Futebol
22 Jul 2024 | 09:15 |
Mário Jorge passou oito anos no comando das mais diversas categorias de base do Flamengo. Entre joias e grandes memórias com títulos, o treinador viveu o momento mais difícil da carreira em fevereiro de 2019, quando o alojamento onde dormiam 10 garotos pegou fogo no Ninho do Urubu. Ele conhecia nove deles e precisou de suporte para seguir em frente. Cinco anos depois, conquistou uma Libertadores no sub-20 com um dos sobreviventes, Rayan Lucas.
"Foi o momento mais difícil da minha carreira profissional. Pensei em parar e desistir. Como seria passar por aquele local todos os dias? Não foi fácil, mas nossas psicólogas na época [Duda e Michele] foram fantásticas, me deram muito suporte e força para continuar. Trabalhei com nove dos 10. Fizemos um trabalho para que tudo que fizéssemos a partir daquele momento fosse 'pelos nossos 10'. Houve uma mobilização e envolvimento geral.", disse Mário Jorge.
Mário saiu do Flamengo para assumir o Sub-17 da Arábia Saudita. Não sem antes deixar o último "legado" para trás: a mais nova joia do rubro-negro é o garoto Lorran, acionado principalmente durante e Copa América para substituir Arrascaeta. A estreia dele no time de cima marcou também o primeiro jogo do treinador no comando do profissional, contra o Audax, em 2023.
"Tivemos muitos momentos marcantes, mas fazer a estreia do Lorran no profissional foi especial. Foi a minha estreia no Maracanã no time principal. O Matheus França faz o gol e me chama para participar na entrevista depois. Foram alguns dos momentos marcantes."
Mário Jorge defendeu Lorran e pregou paciência O garoto sofreu pressão da torcida depois de algumas atuações ruins, mas tem atenção especial da comissão para não sentir a boa e nem a má fase.
"É um talento, temos de ter paciência. Muitas vezes expectativas são criadas e momentos de instabilidade acontecem com todos. Ele é um menino fantástico, ótimo no dia a dia e vai amadurecer. Alguns atletas conseguem fazer isso mais cedo, outros demandam um pouco mais de tempo. Acredito que cada um tem seu tempo. Ele pode chegar no mais alto nível, mas é preciso ter paciência."
Profissional com pressão
O Flamengo tenta repetir o sucesso da transição da base que teve com Mário Jorge agora com Filipe Luís. O treinador era importante dentro do sistema do clube para acompanhar e indicar os jovens que treinariam com o profissional. A missão ficou com o ex-jogador, que assumiu o sub-20.
"Todos são importantes. Mas no dia a dia tínhamos contato direto com o profissional, principalmente através do Cléber Xavier e Luiz Carlos. Já na base, com Noval e Gilberto. Tínhamos essa junção para tomar as decisões sobre quais atletas iriam treinar no profissional, iriam para o jogo. A relação era muito boa e a comunicação muito clara."
No profissional, Mário Jorge dirigiu o Flamengo interinamente em oito oportunidades. Foram três vitórias, quatro empates e uma derrota. O melhor momento no clube, porém, foi a conquista da Libertadores Sub-20 em março, contra o Boca Juniors.
"A primeira vez foi bem difícil. Nervosismo, ansiedade e preocupação. Pois era um momento delicado pós-Campeonato Carioca. Mas tive muito suporte para tomar as decisões. Já na segunda vez foi um pouco mais 'tranquilo', pois já havia contato com os jogadores e tivemos, entre um jogo e outro, quatro sessões de treino. Isso nos deu a oportunidade de colocar algumas de nossas ideias e foi um ótimo momento os jogos contra Bahia e Corinthians."
Meia do Cruzeiro contesta cobrança milionária do Rubro-Negro, alega ter sido induzido ao erro em documentos e cita perseguição pessoal de Bap
02 Abr 2026 | 17:00 |
A relação entre Gerson e o Flamengo chegou ao seu momento mais crítico e agora está na Justiça. O clube cobra cerca de R$ 42,7 milhões por suposto descumprimento de cláusulas de direitos de imagem após a ida do jogador ao exterior. Hoje no Cruzeiro, o volante responde com uma defesa dura, citando “traição” e “má-fé”.
A equipe jurídica de Gerson afirma que a ação do Flamengo não tem base legal consistente. Segundo os advogados, o jogador assinou documentos sem total compreensão das implicações, confiando no clube. A defesa alega que o processo de saída foi conduzido de forma irregular, ferindo princípios do direito civil e desportivo.
