Futebol
03 Mar 2025 | 16:54 |
Mais uma vez, Bruno Henrique mostrou sua importância em clássicos. Com um golaço diante do Vasco, o atacante garantiu a vitória do Flamengo e deixou a equipe muito próxima da final do Campeonato Carioca.
Vivendo grande fase neste início de 2025, especialmente contra os rivais estaduais, o camisa 27 recebeu elogios do jornalista Leonardo Bertozzi, da ESPN. O comentarista relembrou as dúvidas levantadas na época da renovação de contrato do jogador e destacou como ele tem sido decisivo.
No início de 2024, Bruno Henrique assinou um novo vínculo de três anos com o Flamengo. Na época, sua idade e o histórico de lesões geraram debates sobre a decisão do clube. No entanto, pouco mais de um ano depois, o atacante prova estar em plena forma e se mantém como peça fundamental no elenco.
"Lembra da última renovação que a gente discutiu? 'Vamos pensar na idade do Bruno Henrique. Ele já teve lesão. Vale a aposta? O Flamengo não vai se arrepender?'. Essas questões faziam sentido na época, mas hoje parecem irrelevantes, né? Ele segue entregando um rendimento altíssimo." – destacou Bertozzi.
Com contrato válido até 31 de dezembro de 2026, Bruno Henrique terá 36 anos ao final do vínculo. Ainda assim, continua despertando interesse no mercado. Em 2025, chegou a ser sondado pelo Atlético-MG, mas permaneceu no clube.
Ausência de Pedro seria ainda mais sentida sem Bruno Henrique
A lesão de Pedro, afastado desde setembro de 2024, deixou uma lacuna no ataque do Flamengo. Durante a passagem de Tite, Carlinhos e Bruno Henrique foram testados como referência ofensiva, mas sem sucesso.
Com a chegada de Filipe Luís, Gabigol assumiu o posto de titular. No entanto, com a saída do camisa 99 e a chegada de Juninho, que ainda está em processo de adaptação e acabou se lesionando, Bruno Henrique voltou a ocupar papel de protagonismo e tem correspondido.
Diante desse cenário, Leonardo Bertozzi reforçou como o Flamengo poderia estar em situação complicada sem o camisa 27.
"O Flamengo sofreria muito mais na ausência do Pedro se não tivesse... Embora sejam jogadores diferentes, a falta do Pedro seria ainda mais sentida sem um jogador como o Bruno Henrique."
Com grande fase e protagonismo, Bruno Henrique segue mostrando que sua renovação foi uma decisão acertada do Flamengo.
Começo da temporada do Mengão é o pior em mais de 20 anos e clube tenta se restabelecer após aproveitamento abaixo e elenco abaixo fisicamente
05 Fev 2026 | 19:00 |
O Flamengo atravessa em 2026 o pior início de temporada dos últimos 24 anos. Em oito partidas disputadas, a equipe soma apenas uma vitória, dois empates e cinco derrotas, alcançando um aproveitamento de 21%. O desempenho só não é inferior ao registrado em 2002, quando o time não venceu nenhum dos oito primeiros jogos do ano.
Os números evidenciam o quanto a campanha atual foge do padrão histórico recente. Desde o início dos anos 2000, poucas temporadas começaram de forma tão instável quanto a de 2026. Com isso, o Flamengo tenta se reerguer para busca de títulos na atual temporada.
O cenário atual contrasta de forma direta com temporadas recentes. Em 2025, sob o comando de Filipe Luís, o time iniciou o ano com 67% de aproveitamento nos oito primeiros jogos, desempenho que serviu de base para uma temporada marcada por conquistas expressivas. Outro exemplo emblemático ocorreu em 2019, quando a equipe dirigida por Jorge Jesus venceu seis dos oito primeiros compromissos do ano, sofrendo apenas uma derrota e um empate, em um início que antecipava um dos períodos mais vitoriosos de sua história.
O recorte histórico reforça o alerta. Desde 2002, quando o clube teve um início ainda mais dramático, não se via um desempenho tão baixo. Em contraponto, 2011 permanece como referência máxima, com 100% de aproveitamento nas oito partidas iniciais. Diante desse contexto, o início de 2026 se consolida como um ponto fora da curva e impõe a necessidade de reação imediata para evitar que a pior largada em mais de duas décadas se prolongue ao longo da temporada.
Ex-presidente do Mengão é deputado federal e pretende encontrar alternativas para aumento no valor pago por clubes associativos
05 Fev 2026 | 18:00 |
Após o alerta feito pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, sobre os impactos da reforma tributária, outro nome de peso decidiu se posicionar publicamente: Eduardo Bandeira de Mello. Projeções internas indicam que o Flamengo pode enfrentar um prejuízo acumulado de aproximadamente R$ 728 milhões ao longo dos próximos sete anos, caso o novo modelo seja aplicado sem ajustes.
