Futebol
18 Mar 2025 | 17:26 |
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, se manifestou favoravelmente ao pronunciamento do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, sobre racismo no futebol. A declaração ocorreu antes do sorteio dos grupos da Libertadores, realizado na última segunda-feira (17), em Luque, Paraguai. Em entrevista ao SporTV, Baptista classificou o discurso como "adequado" e "ponderado", destacando as dificuldades de aplicação de sanções em um contexto cultural variado.
Durante a entrevista, o mandatário rubro-negro abordou a complexidade das penalizações a clubes em casos de racismo cometidos por torcedores. Segundo ele, a criminalização do racismo no Brasil difere da legislação vigente em outros países da Conmebol, tornando a questão um desafio para a entidade sul-americana.
"Achei o discurso adequado e ponderado. É sempre importante lembrar que, em que pese o racismo ser algo odioso e que no Brasil é crime, nos outros 10 países da Conmebol não é. Eu entendo o desafio da Conmebol de lidar com 10 governos que não têm a visão que o brasileiro teve. Ele colocou muito bem que é um aspecto cultural. Para nós no Brasil é crime e para eles não", afirmou Baptista.
FLAMENGO PROPÕE REFLEXÃO SOBRE O IMPACTO DAS PUNIÇÕES
Baptista argumentou que a aplicação de sanções pode afetar injustamente clubes que se dedicam ao longo do ano para conquistar uma vaga em torneios continentais. Para ele, é necessário discutir ativamente a proporcionalidade das punições sem comprometer a integridade esportiva das equipes.
"Sobre as penalidades, é sempre importante pensar o quanto você deve punir um clube pela atitude de uma ou outra pessoa que faz parte da sociedade e está ali no estádio. É uma situação bastante delicada. Tem de haver o repúdio e o combate, mas a coisa da punição... você se prepara o ano inteiro, disputa um campeonato inteiro. Chega lá e porque uma pessoa é racista pune seu clube e você cai de uma Libertadores? É uma coisa delicada. Há de se discutir o tamanho da punição porque punir o clube é complicado", completou.
CRF ANUNCIA MEDIDAS PARA COMBATER O RACISMO
Além de apoiar o discurso da Conmebol, Luiz Eduardo Baptista revelou que pretende levar ao Conselho Deliberativo do clube uma proposta para que o Mengão fortaleça institucionalmente o combate ao racismo. Segundo ele, a ideia é tornar a bandeira antirracista uma causa permanente em todas as modalidades esportivas do clube.
"No Flamengo nós vamos empunhar a bandeira contra o racismo, há outros lugares onde isso acontece. Devo encaminhar ao Conselho Deliberativo uma moção nesse sentido para que a gente inclua a bandeira contra o racismo de maneira permanente em todos os esportes que a gente participe de forma institucional", finalizou.
Enquanto o Rubro-Negro segue fortalecido comercialmente, o grupo rival enfrenta debandada iminente após recuo de banco; Tricolor Gaúcho revela insatisfação
26 Fev 2026 | 16:00 |
A postura firme do Flamengo nas negociações de direitos de transmissão, que gerou críticas de rivais em 2025, parece ter sido confirmada pelo tempo. A Libra (Liga do Futebol Brasileiro), bloco que entrou em rota de colisão com o Rubro-Negro, vive hoje seu momento mais delicado. A retirada de uma proposta financeira do Banco Daycoval expôs fragilidades internas e colocou em xeque a sustentabilidade do grupo. Clubes importantes passaram a discutir alternativas diante do cenário de incertezas.
A crise ganhou força após o recuo do Banco Daycoval, que compraria 5% dos direitos de TV por 15 anos. Sem o aporte previsto, equipes como Grêmio, São Paulo e Santos passaram a avaliar uma possível migração para a Liga Forte União. O enfraquecimento da Libra, iniciado após o embate com o Flamengo, agora atinge diretamente o caixa dos integrantes. Promessas financeiras não cumpridas e divergências políticas ampliaram o desgaste interno.
Um dos casos mais emblemáticos envolve o Grêmio, que vive situação considerada paradoxal. Segundo apuração do UOL, o presidente Odorico Roman tem sido cobrado para o rateio de taxas advocatícias do bloco. O objetivo é manter uma ação judicial da Libra contra o Flamengo na Corte Arbitral. A ironia é que o clube paga para sustentar um modelo de divisão que, na prática, renderia menos do que propostas anteriores defendidas pelo Rubro-Negro.
