Futebol
17 Mar 2025 | 10:00 |
O Flamengo conquistou, neste domingo (16), seu 39º título do Campeonato Carioca, ao superar o Fluminense na decisão. Com mais um troféu na temporada, o trabalho de Filipe Luís ganha cada vez mais solidez no comando do Rubro-Negro.
Após a partida, o técnico Mano Menezes concedeu entrevista coletiva e analisou o desempenho de sua equipe no clássico. O treinador tricolor reconheceu a força do adversário e destacou a qualidade dos jogadores rubro-negros, muitos deles com passagens por suas seleções.
"Precisávamos nos superar muito, fazer jogos perfeitos. A gente errou um pouco no primeiro jogo. Hoje, fizemos um primeiro tempo abaixo, bem abaixo, não porque queríamos, mas não conseguimos, ficamos encaixotados. Poderíamos fazer melhor, tanto que fizemos no segundo tempo. Não foi suficiente para superar o Flamengo. Diminuímos a diferença para o adversário na competição, mas ainda temos uma diferença", disse o treinador.
A estratégia tricolor e a pressão do Flamengo
Mano Menezes revelou que a estratégia do Fluminense era conter o ímpeto rubro-negro na primeira etapa, adotando um sistema mais defensivo, para então buscar o ataque no segundo tempo. No entanto, a equipe não conseguiu transformar essa ideia em um resultado positivo.
"Eles têm um goleiro que tem uma ótima saída com os pés, um zagueiro que passa como 10, lateral e volantes com boas saídas, ótima construção. A partir daí é mais difícil neutralizar. Quando a gente conseguiu pressionar no segundo tempo, eles chutaram mais a bola. São as qualidades que o outro time tem e você tem que reconhecer. Você vai ver outros times tendo dificuldades, porque é uma saída extremamente qualificada", afirmou Mano Menezes.
O treinador também analisou a maneira como o Flamengo estabelece sua pressão e reconheceu que sua equipe teve dificuldades em lidar com isso.
"Não acho que ficamos encaixotados no meio-campo, mas no primeiro tempo. Flamengo estabelece gatilhos de pressão e ajudamos para que esse gatilho tivesse sucesso. Rodamos a bola lateralmente e era o gatilho que eles tinham quando chegava a um determinado lugar que vou me poupar para não expor ninguém. A partir daí você não consegue levar a bola com qualidade no meio-campo. No segundo tempo fomos melhores, começando pela parte de trás, e aí você consegue fazer com que a bola chegue ao meio-campo e transpor", finalizou o técnico do Fluminense.
O histórico recente entre Filipe Luís e Mano Menezes segue equilibrado, com uma vitória para cada treinador e dois empates nos confrontos entre Flamengo e Fluminense.
Em busca de solidez defensiva, a diretoria rubro-negra avalia a contratação do jovem zagueiro argentino de 22 anos, que já acumula convocação para a seleção
07 Mar 2026 | 13:40 |
O departamento de scout do Flamengo segue mapeando intensamente o mercado sul-americano para reforçar o time ainda em 2026 e tem um novo alvo para fortalecer o seu sistema defensivo. Trata-se de Lautaro Rivero, jovem promessa do River Plate.
Segundo informações divulgadas pelo portal esportivo argentino El Crack Deportivo, o clube carioca acompanha de perto a evolução do atleta, que vem se destacando com atuações seguras e despertando o interesse de diversas equipes de peso no cenário internacional.
O jogador de 22 anos possui o diferencial de ser um zagueiro canhoto, uma característica técnica que é bastante valorizada e escassa no futebol moderno. Seu desempenho recente o levou a um novo patamar, culminando em sua convocação para a seleção principal da Argentina.
A estreia com a camisa albiceleste ocorreu em outubro de 2025, quando atuou por 45 minutos na goleada por 6 a 0 sobre a equipe de Porto Rico, em um confronto de caráter amistoso. Considerando os números da atual temporada pelo clube de Buenos Aires, Rivero esteve em campo em sete oportunidades oficiais e já conseguiu balançar as redes adversárias uma vez.
No aspecto financeiro, uma eventual negociação com a equipe argentina exigiria um investimento considerável dos cofres do Flamengo. Levantamentos do portal especializado Sofascore indicam que o valor de mercado atual do defensor gira em torno de 4,2 milhões de euros, o que representa aproximadamente R$ 25,8 milhões na conversão de moedas.
