Futebol
08 Mar 2025 | 15:17 |
O Flamengo tem passado por mudanças importantes e benéficas desde que o técnico Filipe Luís assumiu o comando técnico do clube. Nesse sentido, segundo o perfil 'Falso Nove', que costuma apresentar análises táticas e técnicas sobre o Rubro-Negro, é possível perceber uma diferença brusca de minutagem de jogadores na atual temporada, em comparação a 2024.
Por exemplo, análises apontam que, após os primeiros jogos de 2025, o líder em minutos jogados é Léo Ortiz, com 613 minutos até o 14º jogo da temporada, enquanto em 2024, Arrascaeta liderava com 961 minutos no mesmo período — uma diferença de 348 minutos.
Outro caso notável é De La Cruz, que em 2024 tinha 751 minutos nos 13 primeiros jogos, mas em 2025 acumula apenas 251 minutos, uma queda de 500 minutos. Até mesmo Luiz Araújo, que em 2024 estava na décima posição com 660 minutos, supera o líder atual de 2025 por 47 minutos.
Essa mudança mostra um trabalho em equilibrar a minutagem e preservar os atletas para competições mais exigentes, como o Brasileirão e a Libertadores, evitando desgaste precoce. O rodízio tem sido mantido mesmo em jogos importantes, como a sequência de clássicos no Carioca, onde o Flamengo garantiu classificação para a fase final sem sobrecarregar seus principais jogadores. A ideia, segundo o técnico, é chegar ao início do Campeonato Brasileiro com o elenco em boas condições físicas.
Compare as minutagens das duas temporadas após o 13º jogo:
2024
Arrascaeta: 961 minutos
Léo Pereira: 949 minutos
Fabrício Bruno: 875 minutos
Varela: 854 minutos
Pedro: 791 minutos
Ayrton Lucas: 779 minutos
De La Cruz: 751 minutos
Erick Pulgar: 712 minutos
Luiz Araújo: 660 minutos
2025
Léo Ortiz: 613 minutos
Bruno Henrique: 612 minutos
Erick Pulgar: 593 minutos
Wesley: 562 minutos
Léo Pereira: 539 minutos
Gonzalo Plata: 538 minutos
Arrascaeta: 533 minutos
Gerson: 533 minutos
De La Cruz: 251 minutos
Alex Sandro: 210 minutos
Atacante da Roma está em reta final de contrato e desperta interesse de gigantes; jornal aponta favoritismo aos argentinos
20 Fev 2026 | 13:10 |
Flamengo segue atento às oportunidades de mercado para reforçar o elenco no segundo semestre de 2026 e um nome de peso entrou no radar da diretoria: Paulo Dybala. De acordo com informações divulgadas pelo portal El Crack Deportivo, da Argentina, o Rubro-Negro monitora a situação do meia-atacante, que atualmente defende a Roma, da Itália. No entanto, a tarefa de trazer o astro para o Rio de Janeiro promete ser complexa devido à forte concorrência internacional.
O clube carioca não é o único interessado em contar com o futebol de "La Joya". O contrato de Dybala com a equipe italiana encerra-se no meio deste ano, o que permite ao atleta assinar um pré-acordo com qualquer outra agremiação. Diante dessa oportunidade de mercado, o Boca Juniors e o Inter Miami, franquia da MLS que conta com Lionel Messi, também aparecem como fortes candidatos na disputa.
Segundo a imprensa argentina, o cenário atual aponta para um favoritismo do Boca Juniors. A preferência pessoal do jogador em retornar ao seu país natal pode pesar na decisão, embora ainda não existam documentos assinados ou definições oficiais sobre o futuro do atleta.
Aos 32 anos, Paulo Dybala continua sendo uma peça relevante no futebol europeu. Na atual temporada pela Roma, o jogador acumula 22 partidas disputadas, com um registro de três gols marcados e quatro assistências distribuídas. O meia-atacante, que integrou o elenco da Seleção Argentina campeã da Copa do Mundo em 2022, defende as cores da equipe da capital italiana desde aquele mesmo ano.
Embora tenha recusado investidas do Flamengo em janelas anteriores, a percepção de Lucas Beltrán mudou. Atualmente, o jogador avalia que a estrutura de ponta oferecida pelo Rubro-Negro e a possibilidade de atuar ao lado de atacantes consagrados, como Pedro, seriam fundamentais para sua evolução técnica em 2026.
