Futebol
19 Set 2024 | 14:46 |
A vida não está fácil para um dos jogadores do elenco do Flamengo. Nesse sentido, estamos falando do atacante Gabigol, que terá de igualar a média de gols de Erling Haaland, do Manchester City, para não ter em 2024 a sua temporada menos artilheira pelo Flamengo.
O camisa 99 fez até agora apenas quatro gols em 26 jogos. Em seu último ano de contrato, o jogador de 28 anos acumulou atuações ruins, perdeu espaço no time e também se envolveu em polêmicas extracampo. Atualmente, ele é a última opção na posição para a comissão técnica.
Sua pior marca pelo clube até então é de 20 gols marcados, que teve em 2023. Nos anos anteriores, ele balançou as redes 29 vezes (2022), 34 vezes (2021), 27 vezes (2020) e 43 vezes (2019). Sua temporada mais artilheira foi justamente a primeira, quando o jogador estava emprestado ao Fla pela Inter de Milão.
Para superar a quantidade do ano passado, ele precisaria de uma média de mais de um gol por jogo — 15 confrontos pela frente. Neste momento, o Flamengo tem mais 16 jogos confirmados até o fim da temporada, mas Gabigol já está fora do confronto desta quinta (19) contra o Peñarol, pelas quartas da Libertadores. Ele teve um problema na coxa no clássico contra o Vasco, mas não foi relacionado mesmo sem ter uma lesão diagnosticada.
Tal aproveitamento fica perto do registrado pelo fenômeno Haaland. O atacante do City já balançou a rede dez vezes em oito jogos neste início de temporada europeia, com média de 1,25 gol por jogo. Contando todo o ano de 2024, o norueguês tem 33 gols em 35 jogos — média de 0,94, que faria com que Gabigol marcasse mais 19 vezes até o final de dezembro. A média de Haaland em toda a sua carreira é de 0,84.
Contando todas as possíveis partidas que o Rubro-negro pode ter em 2024 (oito a mais), a média para que Gabigol pelo menos iguale sua pior marca no Fla pode "cair" para pelo menos 0,69 — ele precisaria de 16 gols nesta projeção com mais 23 jogos. Caso a equipe comandada por Tite avance até a final da Copa do Brasil e da Libertadores, seriam mais cinco jogos (média de 0,8). Se o Fla conquistar o torneio continental, pode ter mais até três se pegar vaga na final da Copa Intercontinental da Fifa.
Números de Gabigol pelo Flamengo
2019: 43 gols em 59 jogos (média de 0,73)
2020: 27 gols em 43 jogos (média de 0,63)
2021: 34 gols em 45 jogos (média de 0,76)
2022: 29 gols em 63 jogos (média de 0,46)
2023: 20 gols em 58 jogos (média de 0,34)
2024: 4 gols em 26 jogos até então (média de 0,15)
Mengão adotou postura rígida no último dia da janela de transferências e pensou envolver Gonzalo Plata em troca por jogador do Cruzeiro
27 Mar 2026 | 20:30 |
O fechamento da janela de transferências nacional, nesta sexta-feira (27), transcorre com definições estratégicas nos bastidores do Ninho do Urubu. Apesar das recentes especulações, o Flamengo decidiu não avançar na liberação do atacante Gonzalo Plata para o Cruzeiro.
O impasse ocorreu após a equipe mineira recusar a inclusão do lateral-esquerdo Kaiki Bruno como moeda de troca na transação, frustrando os planos da diretoria rubro-negra de reforçar o setor defensivo em contrapartida à saída do setor ofensivo.
A postura do Flamengo reflete uma nova diretriz de mercado: a priorização do ganho técnico sobre o alívio financeiro. Sem um acordo que envolvesse nomes de interesse, como o próprio Kaiki Bruno ou o centroavante Kaio Jorge, o departamento de futebol optou por encerrar as conversas.
De acordo com informações apuradas pelo jornalista Venê Casagrande, a saúde financeira do Rubro-Negro é o principal pilar que sustenta a recusa de propostas consideradas insuficientes. Fontes internas do clube foram enfáticas ao afirmar que o Flamengo "não precisa de dinheiro" no momento, o que retira a urgência de negociar atletas apenas para fazer caixa.
O entendimento da alta cúpula é de que Gonzalo Plata permanecerá integrado ao grupo, a menos que surja uma oportunidade de negócio que seja inquestionavelmente benéfica para a estrutura tática de Leonardo Jardim. Por tanto, só venderá o atleta por uma boa oferta.
