Futebol
02 Mai 2025 | 18:24 |
O Flamengo investiu pesado para reforçar o elenco em 2025. O balancete financeiro referente ao primeiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (30), aponta que o clube destinou R$ 99,570 milhões em contratações, pagamento de luvas, bonificações e aquisição de percentuais de jogadores. Os dados evidenciam um movimento forte no mercado logo nos primeiros meses do ano, com três compras de direitos federativos, reforço das participações econômicas em ativos já presentes no elenco e gastos expressivos com luvas e intermediações.
O principal desembolso ocorreu na compra do zagueiro Juninho, ex-Qarabag. O Rubro-Negro pagou R$ 34,253 milhões ao clube do Azerbaijão, além de R$ 1,513 milhão à HASC Consultoria Esportiva, totalizando R$ 35,766 milhões.Outro destaque foi a aquisição de mais 50% dos direitos do atacante Gonzalo Plata, que alcançou metas estipuladas em contrato. Com isso, o Flamengo desembolsou R$ 28,957 milhões para ficar com 80% do passe do equatoriano, que havia sido comprado inicialmente junto ao Al-Sadd.
Já o meia Carlos Alcaraz, contratado por empréstimo junto ao Southampton, custou R$ 3,957 milhões em valores relacionados à operação de chegada. O jogador argentino é tratado como peça-chave no elenco para a temporada. Um dado que chama atenção é a luva paga ao zagueiro Danilo, que chegou sem custos de transferência. O defensor, livre no mercado, recebeu R$ 16,895 milhões como bonificação pela assinatura de contrato com o clube.
A soma de todos os valores pagos a empresários, luvas e intermediações totaliza R$ 30 milhões. Nomes como Lorran (R$ 1,4 milhão) e Wesley (R$ 6,41 milhões) também aparecem com destaque nessa lista. O investimento em Evertton Araújo, atleta das categorias de base, inclui R$ 771 mil pagos à ROC Nation Sports Brazil, em operação vinculada à gestão do atleta. Há ainda R$ 5,4 milhões classificados como "outros", referentes a valores diversos não especificados nominalmente.
Segundo o próprio Flamengo, esses valores não saem integralmente de caixa à vista. A contratação de Juninho, por exemplo, foi parcelada, o que reduz o impacto financeiro imediato, ainda que represente compromisso futuro. Além dos gastos, o balancete mostra uma mudança no perfil do elenco profissional. O número de jogadores sob contrato aumentou de 35 para 40 entre dezembro de 2024 e março de 2025. Também cresceu o número de atletas com 100% dos direitos econômicos vinculados ao clube — passou de 18 para 20.
Meia é a maior contratação da história do Mengão, mas segue sem brilhar após sua chegada e treinador ainda procura o potencial máximo
28 Fev 2026 | 10:18 |
Maior contratação da história do futebol brasileiro, Lucas Paquetá ainda não conseguiu corresponder às expectativas neste retorno ao Flamengo. O encaixe do meia no esquema do técnico Filipe Luís se tornou um dos principais desafios neste início de temporada.
Apesar da versatilidade, Filipe Luís já sinalizou que prefere utilizar Paquetá como meia aberto, atuando por dentro a partir da ponta, função semelhante à exercida por Gerson em sua passagem anterior pelo clube. A ideia é potencializar a chegada à área e o poder de finalização do camisa 20. Ainda assim, o jogador foi escalado como segundo volante nas partidas contra Sampaio Corrêa e Botafogo, pelo Campeonato Estadual. No clássico contra o Botafogo, inclusive, marcou gol atuando mais recuado.
O próprio atleta já declarou preferência por jogar em posição mais avançada: “Eu converso bastante com o Filipe, ele sabe muito bem onde me sinto à vontade de jogar. Estou à disposição para ajudá-lo da forma que for, hoje um pouco mais recuado, mas normalmente na minha posição”, afirmou ao Premiere.
Na derrota por 3 a 2 para o Lanús, que resultou no vice da Recopa Sul-Americana, Paquetá começou no banco. Entrou no segundo tempo para atuar como meia pela direita, mas teve desempenho abaixo do esperado e falhou na marcação no segundo gol dos argentinos. Após o apito final, o jogador realizou o exame antidoping e deixou a zona mista cabisbaixo, sem conceder entrevistas.
