Futebol
AO VIVO: Veja a coletiva de apresentação de Leonardo Jardim no Flamengo
05 Mar 2026 | 08:54
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06 Out 2024 | 13:36 |
A saída de Tite do Flamengo pegou muitos torcedores de surpresa, mas o que poucos imaginavam era o sucesso instantâneo de Filipe Luís como técnico do clube. Após a demissão do experiente treinador, o ex-lateral foi promovido ao comando do time principal e rapidamente estabeleceu um novo patamar de desempenho para o Rubro-Negro. Até o momento, são 15 vitórias em 15 jogos, um feito impressionante que levanta debates sobre a continuidade do ídolo na posição.
Quando Tite chegou ao Flamengo, o clube buscava estabilidade e experiência para voltar a dominar o cenário nacional e internacional. No entanto, os resultados não corresponderam às expectativas. A pressão por títulos e desempenhos consistentes fez com que a diretoria rubro-negra tomasse a difícil decisão de dispensar o técnico, que acumulava passagens pela seleção brasileira e clubes de ponta no Brasil. Com a saída de Tite, Filipe Luís, que já vinha sendo uma figura de liderança no elenco, foi escolhido para preencher o espaço deixado.
FILIPE LUÍS MANTÉM HEGEMONIA SOBRE CENI
Desde que assumiu o cargo, Filipe Luís demonstrou uma leitura tática apurada, algo que muitos atribuem à sua vasta experiência como jogador em times como Atlético de Madrid e Chelsea. O ex-lateral, que sempre foi elogiado por sua inteligência dentro de campo, conseguiu traduzir esse conhecimento para o banco de reservas. A sequência de 15 vitórias consecutivas, incluindo um triunfo sobre o Bahia de Rogério Ceni, destaca não apenas a qualidade do elenco, mas também a capacidade do novo técnico em explorar o potencial de cada jogador.
Com a mudança, o Flamengo apresentou um futebol mais dinâmico e ofensivo. Filipe Luís deu liberdade criativa para jogadores como Arrascaeta e Gabigol, enquanto solidificou a defesa com uma postura mais compacta. A vitória contra o Bahia marcou um feito importante: ele se tornou o 10º técnico a derrotar Rogério Ceni como treinador, mas o primeiro a fazê-lo com 100% de aproveitamento em um início de carreira. A sequência é ainda mais impressionante ao se considerar que o Flamengo enfrentou adversários diretos como Palmeiras e Internacional, saindo sempre vitorioso.
Mengão contratou o português para substituir Filipe Luís, que tinha boa aceitação pelos jogadores, o que pode atrapalhar início do novo treinador
05 Mar 2026 | 13:05 |
A chegada de Leonardo Jardim ao comando do Flamengo não deve acontecer em clima de celebração dentro do vestiário. Essa é a avaliação do ex-jogador e comentarista Walter Casagrande, feita durante o programa Fim de Papo do Uol.
Casagrande sobre chegada de Leonardo Jardim no Flamengo: "ele vai entrar no vestiário pela porta dos fundos..."
O treinador português foi anunciado como substituto de Filipe Luís, demitido logo após a vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, resultado que classificou o Flamengo para a final do Campeonato Carioca. Para Casagrande, o novo técnico encontrará um ambiente inicial de desconfiança entre os jogadores.
“Eu acho que ele vai entrar no vestiário pela porta dos fundos. Não vai encontrar simpatia. Não vai encontrar aplausos. Não vai encontrar sorrisos. Ele vai ter que convencer que ele é um cara legal. Como que faz pra convencer que você é um cara legal? Se você tem que comandar os caras. É difícil, né?”, afirmou.
Internamente, a diretoria rubro-negra pretende aplicar com Leonardo Jardim um modelo semelhante ao adotado em 2019 com Jorge Jesus. Naquele período, o treinador recebeu autonomia ampla para conduzir o dia a dia do departamento de futebol. De acordo com informações do jornal O Globo, a cúpula do clube sinalizou que pretende novamente “entregar as chaves do CT” ao técnico, permitindo que ele tenha autoridade total sobre o cotidiano do elenco no Ninho do Urubu.
A saída de Filipe Luís também representou um episódio incomum na carreira do diretor executivo José Boto. Até então, o dirigente nunca havia participado da demissão de um treinador durante o andamento de uma temporada.
