Futebol
Jogador do Santos volta a falar sobre interesse do Flamengo: "Fez uma proposta..."
08 Abr 2026 | 14:56
Futebol
20 Out 2024 | 13:01 |
Tite, ex-técnico do Flamengo, soltou um comunicado via assessoria de imprensa para se despedir de Cleber Xavier, que deixa a função de auxiliar para focar na carreira de treinador. Cleber esteve ao lado de Tite por 24 anos e acompanhou o técnico nos grandes momentos da carreira, como nas passagens por Grêmio, Corinthians, Seleção Brasileira e, por último, no Flamengo, onde ficaram por quase um ano.
Leia o comunicado de Tite
“Cleber, tu merece ser o “Primeiro Técnico”. Esta foi minha frase inicial quando conversamos e tu colocaste do teu objetivo, neste momento da carreira. As 24 temporadas que passamos juntos foram alicerçadas na constante inquietação pelo saber. Sempre trabalhamos com lealdade e transparência, “esgrimindo” ideias para chegar a uma decisão deixando de lado, tanto quanto humanamente é possível, quem está certo, para encontrar “O QUE” está certo“, iniciou.
“Criamos uma relação de muito fortalecimento e acolhimento emocional em uma profissão linda e, ao mesmo tempo, muito exposta e que culminou com conquistas regionais, nacionais, sul-americanas e mundial. Falo agora no singular, Cléber: Muito obrigado pela amizade e parceria. Muita luz no teu caminho, com meu respeito e grato abraço“, finalizou Tite por meio da assessoria.
Números do trabalho no Flamengo
A comissão técnica de Tite deixou o Flamengo no dia 30 de setembro, com um histórico de 42 vitórias, 12 empates e 16 derrotas em 70 partidas disputadas. O treinador conseguiu cumprir o objetivo no final da temporada de 2023, quando chegou ao Mais Querido, que era de classificar o time de forma direta para a Libertadores deste ano.
Tite iniciou 2024 bem, com a conquista do Campeonato Carioca invicto. No entanto, após a Copa América, o time caiu de rendimento tanto em performance, quanto nas competições, com a eliminação nas quartas de final da Libertadores e a distância de nove pontos para o líder do Brasileirão.
No trabalho realizado no Flamengo, Matheus Bachi, filho e também auxiliar de Tite, foi quem ganhou mais holofotes nas ausências do treinador e em determinados momentos na beira do campo.
Após o jogo do Rubro-Negro nas oitavas de final da Libertadores, contra o Bolívar, na altitude, Tite teve problemas de saúde e não comandou a equipe na partida seguinte, que teve Matheus Bachi como o responsável na beira do gramado. Na ocasião, o Mais Querido derrotou o Bragantino por 2 a 1, na 24ª rodada do Brasileirão.
Comunicado de Cleber Xavier
“Escrevo aqui pra comunicar uma decisão que há muito tempo eu venho amadurecendo. Estou promovendo uma mudança na minha carreira e hoje eu deixo o cargo de assistente técnico do meu amigo Tite para buscar consolidar-me como treinador de futebol. É um momento de sensações conflitantes: se por um lado, deixar uma função onde fui extremamente feliz é difícil, por outro, a busca pelo velho sonho faz com que eu me sinta bastante empolgado.
Quero agradecer a todos que torceram por mim e aos clubes, instituições, jogadores e profissionais de comissões técnicas com quem trabalhei e que me ajudaram ao longo desses mais de 30 anos no futebol. Minha carreira tem sido uma grande escalada e sem o apoio de vocês eu não teria chegado até aqui e não me sentiria pronto para encarar o próximo estágio. E como não poderia ser diferente, quero deixar meu agradecimento mais do que especial ao Tite.
Ao lado dele, nos últimos 24 anos, eu tive as maiores alegrias que um profissional de futebol pode ter. E mais importante do que isso, criamos uma relação de laços eternos de afeto, respeito e, acima de tudo, amizade verdadeira. Muito obrigado a todos e nos vemos no próximo estágio dessa caminhada! Um abraço.”
Atacante balançou as redes no segundo tempo para garantir o triunfo rubro-negro por 2 a 0 em território peruano; VAR foi protagonista ao anular gol
08 Abr 2026 | 23:26 |
Flamengo iniciou sua caminhada na Conmebol Libertadores 2026 com um resultado fundamental fora de casa. Na noite desta quarta-feira (08), a equipe comandada por Leonardo Jardim venceu o Cusco FC por 1 a 0, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, a 3.350 metros de altitude.
O herói da noite foi Bruno Henrique, que marcou de cabeça para selar a vitória em um confronto marcado pelo equilíbrio físico e por intervenções decisivas da arbitragem de vídeo. Mesmo com o ar rarefeito, o Rubro-Negro conseguiu controlar as ações na maior parte do tempo, suportando a pressão final dos peruanos e somando os primeiros três pontos no Grupo A da competição continental.
O primeiro tempo foi de domínio territorial do Flamengo. Adaptando-se rapidamente à velocidade da bola na altitude, o time carioca quase abriu o placar logo aos 4 minutos com Gonzalo Plata, que parou em grande defesa do goleiro Díaz. Lucas Paquetá, assumindo o protagonismo na criação, seguiu a estratégia de arriscar de longa distância.
