Futebol
23 Abr 2024 | 07:25 |
A CPI sobre as possíveis manipulações de resultados no futebol brasileiro iniciou nesta segunda-feira (22), com John Texto sendo o primeiro a dar depoimento. No entanto, apesar de não estar envolvido, o Flamengo foi citado. O senador Carlos Portinho (PL-RJ), ex-vice-presidente jurídico e sócio do Mais Querido, exibiu um vídeo da falha de Andreas Pereira que resultou no vice da Libertadores em 2021.
Desse modo, o senador usou as imagens para colocar em dúvida as supostas manipulações de resultados em jogos do Palmeiras denunciadas pelo dono do Botafogo, John Textor.
“94 minutos do segundo tempo (sic), final da Libertadores da América, uma partida que iria às penalidades, ou iria à prorrogação, não me recordo agora. E duas falhas individuais. Uma bola lateral mal dada, um tijolo como dizemos no futebol, do David Luiz pro Andreas Pereira e uma falha inesperada numa bola simples que ele deve fazer essa atrasada pro goleiro, em cada treino ele deve dar umas dez dessas e nunca errou, jogador de seleção. Então se a gente olha só para o comportamento, a Good Game não analisou, mas eu não tenho dúvida, ela ia botar a setinha pro lado, pra cima, pra onde vai a bola, a tropeçada do atleta. A gente tem que ter muito cuidado com isso”, disse Portinho.
TEXTOR FALA QUE FALHA DE ANDREAS NÃO É DETECTADA POR IA
O senador frisou que não acredita em manipulação de resultado na final da Libertadores. Logo em seguida, Textor disse que a falha de Andreas não tem relação com os movimentos estranhos de jogadores que a inteligência artificial teria detectado de atletas nas goleadas do Palmeiras contra o Fortaleza em 2022 e o São Paulo, em 2023.
“O que você mostrou ali naquele vídeo foi como qualquer outro momento terrível no futebol que eu já joguei, eu tentei fazer um passe para trás, mas eu acredito que aquele jogador tropeçou na grama e não teve a velocidade correta. Eu sei que para você como torcedor do Flamengo deve ser muito difícil, mas o método de que estamos falando não está tratando disso, Esse exemplo que Vossa Excelência apresentou aqui pode ser muito perfeitamente definido como um erro honesto”, disse Textor para invalidar a comparação com o que a auditoria da inteligência artificial estaria medindo.
ENTREGA DOS RELATÓRIOS COM NOMES DE JOGADORES À CPI
Após ouvir John Textor publicamente, a CPI realizada nesta segunda-feira (22) fez uma sessão a portas fechadas nas quais o dono do Botafogo prometeu entregar os relatórios da Good Game com os nomes dos atletas que teriam agido de maneira suspeita.
Jogador é destaque do Coxa mesmo com 17 anos e é visto como uma grande promessa do futebol brasileiro, chamando a atenção do Mengão
04 Mar 2026 | 15:35 |
O volante Khensane não vestirá a camisa do Flamengo em 2026. O Coritiba recusou a proposta rubro-negra e decidiu manter o jovem de 17 anos, nascido em Belo Horizonte. A ideia era reforçar a equipe sub-20, mas o clube paranaense travou a negociação.
Segundo o jornalista Venê Casagrande, o jogador só será liberado mediante o pagamento integral da multa rescisória, fixada em R$ 30 milhões para o mercado nacional. O contrato com o Coritiba é válido até o fim de 2028, o que dá segurança jurídica ao Alviverde na condução do caso.
Internamente, Khensane é tratado como o “Pogba brasileiro”, apelido que remete à força física, boa estatura e qualidade na saída de bola. Antes mesmo do interesse do Flamengo se tornar público, o atleta já despertava atenção fora do país.
Clubes como a Roma e o Olympique de Marselha solicitaram período de testes no exterior, mas a diretoria do Coritiba recusou qualquer possibilidade de liberação, priorizando o desenvolvimento do volante no elenco profissional.
Filho de pai moçambicano, Khensane também já foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-17 e é considerado uma das principais promessas da base do clube paranaense. Caso o acordo tivesse avançado, o jogador chegaria ao Flamengo para fortalecer o projeto das categorias de base.