A permanência de Plata, mesmo após os episódios de indisciplina e o desejo do Cruzeiro em contar com seu futebol, envia uma mensagem clara ao mercado: o Flamengo não facilitará a saída de seus ativos sem uma contrapartida à altura. O jogador agora terá o desafio de se reintegrar plenamente e buscar novamente seu espaço sob o comando de Leonardo Jardim.
Luiz Eduardo Baptista classifica a construção imediata como "suicídio esportivo" devido aos altos juros e custos bilionários
27 Mar 2026 | 19:30 |
Flamengo decidiu adotar uma postura de extrema cautela em relação ao sonho da casa própria. Em declarações recentes, o presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, descartou qualquer pressa para dar início às obras do estádio no terreno do Gasômetro.
A análise da cúpula rubro-negra indica que o panorama econômico do Brasil, marcado por taxas de juros elevadas, representa um risco excessivo para a estabilidade do clube, podendo comprometer os investimentos no futebol profissional a curto e médio prazo. A diretoria reforça que a prioridade absoluta da gestão é a responsabilidade fiscal.
Atualmente, o Flamengo desfruta de uma saúde financeira robusta, com todas as obrigações em dia e um faturamento crescente, impulsionado significativamente pelas receitas de bilheteria nas partidas realizadas no Maracanã. Para os dirigentes, acelerar um projeto desta magnitude sem um cenário favorável seria colocar em xeque a hegemonia conquistada nos últimos anos.
A viabilidade do novo estádio esbarra em números alarmantes. Estimativas internas apontam que o custo total da construção poderia ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões. Segundo Bap, financiar uma obra desse porte sob as atuais condições de crédito do país seria um erro estratégico gravíssimo. "Fazer um estádio nessas condições é um suicídio esportivo", afirmou o mandatário.
O Mais Querido não pretende abrir mão da competitividade para realizar o projeto da arena própria de forma precoce. O presidente enfatizou que o clube só avançará quando houver segurança estrutural e financeira. "O Flamengo vai ter aquilo que puder ter no momento adequado", declarou o dirigente, sinalizando que a construção permanece nos planos, mas sem um cronograma que sacrifique o patrimônio do clube.
Atacante equatoriano vive um momento de isolamento no Ninho do Urubu, marcado por baixa integração tática e polêmicas em suas redes sociais
27 Mar 2026 | 17:59 |
A trajetória de Gonzalo Plata no Flamengo atravessa o seu período mais turbulento desde que desembarcou no Rio de Janeiro. Nos últimos dias, o distanciamento entre o atleta e a instituição tornou-se público após o jogador remover imagens com o uniforme rubro-negro de seus perfis digitais e deixar de seguir a conta oficial do clube.
Internamente, o cenário é de reavaliação. Se antes Plata gozava de prestígio e era considerado uma peça de confiança sob a gestão de Filipe Luís, a mudança no comando técnico alterou drasticamente sua hierarquia no elenco. Para recuperar o protagonismo perdido, o equatoriano agora enfrenta o desafio de alinhar seu comportamento extracampo às novas diretrizes de disciplina e alto rendimento impostas pelo Jardim.
A atitude gerou uma onda de reprovação entre os torcedores e atraiu críticas contundentes de Ronaldo Angelim, ex-zagueiro e ídolo histórico da torcida, que questionou a postura do jovem atacante de 25 anos diante da grandeza do Mais Querido:
"Ei, Plata, por que tu deixou de seguir o Flamengo, cara? Faça isso não. Tá jogando no clube, deixa de seguir o clube. Nem saiu do clube ainda. Mesmo que saísse, não era para para fazer isso aí, não. Respeitar o torcedor. p****, dava tanta moral a tu, tanto valor pela entrega que você tem em campo", disse o ex-defensor antes de completar.
"Aí você faz isso aí, perdeu a moral com a gente aí. Mas é isso aí, né? Só tando aí na musiquinha aí. Eu acho que ele não fica não depois disso aí, viu? Só vai. que ele fez isso aí, a torcida vai pegar no pé. Conheço a torcida do Flamengo. Eu lembro que para mim ele já perdeu a credibilidade. Que que a torcida tem a ver com treinador aí? Treinador não te levou pro jogo. A torcida não tem culpa não, né?", concluiu o ex-zagueiro do Mengão.
As explicações para a ausência de Gonzalo Plata nos últimos jogos foram detalhadas pelo técnico Leonardo Jardim. Segundo o treinador português, o atleta enfrenta sérios obstáculos para se integrar à dinâmica coletiva e ao modelo de jogo da equipe. Jardim foi enfático ao declarar que, para atuar no Flamengo em 2026, o nível de exigência em relação à concentração e ao empenho físico é inegociável.