Futebol
Jogador do Santos volta a falar sobre interesse do Flamengo: "Fez uma proposta..."
08 Abr 2026 | 14:56
Futebol
23 Out 2024 | 10:17 |
A classificação do Flamengo sobre o Corinthians na Copa do Brasil continua repercutindo, especialmente em relação a Filipe Luís. Isso porque o técnico rubro-negro precisou demonstrar sua astúcia para superar Ramón Díaz e ajustar a equipe após a expulsão de Bruno Henrique, garantindo que o time não ficasse vulnerável com um jogador a menos. Segundo Victor Nicolau, do canal Falso 9, o treinador foi "brilhante" e "genial".
Victor detalha as decisões acertadas do técnico do Flamengo, descrevendo as estratégias implementadas durante o confronto.
“O lado esquerdo era o que o Flamengo tinha facilidade e estava bem. Ele tira o Gabigol, que não estava bem de novo, e coloca o Fabrício Bruno, ficando com três zagueiros. A frente deles, existia uma linha de três volantes e o Arrascaeta”, inicia.
O analista também explica como foi a distribuição das funções no meio-campo e a ideia de Filipe Luís ao direcionar as jogadas ofensivas do Corinthians para as laterais do campo.
“O Flamengo, basicamente, entregava a bola para o Corinthians, e a partir disso, entregava também uma superioridade numérica pelo lado do campo, obrigando o Pulgar a ser esse peão, basculando pelos lados e até entrando na área. Ao Arrascaeta, cabia ser o atacante, e também de eventuais momentos defensivos, ser até volante nesse sistema”, continua.
A estratégia defensiva de Filipe Luís
A defesa rubro-negra pressionava os atacantes corintianos, forçando-os a permanecer na área à espera de cruzamentos. Segundo o analísta, essa abordagem funcionou bem, com o Corinthians recorrendo às bolas alçadas, sem sucesso em convertê-las em chances perigosas.
“O Flamengo se organizava marcando os três atacantes do Corinthians, que tinham que ficar entrando na área o tempo inteiro. Léo Pereira e Fabrício Bruno tinham essa dinâmica de sair a caça desses jogadores, enquanto o Corinthians conseguia gerar superioridade numérica pelos lados do campo e cruzar bolas na área”, explica.
“Era só o que o Corinthians se limitava a fazer mesmo sem ter um 9 alto em campo. O desafio que o Filipe deu foi para o Ramón Díaz tentar construir algo dando os cruzamentos para ele e o Ramón nada conseguiu fazer”, analisa.
Flamengo equilibra defesa e ataque
O canal Falso 9 também avalia a postura ofensiva do Flamengo sob o comando de Filipe Luís. Para o analista, Alex Sandro e Wesley foram fundamentais ao aliviar a pressão, enquanto o meio-campo do Mengão foi decisivo em manter a posse de bola, impedindo uma investida corintiana em busca do empate. O time se mostrava mais próximo de ampliar o placar do que de ceder o gol de igualdade.
“A estratégia do Flamengo passava por esses dois alas (Alex Sandro e Wesley). Cabia a eles a força de levar o time para frente. Com um a menos, você precisa ter força na saída de bola e na transição para colocar o seu time numa fase ofensiva. Além disso, você precisa ter retenção de bola. Pulgar, Gerson e Arrascaeta fizeram isso brilhantemente”, opina.
Victor Nicolau elogia, ainda, a mudança tática no segundo tempo, destacando a atuação de Gerson, que foi, em sua opinião, o melhor jogador em campo, além de exaltar o trabalho de Filipe Luís.
“No segundo tempo, os dois técnicos mexeram. O Filipe Luís tirou o Alex Sandro para colocar o Ayrton Lucas. O Filipe adaptou o time para não sofrer e o Ramón adaptou para o Filipe sofrer ainda menos. Além do Flamengo não sofrer mais pelo corredor, não sofreu por dentro, porque o Corinthians é muito fraco na construção. O Flamengo começou a conseguir até a sair pelo lado direito”, lembra.
“Brilhantes intervenções de Filipe Luís, assim como uma partida sublime dos seus jogadores. Não tem como não destacar a atuação do Gerson“, finaliza.
Atacante balançou as redes no segundo tempo para garantir o triunfo rubro-negro por 2 a 0 em território peruano; VAR foi protagonista ao anular gol
08 Abr 2026 | 23:26 |
Flamengo iniciou sua caminhada na Conmebol Libertadores 2026 com um resultado fundamental fora de casa. Na noite desta quarta-feira (08), a equipe comandada por Leonardo Jardim venceu o Cusco FC por 1 a 0, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, a 3.350 metros de altitude.
O herói da noite foi Bruno Henrique, que marcou de cabeça para selar a vitória em um confronto marcado pelo equilíbrio físico e por intervenções decisivas da arbitragem de vídeo. Mesmo com o ar rarefeito, o Rubro-Negro conseguiu controlar as ações na maior parte do tempo, suportando a pressão final dos peruanos e somando os primeiros três pontos no Grupo A da competição continental.
O primeiro tempo foi de domínio territorial do Flamengo. Adaptando-se rapidamente à velocidade da bola na altitude, o time carioca quase abriu o placar logo aos 4 minutos com Gonzalo Plata, que parou em grande defesa do goleiro Díaz. Lucas Paquetá, assumindo o protagonismo na criação, seguiu a estratégia de arriscar de longa distância.
