Futebol
09 Mai 2024 | 10:02 |
O consórcio formado por Flamengo e Fluminense está em vias de ser oficializado como gestor do Maracanã pelos próximos 20 anos. Nesta quarta, foi revelado que a dupla fez a oferta financeira mais valiosa (já haviam recebido a maior nota na etapa anterior, de avaliação técnica). Com isso, a torcida se pergunta se esta vitória representa um ponto final no sonho do estádio próprio no terreno do Gasômetro, no Centro do Rio.
De acordo com o vice geral Rodrigo Dunshee, um avanço não interfere no outro. Após a abertura dos envelopes, no Palácio Guanabara, o dirigente procurou se esquivar do assunto. Mas frisou que se tratam de "unidades de negócio diferentes". "Olha, esse assunto é com o presidente do Flamengo, o Rodolfo Landim. Eu estou aqui representando o Flamengo na questão do Maracanã. Agora, são duas unidades de negócio diferentes. São duas questões isoladas. O Maracanã é um grande negócio por si só. Mas não estou aqui para falar do Gasômetro. Estou aqui hoje para falar do Maracanã", disse Dunshee.
Nesta terça, a Secretaria da Casa Civil do Governo do Estado do Rio abriu as propostas financeiras dos duas candidaturas remanescentes (a outra é do Vasco/WTorre). A de Fla-Flu foi ligeiramente maior: R$ 20.060.874,12 contra R$ 20.000.777,28. Como a dupla também já havia obtido nota maior na fase anterior, a vitória na licitação é só uma questão de se cumprir a burocracia para publicação no Diário Oficial. A expectativa é de que isso ocorra até o fim do mês.
"O consórcio vai poder fazer várias coisas no Maracanã que hoje em dia não teria como fazer. Não teria como apostar tanto no negócio porque você poderia perdê-lo seis meses depois. Agora a gente vai ter 20 anos para trabalhar. É completamente diferente. Vai mudar que agora você tem tempo de fazer maiores projetos, maiores investimentos, chamar mais parceiros, oferecer mais produtos para os consumidores", completou Dunshee.
O projeto do estádio próprio no Centro do Rio sempre correu paralelamente à participação na licitação do Maracanã. O Flamengo negocia a aquisição do terreno com a Caixa Econômica Federal, gestora do fundo proprietário do espaço. O assunto é tratado diretamente pelo presidente Rodolfo Landim. A Caixa avalia o terreno em R$ 250 milhões. Inicialmente, o Flamengo estava disposto a pagar cerca de um terço desse valor. Mas, após conversas com o clube, o banco entendeu que os rubro-negros estão dispostos a subir o valor. Mas nenhuma proposta foi feita ainda.
Além disso, a promessa do prefeito Eduardo Paes de enviar a Câmara um projeto de lei para transferência do potencial construtivo da sede social do Flamengo mudou o humor da estatal. O termo se refere à quantidade de construção permitida num espaço. Mesmo com projetos para o terreno da Gávea, o clube não irá atingir o máximo permitido. Em caso de aprovação do poder municipal, esta sobra também pode ser usada como moeda de troca.
Mengão adotou postura rígida no último dia da janela de transferências e pensou envolver Gonzalo Plata em troca por jogador do Cruzeiro
27 Mar 2026 | 20:30 |
O fechamento da janela de transferências nacional, nesta sexta-feira (27), transcorre com definições estratégicas nos bastidores do Ninho do Urubu. Apesar das recentes especulações, o Flamengo decidiu não avançar na liberação do atacante Gonzalo Plata para o Cruzeiro.
O impasse ocorreu após a equipe mineira recusar a inclusão do lateral-esquerdo Kaiki Bruno como moeda de troca na transação, frustrando os planos da diretoria rubro-negra de reforçar o setor defensivo em contrapartida à saída do setor ofensivo.
A postura do Flamengo reflete uma nova diretriz de mercado: a priorização do ganho técnico sobre o alívio financeiro. Sem um acordo que envolvesse nomes de interesse, como o próprio Kaiki Bruno ou o centroavante Kaio Jorge, o departamento de futebol optou por encerrar as conversas.
De acordo com informações apuradas pelo jornalista Venê Casagrande, a saúde financeira do Rubro-Negro é o principal pilar que sustenta a recusa de propostas consideradas insuficientes. Fontes internas do clube foram enfáticas ao afirmar que o Flamengo "não precisa de dinheiro" no momento, o que retira a urgência de negociar atletas apenas para fazer caixa.
O entendimento da alta cúpula é de que Gonzalo Plata permanecerá integrado ao grupo, a menos que surja uma oportunidade de negócio que seja inquestionavelmente benéfica para a estrutura tática de Leonardo Jardim. Por tanto, só venderá o atleta por uma boa oferta.
