Futebol
19 Jul 2024 | 13:58 |
Nunca se sabe qual será o caminho de um jogador ao encerrar a carreira. Enquanto muitos se tornam técnicos, preparadores físicos ou comentaristas, outros encontram oportunidades fora do campo. Foi o caso de Diogo, ex-jogador de Portuguesa, Flamengo, Santos e Palmeiras no Brasil, Olympiacos na Europa, e ídolo do Buriram United na Tailândia. Diogo encontrou seu novo caminho no empresariado, ajudando a levar atletas brasileiros para a Tailândia.
"Bom comunicador", como ele mesmo se define, Diogo contou à ESPN como entrou em um mundo completamente diferente daquele dos gramados. Quando começou a pensar na aposentadoria, sua intenção inicial era virar diretor de clube, mas a confiança de seus colegas em suas indicações o levou a se tornar um intermediador no mercado de transferências.
Diogo ganhou notoriedade na Tailândia ao se transferir para o Buriram United em 2014, onde se tornou ídolo com 133 gols em 156 jogos. Ele revelou que o futebol brasileiro é muito admirado no país. "Eles sempre perguntam de jogadores daqui", disse Diogo. "Às vezes, até brincam com alguns que não têm o drible, como um defensor: 'Isso daí não é brasileiro, não'. São brincalhões também." Com essa moral conquistada, Diogo começou a ser consultado nas janelas de transferências, mesmo sem planejar uma carreira profissional como agente. "Se eu disser que planejei, mentiria", afirmou. "Tenho muita facilidade de comunicar. Sempre dava conselho a jogadores mais jovens, e até para os mais velhos também."
Com o tempo, ele decidiu formalizar essa atividade e, durante a pandemia, fundou sua própria empresa, a DJB2 Sports. Seu conhecimento do mercado veio da troca de experiências, especialmente trabalhando com o empresário Claudio Guadagno, e da vivência no futebol. "Eu vi muitas coisas no futebol. A gente sabe o que é duro e o que não é o certo. E aí, vamos aprendendo e tentamos fazer algo diferente", explicou Diogo.
Atualmente, Diogo atua como agente não só na Tailândia, mas também na Malásia, onde indicou o ex-Fortaleza Bérgson, que fez história no Johor Darul Ta'zim. Sua carreira como empresário já dura quase dez anos. Suas mais recentes negociações incluem três brasileiros contratados pelo Buriram United em julho: o treinador Osmar Loss, ex-Corinthians, o meia Matheus Vargas, ex-Juventude, e o atacante Chrigor, ex-Red Bull Bragantino, que disputou o último Campeonato Paulista pela Portuguesa. Em janeiro, Bissoli, revelado pelo São Paulo, também se juntou ao Buriram por indicação de Diogo.
Apesar do Buriram United ser um dos times de maior expressão na Tailândia, Diogo reconhece que a adaptação à cultura local pode ser um desafio. Por isso, ele preza por uma comunicação transparente com os jogadores que indica. "Eu falei assim: 'Você vai passar por isso, enfrentar tal dificuldade, mas tem o lado de que vai ser bom pra vocês também'. (É) jogar o papo reto mesmo", revelou Diogo.
"Não é só querer ganhar dinheiro ali na comissão. Eu acho que isso faz toda a diferença. (Falando do) Buriram, eu passei como clube é, como funciona e como o presidente é", completou. Assim, Diogo demonstra que a carreira de um jogador pode seguir por caminhos inesperados e gratificantes, ajudando a construir pontes entre culturas e mercados no mundo do futebol.
Mengão fez um gigantesco investimento para contratar Paquetá e diretor de futebol afirma que clube mantém olho aberto, mas valores devem ser mais modestos
02 Fev 2026 | 11:00 |
A contratação de Lucas Paquetá, a mais cara da história do futebol brasileiro, não encerra totalmente o planejamento do clube nesta janela de transferências. Ainda assim, o diretor de futebol José Boto deixou claro que não há margem para novos investimentos elevados no curto prazo.
José Boto sobre mercado do Flamengo: "não esperem gastos altos..."
“No futebol não dá para dizer que a janela acabou, ainda mais que no Brasil ela fica aberta até março. Estamos atentos ao mercado. É óbvio que nossa disponibilidade financeira agora é muito pequena para esta janela”, afirmou o dirigente, em entrevista ao GE.
Na sequência, Boto reforçou que eventuais movimentações dependerão de oportunidades pontuais e afastou a possibilidade de novas cifras expressivas. “Se surgir algo que nos satisfaça do ponto de vista desportivo, em alguma posição que identificamos como necessária, podemos agir. Mas não esperem gastos altos depois de uma contratação desse porte. Quando falo em valores altos, me refiro a 10 ou 12 milhões de euros”, completou.