Um dos pontos centrais é a acusação de vício de consentimento. Os advogados sustentam que Gerson e seu pai foram induzidos a assinar documentos, alguns sem data, acreditando serem procedimentos comuns. A tese é de que houve quebra de boa-fé por parte do clube durante as tratativas.
O caso também ganhou contornos pessoais ao envolver o presidente Luiz Eduardo Baptista. A defesa do atleta afirma que a ação teria motivação emocional, ligada à escolha de Gerson em retornar ao Brasil para atuar pelo Cruzeiro, e não pelo Flamengo, caracterizando uma suposta “vingança”.
Por fim, a defesa questiona o uso dos contratos de imagem. Os advogados alegam que o Flamengo não explorava efetivamente a imagem do atleta, o que enfraqueceria a cobrança. Além disso, destacam que Gerson abriu mão de valores para viabilizar sua transferência, entendendo que todas as obrigações já foram quitadas.
Meia recebeu a sanção nesta quinta-feira, mas uma brecha no regulamento permite sua escalação contra o Red Bull Bragantino
02 Abr 2026 | 16:00 |
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva anunciou a punição ao meia Jorge Carrascal, do Flamengo. O jogador foi suspenso por quatro partidas após a expulsão na final da Supercopa do Brasil contra o Corinthians. A decisão foi oficializada nesta quinta-feira (02).
Apesar da punição, Carrascal segue à disposição para o jogo desta rodada do Brasileirão. Isso ocorre por conta de uma brecha no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que determina que a penalidade não tem efeito imediato nesse tipo de situação. Assim, o atleta pode atuar normalmente contra o Red Bull Bragantino.
Durante o julgamento, o Flamengo tentou anular a punição. A defesa argumentou que houve perda de prazo para a denúncia, já que o lance ocorreu em 1º de fevereiro. Segundo o clube, o tempo decorrido configuraria prescrição, o que invalidaria qualquer sanção aplicada ao jogador.
No entanto, os auditores do STJD rejeitaram essa tese. O tribunal entendeu que aceitar a prescrição nesse caso abriria um precedente negativo, prejudicando a credibilidade da justiça desportiva. Assim, a punição de quatro jogos foi mantida integralmente.
Com isso, o Flamengo terá que se planejar para os próximos jogos sem o meia. A suspensão começa a valer após a publicação oficial da decisão. O clube ainda avalia recorrer ou pedir efeito suspensivo para tentar contar com Carrascal em jogos importantes do Brasileirão.
Apesar de rumores sobre uma possível oferta de quatro anos pelo atacante argentino da Roma, o clube carioca mantém cautela na janela de transferência
02 Abr 2026 | 14:00 |
O nome de Paulo Dybala, estrela argentina da Roma, agitou os bastidores do Flamengo nas últimas horas. Com o vínculo do atleta com o clube italiano aproximando-se do fim, ao término da temporada 2025/26, as especulações sobre um possível desembarque no Rio de Janeiro ganharam força.
Informações iniciais, atribuídas ao jornalista César Luis Merlo, indicavam que membros da cúpula rubro-negra teriam admitido o interesse no jogador de 32 anos, que atualmente analisa propostas para a sequência de sua vitoriosa carreira na Europa. Entretanto, o cenário oficial parece divergir dos boatos de mercado.
Conforme apuração exclusiva junto a fontes ligadas ao departamento de futebol do Flamengo, não existem, no momento, discussões ativas para a contratação de Dybala. Embora nomes como Luiz Henrique figurem na lista de monitoramento do scout, a curto prazo não há movimentação prevista para o meia-atacante da equipe da capital italiana, que também desperta o interesse de gigantes sul-americanos como o Boca Juniors.
A diretoria rubro-negra estabeleceu diretrizes claras para os próximos investimentos. A prioridade máxima do clube é a aquisição de um centroavante de ofício para reforçar o setor ofensivo. Além da posição, o Flamengo adota critérios técnicos e físicos rigorosos: os alvos devem ter idade inferior a 28 anos e apresentar um histórico clínico livre de lesões recorrentes.
Paulo Dybala, atualmente com 32 anos e com passagens recentes pelo departamento médico, não se enquadra no perfil demográfico e físico buscado pela gestão para projetos de longo prazo no Ninho do Urubu. Além disso, o jogador pouco atuou pelo time da Roma nesta temporada.