Futebol
Ex-Flamengo, Gabigol é criticado após empate do Santos com o São Paulo
05 Fev 2026 | 14:46
Futebol
03 Fev 2025 | 17:02 |
A dois meses do início do Campeonato Brasileiro, a LFU encerrou seu ciclo de negociação dos direitos de transmissão de 2025 a 2029. Amazon, Record e YouTube já tinham acertado; a Globo agora compra o último pacote. E o que há de mais importante para o futebol como um todo: apesar de dirigentes não terem cumprido com o que propuseram anos atrás, a criação da liga, e com tantos conflitos no processo, o resultado superou o que parecia ser inevitável.
O valor total dos direitos aumentou. Se antes o Brasileirão gerava por volta de R$ 2 bilhões aos clubes, a partir de hoje passará a cerca de R$ 2,7 bilhões — R$ 1,17 bilhão do contrato da Libra, mais cerca de R$ 1,5 bilhão nos acordos somados da LFU. Conforme houver reajustes nos anos seguintes, acrescida ainda a receita variável com o pay-per-view do Premiere, é provável que o torneio se aproxime de R$ 3 bilhões. Isso, de novo, apesar da bagunça. Imagina se desse liga.
As cifras aumentaram por algumas razões, sobretudo a entrada dos novos players. Não há muita dúvida no mercado de que a Amazon pagará caro para ter um jogo exclusivo por rodada; R$ 265 milhões em 2025, com reajuste anual de 10%. Parece fazer sentido dentro do plano de expansão da empresa, que já tem a Copa do Brasil, portanto não encare como crítica, mas constatação. Record e CazéTV também pagarão alto, R$ 200 milhões e R$ 175 milhões por ano.
As últimas jogadas dessa negociação foram tensas nos bastidores. A Livemode, agência que representa comercialmente a LFU, fazia crer que havia ofertas firmes da Globo e da Warner. Se a Globo não fizesse a proposta de R$ 850 milhões, poderia abrir brecha para a concorrente estrangeira e enfraquecer o Premiere. Já a Livemode corria o risco de não fazer a receita necessária e/ou de fragmentar excessivamente a transmissão, com plataformas demais.
Na outra ponta desta equação está a distribuição do dinheiro. Qualquer um que faça afirmações dramáticas terá sido levado por certo viés, pois fórmulas de divisão tanto da Libra quanto da LFU são variáveis, ou seja, dependem da audiência e da posição na tabela. Não dá para dizer que clube A receberá X a mais que clube B de antemão. Mas há previsões razoáveis.
Flamengo, Corinthians e Palmeiras tinham mínimos garantidos nos contratos de pay-per-view que acabaram em 2024. Como a partir de 2025 a distribuição estará regrada pelas tais fórmulas, é provável que esses três arrecadem proporcionalmente menos. O Corinthians conseguiu regalias ao pular para a LFU, como crédito da XP e vantagem na distribuição de verba da LFU, mas não um mínimo garantido como o anterior. O Flamengo sentirá a maior diferença.
Se o topo da tabela recebe menos, a base recebe mais, o que é positivo para o ecossistema. Além disso, foram corrigidas perversões, como não ter havido pagamento na parcela por performance aos quatro rebaixados dos Brasileirões até 2024. Eles não podem ser sufocados.
Nos últimos anos, o que mais teve no bastidor foi tese furada. Líderes da Libra apostaram que a LFU não conseguiria se mobilizar, depois que não haveria investidores, depois que não venderia seus direitos. Erraram todas. Intermediários da LFU defenderam que seus clubes valiam a mesma coisa, mas só venderam seus pacotes depois de “roubar” o Corinthians, e varreram para debaixo do tapete seus inúmeros conflitos de interesses. Quem viu não esqueceu. Mas, pelo menos, diante de tudo o que poderia ter dado errado nessa história, até que não acabou mal.
Ex-presidente do Mengão é deputado federal e pretende encontrar alternativas para aumento no valor pago por clubes associativos
05 Fev 2026 | 18:00 |
Após o alerta feito pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, sobre os impactos da reforma tributária, outro nome de peso decidiu se posicionar publicamente: Eduardo Bandeira de Mello. Projeções internas indicam que o Flamengo pode enfrentar um prejuízo acumulado de aproximadamente R$ 728 milhões ao longo dos próximos sete anos, caso o novo modelo seja aplicado sem ajustes.
Bandeira de Mello sobre soluções para Reforma Tributária que pode gerar prejuízo ao Flamengo: "Tentando resolver essa situação desde o ano passado..."
A principal crítica apresentada por Bap gira em torno da diferença de tratamento entre clubes associativos e as SAFs. Pelo texto atual, sociedades anônimas do futebol seriam tributadas com alíquota de 6%, enquanto entidades sem fins lucrativos poderiam chegar a 11%, o que ampliaria significativamente os custos operacionais.
Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo e atual deputado federal, reforçou essa preocupação ao afirmar que, mesmo com possíveis mecanismos de compensação, o desequilíbrio seguirá existindo. Segundo ele, a própria estrutura da reforma favorece as SAFs.
“Apesar de os clubes poderem ter uma redução de 60% na alíquota, que ainda vai ser definida, e também a possibilidade de creditamento de despesas, isso certamente não vai compensar a vantagem que as SAFs têm, que foi garantida já pela reforma tributária”, explicou ao canal Resenha Rubro-Negra.
Bandeira também revelou que houve tentativa de corrigir essa distorção durante a tramitação do projeto no Congresso. A Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que estendia aos clubes associativos as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs, aproximando a carga tributária entre os modelos.
