Futebol
02 Mar 2025 | 16:01 |
A vitória do Flamengo sobre o Vasco, neste sábado (1), no Engenhão, registrou o pior público do Clássico dos Milhões em seis anos. Apenas 10.788 pagantes e 10.966 presentes acompanharam o triunfo rubro-negro com gol de Bruno Henrique.
O número representa menos de 25% da carga total de ingressos (38.500) e chama atenção mesmo diante da expectativa prévia de um público reduzido. A última vez que um Flamengo x Vasco teve um público tão baixo foi em abril de 2019, quando 10.854 torcedores assistiram à final do Campeonato Carioca, também realizada no Engenhão por decisão do cruzmaltino.
Escolha do Engenhão se repete e prejudica o Vasco
Nos dois casos, o Vasco optou pelo Engenhão em vez do Maracanã ou São Januário, alegando dificuldades para dividir o público em 50/50, conforme exigido pelo regulamento do estadual. Em 2019, o clube justificou a decisão como um protesto contra a concessão do Maracanã a Flamengo e Fluminense. Já em 2025, o presidente Pedrinho revelou que queria evitar que o Rubro-Negro jogasse duas vezes seguidas no estádio onde se sente mandante.
A escolha, no entanto, resultou em derrotas nas duas ocasiões e, além disso, pode gerar prejuízo financeiro. O borderô oficial ainda não foi divulgado pela Ferj, mas a arrecadação deve ficar muito abaixo do registrado no clássico da Taça Guanabara, que levou 44.544 torcedores ao Maracanã.
Fatores que afastaram o público
A baixa procura por ingressos pode ser atribuída a diversos fatores:
Preços elevados: valores entre R$ 50 (meia-entrada) e R$ 140 (inteira). Para o jogo da volta, com mando do Flamengo, os preços serão ainda mais altos, mas o Maracanã certamente terá um público maior.
Engenhão pouco atrativo: o estádio não costuma receber grandes públicos, mesmo em jogos do Botafogo, dono da casa. O acesso complicado, a sensação de insegurança e a estrutura inferior ao Maracanã afastam os torcedores. Há reclamações sobre visibilidade ruim em alguns setores e problemas com a acústica.
Filipe Luís lamenta arquibancadas vazias
Na coletiva pós-jogo, Filipe Luís comentou sobre o baixo público, mas disse entender a estratégia do Vasco:
"Eu, particularmente, estou no futebol pela torcida. Amo a paixão que envolve o futebol extracampo. Tudo o que faço e o carinho que recebi no Atlético de Madrid e no Flamengo é o que me move. Não existe nada melhor do que um estádio lotado."
O treinador ainda ressaltou que a mudança de local acabou sendo positiva para o Mengão, já que a equipe precisou sair da zona de conforto:
"Entendo o que o Vasco fez. Eu também tiraria o jogo do Maracanã, mas, para a gente, foi bom porque nos preparou para o que vem ao longo do ano. O jogo foi no limite da agressividade."
Agora, o Flamengo se prepara para o duelo da volta, que acontece no próximo sábado (8), às 17h45, no Maracanã. Com a vantagem do empate, o Rubro-Negro pode até perder por um gol de diferença para garantir vaga em mais uma final do Campeonato Carioca.
Fábio Mota demonstrou indignação após derrota para o Athletico-PR e relembrou lances polêmicos ocorridos no Maracanã pela Copa do Brasil
27 Abr 2026 | 21:00 |
O Esporte Clube Vitória voltou a manifestar publicamente sua insatisfação com as decisões dos árbitros no cenário nacional. Desde o confronto diante do Flamengo, válido pela Copa do Brasil, a diretoria baiana tem utilizado canais oficiais e coletivas de imprensa para denunciar o que classifica como erros graves e recorrentes que estariam comprometendo o desempenho da equipe nas competições.
Em pronunciamento realizado ao lado do técnico Jair Ventura, o presidente do Vitória, Fábio Mota, adotou um tom incisivo contra os responsáveis pela arbitragem brasileira. O mandatário iniciou sua fala exigindo respeito ao clube e direcionou críticas específicas a Rodrigo Cintra e aos demais membros da comissão, afirmando que o Vitória não aceitará passivamente os equívocos que vêm ocorrendo em campo.
“Quero começar este pronunciamento deixando claro que não é um recado, é uma direta para Rodrigo Cintra e para a comissão de arbitragem: respeitem o Vitória”, declarou Mota. O presidente enfatizou que o clube tem sido sistematicamente prejudicado e que a situação atingiu um nível insustentável para a manutenção do equilíbrio esportivo nas partidas oficiais.
Ao detalhar sua indignação, Fábio Mota fez questão de resgatar o episódio ocorrido no Rio de Janeiro contra o Rubro-Negro carioca. Segundo ele, as falhas apresentadas pela arbitragem naquele duelo foram evidentes para todo o país e serviram como estopim para o atual clima de desconfiança da diretoria. Para o dirigente, existe uma inconsistência clara na aplicação das regras quando o Vitória está envolvido.
“É um absurdo o que a arbitragem está fazendo com o Esporte Clube Vitória. O Brasil viu o que aconteceu contra o Flamengo. O Brasil todo viu”, questionou o mandatário. Mota ressaltou que, no jogo contra o Athletico-PR, o time apresentava um bom futebol e controle da partida até o momento em que a penalidade — classificada por ele como "inexistente" — foi assinalada, alterando o rumo do placar final.