Além da frustração financeira, a Libra enfrenta um vácuo de poder. Os mandatos de dirigentes como Julio Casares e André Rocha expiraram sem novas eleições, gerando instabilidade política. Falhas contratuais também vieram à tona, como a ausência de previsão de aumento de receitas com a ampliação da Série A. Com mais clubes na divisão, a tendência é de diluição das cotas, agravando a insatisfação.
Enquanto isso, o Flamengo mantém contratos sólidos e independência comercial. Com acordo firmado com a TV Globo até 2029, o clube preserva receitas e estabilidade. Rivais que antes criticaram a postura rubro-negra agora discutem o futuro da própria aliança. O cenário reforça a estratégia adotada pela diretoria ao resistir às pressões e priorizar segurança financeira a longo prazo.
Meia é um dos principais nomes do Mengão, mas clube catari pode fazer investimento para tirá-lo do Rio de Janeiro com grande oferta salarial
26 Fev 2026 | 15:11 |
O Flamengo ainda não vive seu melhor momento em 2026. No Campeonato Brasileiro, soma quatro pontos após três rodadas, enquanto na Recopa Sul-Americana saiu em desvantagem ao ser derrotado por 1 a 0 pelo Lanús, fora de casa. Agora, a equipe precisa reverter o cenário no Maracanã para conquistar o primeiro título do ano e aliviar a pressão que cresce nos bastidores.
Paralelamente ao momento esportivo, há movimentações internas visando ajustes no elenco. O nome da vez é o de Nicolás de la Cruz, que entrou no radar do mercado internacional e pode receber proposta do Catar na próxima janela de transferências.
Segundo informações divulgadas pelo portal ‘Bolavip’, o clube aguarda uma investida oficial para avaliar a saída do meio-campista em junho. A atual janela se encerra em 3 de março, o que inviabiliza qualquer negociação imediata.
De La Cruz chegou a ficar afastado por lesão, mas, desde o retorno, tem retomado protagonismo no esquema do técnico Filipe Luís. O uruguaio tem apresentado atuações consistentes e se tornou peça importante no funcionamento tático da equipe. Mesmo com o interesse externo, o meia é considerado relevante para a temporada, especialmente em um momento de reconstrução e busca por estabilidade.
Enquanto o futuro do elenco é debatido nos bastidores, o foco imediato está na decisão da Recopa. O Flamengo precisa vencer o Lanús no Maracanã, às 21h30, para reverter a desvantagem e levantar o troféu. O time argentino joga pelo empate para ficar com o título.
Sob pressão pelo primeiro título de 2026, Rubro-Negro recebe argentinos nesta quinta-feira (26), no Maracanã, precisando vencer por dois gols de diferença
26 Fev 2026 | 14:30 |
Em busca de estabilidade na temporada e do primeiro troféu de 2026, o Flamengo entra em campo na noite desta quinta-feira (26) para decidir a Recopa Sul-Americana. O confronto contra o Lanús (ARG), no Maracanã, coloca à prova a capacidade de reação do elenco rubro-negro, que vive um momento de oscilação e precisa reverter o resultado adverso construído pelo adversário no jogo de ida.
O revés por 1 a 0 sofrido na Argentina obriga o Mais Querido a adotar uma postura ofensiva. Para levantar a taça ainda no tempo regulamentar, o time carioca necessita de uma vitória por dois ou mais gols de vantagem. Um triunfo simples leva a disputa para a prorrogação.
Para mediar o duelo decisivo entre brasileiros e argentinos, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) definiu uma equipe de arbitragem majoritariamente uruguaia. O árbitro principal será Gustavo Tejera, nome experiente no quadro da entidade.
Tejera será auxiliado nas bandeiras por seus compatriotas Nicolas Tarán e Carlos Barreiro. A tecnologia também estará sob comando uruguaio, com Andres Cunha responsável pela cabine do VAR. A equipe completa de arbitragem conta ainda com integrantes chilenos no suporte de vídeo.
O clima para a decisão envolve uma pressão considerável. Após o vice-campeonato na Supercopa do Brasil no início do ano, a Recopa ganhou peso extra no planejamento do clube. A missão, no entanto, não será simples. O Lanús chega ao Rio de Janeiro com a vantagem do empate e promete dificultar as ações ofensivas dos donos da casa, explorando o nervosismo e a necessidade de gols do Flamengo.