Entidade coloca partida da Seleção Brasileira no estádio para o dia 31 de maio, mas o Mengão joga no mesmo final de semana como mandante no Brasileirão
07 Mar 2026 | 13:33 |
A Seleção Brasileira fará no Maracanã o último amistoso antes de embarcar para a Copa do Mundo. Nesta sexta-feira (06), a CBF confirmou que a equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrentará o Panamá no dia 31 de maio, no Rio de Janeiro. A escolha da data pode impactar diretamente a agenda do Flamengo.
No mesmo fim de semana do amistoso entre Brasil e Panamá, o Flamengo tem compromisso marcado contra o Coritiba, como mandante, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. A data da partida ainda não foi confirmada oficialmente. A Confederação Brasileira de Futebol reservou o período entre os dias 30 de maio e 1º de junho para o confronto da Seleção. Com isso, existe a possibilidade de alteração no calendário do jogo do Flamengo.
A realização da partida no dia 30 de maio é considerada improvável, já que o Maracanã precisará passar por preparação para receber o amistoso internacional. Dessa forma, a tendência é que o duelo do Flamengo contra o Coritiba aconteça após o jogo da Seleção, possivelmente em 1º de junho, uma segunda-feira.
A escolha do estádio carioca foi destacada pelo presidente da CBF, Samir Xaud, que ressaltou o simbolismo do local para a despedida da equipe antes da Copa do Mundo: “Acho muito simbólico que essa despedida seja em um palco tão importante e emblemático. O Maracanã é a casa da Seleção Brasileira, um estádio conhecido no mundo inteiro e que sempre foi palco de grandes apresentações. Receber o carinho e o apoio dos torcedores será fundamental para a equipe, que já no dia seguinte embarcará para os Estados Unidos”, afirmou.
O dirigente também destacou a importância do momento para o elenco: “Gosto muito do Maracanã. É um palco grandioso, carregado de história. Temos tudo para fazer uma Copa em alto nível. Estamos nos preparando muito bem, os jogadores sentem orgulho em servir à Seleção e será muito importante essa troca de energia antes da disputa”, completou.
Acionista majoritário da SAF cruzeirense evita polêmicas ao comentar a escolha do treinador português, reconhece o direito de livre escolha do profissional
07 Mar 2026 | 13:10 |
A transferência de Leonardo Jardim para o comando técnico do Flamengo continua repercutindo no cenário esportivo nacional, desta vez com manifestações vindas de Minas Gerais. Pedro Lourenço, empresário e dono da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, falou publicamente pela primeira vez sobre o acerto de seu ex-treinador com a equipe carioca, substituindo o recém-demitido Filipe Luís.
A polêmica em torno da contratação se deu por conta de uma declaração dada pelo próprio Leonardo Jardim no ano passado. Durante sua passagem pela Toca da Raposa, o comandante europeu havia garantido de forma categórica que, caso trabalhasse no futebol brasileiro, dirigiria exclusivamente a equipe do Cruzeiro.
Apesar do forte vínculo de amizade construído com o técnico durante o período em que trabalharam juntos, Pedro Lourenço optou por uma postura diplomática. Em entrevista concedida à Rádio Cultura, da cidade de Lavras, em Minas Gerais, o gestor cruzeirense evitou entrar em atritos ou criticar a mudança de postura do profissional europeu.
PEDRO EVITA POLÊMICA COM FLAMENGO: "O MUNDO É LIVRE"
"Sobre a questão do Leonardo Jardim, não quero comentar, porque é o direito dele", iniciou o empresário. Lourenço destacou que o mercado do futebol é dinâmico e que respeita as decisões individuais de cada profissional. "O mundo é livre, ele vai para onde ele achar que deve ir. É a cabeça dele, não quero interferir", concluiu o dono da SAF celeste, colocando um ponto final no assunto e focando nos compromissos de sua própria equipe.
Em sua apresentação oficial no Ninho do Urubu na última quarta-feira (4), Jardim precisou se justificar perante a imprensa. O português admitiu ter sido "ingênuo" ao fazer tal afirmação e explicou que sua saída precoce de Belo Horizonte ocorreu em virtude de problemas familiares e divergências de ideias em relação ao projeto que vinha sendo conduzido.