma oportunidade de ouro para interromper a recente hegemonia verde e amarela e aumentar um pouquinho mais sua folga como recordista.
Afinal, a decisão desta edição está marcada para Buenos Aires e será jogada no dia 30 de novembro —o Monumental Más, casa do semifinalista River Plate, é o estádio favorito para receber o jogo do título.
Libertadores - quartas de final (volta)
Terça-feira - River Plate 1 x 0 Colo-Colo, em Buenos Aires-ARG (1 a 1 na ida)
Ontem - Atlético-MG 2 x 0 Fluminense, em Belo Horizonte (0 a 1 na ida)
Ontem - São Paulo 1 (4) x (5) 1 Botafogo, em São Paulo (0 a 0 na ida)
Hoje - Peñarol x Flamengo, em Montevidéu (1 a 0 na ida)
Ex-mandatário rubro-negro detalhou a queda de desempenho do atacante, os problemas disciplinares na final da Copa do Brasil contra o Galo
02 Abr 2026 | 19:00 |
Em entrevista recente ao Charla Podcast, o ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, quebrou o silêncio sobre a conturbada saída de Gabigol do clube. O dirigente foi enfático ao analisar o declínio técnico do camisa 9 nos últimos dois anos e revelou detalhes inéditos sobre o comportamento do atleta durante a histórica conquista da Copa do Brasil na Arena MRV.
Segundo Landim, o jogador teria tentado "azedar o clima" das comemorações após um desentendimento com o técnico Filipe Luís e a confirmação de que não permaneceria na Gávea. Landim afirmou que a proposta de renovação por apenas um ano foi baseada em critérios técnicos e financeiros rigorosos.
Para o ex-presidente, o desempenho de Gabriel Barbosa em 2023 e 2024 foi insuficiente para justificar um investimento de longo prazo, especialmente considerando a estatura do ídolo dentro do vestiário e os problemas que sua presença causava aos treinadores quando não estava em boa fase.
A postura de Gabigol no vestiário logo após a vitória sobre o Atlético-MG foi classificada por Landim como uma falta de respeito com os companheiros de equipe: "Ele tentou azedar o clima, mas acabou ficando sozinho. Senti que até os outros jogadores não aprovaram o que ele estava fazendo naquele momento de alegria", pontuou o dirigente.
Landim sugeriu que fatores fora das quatro linhas podem ter influenciado a queda técnica do jogador. O ex-Flamengo destacou que a idolatria de Gabigol era tão vasta que acabava acuando os técnicos, que se sentiam pressionados a escalá-lo mesmo sem a certeza de que ele seria a melhor solução tática para o time.
"Quando você contrata, você olha para frente. O desempenho caiu drasticamente e eu não estava convencido de que ele voltaria a ser o jogador referência de antes", concluiu o ex-presidente, lamentando que o ciclo de um dos maiores nomes da história do clube tenha terminado de forma tão conflituosa.
Diretoria mantém o plano de reformulação das divisões de base e busca um novo destino no exterior para o meia-atacante, que não deve ser reintegrado ao elenco
02 Abr 2026 | 18:00 |
Desde o início da gestão do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, o Flamengo atravessa um processo profundo de reestruturação em suas categorias de base. O objetivo central do mandatário é priorizar o refinamento técnico e a inteligência de jogo, distanciando-se de um modelo focado majoritariamente no vigor físico.
Dentro dessa nova filosofia, a situação de jovens talentos tem sido reavaliada criteriosamente, com o intuito de maximizar o potencial de ativos que surgiram sob grandes expectativas, mas que ainda buscam maturidade no futebol profissional. Um dos nomes centrais nesse cenário é o de Lorran.
Em 2023, o jovem meia-atacante era projetado como um dos principais prodígios do futebol mundial, despertando o interesse de diversos observadores internacionais. Entretanto, o atleta encontrou dificuldades para consolidar seu estilo de jogo, especialmente no que diz respeito à intensidade física e ao compromisso tático na recomposição defensiva sem a posse de bola.
Com o fim da temporada europeia se aproximando, a tendência de mercado indica que o Pisa não deverá exercer a cláusula de compra definitiva estipulada no contrato de Lorran. Diante desse panorama, o Flamengo já iniciou movimentações nos bastidores para encontrar uma nova agremiação no Velho Continente para o canhoto.
A prioridade do departamento de futebol é manter o jogador na Europa, permitindo que ele continue seu processo de amadurecimento em ligas competitivas, em vez de retornar imediatamente ao Ninho do Urubu para compor o elenco de Leonardo Jardim.
Leonardo Jardim não poderá contar com Bruno Henrique, Alex Sandro, Saúl e três titulares que retornaram com alto desgaste da Data FIFA
02 Abr 2026 | 17:45 |
Flamengo entra em campo na noite desta quinta-feira (2) para enfrentar o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista, enfrentando um cenário desafiador para a montagem da equipe titular. O treinador português Leonardo Jardim terá que lidar com ausências significativas em todos os setores do campo.
A principal surpresa na manhã desta quinta-feira (2) foi o corte de três pilares da equipe: Arrascaeta, Guillermo Varela e Léo Pereira. Após representarem suas respectivas seleções nacionais, os atletas foram submetidos a avaliações fisiológicas detalhadas em Bragança Paulista.
Os exames detectaram níveis alarmantes de fadiga e desgaste físico, impossibilitando a participação no duelo desta noite. Por precaução e visando evitar lesões musculares graves, o trio foi liberado para retornar ao Rio de Janeiro ainda nesta tarde para iniciar um processo de recuperação intensiva.
Embora já esteja clinicamente recuperado de uma pubalgia que o afastou dos gramados por cerca de um mês, o atacante Bruno Henrique não foi relacionado por Leonardo Jardim. Em comunicado oficial, o Flamengo esclareceu que o camisa 27 encontra-se na etapa final de recondicionamento e já treina com o grupo, mas ainda não atingiu o nível físico necessário para suportar a intensidade de uma partida oficial.
Outras duas ausências confirmadas são o lateral-esquerdo Alex Sandro e o meia espanhol Saúl. Alex Sandro, que havia sido cortado da Seleção Brasileira recentemente, permanece em tratamento de uma lesão muscular na coxa direita, seguindo o protocolo estabelecido pelos fisioterapeutas do clube. Já Saúl vive um processo de reabilitação mais longo após uma cirurgia no calcanhar esquerdo.