Futebol
Deu bom? Vidente indica vencedor de Flamengo x Cusco pela Libertadores
08 Abr 2026 | 10:23
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26 Mar 2025 | 12:52 |
O acordo fechado com a Libra e a Globo pelos direitos de TV do Brasileirão tomou holofotes no início de temporada do Flamengo pelas divergências entre os antigos e os atuais gestores do clube. Saiu a diretoria de Rodolfo Landim, que deixou como legado um contrato criticado por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, opositor que venceu a eleição para presidente do clube.
Os motivos são financeiro, político e de visão de negócio. Vão do valor total arrecadado, que pode diminuir em milhões, até articulações na briga de poder nos bastidores e o futuro do mercado de mídia. Às vésperas do início da edição 2025 do Campeonato Brasileiro, que marcará o novo acordo.
Desde a campanha, a nova diretoria de Bap aponta o possível prejuízo financeiro do Flamengo com os direitos de TV do Brasileirão. O atual presidente foi crítico fervoroso do acordo feito pela Libra — apesar de ter aprovado o contrato, quando conselheiro — e tentou rever a papelada com os parceiros da liga.
Flamengo destaca prejuízo financeiro
Em fevereiro, no primeiro encontro de dirigentes da Libra após a nova gestão rubro-negra, o presidente deu esta missão a Marcelo Campos Pinto, executivo que
atuou no mercado de mídia do outro lado do balcão, com anos de Grupo Globo. O representante, no entanto, não conseguiu emplacar a discussão com os dirigentes de outros clubes e passou a atuar com objetivo de aprimorar o acordo atual de forma coletiva. Pessoas presentes da reunião que foram ouvidas pela reportagem garantem que o clima foi cordial.
Mesmo assim, os dirigentes dos demais clubes da Libra estão cientes e preparados para a insatisfação do Flamengo com a divisão dos direitos de TV do Brasileirão. Afinal, o clube carioca "perdeu" quase R$ 70 milhões de um contrato para outro, segundo projeções, devido ao fim do repasse mínimo garantido de pay-per-view. O novo acordo, além da cota fixa, prevê bonificações por desempenho e audiência.
Briga política de duas versões nos bastidores
As pancadas são defendidas pela antiga direção do Flamengo. O presidente Rodolfo Landim e o vice-presidente Gustavo Oliveira eram dois que comandavam a relação com Libra e Globo antes da eleição de dezembro passado. A gestão anterior não vê o acordo como ideal, mas aponta a lei do mandante (que deu direitos comerciais aos clubes apenas sobre jogos com mando de campo) e a necessidade de unidade com os outros clubes como argumentos favoráveis para aceitar os valores e "fazer o bolo crescer" no médio ou longo prazo.
Já a diretoria atual bate no fato de o Flamengo ter sido o "único a perder dinheiro" na negociação. Com experiência no mercado de mídia (foi CEO da Sky), Bap se ressentiu de não ter sido incluído nas negociações. O atual presidente acredita que poderia ter contribuído com um modelo de negócio mais ousado e lucrativo, mas é criticado por opositores por, em tese, querer que o Flamengo "ande sozinho".
Quando conselheiro, em 2024, o atual presidente foi opositor ferrenho do acordo, mas votou a favor quando o contrato foi para a aprovação do Conselho Deliberativo do Flamengo. O voto e a postura moderada no discurso confundiram adversários e até aliados que não são do núcleo íntimo do dirigente. À época, Bap foi enigmático: "É uma estratégia". A discussão voltou à pauta na última semana, na prestação de contas da atual gestão a conselheiros.
Direitos internacionais são laboratório?
Toda essa insatisfação vira argumento para justificar a atitude do Flamengo de ser lobo solitário na venda dos direitos internacionais de TV do Brasileirão. Do outro lado, os outros 39 clubes das séries A e B acertaram para ir ao mercado em grupo. A decisão ainda não foi anunciada, mas está alinhada nos bastidores.
Para tentar tirar o sonho do papel, a nova gestão Bap lançou a Flamengo TV, com o objetivo de ser um canhão midiático. O clube contratou comunicadores renomados e prometeu uma grade de programação para os torcedores. A intenção é apresentar ao mercado um produto que vá além dos 19 jogos que o clube têm à disposição para vender. O presidente falou sobre o assunto publicamente nas últimas semanas.
— O mundo está mudando muito rapidamente. Eu venho do mercado de mídia e entendo que isso é uma coisa natural. Tem contratos que estão vigentes, mas, à medida que esses contratos vão mudando, isso vai ser alterado. A razão da gente querer manter os direitos internacionais e de betting, para vender separadamente, tem tudo a ver com a nova Flamengo TV — explicou Bap.
Treinador Alejandro Orfila faz ajustes na defesa peruana para encarar o Rubro-Negro nesta quarta-feira, lidando com desfalque no meio-campo por suspensão
08 Abr 2026 | 12:58 |
Cusco FC finalizou os preparativos para o confronto histórico contra o Flamengo, válido pela primeira rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores 2026. A equipe peruana recebe o atual campeão continental nesta quarta-feira (08), às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Inca Garcilaso de la Vega.
