Futebol
Flamengo encerra preparação para enfrentar o Estudiantes pela Libertadores
28 Abr 2026 | 18:13
Futebol
03 Fev 2025 | 17:02 |
A dois meses do início do Campeonato Brasileiro, a LFU encerrou seu ciclo de negociação dos direitos de transmissão de 2025 a 2029. Amazon, Record e YouTube já tinham acertado; a Globo agora compra o último pacote. E o que há de mais importante para o futebol como um todo: apesar de dirigentes não terem cumprido com o que propuseram anos atrás, a criação da liga, e com tantos conflitos no processo, o resultado superou o que parecia ser inevitável.
O valor total dos direitos aumentou. Se antes o Brasileirão gerava por volta de R$ 2 bilhões aos clubes, a partir de hoje passará a cerca de R$ 2,7 bilhões — R$ 1,17 bilhão do contrato da Libra, mais cerca de R$ 1,5 bilhão nos acordos somados da LFU. Conforme houver reajustes nos anos seguintes, acrescida ainda a receita variável com o pay-per-view do Premiere, é provável que o torneio se aproxime de R$ 3 bilhões. Isso, de novo, apesar da bagunça. Imagina se desse liga.
As cifras aumentaram por algumas razões, sobretudo a entrada dos novos players. Não há muita dúvida no mercado de que a Amazon pagará caro para ter um jogo exclusivo por rodada; R$ 265 milhões em 2025, com reajuste anual de 10%. Parece fazer sentido dentro do plano de expansão da empresa, que já tem a Copa do Brasil, portanto não encare como crítica, mas constatação. Record e CazéTV também pagarão alto, R$ 200 milhões e R$ 175 milhões por ano.
As últimas jogadas dessa negociação foram tensas nos bastidores. A Livemode, agência que representa comercialmente a LFU, fazia crer que havia ofertas firmes da Globo e da Warner. Se a Globo não fizesse a proposta de R$ 850 milhões, poderia abrir brecha para a concorrente estrangeira e enfraquecer o Premiere. Já a Livemode corria o risco de não fazer a receita necessária e/ou de fragmentar excessivamente a transmissão, com plataformas demais.
Na outra ponta desta equação está a distribuição do dinheiro. Qualquer um que faça afirmações dramáticas terá sido levado por certo viés, pois fórmulas de divisão tanto da Libra quanto da LFU são variáveis, ou seja, dependem da audiência e da posição na tabela. Não dá para dizer que clube A receberá X a mais que clube B de antemão. Mas há previsões razoáveis.
Flamengo, Corinthians e Palmeiras tinham mínimos garantidos nos contratos de pay-per-view que acabaram em 2024. Como a partir de 2025 a distribuição estará regrada pelas tais fórmulas, é provável que esses três arrecadem proporcionalmente menos. O Corinthians conseguiu regalias ao pular para a LFU, como crédito da XP e vantagem na distribuição de verba da LFU, mas não um mínimo garantido como o anterior. O Flamengo sentirá a maior diferença.
Se o topo da tabela recebe menos, a base recebe mais, o que é positivo para o ecossistema. Além disso, foram corrigidas perversões, como não ter havido pagamento na parcela por performance aos quatro rebaixados dos Brasileirões até 2024. Eles não podem ser sufocados.
Nos últimos anos, o que mais teve no bastidor foi tese furada. Líderes da Libra apostaram que a LFU não conseguiria se mobilizar, depois que não haveria investidores, depois que não venderia seus direitos. Erraram todas. Intermediários da LFU defenderam que seus clubes valiam a mesma coisa, mas só venderam seus pacotes depois de “roubar” o Corinthians, e varreram para debaixo do tapete seus inúmeros conflitos de interesses. Quem viu não esqueceu. Mas, pelo menos, diante de tudo o que poderia ter dado errado nessa história, até que não acabou mal.
