Futebol
12 Mar 2025 | 10:06 |
Flamengo e Fluminense disputam a final do Campeonato Carioca nesta semana, e a grande dúvida é sobre a postura do time de Mano Menezes. O Tricolor, que tem sido um adversário complicado para o Flamengo de Filipe Luís, melhorou nos últimos jogos e adotou uma postura mais ofensiva. No entanto, o jornalista Mauro Cezar Pereira levantou um questionamento importante: o Fluminense manterá esse estilo ou voltará a jogar de forma retrancada, como no empate sem gols na fase de grupos?
“Eu acho que a grande questão para esse jogo que me chama a atenção é que o Fluminense foi um time agressivo na Copa do Brasil, agora contra o Águia de Marabá, fez 8. Contra o Volta Redonda, fez 4. Venceu o Caxias lá no interior gaúcho, na Serra Gaúcha, por 2 a 1. Também na Copa do Brasil. Mas como vai ser contra o Flamengo?”, questionou Mauro Cezar.
Canobbio: peça ofensiva ou mais um defensor?
Outro ponto levantado pelo jornalista foi o papel de Canobbio, que tem sido um dos destaques do Fluminense, contribuindo com gols e assistências. No entanto, no último confronto contra o Flamengo, ele atuou praticamente como um segundo lateral, ajudando na marcação.
“O Canobbio vai ser um jogador fazendo gols, dando assistências, ou vai ser aquele jogador do último 0 a 0, que trabalhou mais defensivamente do que ofensivamente? E muito bem, por sinal”, analisou Mauro.
Flamengo manterá seu estilo ofensivo
Se a postura do Fluminense ainda é uma incógnita, Mauro Cezar acredita que o Flamengo não deve mudar sua forma de jogar. Para ele, o time de Filipe Luís entrará em campo pressionando o adversário e buscando a vitória.
“Flamengo a gente sabe como vai jogar, vai jogar como sempre. Não tem a menor dúvida disso. Vai jogar pressionando o Fluminense. Mas e o Fluminense do Mano Menezes? Não é o Fluminense do Fernando Diniz, é do Mano Menezes. Vai jogar de que forma? Como foi no 0 a 0 recente, se defendendo basicamente, não chutou a bola no gol?”, ponderou.
Postura do Fluminense pode definir o rumo da final
Na visão de Mauro Cezar, o jogo de ida pode influenciar toda a decisão. O Fluminense pode optar por segurar o resultado e decidir no jogo de volta, no sábado (15), ou tentar surpreender já nesta quarta-feira (12).
“Acho que a postura do Fluminense é que pode pautar essa partida de outra forma. O jogo não decide amanhã. Decide no final de semana, que é o jogo decisivo. Ele pode simplesmente jogar para o empate e tentar resolver no outro jogo. Então acho que a estratégia do técnico do Fluminense é que vai definir mais ou menos o que pode ser esse jogo. Vai encaminhar aí essa partida”, concluiu o jornalista.
Com diferentes abordagens em jogo, a primeira partida da final do Campeonato Carioca promete ser decisiva para o desfecho do torneio. Flamengo e Fluminense se enfrentam nesta quarta-feira (12), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã.
Ex-jogador não esconde satisfação em um dos melhores dias vestindo a camisa do Mengão e ainda provocou antigo conhecido após a partida
18 Abr 2026 | 15:05 |
O histórico Santos 4 x 5 Flamengo, disputado em 2011, segue como um dos jogos mais emblemáticos da história do Campeonato Brasileiro. Marcado pelo duelo entre Ronaldinho Gaúcho e Neymar, o confronto entrou para a memória dos torcedores pela virada espetacular do time carioca, que saiu de um 3 a 0 contra para conquistar a vitória na Vila Belmiro.
Um dos momentos mais icônicos da partida foi protagonizado por Ronaldinho, em uma cobrança de falta surpreendente, rasteira, que passou por baixo da barreira. Anos depois, o ex-camisa 10 ainda relembra o lance com bom humor, especialmente ao citar o ex-companheiro Rodrigo Alvim.
Ronaldinho sobre gol no Flamengo x Santos: "Esse foi um dos gols mais prazerosos da minha vida..."
“Você (Alvim) não vai deixar eu mentir aqui. A gente treinava junto, e eu treinando falta por baixo da barreira, e ele dizia que eu estava louco. Então eu falei: ‘lá na Vila Belmiro o campo é molhado, eles vão pular e eu vou bater por baixo’”, contou Ronaldinho, em documentário da Netflix.
O ex-jogador ainda detalhou o treinamento específico e não perdeu a chance de brincar com o antigo colega: “A gente treinava com uma barreira de ferro que tinha um espacinho por baixo. Se passasse ali, no jogo também passaria. Esse foi um dos gols mais prazerosos da minha vida. Depois pude rir da cara desse trouxa (Alvim)”.
Naquele momento da partida, o Santos vencia por 4 a 3. Após sofrer falta na entrada da área, Ronaldinho assumiu a cobrança e surpreendeu a todos ao finalizar por baixo da barreira, sem chances para o goleiro adversário. O jogo já era eletrizante desde o início. O Santos abriu 3 a 0 ainda no primeiro tempo, com dois gols de Borges e um de Neymar, este último, posteriormente premiado com o Prêmio Puskas da FIFA. Antes do intervalo, o Flamengo reagiu e empatou com gols de Ronaldinho, Thiago Neves e Deivid.
Na etapa final, Neymar voltou a colocar o Santos em vantagem com mais um golaço. No entanto, Ronaldinho voltou a brilhar: empatou com a cobrança de falta histórica e marcou o gol da virada nos minutos finais, garantindo o triunfo da equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo.