No entanto, a proposta acabou barrada. De acordo com o ex-dirigente, a emenda foi considerada inconstitucional e vetada pela Presidência da República, mantendo um cenário amplamente favorável às sociedades anônimas.
Outro ponto sensível destacado por Bandeira diz respeito aos esportes olímpicos. Com o aumento da carga tributária, a tendência é de redução de investimentos em um departamento que já opera no vermelho. Atualmente, o clube investe cerca de R$ 70 milhões na área, com retorno aproximado de R$ 24 milhões, gerando um déficit anual de R$ 46 milhões.
“Tentando resolver essa situação desde o ano passado, a Câmara aprovou uma emenda de plenário que alterou a regulamentação da reforma tributária e estendeu para os clubes as mesmas alíquotas aplicadas às SAFs. No entanto, essa emenda foi considerada inconstitucional e foi vetada pela Presidência da República”, concluiu Bandeira.
Meia é a mais cara contratação da história do Mengão, mas técnico e os bastidores do clube pregam paciência com o jogador
05 Fev 2026 | 17:00 |
O Flamengo transformou a volta de Lucas Paquetá ao Maracanã em um evento à parte na última quarta-feira. O meia foi recebido com mosaico 3D, bandeirão com seu rosto e uma arquibancada tomada por camisas com o número 20. A celebração também se repetiu no momento do anúncio da escalação, quando o nome do jogador foi um dos mais ovacionados no telão do estádio.
Filipe Luís sobre utilização de Paquetá: "Ele pode jogar em todas as posições do ataque..."
Questionado sobre o encaixe do reforço, Filipe Luís tratou a escalação como um esboço inicial e deixou claro que seguirá testando o jogador em outras funções. Apesar disso, fez questão de destacar a versatilidade e o impacto do meia.
“Ele pode jogar em todas as posições do ataque. Ele encaixa muito bem nessa posição, tem chegada na área, profundidade, domina bem entre linhas, gira, tem gol. Hoje teve duas possibilidades claras. Se associa muito bem com o lateral, consegue fazer essa ida e volta que é exigente. Mas isso não quer dizer que ele só vai jogar ali. O mais importante é que ele é muito determinante. Mesmo não estando na melhor forma física, é um jogador que faz a diferença”, afirmou o treinador do Flamengo.
Filipe Luís escalou o reforço mais caro da história do futebol brasileiro, investimento de R$ 260 milhões, como titular diante do Internacional. A primeira tentativa de encaixe veio em uma função diferente da habitual: Paquetá atuou como falso ponta-direita, ocupando o espaço que normalmente seria de Plata.
Sem a bola, o Paquetá ajudava na marcação pelo setor. Com a posse, flutuava pelo meio, abrindo o corredor para as subidas de Emerson Royal. A dinâmica funcionou em alguns momentos, embora o lateral tenha pecado nos cruzamentos ao longo da partida.
Foi justamente pelo corredor central que Paquetá apareceu com mais perigo. Teve duas finalizações: na primeira, bateu de primeira após uma rebatida na meia-lua, acertando forte, mas facilitando a defesa de Rochet. Já no segundo tempo, infiltrou-se na área e desviou de cabeça um cruzamento de Arrascaeta, que acabou saindo pela linha de fundo. No entanto, também pelo meio surgiu um dos lances decisivos contra: um passe errado do meia deu início à jogada do gol marcado por Borré, que abriu o placar para o Internacional ainda na primeira etapa.
Cria do Tricolor é visto pelo Mengão como alguém que se encaixa no pedido de Filipe Luís para a equipe e, mas clube da Inglaterra pede valor astronômico
05 Fev 2026 | 16:00 |
Em busca de um novo centroavante para disputar posição com Pedro, o Flamengo tem mais um nome no radar: Evanilson, atualmente no Bournemouth. Aos 26 anos, o atacante brasileiro soma cinco gols e uma assistência em 24 partidas na temporada do futebol inglês.
Segundo o jornalista Diogo Dantas, do jornal O Globo, o Rubro-Negro fez uma sondagem oficial pela situação do jogador e chegou a oferecer 30 milhões de euros, cerca de R$ 186 milhões na cotação atual. No entanto, as conversas não avançaram devido à alta pedida do clube da Premier League.
O Bournemouth teria estipulado o valor de 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 310 milhões) para liberar Evanilson. A postura rígida dos ingleses estaria ligada, principalmente, à recente venda de Antoine Semenyo ao Manchester City, o que reduziu a necessidade imediata de negociar outro atacante.
Ainda de acordo com a apuração, a equipe inglesa sinalizou que pode reabrir as negociações após o encerramento da temporada europeia, no meio do ano. Até lá, o cenário para o Flamengo segue em compasso de espera.
Internamente, a busca é por um centroavante com características específicas. A diretoria e o técnico Filipe Luís priorizam um camisa 9 com mobilidade, intensidade na pressão defensiva e capacidade de atacar a profundidade, um perfil diferente do atual titular da posição. Nesse contexto, o nome de Evanilson agrada à comissão técnica. Conforme destaca a reportagem de O Globo, o atacante se encaixa no modelo de jogo idealizado pelo treinador e tem aprovação interna.
Revelado pelo Fluminense, Evanilson também passou pelo STK Samorin, da Eslováquia, antes de se destacar pelo Porto. Em 2024, foi negociado com o Bournemouth por 37 milhões de euros (R$ 223 milhões à época), com o acordo prevendo ainda até 10 milhões de euros adicionais em bônus por metas atingidas.