Zagueiro sofreu uma laceração na perna e desfalca a equipe liderada por Leonardo Jardim em partida decisiva pela liderança do Grupo A
28 Abr 2026 | 22:00 |
Flamengo confirmou, nesta terça-feira (28), que o zagueiro Léo Pereira está fora do confronto contra o Estudiantes de La Plata, válido pela terceira rodada da Copa Libertadores 2026. O atleta não foi incluído na lista oficial de relacionados após sofrer um ferimento contuso na perna esquerda durante a goleada sobre o Atlético-MG, no último domingo. Devido à profundidade do corte, o jogador precisou ser submetido a uma sutura e, para garantir a cicatrização adequada, permanecerá em repouso no Rio de Janeiro.
A ausência de Léo Pereira amplia os desafios para o técnico Leonardo Jardim, que já lida com outros desfalques importantes no setor de criação e contenção. Além do zagueiro, o meio-campista Lucas Paquetá e o volante Erick Pulgar continuam entregues ao departamento médico, cumprindo cronogramas específicos de recuperação para lesões musculares e ortopédicas sofridas em rodadas anteriores do calendário nacional.
Com a baixa de um de seus pilares defensivos, a comissão técnica deve promover a entrada de Vitão ou Léo Ortiz para formar a dupla de zaga titular. A manutenção da consistência defensiva é vista como prioritária para suportar a pressão argentina, uma vez que o Flamengo busca consolidar sua classificação antecipada. A boa fase de Evertton Araújo, que vem substituindo Pulgar com êxito, oferece um alento tático ao treinador português para equilibrar as perdas no plantel.
O embate entre Estudiantes e Flamengo ocorre nesta quarta-feira (29), às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata. Atualmente, o Rubro-Negro ocupa o topo da tabela do Grupo A com 100% de aproveitamento, somando seis pontos em duas partidas. O clube argentino aparece logo atrás, na segunda posição, com quatro pontos conquistados após um empate na estreia e uma vitória na rodada subsequente.
Os torcedores rubro-negros poderão acompanhar todos os detalhes do confronto através da Rede Globo, que transmite a partida em TV aberta para todo o Brasil. Além da televisão, o serviço de streaming Paramount+ disponibilizará o sinal ao vivo para seus assinantes. A partida é tratada como o principal evento esportivo da semana, prometendo grandes índices de audiência dada a relevância do confronto para as pretensões brasileiras na temporada de 2026.
Histórico entre brasileiros e argentinos aponta uma ligeira vantagem rubro-negra, marcada por confrontos decisivos e equilíbrio técnico em solo sul-americano
28 Abr 2026 | 21:00 |
O embate entre Flamengo e Estudiantes é um dos jogos mais aguardados da rodada da Libertadores. No balanço geral, o Rubro-Negro leva vantagem, mas os números mostram que o time de La Plata costuma ser um adversário indigesto, especialmente atuando em seus domínios na Argentina.
Até o encontro atual na temporada de 2026, as equipes registraram 9 confrontos oficiais. O Flamengo acumula 4 vitórias, contra 2 triunfos do Estudiantes, além de 3 empates. Embora o número de vitórias cariocas seja o dobro, a maioria dos jogos foi decidida por margens mínimas, refletindo o equilíbrio tático entre as escolas de futebol do Rio de Janeiro e de Buenos Aires.
O Flamengo marcou 12 gols e sofreu 8, mantendo um saldo positivo de 4 gols. O maior artilheiro deste confronto em edições recentes de Libertadores é o atacante Pedro, que tem sido peça-chave nas vitórias do "Mais Querido" contra equipes argentinas sob o comando de diferentes treinadores, incluindo a atual gestão de Leonardo Jardim.
O encontro mais marcante entre os dois clubes na história recente ocorreu nas fases eliminatórias da Libertadores. Após uma derrota por 1 a 0 no tempo regulamentar, o Flamengo precisou superar o sistema defensivo rigoroso do Estudiantes para levar a decisão aos pênaltis. Naquela ocasião, o Rubro-Negro demonstrou frieza e venceu por 4 a 2 nas cobranças, garantindo a vaga para as semifinais.
Aquele duelo solidificou a percepção de que enfrentar o Estudiantes exige não apenas qualidade técnica, mas resistência emocional. O time argentino é conhecido por sua "catimba" e pelo forte jogo aéreo, características que o técnico Alexander "Cacique" Medina tenta resgatar para o duelo de 2026, buscando reverter a soberania brasileira nos números gerais.