Contratado em 2011, Ronaldinho teve uma passagem marcante pelo Flamengo, apesar de breve. Com a camisa rubro-negra, conquistou o Campeonato Carioca daquele ano e protagonizou atuações memoráveis, como a da histórica virada sobre o Santos.
No total, o meia disputou 72 partidas, marcou 28 gols e distribuiu 17 assistências. Sua saída, no entanto, aconteceu na temporada seguinte, em meio a problemas relacionados a atrasos salariais. Ainda assim, o legado técnico e os momentos decisivos garantem ao craque um lugar especial na memória da torcida.
Diretor de futebol do Mengão revelou que decisão de mandar embora um profissional gabaritado como o ex-treinador requereu atitude
18 Abr 2026 | 14:30 |
Uma das maiores turbulências recentes do Flamengo aconteceu em março de 2026, quando o clube optou pela demissão de Filipe Luís após a goleada sofrida por 8 a 0 na semifinal do Campeonato Carioca. A decisão surpreendeu boa parte da torcida, especialmente pelo histórico vitorioso do treinador na temporada anterior.
No entanto, internamente, a diretoria tratou a mudança como necessária diante do cenário vivido naquele momento. Em entrevista à Flamengo TV, o diretor de futebol José Boto explicou os motivos que levaram à troca no comando técnico e rebateu críticas sobre uma suposta falta de respaldo ao ídolo rubro-negro.
Segundo o dirigente, a decisão não foi tomada de forma impulsiva, mas sim após uma análise do contexto vivido pela equipe: “Quando se troca treinador, não quer dizer que aquele treinador é ruim. Às vezes há contextos que não são os mais indicados. O que se passou aqui foi que, após tantas vitórias e uma expectativa enorme, as coisas não estavam alinhadas. Então, eu e o presidente, que temos a palavra final no futebol, entendemos que era preciso uma mudança”, explicou.
Boto ainda destacou que a escolha exigiu convicção e coragem por parte da diretoria: “Vi muitas críticas, chamando de covardia. Pelo contrário, é preciso coragem para tomar uma decisão dessa. Não foi fácil e sabíamos que enfrentaríamos muitas críticas. Foi uma correção de rota necessária naquele momento”, completou.
A repercussão da demissão se deve, principalmente, ao histórico recente de Filipe Luís no comando da equipe. Efetivado como treinador no fim de 2024, o ex-lateral teve uma trajetória extremamente vitoriosa em 2025, conquistando títulos importantes como Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Campeonato Carioca e Supercopa. Além disso, levou o Flamengo à final do Mundial de Clubes, sendo superado pelo PSG nos pênaltis, o que reforçou ainda mais a expectativa sobre a continuidade do trabalho.
Apesar do sucesso anterior, o início de 2026 foi marcado por resultados abaixo do esperado. O Flamengo acabou derrotado na Supercopa, diante do Corinthians, e também perdeu a Recopa Sul-Americana para o Lanús. Mesmo com a classificação para a final do Campeonato Carioca, a diretoria optou por promover uma mudança no comando técnico. Com isso, Filipe Luís deixou o cargo, dando lugar a Leonardo Jardim, escolhido para tentar reequilibrar a equipe e conduzir o elenco na sequência da temporada.
Meia utilizará numeração ‘aposentada’ pelo clube em uma homenagem a Oscar Schmidt, o Mão Santa, que faleceu neste final de semana
18 Abr 2026 | 14:10 |
O Flamengo prestou uma homenagem marcante a um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro. Após o falecimento de Oscar Schmidt, na última sexta-feira (17), o clube anunciou a aposentadoria da camisa 14 do time de basquete, eternizando o número utilizado pelo ídolo durante sua passagem pelo Rubro-Negro.
A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Diretor e reforça a importância de Oscar não apenas para o Flamengo, mas para o basquete nacional e mundial. O ex-jogador atuou pelo clube entre 1999 e 2003, período em que deixou um legado que ultrapassa gerações e consolidou ainda mais sua condição de referência no esporte.
As homenagens não ficarão restritas às quadras. No futebol, o Flamengo também preparou uma ação simbólica para o duelo contra o Bahia, neste domingo (19), pelo Campeonato Brasileiro. Na partida, Arrascaeta utilizará a camisa 14, número eternizado por Oscar, enquanto a tradicional camisa 10 não será usada no Maracanã. A iniciativa reforça a conexão entre diferentes modalidades dentro do clube e amplia o alcance da homenagem, levando o tributo ao ídolo também para os gramados.
Em nota, o Flamengo destacou a relevância histórica de Oscar Schmidt: “O Conselho Diretor do Clube de Regatas do Flamengo aprovou, por unanimidade, a aposentadoria definitiva da camisa 14 do basquete rubro-negro, em homenagem a Oscar Schmidt, maior nome da história do basquete brasileiro em todos os tempos. Ídolo eterno, Oscar marcou época com o Manto Sagrado entre 1999 e 2003, deixando um legado que transcende as quadras e seguirá inspirando gerações.”
O clube ainda reforçou: “Oscar Schmidt é um patrimônio do esporte do Flamengo, do Brasil e do mundo. Sua história ajudou a moldar o basquete como o conhecemos hoje e seguirá como referência eterna de excelência, talento e paixão.”
As homenagens ao ex-atleta começaram ainda na sexta-feira (17), quando as equipes de vôlei e basquete do clube realizaram um minuto de silêncio antes de seus compromissos, válidos pela Superliga e pela Champions Américas, respectivamente.
Apesar de atualmente vestir a camisa 10, Arrascaeta já tem ligação com o número 14 no Flamengo. O uruguaio utilizou essa numeração entre 2019 e 2025, antes de assumir a 10 após a saída de Gabigol. Agora, em um momento especial, o meia volta a vestir o número, desta vez em homenagem a um dos maiores ídolos da história do esporte brasileiro.