Clima pesado com os jogadores fica mais claro após a demissão do técnico Filipe Luís e postura no dia a dia incomoda outros profissionais do Ninho
04 Mar 2026 | 13:45 |
A saída de Filipe Luís deixou ainda mais visível a situação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, que já vinha enfrentando insatisfação interna no Ninho do Urubu. Atletas e funcionários apontam vaidade, pouca comunicação direta e até exigências de serviços particulares como motivos de incômodo. A informação é da ESPN.
Boto mantém contato diário com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e é descrito como inflexível e, em algumas situações, grosseiro. Entre suas exigências inusitadas, funcionários devem se dirigir a sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a cada duas semanas para limpeza e organização, mesmo com toda a infraestrutura do Ninho do Urubu, que conta com serviço de hotelaria interno.
No dia a dia do futebol, o diretor português circula sempre acompanhado por três seguranças e impõe regras inusitadas, como impedir que qualquer pessoa passe em frente ao banco de reservas durante o aquecimento dos jogadores, seja em partidas dentro ou fora de casa.
O distanciamento entre Boto e os atletas ficou mais evidente após a reunião no CT, na terça-feira (3), que ocorreu logo depois da demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o diretor destacou que os jogadores tiveram responsabilidade na saída do técnico, e o grupo absorveu a fala sem reagir. O comportamento vaidoso do dirigente é frequentemente notado pelos atletas.
Após vitórias, Boto cumpre o protocolo e entra em campo para cumprimentar os jogadores. No entanto, durante derrotas, como na Supercopa do Brasil contra o em Brasília, ele permaneceu no túnel de acesso ao gramado, fumando, gerando comentários internos: “Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, comentou um dos líderes do elenco, segundo a ESPN.
3ª Vara Cível do Rio de Janeiro acatou pedido de empresa de eventos que alega que o Mengão não pagou valores previstos em contratos de publicidade
04 Mar 2026 | 13:00 |
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Flamengo apresente, no prazo de até 15 dias, documentos e informações financeiras referentes às receitas de publicidade do Maracanã entre 2023 e 2025. A decisão atende a uma ação movida pela empresa Futuro Eventos, que afirma ser parceira na operação dos painéis de LED do estádio e alega não ter recebido valores previstos em contrato de divisão de receitas. A informação é do portal ‘GE’.
O processo tramita na 3ª Vara Cível da Capital e trata de obrigações decorrentes de relação contratual entre as partes. Na decisão, a juíza Maria Cristina Barros Gutierrez Slaibi reconheceu a existência de vínculo que obriga o clube a prestar contas, determinando a apresentação de contratos firmados, valores arrecadados e comprovantes de repasses. A magistrada também rejeitou preliminares levantadas pela defesa rubro-negra e negou o pedido para incluir o Fluminense como réu na ação.
Com a entrega dos documentos, o caso avançará para a fase de análise das contas e possível auditoria dos valores envolvidos. Caso o Flamengo não cumpra o prazo estabelecido, poderá sofrer consequências processuais, como a perda do direito de contestar posteriormente os números apresentados pela parte autora. Se os dados forem apresentados, a discussão passará à verificação detalhada de contratos, valores, notas fiscais, extratos e repasses.
Segundo a ação, os contratos previam que, quando a comercialização fosse realizada pelo Flamengo, a Futuro Eventos teria direito a 40% da receita, mediante prestação de contas. A empresa, representada pelo advogado José Antonio Carim, sustenta que, desde 2019, não recebeu relatórios financeiros, contratos com anunciantes, valores arrecadados, notas fiscais ou qualquer repasse. O clube teria alegado que os contratos são “sigilosos” e mencionado uma suposta dívida para justificar a retenção de equipamentos da parceira.
Nesta etapa, a Justiça analisou apenas a existência do dever de prestar contas, sem entrar no mérito financeiro da disputa. Procurado pela reportagem, o Flamengo informou que ainda não tinha ciência da decisão, publicada nesta quarta-feira no Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Rio de Janeiro.