Futebol
Varela aponta principal problema do Flamengo no início da temporada: "fazer o que..."
06 Fev 2026 | 16:30
Futebol
21 Jan 2025 | 09:05 |
O Flamengo acertou a contratação de Nico De La Cruz no final de dezembro de 2023. No entanto, o meia uruguaio foi apresentado pelo Mais Querido apenas no início de 2024. Apesar da grande expectativa em cima do atleta, seu rendimento na temporada foi abaixo do esperado, ficando longe de superar as expectativas dos torcedores e do próprio atleta.
Em pré-temporada nos Estados Unidos, Nico concedeu uma entrevista ao GE e falou sobre a última temporada, comentando sobre as lesões que o impediram de alcançar um alto nível e a chegada ao Mais Querido, onde pode jogar com seus outros companheiros de seleção.
"Eu conhecia Flamengo mais pelo externo e pelo que comentavam Giorgian (Arrascaeta) e Viña na seleção. Tinha desejo de conhecer o que é o mundo Flamengo internamente. Encontrei tudo o que pensava e imaginava, creio que nesse sentido para mim foi muito importante me deparar com um clube que sabia o que queria, o seu propósito", disse De la Cruz, que completou:
"Obviamente que estava tudo muito lindo, mas tinha que jogar, tinha que render, sabia o preço alto que haviam pagado por meu passe, então também é uma responsabilidade, um compromisso que eu sinto internamente que tenho que devolver ao clube a impressão que tinha criado", revelou Nico.
LESÕES ATRAPALHARAM NICO
Na última temporada, Nico De La Cruz desfalcou o Flamengo em muitos jogos importantes, já que estava lesionado. O craque uruguaio foi o principal destaque da equipe no primeiro semestre, sendo titular absoluto da 'era Tite'. No entanto, o jogador foi parar no DM três vezes a partir de julho: trauma no joelho direito e lesão no músculo posterior da coxa direita (2x). Assim, o meia atuou apenas 50% das partidas do Mais Querido após a Copa América e ficou de fora das finais da Copa do Brasil.
"Comecei bem, me sentia bem, com o decorrer dos meses fui me adaptando ao que era o futebol brasileiro. Fui entendendo que o Carioca era um período de transição para o que vai ser a preparação para o ano. Conseguimos vencê-lo e foi importante, porque sempre digo que ganhar também se treina, eu não gosto de perder. Nem no truco, Arrasca pode confirmar (risos). Mas à medida que foram passando os meses, fui me sentindo um pouco mal com meu físico, começaram as dores, comecei a sofrer algumas pequenas lesões que foram-se agravando à medida que continuava o ano. Tentei mudar algumas coisas da minha vida cotidiana para voltar a me sentir pleno. Sempre vou querer estar dentro de campo", disse antes de completar:
"Às vezes a gente joga bem e às vezes não, mas nunca vou negociar o esforço. Às vezes estava 100%, às vezes estava a 70, a 80%, mas tentava jogar, porque isso é o que melhor sei fazer. A verdade é que me custou muito ao final do ano. Creio que depois da Copa América, que para mim foi um desgaste mental importante, aí meu nível começou a abaixar consideravelmente, eu sou o primeiro responsável e o primeiro que faz autocrítica disso. Depois, ao final do ano, quando chega Filipe, que começamos a falar e a entender um pouco do ele esperava de mim, obviamente que ali tudo voltou a se reconstruir. Creio que não terminei o ano da melhor maneira, mas já está se desenhando o que vai ser esse próximo ano, e nas férias foi mais ou menos o que tentei fazer", falou Nico.
FOCO EM 2025
Agora, com um novo técnico sob o comando da equipe, Nico De La Cruz espera poder render em mais alto nível na atual temporada. A equipe principal do Flamengo estreia no Carioca no próximo sábado (25), contra o Volta Redonda.
Lateral uruguaio demonstra solidariedade com companheiro de posição hostilizado pela torcida no empate contra o Internacional e reforça necessidade de confiança
06 Fev 2026 | 18:00 |
O empate em 1 a 1 entre Flamengo e Internacional, realizado na última quarta-feira no Maracanã, deixou marcas além do resultado no placar. Alvo de protestos e vaias por parte da torcida rubro-negra durante a partida, o lateral Emerson Royal encontrou apoio dentro do próprio vestiário.
Guillermo Varela, companheiro de posição e autor da jogada que originou o pênalti do gol de empate, saiu em defesa do colega na zona mista, pregando resiliência e união para contornar o ambiente de pressão. O uruguaio utilizou sua própria trajetória na Gávea como exemplo, lembrando que também já enfrentou momentos de desconfiança por parte das arquibancadas antes de se firmar na equipe.