Bandeira de Mello sobre soluções para Reforma Tributária que pode gerar prejuízo ao Flamengo: "Tentando resolver essa situação desde o ano passado..."
A principal crítica apresentada por Bap gira em torno da diferença de tratamento entre clubes associativos e as SAFs. Pelo texto atual, sociedades anônimas do futebol seriam tributadas com alíquota de 6%, enquanto entidades sem fins lucrativos poderiam chegar a 11%, o que ampliaria significativamente os custos operacionais.
Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo e atual deputado federal, reforçou essa preocupação ao afirmar que, mesmo com possíveis mecanismos de compensação, o desequilíbrio seguirá existindo. Segundo ele, a própria estrutura da reforma favorece as SAFs.
“Apesar de os clubes poderem ter uma redução de 60% na alíquota, que ainda vai ser definida, e também a possibilidade de creditamento de despesas, isso certamente não vai compensar a vantagem que as SAFs têm, que foi garantida já pela reforma tributária”, explicou ao canal Resenha Rubro-Negra.
Bandeira também revelou que houve tentativa de corrigir essa distorção durante a tramitação do projeto no Congresso. A Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que estendia aos clubes associativos as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs, aproximando a carga tributária entre os modelos.
No entanto, a proposta acabou barrada. De acordo com o ex-dirigente, a emenda foi considerada inconstitucional e vetada pela Presidência da República, mantendo um cenário amplamente favorável às sociedades anônimas.
Outro ponto sensível destacado por Bandeira diz respeito aos esportes olímpicos. Com o aumento da carga tributária, a tendência é de redução de investimentos em um departamento que já opera no vermelho. Atualmente, o clube investe cerca de R$ 70 milhões na área, com retorno aproximado de R$ 24 milhões, gerando um déficit anual de R$ 46 milhões.
“Tentando resolver essa situação desde o ano passado, a Câmara aprovou uma emenda de plenário que alterou a regulamentação da reforma tributária e estendeu para os clubes as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs. No entanto, essa emenda foi considerada inconstitucional e foi vetada pela Presidência da República”, concluiu Bandeira.
Meia é a mais cara contratação da história do Mengão, mas técnico e os bastidores do clube pregam paciência com o jogador
05 Fev 2026 | 17:00 |
O Flamengo transformou a volta de Lucas Paquetá ao Maracanã em um evento à parte na última quarta-feira. O meia foi recebido com mosaico 3D, bandeirão com seu rosto e uma arquibancada tomada por camisas com o número 20. A celebração também se repetiu no momento do anúncio da escalação, quando o nome do jogador foi um dos mais ovacionados no telão do estádio.
Filipe Luís sobre utilização de Paquetá: "Ele pode jogar em todas as posições do ataque..."
Questionado sobre o encaixe do reforço, Filipe Luís tratou a escalação como um esboço inicial e deixou claro que seguirá testando o jogador em outras funções. Apesar disso, fez questão de destacar a versatilidade e o impacto do meia.
“Ele pode jogar em todas as posições do ataque. Ele encaixa muito bem nessa posição, tem chegada na área, profundidade, domina bem entre linhas, gira, tem gol. Hoje teve duas possibilidades claras. Se associa muito bem com o lateral, consegue fazer essa ida e volta que é exigente. Mas isso não quer dizer que ele só vai jogar ali. O mais importante é que ele é muito determinante. Mesmo não estando na melhor forma física, é um jogador que faz a diferença”, afirmou o treinador do Flamengo.
Filipe Luís escalou o reforço mais caro da história do futebol brasileiro, investimento de R$ 260 milhões, como titular diante do Internacional. A primeira tentativa de encaixe veio em uma função diferente da habitual: Paquetá atuou como falso ponta-direita, ocupando o espaço que normalmente seria de Plata.
Sem a bola, o Paquetá ajudava na marcação pelo setor. Com a posse, flutuava pelo meio, abrindo o corredor para as subidas de Emerson Royal. A dinâmica funcionou em alguns momentos, embora o lateral tenha pecado nos cruzamentos ao longo da partida.
Foi justamente pelo corredor central que Paquetá apareceu com mais perigo. Teve duas finalizações: na primeira, bateu de primeira após uma rebatida na meia-lua, acertando forte, mas facilitando a defesa de Rochet. Já no segundo tempo, infiltrou-se na área e desviou de cabeça um cruzamento de Arrascaeta, que acabou saindo pela linha de fundo. No entanto, também pelo meio surgiu um dos lances decisivos contra: um passe errado do meia deu início à jogada do gol marcado por Borré, que abriu o placar para o Internacional ainda na primeira etapa.