Clube
09 Fev 2024 | 10:41 |
O Flamengo é uma paixão nacional. Alinhada principalmente ao futebol, essa paixão desperta o amor do torcedor pelo clube, tornando-se quase uma religião. Mas e ai, você conhece tudo do Flamengo? Veja os principais livros que todo torcedor do Flamengo tem a "obrigação" de ter.Segue a lista:1- O vermelho e o negro
Sua camisa vermelha e preta viaja de canoa pelos igarapés, galopa pelas coxilhas, caminha pelos sertões, colore todas as praias, está nos barracos e nas coberturas. Suas cores vestem homens e mulheres, famosos e anônimos, pobres e ricos, idosos e crianças, feios e bonitos. Quem é? Leva o prêmio quem disser Flamengo. É o clube de maior torcida do Brasil e – por que ser modesto? – do mundo. Com seus quase 40 milhões de adeptos, chega perto da população inteira da Espanha. E, apesar de cobrir todo o território, é surpreendentemente una. (Como se explica que um rubro-negro do Acre ou de Caxias do Sul reaja exatamente como um rubro-negro do Leblon?).
No dia em que se estudar a fundo a integração nacional à luz da modernidade, vai-se descobrir que, além do Flamengo, talvez só a Igreja Católica e o jogo do bicho sejam tão abrangentes. Não por acaso, as três instituições se alimentam da mesma matéria-prima: a fé. O vermelho e o negro (originalmente editado pela DBA, em 2001) é uma narrativa ágil, alegre e informativa da (mais que centenária) trajetória do Flamengo, por um escritor de pele decididamente rubro-negra: Ruy Castro. Sim, é o livro de um torcedor do Flamengo. Mas para ser lido também pelos torcedores dos times adversários e até pelos que não torcem por time nenhum – e que, depois disso, talvez entendam melhor a magia que o futebol desperta.
2- Histórias do Flamengo
Este livro teve sua 1ª. edição em 1945, que antecedeu, em dois anos, o lançamento de O Negro no Futebol Brasileiro, também de Mario Filho, publicado em 1947. Já a 3ª. edição de Histórias do Flamengo é de 1966, ou seja, de há 48 anos. O início do Flamengo ou “O Berço”, como Mario intitula uma das partes da obra, está minuciosamente contado nestas páginas.
Os detalhes são inimagináveis, passando pela “infância” do clube, indo do nascimento do Fla-Flu ao primeiro Fla-Flu, da República Paz e Amor ao Café Rio Branco, e culminando com a descrição bem-humorada de figuras muito curiosas. E, evidentemente, à medida que avançam as histórias, também casos sobre o Fluminense, o Vasco, o Botafogo, que se mesclam em algum episódio sobre o Flamengo. Em Histórias do Flamengo desfilam personagens bem conhecidos, muitos deles flamenguistas “doentes”, como o escritor José Lins do Rêgo e o locutor e compositor Ary Barroso. Em algumas passagens, até Ruy Barbosa, o Barão do Rio Branco e Olavo Bilac são mencionados.
As histórias se multiplicam e são deliciosas! Como diz Mario Filho no título de um dos capítulos, “Coisas que só acontecem ao Flamengo”.
3- 100 anos de bola, raça e paixão
Com o lançamento de “100 anos de bola, raça e paixão”, o torcedor rubro-negro tem em mãos o mais completo documento já publicado sobre o futebol do Flamengo. Nessa edição comemorativa, como diz o escritor rubro-negro Ruy Castro no texto de quarta capa, os autores Paschoal Ambrósio Filho (autor também dos livros Pentatri e 6x Mengão), Arturo Vaz e Celso Júnior “vão aos documentos e tiram tudo a limpo”. Ou seja, reúnem, numa só obra, toda a trajetória de vitórias do Flamengo nos gramados do mundo inteiro.
Nos capítulos, divididos em décadas, o leitor se deliciará com o trabalho minucioso e detalhado executado pelos autores. Nada escapou e o resultado é um banho de informações. Além disso, trata-se de um E-Book luxuoso e rico em imagens: são mais de uma centena de fotos, desenhos com reproduções de gols históricos e símbolos do clube mais querido do Brasil. De quebra, o livro ainda traz a lista dos cem maiores ídolos e cem maiores jogos nesse primeiro século de glórias.
4- 1987: a História Definitiva
1987: a História Definitiva, de Pablo Duarte Cardoso, resgata em riqueza inédita de detalhes a maior controvérsia da história do futebol brasileiro: o Campeonato Brasileiro de 1987, ainda hoje disputado, fora das quatro linhas, entre o Clube de Regatas do Flamengo e o Sport Club do Recife.
Para explicar por que o assunto continua a despertar paixões trinta anos depois, o autor analisa o pano de fundo político dos acontecimentos que levaram à ruptura entre os maiores clubes do país e a CBF, em 1987. Relata, em especial, a luta de uma geração de dirigentes e formadores de opinião politicamente engajados, que, em sintonia com o processo de redemocratização do Brasil, buscavam livrar-se do “entulho autoritário” que duas ditaduras legaram ao nosso futebol. E narra como, ao longo de poucos meses, esses dirigentes puseram em xeque a CBF e as federações estaduais, montaram por si próprios o campeonato mais apaixonante da história — a Copa União — , para depois deitar a revolução a perder em meio à miopia, mesquinharias, traições e à superior malandragem dos interesses estabelecidos.