O camisa 10 levou perigo em três oportunidades, obrigando Díaz a trabalhar em batidas colocadas. O Cusco, por sua vez, apostou em contra-ataques e teve sua melhor chance em chute forte de Silva, defendido com segurança por Rossi, mantendo o placar zerado até o intervalo.
O placar foi inaugurado aos 13 minutos do segundo tempo. Gonzalo Plata serviu Ayrton Lucas na ponta esquerda, que cruzou com precisão para Bruno Henrique testar firme no canto, sem chances para o goleiro. Pouco depois, o VAR tornou-se protagonista: o árbitro chegou a marcar um pênalti contra o Flamengo, mas voltou atrás ao constatar que a bola havia saído pela linha de fundo anteriormente.
Nos minutos finais, o técnico Alejandro Orfila promoveu mudanças que tornaram o Cusco muito mais agressivo. O Flamengo sentiu o desgaste físico e passou a sofrer com investidas de Tévez e Manzaneda. O goleiro Rossi e o volante Evertton Araújo foram fundamentais em bloqueios providenciais dentro da área.
Nos acréscimos, o Rubro-Negro ainda teve chances de ampliar e aos 46 minutos do segundo tempo, Arrascaeta, com muita insistência, conseguiu marcar de cabeça e superar o goleiro. Flamengo vence e estreou com o 'pé direito' em busca do penta.
Consórcio que administra o complexo esportivo profissionaliza a gestão de eventos para atrair turnês internacionais e ampliar a arrecadação financeira
08 Abr 2026 | 22:45 |
O Maracanã está prestes a consolidar sua posição como uma das principais arenas multiuso do mundo. Sob a administração da dupla Flamengo e Fluminense, o complexo esportivo deve oficializar, ainda no mês de abril, uma parceria estratégica com a promotora de eventos 30e.
O objetivo do acordo é terceirizar a gestão e a comercialização de grandes espetáculos, seguindo um modelo de sucesso já implementado pela empresa no Allianz Parque, em São Paulo. A iniciativa reflete uma mudança na mentalidade do consórcio gestor, que foca na rentabilização do estádio em períodos de vacância do calendário esportivo.
A informação, antecipada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, aponta para uma profissionalização das áreas não ligadas ao futebol para garantir um fluxo constante de receitas e entretenimento de alto nível na capital carioca.
Com a chegada da 30e, o cronograma de eventos do Maracanã passará por uma reformulação profunda para acomodar turnês de escala internacional sem prejudicar a integridade do gramado ou o calendário de jogos oficiais.
A meta é utilizar a infraestrutura modernizada e o peso histórico do estádio para atrair artistas globais que buscam um palco de referência na América do Sul. A expectativa é que o faturamento gerado por essa nova gestão de entretenimento comece a impactar os cofres de Flamengo e Fluminense já na segunda metade deste ano, transformando o complexo em um ativo financeiro ainda mais robusto para os clubes.
O contrato em fase de conclusão não se limita apenas ao estádio principal. O Maracanãzinho, tradicional palco de esportes de quadra e apresentações culturais, também está incluído no pacote de gestão da promotora 30e. A inclusão do ginásio permite a realização de eventos de menor porte, porém com alta rotatividade de público e demanda frequente, otimizando a utilização de todo o complexo.
A capital federal lidera a disputa interna brasileira para sediar a decisão continental, enfrentando a concorrência de Argentina, Paraguai e Colômbia
08 Abr 2026 | 22:00 |
Enquanto o Flamengo e os demais clubes sul-americanos iniciam a disputa pela "Glória Eterna" em 2026, os bastidores da Conmebol já projetam o futuro do torneio. A entidade máxima do futebol continental deu início aos processos de análise para selecionar a sede da grande final da Copa Libertadores de 2027.
Com o Uruguai já confirmado como o palco da decisão da atual temporada, quatro nações apresentaram candidaturas para receber o evento no próximo ano, movimentando a política esportiva da região. A escolha da sede definitiva passará por critérios técnicos de infraestrutura, capacidade hoteleira e logística de transporte, visando repetir o sucesso das edições anteriores em formato de jogo único.
Dentro do território brasileiro, o favoritismo mudou de mãos nas últimas semanas. Embora o Rio de Janeiro seja sempre uma opção natural, o Distrito Federal consolidou-se como o principal candidato do país. O argumento central para a escolha de Brasília reside na infraestrutura do Estádio Mané Garrincha.
A arena, revitalizada para a Copa do Mundo de 2014, comporta mais de 70 mil espectadores e ainda não sediou uma final única da Libertadores, diferente do Maracanã, que já recebeu o evento em duas ocasiões. Para clubes com torcidas nacionais, como o Flamengo, atuar na capital federal é visto como uma vantagem estratégica, dada a forte presença de torcedores rubro-negros na região.
A concorrência internacional promete ser rigorosa, com propostas que visam diferentes benefícios para a Conmebol. A Argentina busca manter o protagonismo do sul do continente ao oferecer o Estádio Ciudad de La Plata como sede. Simultaneamente, ganha corpo a candidatura de Assunção, no Paraguai, que apela para a facilidade logística por abrigar a sede administrativa da própria entidade.
Por outro lado, a Colômbia tenta levar a decisão para Barranquilla, defendendo a necessidade de descentralizar os grandes eventos esportivos, tradicionalmente concentrados no eixo Brasil-Argentina, promovendo uma maior integração entre as federações da América do Sul.