Principal força da equipe durante as conquistas de 2025, sistema defensivo não consegue exibir o mesmo nível de desempenho
20 Fev 2026 | 12:44 |
A derrota por 1 a 0 para o Lanús, na quinta-feira (19), no estádio La Fortaleza, não apenas colocou o Flamengo em desvantagem na final da Recopa Sul-Americana 2026, como também evidenciou um problema recorrente no início da temporada: a vulnerabilidade defensiva.
Com o gol marcado por Rodrigo Castillo na Argentina, o time chegou a oito partidas consecutivas sofrendo gols, igualando a pior sequência desde 2020. A última vez em que o elenco principal atravessou período semelhante foi durante a transição entre Domènec Torrent e Rogério Ceni, quando a equipe acumulou nove jogos seguidos sendo vazada, série que culminou na eliminação para o Racing, na Libertadores daquele ano.
Em 2026, o cenário volta a preocupar. O único jogo sem sofrer gols até aqui foi em 21 de janeiro, na vitória sobre o Vasco da Gama. Desde então, o sistema defensivo falhou em diferentes contextos: clássicos contra Fluminense e Botafogo, partidas do Brasileirão e até na derrota para o Corinthians na decisão da Supercopa.
Diante do Lanús, o placar mínimo poderia ter sido ainda mais elástico. Castillo balançou as redes em outras duas oportunidades, anuladas por impedimento. A equipe brasileira apresentou dificuldades físicas e falhas de posicionamento, o que ampliou a sensação de instabilidade.
Agora, sob comando de Filipe Luís, o Flamengo precisa vencer por dois gols de diferença no Maracanã, na próxima quinta-feira (26), para conquistar o título no tempo normal. Caso sofra um gol, algo que ocorreu nas últimas oito partidas, terá de marcar três para levantar a taça sem necessidade de pênaltis. O cenário exige ajustes imediatos e solidez defensiva para evitar que a sequência negativa comprometa mais um título no início da temporada.
Mengão perdeu para o Lanús por 1 a 0 na partida de ida da Recopa e treinador afirma que ser campeão não é dever do clube
20 Fev 2026 | 12:15 |
O Flamengo largou em desvantagem na final da Recopa Sul-Americana. Na quinta-feira (19), a equipe foi derrotada por 1 a 0 pelo Lanús, no confronto de ida da decisão continental. Após a partida, o técnico Filipe Luís comentou o peso da cobrança por títulos e adotou discurso ponderado sobre a chamada “obrigação” de vencer.
Filipe Luís sobre o Flamengo: "Obrigação de ganhar não existe no futebol..."
Para o treinador, disputar a Recopa já representa um privilégio, por reunir os campeões da Libertadores e da Sul-Americana. Ele destacou o valor simbólico do torneio e reforçou que a responsabilidade do elenco é entregar o máximo dentro de campo. No entanto, foi categórico ao afirmar que, no futebol, não existe obrigação de ganhar:
“Nós temos a obrigação de fazer o melhor possível. Entregar tudo o que temos e deixar nossa vida dentro de campo. Essa é a nossa obrigação. Obrigação de ganhar não existe no futebol. Ninguém controla o resultado”, disse o treinador.
No estádio La Fortaleza, o Flamengo apresentou dificuldades na articulação ofensiva e criou poucas oportunidades claras. O meio-campista Lucas Paquetá teve participação ativa, com 82 ações com a bola, mas não conseguiu transformar presença em efetividade. Faltou profundidade, infiltração e agressividade no terço final. O Lanús, por sua vez, aproveitou melhor as oportunidades e construiu a vantagem mínima que agora carrega para o Brasil.
As equipes voltam a se enfrentar na próxima quinta-feira (26), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. Para conquistar o título no tempo normal, o Flamengo precisa vencer por dois gols de diferença. Caso triunfe por apenas um, a decisão será encaminhada para a disputa por pênaltis. Diante do cenário, o discurso de Filipe Luís equilibra responsabilidade e realismo. A cobrança existe, mas a resposta terá de vir dentro de campo, diante da torcida.