No mais, o livro conta como nunca antes se fez os aspectos propriamente futebolísticos da disputa que levou à coroação do Flamengo de Zico, Bebeto e Renato. Também resgata o que foi a disputa do Módulo Amarelo, afinal dividido entre Sport e Guarani, e narra os acontecimentos de 1988 — da recusa do “cruzamento” entre Flamengo e Internacional, Sport e Guarani, à eleição de Ricardo Teixeira, que efetivamente pôs fim àquele ensaio de revolução.
Por fim, o autor lança mão de seus conhecimentos jurídicos para explicar de forma definitiva os contornos da batalha que Flamengo e Sport do Recife travaram nos tribunais. E explica por que sentença nenhuma logrará encerrar a discussão, enquanto não triunfarem as bandeiras erguidas pelos grandes clubes brasileiros naquele ano de 1987.
5- Flamengo é puro amor: 111 crônicas escolhidas
José Lins do Rego foi o primeiro importante autor brasileiro a escrever sistematicamente sobre o futebol. Neste livro, o romancista dedica belas passagens a Zizinho, Ademir, Jair, Heleno, Biguá, entre outros ídolos de nossas torcidas. Além disso, ele revela os bastidores dos clubes, dos dirigentes e detalhes de histórias vividas fora dos gramados.
Este volume, além de resgatar este lado sempre lembrado, porém pouco conhecido, de José Lins do Rego, se trata de uma declaração de amor ao futebol que se jogava na época: apesar de ingênuo, romântico e verdadeiro.
6- 1981 – o ano rubro-negro
Cada torcedor, independente do time, guarda na memória e no coração um ano que fica marcado para a história. Seja por um título importante ou por um esquadrão, esse torcedor sonha acordado ao lembrar do que presenciou. Para a maior torcida do Brasil, esse ano é o de 1981. A cada movimento de translação da Terra, o Flamengo ia conquistando o planeta. Seja com resultados ou com o encantamento que o plantel fazia aos seus espectadores.
Sabendo disso, Eduardo Monsanto, pesquisou a fundo os 365 mais gloriosos do Fla. Desde a guerra que foi a Taça Libertadores, à consagração em terras japonesas ao golear o Liverpool, até então o grande campeão da Europa. Em 1981 – O ano rubro-negro você saberá de histórias marcantes, engraçadas, curiosas e dramáticas que envolveram Zico, Júnior, Adílio, Nunes e cia. Quem viveu aquele ano se lembrará do quão emocionante ele foi. Para quem não era nascido ou era muito pequeno, conhecerá uma das páginas mais bonitas e gloriosas da história do futebol brasileiro.
Clube já tem o maior faturamento do futebol brasileiro e foi o primeiro a ultrapassar a marca de R$ 2 bi, mas o presidente planeja ainda mais
20 Mai 2026 | 17:00 |
Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, o Flamengo alcançou a marca de R$ 2 bilhões em receita anual. Mesmo diante do recorde histórico, a diretoria rubro-negra já trabalha com metas ainda mais ambiciosas para os próximos anos. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, revelou que o objetivo do clube é atingir R$ 3 bilhões em faturamento até 2030.
Durante participação no videocast “Sport Insider”, do canal N Sports, o mandatário explicou que o crescimento planejado não depende apenas do futebol dentro de campo. Segundo Bap, o Flamengo prepara uma série de projetos paralelos para ampliar significativamente as receitas do clube nos próximos anos.
“Tem uma série de coisas que vamos fazer que não têm absolutamente nada a ver com futebol que vão turbinar esse aumento de receita. Quando se olha para direito de transmissão, número de partidas, ticket médio, premiação, não tem como crescer olhando de maneira ortodoxa. Tendo uma visão mais heterodoxa, vai caber mais R$ 1 bilhão em três, quatro anos”, afirmou o presidente.
O crescimento financeiro recente do Flamengo reforça o otimismo da diretoria. Em 2021, o clube ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em receita. Apenas quatro temporadas depois, o Rubro-Negro dobrou esse valor e chegou aos R$ 2 bilhões. Agora, a expectativa é repetir o salto financeiro até o fim da década.
Entre os projetos em andamento, o Flamengo pretende lançar uma marca própria de roupas voltada para o público feminino. Batizada de “Gávea”, a linha de moda casual foi planejada após estudos de mercado indicarem o forte potencial de consumo desse segmento.
Além disso, o clube também deseja investir no setor imobiliário. Um dos planos da diretoria envolve a construção de um hotel cinco estrelas na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com as novas iniciativas, o Flamengo busca ampliar receitas fora das quatro linhas e consolidar ainda mais a posição como clube mais poderoso financeiramente da América do Sul.