A diretoria do Leão avalia agora o envio de um novo ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para solicitar providências e o acesso aos áudios do VAR das partidas recentes. O objetivo é buscar transparência nos critérios utilizados e garantir que os próximos duelos do Vitória não sejam marcados por intervenções polêmicas que possam comprometer a luta do clube na tabela de classificação.
Diretoria rubro-negra prioriza a manutenção do equilíbrio ofensivo e só pretende liberar o atacante equatoriano mediante propostas financeiras irrecusáveis
27 Abr 2026 | 20:30 |
Flamengo estabeleceu uma postura rígida em relação ao futuro de Gonzalo Plata. Segundo informações apuradas pela ESPN, o clube carioca não demonstra urgência em negociar o atleta e condiciona qualquer transferência ao recebimento de uma oferta considerada "fora da curva". A cautela dos dirigentes fundamenta-se na necessidade de preservar as opções do setor ofensivo, especialmente diante das incertezas que cercam outros nomes do elenco para o segundo semestre de 2026.
A cúpula de futebol monitora atentamente a situação de Everton Cebolinha, cujo vínculo se encerra em dezembro, e avalia possíveis sondagens por Luiz Araújo. Nesse cenário de provável reformulação, a permanência de Plata é vista como estratégica para evitar uma carência técnica imediata. O atacante equatoriano possui contrato de longa duração, com validade até 2029, o que confere ao Rubro-Negro maior poder de barganha no mercado internacional.
A ascensão de Gonzalo Plata coincide com a chegada do técnico Leonardo Jardim. Sob a nova gestão, o jogador retornou à sua função de origem, atuando aberto pelos lados do campo, o que potencializou suas características de drible e velocidade. Essa mudança tática surtiu efeito imediato: na goleada por 4 a 0 sobre o Atlético-MG, no último domingo (26), o camisa 19 voltou a balançar as redes, encerrando um jejum de gols e consolidando sua importância no esquema vertical do treinador português.
Apesar da valorização técnica e do bom momento, Plata não é classificado internamente como um atleta inegociável. O Flamengo admite ouvir propostas na janela de transferências de julho, desde que os valores sejam extremamente vantajosos do ponto de vista financeiro e permitam ao clube buscar uma reposição à altura, mantendo a competitividade nas disputas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.
Com Gonzalo Plata confirmado entre os relacionados, o Flamengo vira a chave para o compromisso continental. A equipe enfrenta o Estudiantes, nesta quarta-feira (29), em La Plata, na Argentina, às 21h30. O duelo é fundamental para as pretensões do "Mais Querido" no Grupo A, onde atualmente ocupa a liderança. A partida será realizada no Estádio Jorge Luis Hirschi, conhecido pela pressão exercida pela torcida local, o que exigirá força máxima do plantel carioca.
Jogador alcançou a marca de oito passes para gol em 2026, superando estatísticas de anos anteriores e consolidando-se como o maior garçom do futebol brasileiro
27 Abr 2026 | 19:30 |
A temporada de 2026 tem consolidado Samuel Lino como uma peça fundamental na engrenagem ofensiva do Flamengo. Após a vitória sobre o Atlético-MG no último domingo (26), o camisa 16 isolou-se na liderança de assistências entre todos os atletas que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro. Com o passe para o gol que abriu o placar na Arena MRV, o jogador atingiu a marca de oito assistências no ano, reafirmando sua vocação como principal articulador do elenco comandado por Leonardo Jardim.
O desempenho do atacante chama a atenção quando comparado a outros nomes de peso do plantel carioca. Atualmente, Samuel Lino superou quantitativamente os números de Arrascaeta, que contabiliza dois passes para gol nesta temporada. Segundo levantamento estatístico da plataforma R10 Score, o aproveitamento do ponta-esquerda reflete a verticalidade implementada pelo novo comando técnico, que prioriza jogadas de linha de fundo e cruzamentos precisos para Pedro.
Em termos de eficiência produtiva, o ano de 2026 já supera o desempenho de estreia do atleta no Rubro-Negro em 2025. Na última temporada, Lino registrou quatro gols e oito assistências em 31 partidas disputadas. No ciclo atual, o jogador alcançou os mesmos números com uma amostragem significativamente menor, tendo atuado em 23 confrontos até o momento. A evolução média indica que esta pode ser a temporada mais influente do atacante desde sua chegada ao Ninho do Urubu.
Entretanto, ao analisar o retrospecto global, o auge numérico de Samuel Lino ainda remete ao seu período no Gil Vicente, em Portugal. Durante a jornada 2021/22, o atacante balançou as redes 14 vezes e serviu seus companheiros em cinco oportunidades ao longo de 38 jogos. A mudança de perfil, de finalizador para garçom, evidencia a adaptação tática do jogador ao futebol brasileiro e sua importância na criação de jogadas para o centroavante Pedro, atual artilheiro da equipe.
Com o "garçom" do Brasileirão em plena forma, o Flamengo volta suas atenções para o cenário internacional. O próximo desafio da equipe será contra o Estudiantes de La Plata, nesta quarta-feira (29), em partida válida pela terceira rodada do Grupo A da Copa Libertadores. O confronto é direto pela liderança da chave e ocorrerá no Estádio Jorge Luis Hirschi, em solo argentino, onde a pressão da torcida local é um obstáculo adicional.