Ao comentar a situação de Emerson Royal, Varela demonstrou empatia e destacou a importância de manter o foco no trabalho diário, independentemente das críticas externas. Para ele, a "blindagem" e a confiança nas diretrizes do treinador são fundamentais para reverter o cenário adverso.
"Entendo que é difícil (ser vaiado), já passei por isso também... Mas é levantar a cabeça, confiar no treinador, eu também, todo mundo. E acreditar que as coisas vão chegar no momento certo", declarou o camisa 2, reforçando que a oscilação é parte do processo, mas que a resposta deve vir dentro de campo.
O Flamengo atravessa um início de ano turbulento, somando três derrotas e apenas um empate nos últimos quatro compromissos. Ciente da irregularidade da equipe, Varela apontou o condicionamento atlético como um pilar essencial para a recuperação do elenco. Segundo o jogador, estar apto fisicamente é o primeiro passo para corresponder tecnicamente quando as oportunidades surgirem.
"E tem que estar preparado fisicamente para, quando voltar a jogar, fazer da melhor forma. Mas tem que estar preparado e contar com o apoio da torcida, que é muito importante", finalizou o lateral, convocando a Nação a jogar junto com o time nos próximos desafios.
Mengão não tem fechado acordos com clubes nacionais interessados em seus atletas e situação se transforma em padrão da gestão Bap
06 Fev 2026 | 17:30 |
O Flamengo tem encontrado obstáculos para negociar jogadores do elenco profissional com clubes brasileiros nesta janela de transferências. Apesar de contar com um grupo numeroso e qualificado, a diretoria avalia que as propostas recebidas no mercado nacional não atingem o patamar financeiro considerado adequado.
Até o momento, apenas um jogador foi negociado com um clube do Brasil, e não fazia parte do elenco principal. Emprestado ao Santos até o meio do ano, Victor Hugo recebeu proposta do Atlético-MG. O clube aceitou vender 50% dos direitos econômicos do meia por 2,5 milhões de dólares (cerca de R$ 13,4 milhões).
As demais movimentações envolveram atletas em fim de contrato ou fora dos planos. O goleiro Matheus Cunha foi para o Cruzeiro, o zagueiro Pablo acertou com o São Bernardo e o atacante Carlinhos se transferiu para o Remo. Também sem vínculo ao fim, o zagueiro Cleiton deixou o clube rumo ao Wolfsburg, da Alemanha.
Internamente, o entendimento é de que a venda de qualquer jogador do elenco profissional exige uma compensação financeira relevante. A avaliação é que, para repor à altura e manter o nível do grupo, seria necessário investir alto no mercado, o que justifica a postura mais rígida nas negociações.
Nesse cenário, a tendência é que Allan não seja negociado com clubes brasileiros, mesmo com o desejo do volante de buscar mais minutos em 2026. As conversas com São Paulo, Corinthians e Vasco não avançaram justamente pela diferença de valores e pela política adotada pela diretoria.
A única negociação em andamento com um concorrente direto envolve Wallace Yan. Houve acordo inicial com o Red Bull Bragantino, mas o clube paulista recuou nos termos e o Flamengo chegou a interromper as tratativas. Ainda assim, as partes mantêm a expectativa de um desfecho positivo até o encerramento da janela.
Entidade quer discutir com clubes a possibilidade de alteração grande nas Séries A e B da competição que pode passar a valer já em 2027
06 Fev 2026 | 17:00 |
A possibilidade de mudanças no regulamento do Campeonato Brasileiro voltou à pauta da Confederação Brasileira de Futebol. Atendendo a uma demanda de parte dos clubes, a CBF confirmou que irá debater a redução do número de rebaixados da Série A.
De acordo com informações do portal 'GE', alguns participantes do Brasileirão defendem a diminuição de quatro para três clubes rebaixados da Série A para a Série B. Caso a proposta avance, a alteração também impactaria diretamente a divisão inferior, com a redução de quatro para três acessos da B para a elite do futebol nacional.
Além do debate sobre o rebaixamento, a CBF pretende colocar em discussão outros pontos sensíveis do campeonato. Entre eles estão o uso de gramado sintético e o limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida.
Atualmente, cada clube pode inscrever até nove atletas nascidos fora do Brasil por jogo. Nos últimos meses, algumas equipes passaram a defender a redução desse número, sob o argumento de que o alto contingente de estrangeiros prejudica a formação e a utilização de jovens jogadores brasileiros.
Apesar da sinalização de que os temas serão debatidos, a CBF ainda não definiu uma data para a reunião com os clubes. A tendência, no entanto, é que as conversas aconteçam ainda no primeiro semestre de 2026, antes do início das fases decisivas da Copa do Brasil. As possíveis mudanças, caso aprovadas, só passariam a valer após consenso entre os clubes e adequação ao regulamento geral das competições nacionais.