Em fim de contrato com o Mengão, atleta vê nos EUA o local ideal para ter mais tempo em quadra e desenvolver seus talentos
13 Mai 2026 | 09:00 |
A saída de Helena Wenk do Sesc Flamengo ganhou novos capítulos após declarações de Paulo Coco, auxiliar técnico da Seleção Brasileira e treinador do Atlanta (EUA). Em entrevista ao portal “Olimpíada Todo Dia”, o comandante comentou sobre o desenvolvimento da ponteira de 1,99m em meio à despedida da atleta do Rubro-Negro rumo ao exterior.
Mesmo sem confirmar oficialmente a contratação de Helena pelo Atlanta, equipe que disputa a LOVB, liga profissional dos Estados Unidos, Paulo Coco reforçou um ponto que já vinha sendo debatido entre torcedores rubro-negros: a necessidade de mais tempo em quadra para a evolução da jovem atleta.
Segundo o treinador, o mais importante neste momento da carreira da ponteira é encontrar um ambiente que permita crescimento técnico e sequência de jogos em alto nível. No Sesc Flamengo, Helena alternou momentos de destaque e partidas no banco de reservas sob comando de Bernardinho. Apesar de ter sido peça importante na semifinal diante do Praia Clube, a jovem acabou perdendo espaço justamente na reta decisiva da temporada.
A falta de sequência entre as titulares é vista como um dos fatores que dificultaram o desenvolvimento pleno da atleta no time principal. Para Paulo Coco, jogadoras com o porte físico e o potencial técnico de Helena precisam atuar regularmente para alcançar o mais alto nível do voleibol internacional. A expectativa é de que, nos Estados Unidos, a ponteira consiga a rodagem necessária para evoluir de forma mais consistente e ganhar protagonismo.
Com a saída de Helena Wenk, o Flamengo já se movimentou no mercado para reforçar o elenco visando a temporada 2026/27. Entre os nomes confirmados estão Ariele e Jaque, que chegam para fortalecer o grupo comandado por Bernardinho.
Mesmo assim, a despedida da jovem promessa segue gerando debates entre os torcedores rubro-negros. Isso porque Helena era considerada uma das principais joias recentes das categorias de base do clube e tinha grande expectativa de crescimento dentro do projeto do Sesc Flamengo.
Mengão volta a abordar o aumento de impostos para os clubes associativos em relação às SAFs e como isso pode prejudicar modalidades no Brasil
09 Mai 2026 | 21:00 |
O Flamengo utilizou os canais oficiais neste sábado (09) para fazer um alerta sobre o futuro dos esportes olímpicos no Brasil. Em vídeo publicado no YouTube, o clube rubro-negro demonstrou preocupação com os impactos da nova reforma tributária sobre entidades esportivas sem fins lucrativos e afirmou que diversas modalidades podem ficar ameaçadas nos próximos anos.
A produção divulgada pela Flamengo TV trata o tema como uma questão urgente para o esporte nacional. Ao longo do conteúdo, atletas, especialistas e representantes ligados ao setor esportivo destacam possíveis consequências da mudança na legislação, principalmente para clubes formadores que dependem de incentivos fiscais para manter projetos sociais e modalidades olímpicas.
Uma das vozes presentes no vídeo é a da judoca Rosicleia Campos, que chamou atenção para os impactos além do alto rendimento esportivo. Segundo a ex-atleta, o trabalho realizado pelos clubes vai muito além da formação de campeões. “Os clubes não formam só atletas, formam seres humanos”, destacou Rosicleia durante a gravação.
A preocupação central é de que o aumento da carga tributária provoque redução de investimentos, fechamento de projetos e até encerramento de modalidades esportivas, afetando diretamente crianças e jovens atendidos pelos clubes.
O debate gira em torno da Lei Complementar 224, de 2025. De acordo com o Flamengo e representantes do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), a nova legislação coloca entidades esportivas associativas em situação de desvantagem em relação às SAFs. Atualmente, as Sociedades Anônimas do Futebol recolhem cerca de 6% sobre a receita bruta.
Já os clubes sem fins lucrativos, que tradicionalmente reinvestem recursos em formação esportiva e projetos sociais, perderam benefícios históricos previstos anteriormente. Segundo o advogado Felipe Cavalcante, representante do CBC, a tributação para clubes como o Flamengo pode chegar a 11% a partir de 2027: “Não queremos melhoria, só queremos a manutenção do que temos”, afirmou o especialista durante o vídeo divulgado pela Flamengo TV.
Mesmo diante das dificuldades financeiras e do novo cenário tributário, o Flamengo segue mantendo importante presença nos esportes olímpicos brasileiros. Atualmente, o clube possui modalidades como ginástica artística, judô, nado artístico, natação, polo aquático, remo, vôlei e basquete.
Entretanto, o Rubro-Negro já precisou encerrar algumas atividades neste ano, como a canoagem e o remo paralímpico, reflexo das dificuldades enfrentadas para sustentar financeiramente os projetos esportivos. Com o vídeo publicado neste sábado, o Flamengo tenta ampliar o debate público sobre o tema e pressionar autoridades para revisão das medidas que, segundo o clube, podem comprometer o futuro do esporte olímpico nacional.