Até o momento, Paquetá soma oito partidas e um gol neste retorno ao Flamengo. A transferência custou 40 milhões de euros aos cofres rubro-negros, tornando-se a maior negociação da história do futebol brasileiro. Para voltar ao clube, o meia abriu mão de salários e rescindiu contrato com o West Ham United, da Inglaterra.
Meia chegou ao Mengão com o objetivo de conquistar títulos com o Manto Sagrado, mas não vive novamente o pesadelo da derrota no Maracanã
28 Fev 2026 | 09:50 |
A derrota por 3 a 2 para o Lanús, no Maracanã, pela Recopa Sul-Americana, ainda ecoa no elenco rubro-negro. Segundo título perdido no início da temporada, o revés recolocou o clube sob forte pressão. Para Lucas Paquetá, no entanto, a noite teve peso ainda maior.
Perder uma decisão internacional em casa, diante de estádio lotado e contra um adversário argentino, é um roteiro que o meia já conhecia. Em 2017, então com 20 anos, ele esteve na final da Copa Sul-Americana em que o Flamengo acabou superado pelo Independiente.
Naquela decisão, Paquetá ainda era tratado como promessa, mas já figurava entre os titulares do time comandado por Reinaldo Rueda. Demonstrando versatilidade, chegou a atuar como “falso 9” diante das ausências de Paolo Guerrero e Felipe Vizeu.
O meia teve atuação destacada na final. Participativo, distribuiu dribles, arrancadas e passes decisivos, em um deles, deixou Everton em ótima condição para marcar, mas viu o companheiro desperdiçar a oportunidade. Também balançou as redes com oportunismo. Ainda assim, o Independiente empatou com gol de Esequiel Barco, em pênalti cometido por Gustavo Cuéllar, e sustentou o 1 a 1 que garantiu o título após vitória por 2 a 1 na Argentina.
Nove anos depois, Paquetá retornou ao Flamengo com status diferente. Consolidado no futebol europeu, tornou-se a contratação mais cara da América do Sul, adquirido por 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões). Sob o comando de Filipe Luís, porém, o meia ainda busca o melhor encaixe. Contra o Lanús, iniciou no banco e entrou aos 18 minutos do segundo tempo, na vaga de Gonzalo Plata.
Em campo, teve participação discreta. No ataque, finalizou com perigo em uma das poucas oportunidades. Defensivamente, contudo, falhou na marcação de Canale no gol de empate do time argentino. O roteiro se repetiu: decisão continental no Maracanã, adversário argentino e frustração no apito final. Para Paquetá, a tentativa de exorcizar o fantasma de 2017 acabou se transformando em mais um capítulo doloroso com a camisa rubro-negra.
Mengão se vê em momento conturbado na temporada, é atropelado em clássico e deixa a disputa para conquistar título no mata-mata
28 Fev 2026 | 09:37 |
O Sesc Flamengo entrou em quadra nesta sexta-feira (27) pela semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino, mas não conseguiu avançar à decisão. Diante do Osasco, o Rubro-Negro acabou derrotado por 3 sets a 0 e se despediu da competição.
Apesar de apresentar bons momentos ao longo da partida, a equipe comandada por Bernardinho sofreu com oscilações em pontos decisivos, fator determinante para o resultado negativo. As parciais foram 21/25, 24/26 e 17/25.
O confronto começou equilibrado, com trocas intensas de pontos, digno de um clássico. Mesmo com placar apertado, o Osasco conseguiu ser mais eficiente que o Mais Querido nos momentos finais e fechou o primeiro set por 21/25.
No segundo, o Flamengo esteve muito perto de empatar o duelo. A equipe chegou a abrir vantagem e teve chances claras de fechar a parcial quando vencia por dois pontos. No entanto, permitiu o empate e, em um fim de set dramático, viu o adversário virar e abrir 2 a 0 na partida.
Precisando reagir para manter o jogo vivo, o Sesc Flamengo não conseguiu repetir os melhores momentos anteriores. O Osasco dominou amplamente o terceiro set, abrindo vantagem confortável, dificultando a missão do Rubro-Negro.
Mesmo tentando reduzir a diferença quando perdia por sete pontos, o Flamengo não conseguiu encostar no placar. A equipe paulista fechou a parcial em 25 a 17, confirmando a vitória por 3 sets a 0 e garantindo vaga na final da Copa Brasil.