A permanência de Plata, mesmo após os episódios de indisciplina e o desejo do Cruzeiro em contar com seu futebol, envia uma mensagem clara ao mercado: o Flamengo não facilitará a saída de seus ativos sem uma contrapartida à altura. O jogador agora terá o desafio de se reintegrar plenamente e buscar novamente seu espaço sob o comando de Leonardo Jardim.
Luiz Eduardo Baptista classifica a construção imediata como "suicídio esportivo" devido aos altos juros e custos bilionários
27 Mar 2026 | 19:30 |
Flamengo decidiu adotar uma postura de extrema cautela em relação ao sonho da casa própria. Em declarações recentes, o presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, descartou qualquer pressa para dar início às obras do estádio no terreno do Gasômetro.
A análise da cúpula rubro-negra indica que o panorama econômico do Brasil, marcado por taxas de juros elevadas, representa um risco excessivo para a estabilidade do clube, podendo comprometer os investimentos no futebol profissional a curto e médio prazo. A diretoria reforça que a prioridade absoluta da gestão é a responsabilidade fiscal.
Atualmente, o Flamengo desfruta de uma saúde financeira robusta, com todas as obrigações em dia e um faturamento crescente, impulsionado significativamente pelas receitas de bilheteria nas partidas realizadas no Maracanã. Para os dirigentes, acelerar um projeto desta magnitude sem um cenário favorável seria colocar em xeque a hegemonia conquistada nos últimos anos.
A viabilidade do novo estádio esbarra em números alarmantes. Estimativas internas apontam que o custo total da construção poderia ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões. Segundo Bap, financiar uma obra desse porte sob as atuais condições de crédito do país seria um erro estratégico gravíssimo. "Fazer um estádio nessas condições é um suicídio esportivo", afirmou o mandatário.
O Mais Querido não pretende abrir mão da competitividade para realizar o projeto da arena própria de forma precoce. O presidente enfatizou que o clube só avançará quando houver segurança estrutural e financeira. "O Flamengo vai ter aquilo que puder ter no momento adequado", declarou o dirigente, sinalizando que a construção permanece nos planos, mas sem um cronograma que sacrifique o patrimônio do clube.
Atacante equatoriano vive um momento de isolamento no Ninho do Urubu, marcado por baixa integração tática e polêmicas em suas redes sociais
27 Mar 2026 | 17:59 |
A trajetória de Gonzalo Plata no Flamengo atravessa o seu período mais turbulento desde que desembarcou no Rio de Janeiro. Nos últimos dias, o distanciamento entre o atleta e a instituição tornou-se público após o jogador remover imagens com o uniforme rubro-negro de seus perfis digitais e deixar de seguir a conta oficial do clube.
Internamente, o cenário é de reavaliação. Se antes Plata gozava de prestígio e era considerado uma peça de confiança sob a gestão de Filipe Luís, a mudança no comando técnico alterou drasticamente sua hierarquia no elenco. Para recuperar o protagonismo perdido, o equatoriano agora enfrenta o desafio de alinhar seu comportamento extracampo às novas diretrizes de disciplina e alto rendimento impostas pelo Jardim.
A atitude gerou uma onda de reprovação entre os torcedores e atraiu críticas contundentes de Ronaldo Angelim, ex-zagueiro e ídolo histórico da torcida, que questionou a postura do jovem atacante de 25 anos diante da grandeza do Mais Querido:
"Ei, Plata, por que tu deixou de seguir o Flamengo, cara? Faça isso não. Tá jogando no clube, deixa de seguir o clube. Nem saiu do clube ainda. Mesmo que saísse, não era para para fazer isso aí, não. Respeitar o torcedor. p****, dava tanta moral a tu, tanto valor pela entrega que você tem em campo", disse o ex-defensor antes de completar.
"Aí você faz isso aí, perdeu a moral com a gente aí. Mas é isso aí, né? Só tando aí na musiquinha aí. Eu acho que ele não fica não depois disso aí, viu? Só vai. que ele fez isso aí, a torcida vai pegar no pé. Conheço a torcida do Flamengo. Eu lembro que para mim ele já perdeu a credibilidade. Que que a torcida tem a ver com treinador aí? Treinador não te levou pro jogo. A torcida não tem culpa não, né?", concluiu o ex-zagueiro do Mengão.
As explicações para a ausência de Gonzalo Plata nos últimos jogos foram detalhadas pelo técnico Leonardo Jardim. Segundo o treinador português, o atleta enfrenta sérios obstáculos para se integrar à dinâmica coletiva e ao modelo de jogo da equipe. Jardim foi enfático ao declarar que, para atuar no Flamengo em 2026, o nível de exigência em relação à concentração e ao empenho físico é inegociável.