O camisa 10 levou perigo em três oportunidades, obrigando Díaz a trabalhar em batidas colocadas. O Cusco, por sua vez, apostou em contra-ataques e teve sua melhor chance em chute forte de Silva, defendido com segurança por Rossi, mantendo o placar zerado até o intervalo.
O placar foi inaugurado aos 13 minutos do segundo tempo. Gonzalo Plata serviu Ayrton Lucas na ponta esquerda, que cruzou com precisão para Bruno Henrique testar firme no canto, sem chances para o goleiro. Pouco depois, o VAR tornou-se protagonista: o árbitro chegou a marcar um pênalti contra o Flamengo, mas voltou atrás ao constatar que a bola havia saído pela linha de fundo anteriormente.
Nos minutos finais, o técnico Alejandro Orfila promoveu mudanças que tornaram o Cusco muito mais agressivo. O Flamengo sentiu o desgaste físico e passou a sofrer com investidas de Tévez e Manzaneda. O goleiro Rossi e o volante Evertton Araújo foram fundamentais em bloqueios providenciais dentro da área.
Nos acréscimos, o Rubro-Negro ainda teve chances de ampliar e aos 46 minutos do segundo tempo, Arrascaeta, com muita insistência, conseguiu marcar de cabeça e superar o goleiro. Flamengo vence e estreou com o 'pé direito' em busca do penta.
Consórcio que administra o complexo esportivo profissionaliza a gestão de eventos para atrair turnês internacionais e ampliar a arrecadação financeira
08 Abr 2026 | 22:45 |
O Maracanã está prestes a consolidar sua posição como uma das principais arenas multiuso do mundo. Sob a administração da dupla Flamengo e Fluminense, o complexo esportivo deve oficializar, ainda no mês de abril, uma parceria estratégica com a promotora de eventos 30e.
O objetivo do acordo é terceirizar a gestão e a comercialização de grandes espetáculos, seguindo um modelo de sucesso já implementado pela empresa no Allianz Parque, em São Paulo. A iniciativa reflete uma mudança na mentalidade do consórcio gestor, que foca na rentabilização do estádio em períodos de vacância do calendário esportivo.
A informação, antecipada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, aponta para uma profissionalização das áreas não ligadas ao futebol para garantir um fluxo constante de receitas e entretenimento de alto nível na capital carioca.
Com a chegada da 30e, o cronograma de eventos do Maracanã passará por uma reformulação profunda para acomodar turnês de escala internacional sem prejudicar a integridade do gramado ou o calendário de jogos oficiais.
A meta é utilizar a infraestrutura modernizada e o peso histórico do estádio para atrair artistas globais que buscam um palco de referência na América do Sul. A expectativa é que o faturamento gerado por essa nova gestão de entretenimento comece a impactar os cofres de Flamengo e Fluminense já na segunda metade deste ano, transformando o complexo em um ativo financeiro ainda mais robusto para os clubes.
O contrato em fase de conclusão não se limita apenas ao estádio principal. O Maracanãzinho, tradicional palco de esportes de quadra e apresentações culturais, também está incluído no pacote de gestão da promotora 30e. A inclusão do ginásio permite a realização de eventos de menor porte, porém com alta rotatividade de público e demanda frequente, otimizando a utilização de todo o complexo.
A capital federal lidera a disputa interna brasileira para sediar a decisão continental, enfrentando a concorrência de Argentina, Paraguai e Colômbia
08 Abr 2026 | 22:00 |
Enquanto o Flamengo e os demais clubes sul-americanos iniciam a disputa pela "Glória Eterna" em 2026, os bastidores da Conmebol já projetam o futuro do torneio. A entidade máxima do futebol continental deu início aos processos de análise para selecionar a sede da grande final da Copa Libertadores de 2027.
Com o Uruguai já confirmado como o palco da decisão da atual temporada, quatro nações apresentaram candidaturas para receber o evento no próximo ano, movimentando a política esportiva da região. A escolha da sede definitiva passará por critérios técnicos de infraestrutura, capacidade hoteleira e logística de transporte, visando repetir o sucesso das edições anteriores em formato de jogo único.
Dentro do território brasileiro, o favoritismo mudou de mãos nas últimas semanas. Embora o Rio de Janeiro seja sempre uma opção natural, o Distrito Federal consolidou-se como o principal candidato do país. O argumento central para a escolha de Brasília reside na infraestrutura do Estádio Mané Garrincha.
A arena, revitalizada para a Copa do Mundo de 2014, comporta mais de 70 mil espectadores e ainda não sediou uma final única da Libertadores, diferente do Maracanã, que já recebeu o evento em duas ocasiões. Para clubes com torcidas nacionais, como o Flamengo, atuar na capital federal é visto como uma vantagem estratégica, dada a forte presença de torcedores rubro-negros na região.
A concorrência internacional promete ser rigorosa, com propostas que visam diferentes benefícios para a Conmebol. A Argentina busca manter o protagonismo do sul do continente ao oferecer o Estádio Ciudad de La Plata como sede. Simultaneamente, ganha corpo a candidatura de Assunção, no Paraguai, que apela para a facilidade logística por abrigar a sede administrativa da própria entidade.
Por outro lado, a Colômbia tenta levar a decisão para Barranquilla, defendendo a necessidade de descentralizar os grandes eventos esportivos, tradicionalmente concentrados no eixo Brasil-Argentina, promovendo uma maior integração entre as federações da América do Sul.