Atuar em La Plata sempre foi um desafio para o Flamengo. Das derrotas sofridas pelo clube carioca no retrospecto, ambas ocorreram fora de casa. O estádio Jorge Luis Hirschi é conhecido pela proximidade da torcida com o gramado, criando um ambiente de pressão que historicamente favorece os argentinos.
No entanto, o Flamengo de 2026 chega com um retrospecto recente favorável em solo estrangeiro. Sob a batuta de Leonardo Jardim, o time tem demonstrado maturidade para controlar o ritmo de jogo e silenciar estádios adversários com transições rápidas. O objetivo neste novo capítulo é ampliar a vantagem histórica e quebrar o tabu de vitórias do Estudiantes em seus domínios, encaminhando a classificação no Grupo A.
Ex-defensor explicou os bastidores de seu desligamento do cargo de auxiliar técnico após a demissão do treinador e reforçou a autonomia de ambos na carreira
28 Abr 2026 | 20:30 |
Mesmo após quase dois meses da mudança no comando técnico do Flamengo, os desdobramentos da saída de Filipe Luís continuam a gerar discussões nos bastidores. Na última segunda-feira (27), o ex-zagueiro Rodrigo Caio, que atuava como auxiliar técnico na comissão anterior, esclareceu as circunstâncias de sua partida. Em entrevista ao podcast do ex-jogador Denílson, ele revelou que sua decisão de deixar o Ninho do Urubu foi pautada estritamente pela lealdade ao companheiro que o levou ao cargo, embora tenha ressaltado que não existe um compromisso formal de trabalharem juntos em projetos futuros.
Rodrigo Caio enfatizou que sua relação com Filipe Luís é fundamentada na amizade, sem obrigações profissionais atreladas a convites para novos clubes. “Eu saí junto. O Filipe nunca me prometeu nada. Pelo contrário, a gente tem uma amizade. Se ele for para o Real Madrid, ele não tem obrigação de me chamar”, afirmou o ex-atleta. A declaração busca desvincular a imagem de "parceria fixa", permitindo que ambos sigam caminhos independentes no mercado do futebol em 2026.
Durante o relato, Rodrigo Caio detalhou o momento em que comunicou sua saída à cúpula flamenguista. Ele fez questão de comparecer pessoalmente ao Centro de Treinamento para se despedir e conversar diretamente com a presidência antes que a notícia fosse veiculada pela imprensa. Segundo o ex-auxiliar, houve um pedido por parte da diretoria, especificamente citando a importância de Luiz Eduardo Baptista (Bap) em sua trajetória, para que ele permanecesse na estrutura técnica do clube.
No entanto, o posicionamento de Rodrigo foi irredutível. “Falei que cheguei com o Filipe e vou sair com o Filipe”, destacou. Esse gesto de fidelidade encerrou uma passagem que, apesar de breve na comissão técnica, seguiu o sucesso obtido pelo defensor durante seus anos como jogador no clube. A saída conjunta marcou o fim de um ciclo que teve seu ápice na temporada vitoriosa de 2025, mas que encontrou desgaste no início do calendário atual.
A interrupção do trabalho de Filipe Luís ocorreu na madrugada de 3 de março, motivada por uma sequência de resultados negativos que contrastavam com as expectativas geradas pelo ano anterior. O desligamento imediato abriu espaço para a contratação do português Leonardo Jardim, que assumiu o desafio de reorganizar o vestiário e retomar o protagonismo nas competições de elite. A transição, embora abrupta, permitiu que o novo treinador implementasse sua filosofia de jogo vertical.
A mudança de comando surtiu efeito positivo nas últimas rodadas, com o Flamengo acumulando sete vitórias consecutivas. Jardim conseguiu recuperar o rendimento de peças fundamentais e estabilizar a defesa, setor que apresentava fragilidades no início do ano. A saída de Rodrigo Caio e Filipe Luís é vista agora como uma página virada, enquanto o clube se concentra em manter a solidez apresentada sob a nova liderança técnica portuguesa.
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28 Abr 2026 | 18:13
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28 Abr 2026 | 17:40