Antes de chegar ao Flamengo, Boto acumulou passagens por clubes como Benfica, Shakhtar Donetsk, PAOK e NK Osijek. Em todas essas experiências, treinadores como Paulo Fonseca, Luís Castro e Roberto De Zerbi permaneceram nos cargos até o término de seus contratos ou saíram apenas após o fim das competições.
Em coletiva de apresentação do técnico português Leonardo Jardim no Ninho do Urubu, o diretor executivo revelou os bastidores da saída do ex-técnico
05 Mar 2026 | 12:59 |
A troca de comando no Flamengo ganhou novos contornos explicativos na tarde desta quinta-feira (05). Durante a cerimônia oficial de apresentação do técnico Leonardo Jardim, realizada no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, o diretor de futebol José Boto rompeu o silêncio e abordou publicamente os motivos que culminaram na demissão de Filipe Luís. A cúpula rubro-negra detalhou o processo de avaliação que atestou o fim do ciclo do antigo comandante.
Em seu pronunciamento à imprensa, o dirigente português explicou que sua chegada ao clube envolveu uma missão clara delegada pela alta gestão: analisar a estrutura e propor mudanças. Segundo Boto, a decisão de interromper o trabalho da comissão técnica anterior não foi impulsiva, mas sim fruto de um mapeamento aprofundado do departamento de futebol.
"Quando me convidaram para vir para o Flamengo, o presidente me deu uma série de atribuições. Uma delas era fazer diagnósticos e encontrar soluções. Neste caso, fiz o diagnóstico, dei solução", afirmou o diretor. Ele complementou explicando que a palavra final foi do presidente do clube, que, como autoridade máxima e convencido pelos argumentos apresentados após longos debates internos, bateu o martelo para a troca.
A principal justificativa técnica e comportamental para a demissão envolveu a relação construída entre o ex-treinador e o plantel. Durante uma reunião a portas fechadas com os atletas, José Boto fez questão de ressaltar que a ampla liberdade e a autonomia concedidas por Filipe Luís não foram retribuídas com a responsabilidade esperada pelo grupo.
Diante desse cenário, o diretor português relatou ao presidente que não enxergava mais nenhuma perspectiva de evolução tática ou anímica nos moldes em que a equipe vinha sendo gerida. A constatação de que o modelo estava esgotado e de que o elenco não correspondia à gestão de grupo de Filipe Luís selou o entendimento de que uma reformulação imediata no Ninho do Urubu era a única via possível para salvar a temporada.
Ex meio-campista rubro-negro utilizou suas redes sociais para questionar a falta de proteção aos bons profissionais no futebol brasileiro
05 Mar 2026 | 12:27 |
A demissão de Filipe Luís do comando técnico do Flamengo continua repercutindo fortemente entre grandes figuras da história recente do clube. O ex-meia Diego Ribas usou seus perfis nas redes digitais para se manifestar publicamente sobre a decisão da diretoria, demonstrando profunda inquietação com o tratamento dispensado aos treinadores no cenário esportivo nacional.
Na gravação, o antigo camisa 10 expressou sua indignação com a dificuldade que os clubes têm em blindar talentos promissores na área técnica. Diego indagou de forma reflexiva se o ecossistema do futebol está criando um ambiente seguro para que os projetos prosperem ou se a pressão constante acaba expulsando profissionais extremamente capacitados.
"Será que estamos protegendo esse tipo de profissional no nosso futebol? Nós, como sociedade, protegemos esses profissionais, para que eles possam se sentir de alguma forma confortáveis para estarem aqui com a gente e não os expulsarmos daqui?", questionou o ex-jogador, argumentando que o antigo treinador rubro-negro manteve um comportamento irretocável que merecia ser preservado pela instituição.
Além de seu desabafo sobre o esporte de forma geral, Diego Ribas abriu os bastidores de uma conversa que teve diretamente com o mandatário do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap). Segundo o relato, o presidente mencionou sua vontade de construir e sustentar um modelo hegemônico de vitórias para a equipe carioca.
Em resposta ao dirigente, Diego foi taxativo ao apontar que nenhuma cultura de sucesso sobrevive sem alinhamento e união. "Não se constrói e muito menos não se sustenta uma cultura dessas se não houver harmonia entre presidência, comissão técnica, jogadores e torcedores", declarou o ídolo do Flamengo, indicando que as recentes divergências internas inviabilizaram a continuidade do trabalho.
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