Internamente, a diretoria avaliou que a chegada de Paquetá representa mais de um reforço em uma única contratação. A versatilidade do camisa 20, capaz de atuar em diferentes funções no meio-campo e no setor ofensivo, foi determinante para justificar o investimento fora dos padrões do futebol nacional.
Com isso, o entendimento foi de que o custo elevado se dilui pelo impacto técnico e tático que o jogador pode oferecer ao longo da temporada. O meia, inclusive, já reestreou com o Manto Sagrado na decisão da Supercopa do Brasil, encerrada com o vice-campeonato diante do Corinthians, no último domingo (01).
Apesar da cautela financeira, a diretoria ainda avalia a necessidade de reforçar o setor ofensivo. A principal carência identificada é a de um centroavante para ser opção imediata a Pedro. Nesse contexto, houve tentativa de negociação com o Cruzeiro por Kaio Jorge nesta janela. No entanto, o clube mineiro não aceitou abrir conversas para a venda do atacante, o que esfriou a possibilidade no momento.
Em sua reestreia com o Manto Sagrado do Mengão, o meia teve a oportunidade de levar o confronto contra o Corinthians para os pênaltis, mas desperdiçou
02 Fev 2026 | 10:05 |
Lucas Paquetá voltou a vestir o Manto Sagrado, mas a reestreia não terminou com o título da Supercopa do Brasil. O meia teve nos pés a chance do empate e demonstrou abatimento após desperdiçar a finalização. Ainda assim, fez questão de assumir a responsabilidade e prometeu dedicação total para alcançar seu melhor nível ao longo da temporada.
Paquetá após gol perdido pelo Flamengo: "O que posso prometer é..."
“Estou muito triste, primeiro pela chance que poderia ter colocado o time na disputa novamente e acabei falhando. Sinceramente, não posso perder um gol desse. Fiz tudo o que pude para estar aqui, mas é só o início. O que posso prometer é trabalhar muito, encontrar meu melhor nível novamente, porque ainda este mês temos mais uma final”, afirmou.
O meia também falou sobre a ansiedade em retornar ao clube que o revelou e admitiu que o nervosismo pesou no momento decisivo da partida. Mesmo frustrado com o resultado, destacou o significado pessoal do reencontro com a torcida.
“Foi especial, sem dúvida. Orei muito para estar aqui. Infelizmente não foi como eu esperava e gostaria, mas é gratificante estar de volta à minha casa. Vou dar o meu melhor para conquistar títulos neste ano. Estava ansioso para fazer o gol e vou trabalhar muito para, na próxima oportunidade, colocar a bola para dentro”, completou.
Com Paquetá a disposição, o Flamengo volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será nesta quarta-feira (4), diante do Internacional, no Maracanã, pela segunda rodada da competição. A bola rola às 19h (horário de Brasília), com transmissão do Premiere, no pay-per-view.
Treinador admite a dificuldade de tentar reverter o resultado com um a menos em todo o segundo tempo e afirmou que elenco do Mengão não garante taças
02 Fev 2026 | 09:48 |
A cobrança interna e externa foi tema central da entrevista coletiva de Filipe Luís após a derrota por 2 a 0 para o Corinthians, na final da Supercopa do Brasil. O treinador destacou que o Flamengo ainda está em início de temporada e ressaltou a postura competitiva da equipe, mesmo atuando com um jogador a menos durante todo o segundo tempo.
Filipe Luís após derrota do Flamengo: "não vamos ganhar sempre..."
“Quando o resultado não vem, começam a procurar desculpas ou culpados. Os dois times estão no começo de temporada, ainda estamos buscando a melhor forma física. A verdade é que minha equipe jogou o segundo tempo inteiro com um a menos, no campo do adversário”, afirmou.
Ao comentar a sequência de três derrotas consecutivas, Filipe Luís ponderou que resultados negativos fazem parte do processo e reforçou a necessidade de análises frias. Trata-se do momento de maior instabilidade desde que assumiu o comando técnico.
“Se fosse apenas a parte física, com um a menos, a tendência seria o Corinthians fazer três ou quatro gols, o que não aconteceu. Cada derrota tem um contexto diferente. No Carioca, o time era mesclado; no Brasileiro, a derrota aconteceu. Temos que deixar claro que não vamos ganhar sempre”, completou.
O treinador também fez questão de destacar a qualidade do elenco, mas frisou que isso, por si só, não assegura conquistas automáticas: “Queríamos vencer. Esse elenco incrível nos dá a possibilidade de lutar por títulos, mas não garante ganhar. O que precisamos fazer é exatamente o que esses jogadores fizeram hoje: lutar até o último segundo. Essa é a melhor forma de se aproximar da vitória”, concluiu.
Em busca de reação, o Flamengo volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será nesta quarta-feira (4), diante do Internacional, no Maracanã, pela segunda rodada da competição. A bola rola às 19h (horário de Brasília), com transmissão do Premiere, no pay-per-view.