Jogando a mais de 3.350 metros acima do nível do mar, o time aurinegro aposta no fator geográfico e na manutenção de sua base titular para tentar surpreender o gigante brasileiro na abertura do Grupo A. O técnico Alejandro Orfila esboçou a formação que irá a campo, focando em um sistema defensivo sólido e transições rápidas para aproveitar o ar rarefeito, que costuma desgastar os adversários visitantes ao longo dos 90 minutos.
A equipe peruana deve entrar em campo com uma formação competitiva, visando neutralizar as principais peças ofensivas do Flamengo. A provável escalação do Cusco conta com: Díaz; Ruidías, Carlos Gamarra (ou Choi), Ampuero e Bolívar; Colitto, Soto, Valenzuela e Manzaneda; Carabajal e Callejo.
Com o atacante argentino Facundo Callejo em boa fase, o aurinegro espera ser eficiente nas finalizações para garantir seus primeiros pontos na competição e fazer valer o mando de campo na altitude de 3.350 metros, um desafio físico notório para qualquer equipe brasileira que visita a região.
O duelo terá ampla cobertura para os torcedores que desejam acompanhar a performance rubro-negra em território andino. A Rede Globo transmite o jogo em TV aberta para a maior parte do território nacional. Já no ambiente digital, os torcedores podem optar pelo streaming do Paramount+ ou pela cobertura gratuita da GETV através do YouTube.
Treinador comandou o Cruzeiro em partida válida pela Sul-Americana nas alturas e terá novamente de encarar a situação, agora pelo Mengão
08 Abr 2026 | 11:11 |
Apesar de ter nascido na Venezuela, o técnico Leonardo Jardim ainda possui pouca experiência em competições sul-americanas. Com carreira construída majoritariamente na Europa, o comandante teve apenas um contato com jogos em altitude antes de assumir o Flamengo, justamente em 2025, quando dirigia o Cruzeiro.
Na ocasião, pela Copa Sul-Americana, o Cruzeiro empatou por 1 a 1 com o Mushuc Runa, em Riobamba, no Equador, cidade situada a 2.754 metros acima do nível do mar . A partida marcou a única experiência do treinador em condições de altitude até então.
Em entrevista recente já no comando do Flamengo, Jardim relembrou as dificuldades daquele confronto, destacando principalmente o comportamento da bola. Naquele duelo, válido pela fase de grupos, o Cruzeiro utilizou uma equipe alternativa e conseguiu evitar a derrota, mesmo atuando em condições adversas.
“A sensação foi a velocidade da bola. Essas equipes jogam de forma mais direta, com muitos duelos. Precisamos manter a bola no chão e ter atenção defensiva, principalmente em chutes de fora e bolas paradas”, avaliou o técnico.
Agora, à frente do Flamengo, Leonardo Jardim terá um desafio ainda maior. A estreia na Copa Libertadores da América será diante do Cusco FC, em um cenário mais extremo: 3.350 metros de altitude em Cusco . A partida acontece no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, às 21h30 (horário de Brasília), marcando não apenas a estreia do Flamengo na competição, mas também o primeiro jogo de Jardim na Libertadores.
Diante desse contexto, o treinador aposta em adaptação tática e controle do jogo para minimizar os efeitos da altitude. A expectativa é de um duelo desafiador, em que a experiência recente pode servir como aprendizado para buscar um início positivo no torneio continental.
Leonardo Jardim escala o meia uruguaio após planejamento especial para a altitude, enquanto lida com ausências de peso como Jorginho e Alex Sandro
08 Abr 2026 | 11:10 |
Flamengo inicia sua caminhada na Conmebol Libertadores 2026 nesta quarta-feira, às 21h30, enfrentando o Cusco FC em território peruano. O confronto de abertura da fase de grupos exige que a comissão técnica equilibre a montagem do time diante de um departamento médico movimentado e os desafios fisiológicos do ar rarefeito.
A principal novidade positiva é a confirmação de Nicolás De la Cruz entre os relacionados, consolidando-se como um possível titular de logo mais. A preparação para este duelo internacional foi marcada por um monitoramento rigoroso e a utilização de tecnologia para minimizar o impacto do ambiente sobre os atletas.
Apesar do alento com De la Cruz, Leonardo Jardim terá que contornar cinco ausências importantes. O setor de contenção é o mais afetado: o volante Jorginho está fora devido a uma contusão na panturrilha esquerda, enquanto o chileno Erick Pulgar se recupera de uma lesão no ombro direito.
No sistema defensivo, o experiente Alex Sandro permanece no Rio de Janeiro tratando um problema muscular na coxa, no ataque, Everton Cebolinha desfalca a equipe em função de uma fratura na costela, sem data definida para retorno. Já a situação do espanhol Saúl Ñíguez apresenta contornos mais otimistas para um retorno em maio.
A escalação de De la Cruz foi precedida de uma análise minuciosa. O meio-campista uruguaio possui um histórico de hipersensibilidade aos efeitos da altitude, tendo apresentado mal-estar em ocasiões anteriores. Para viabilizar sua atuação em alto nível, o Flamengo investiu em uma logística de elite, incluindo a hospedagem em quartos com pressurização controlada.