Futebol
07 Mar 2025 | 07:00 |
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (6), logo após a convocação da seleção brasileira, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ednaldo Rodrigues, abordou a recente polêmica envolvendo os gramados sintéticos no futebol brasileiro.
De acordo com o dirigente, a Confederação debate o assunto com seus filiados, mas vê os clubes com "independência para pensar" sobre o tema - ou seja, não fará interferências diretas nas discussões. Ainda assim, Ednaldo relatou que a CBF vem preparando um estudo através de sua Comissão Médica para ter "julgamento científico" de possíveis prejuízos causados pela grama sintética aos atletas.
O presidente salientou que as análises ainda não forem concluídas, mas espera que tudo esteja pronto na próxima reunião nacional de clubes para que o debate possa seguir.
"A CBF anda num debate permanente com os clubes. Hoje, os clubes têm voz e independência para pensar. A Comissão Nacional de Clubes, que representa as quatro séries do futebol brasileiro, tem uma sala especial dentro da instituição, onde debatem todos os pontos", afirmou.
"A CBF não tem participação ali, a não ser que sejamos chamados para fazer alguma contribuição. A CBF sempre vai respeitar essa independência. Portanto, esse debate vai ser feito", prometeu.
"O presidente da Comissão Médica da CBF está concluindo um estudo, ouvindo vários médicos e buscando julgamento científico daquilo que pode ser ruim para os atletas e que pudesse trazer qualquer consequência (aos jogadores). Esperamos que, na próxima reunião da Comissão, nós possamos ter esse estudo para apresentar aos clubes", concluiu.
A discussão sobre gramados sintéticos ganhou força em 18 de fevereiro, quando vários atletas de renome, como Neymar, Lucas Moura e Thiago Silva, reclamaram publicamente do piso.
Por outro lado, times que usam grama artificial, como Palmeiras, Botafogo e Athletico-PR, saíram em defesa, ressaltando que não há qualquer comprovação de o terreno cause qualquer dano aos atletas ou aumente risco de lesões.
Vale lembrar que a Fifa autoriza o uso de gramados sintéticos, desde que eles passem por inspeções anuais de laboratórios credenciados pela entidade.
Além de utilizar parte do período para treinamentos com o elenco, o Mengão dará ainda um tempo de descanso aos atletas na pausa
29 Mar 2026 | 16:30 |
O Flamengo já estabeleceu a estratégia para minimizar o desgaste físico do elenco durante a paralisação do calendário para a Copa do Mundo de 2026. De acordo com o jornalista Paparazzo Rubro-Negro, o departamento de futebol decidiu conceder férias a todos os jogadores ao longo do período do torneio.
A programação prevê que atletas não convocados para suas seleções terão 15 dias de descanso imediato. Após esse período, o grupo se reapresentará no Ninho do Urubu para retomar os treinamentos, com foco em atividades de alta intensidade visando a sequência da temporada.
Para os jogadores que estiverem defendendo suas seleções, o clube planeja adotar um modelo de folgas escalonadas. A ideia é liberar os atletas conforme forem sendo eliminados da Copa, permitindo recuperação física e mental antes do retorno ao clube. Por outro lado, aqueles que avançarem até as fases finais terão um período de descanso reduzido, em razão da proximidade do reinício das competições nacionais e continentais.
A expectativa é de que o Flamengo tenha presença significativa no Mundial. Na Seleção Brasileira, Alex Sandro aparece como nome mais próximo da convocação, enquanto Danilo surge como forte candidato. Outros jogadores que podem figurar na lista final de Carlo Ancelotti são Léo Pereira, Léo Ortiz e Lucas Paquetá.
Além dos brasileiros, o clube também deve contar com representantes em outras seleções. Pela Seleção Uruguaia, Arrascaeta e Guillermo Varela são presenças praticamente certas. Nicolás de la Cruz ainda disputa vaga, apesar de problemas físicos recentes. Outros nomes com boas chances de convocação são Carrascal, pela Colômbia, e Gonzalo Plata, pelo Equador.
A cúpula rubro-negra descarta a contratação do atacante do Toluca devido aos altos valores e já monitora novas opções no mercado
29 Mar 2026 | 16:30 |
O mercado de transferências segue movimentando os bastidores do Ninho do Urubu, gerando grande expectativa na torcida rubro-negra com a aproximação da próxima janela de negociações. Neste domingo (29), o nome do atacante Helinho, que atualmente defende o Toluca, no México, ganhou destaque em discussões nas redes sociais.
No entanto, o otimismo em torno de uma possível vinda do jogador foi prontamente contido por informações exclusivas obtidas pela nossa reportagem junto à alta cúpula do clube carioca. Em contato direto com membros da diretoria, o site apurou que o Flamengo nega qualquer desejo ou movimentação para contar com o atleta neste momento.
O atacante não faz parte do monitoramento oficial do departamento de scout para o setor ofensivo. A estratégia da diretoria do Flamengo é focar na avaliação de outros nomes já mapeados, visando investimentos mais assertivos para a reabertura do mercado internacional, prevista para o mês de junho de 2026.
Embora o perfil de Helinho, jovem, veloz e com potencial de valorização, seja semelhante ao que o clube costuma buscar, a realidade financeira impõe um cenário de extrema cautela. A diretoria reforçou que o jogador não é tratado como prioridade e que o monitoramento do clube está direcionado para atletas que apresentem uma viabilidade econômica mais favorável dentro do orçamento planejado.
O principal obstáculo para qualquer conversa é o fator econômico, considerado quase intransponível pelos dirigentes rubro-negros. O Toluca investiu cerca de 15 milhões de euros para tirar Helinho do Red Bull Bragantino recentemente e não aceita liberar o atacante por um valor inferior ao que foi desembolsado.
Presidente Luiz Eduardo Baptista destacou que um reforço de elite para o ataque custaria até 40 milhões de euros e defendeu a gestão do elenco atual
29 Mar 2026 | 16:00 |
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, detalhou a postura estratégica do clube no mercado de transferências logo após o encerramento do primeiro período de inscrições de 2026, nesta sexta-feira (27).
Em entrevista concedida ao "MengoCast", o mandatário rubro-negro abordou a pressão da torcida pela contratação de um novo "camisa 9" e explicou as complexidades financeiras e técnicas que envolvem a busca por um centroavante que realmente eleve o patamar da equipe comandada por Leonardo Jardim.
Durante o bate-papo, o presidente foi direto ao precificar o reforço idealizado pela arquibancada. "O centroavante que nós queremos, que a torcida comenta, é de 32 a 40 milhões de euros", revelou Bap. O mandatário questionou a viabilidade de realizar um aporte desse porte para um atleta que, teoricamente, disputaria posição ou seria reserva imediato de Pedro.
Para a cúpula flamenguista, a manutenção de um reserva de luxo com valores tão elevados pode gerar desequilíbrio na gestão do grupo, reforçando a tese de que o clube só avançará por nomes que se encaixem perfeitamente no projeto esportivo.
O Flamengo não poupou recursos no início da temporada, destinando mais de R$ 330 milhões para as chegadas de Andrew, Vitão e a histórica repatriação de Lucas Paquetá. Apesar desse montante recorde, a busca por um atacante central seguiu ativa, mas esbarrou em dificuldades de negociação.
O principal alvo doméstico foi Kaio Jorge, mas o Cruzeiro recusou as investidas rubro-negras. Bap enfatizou que, embora o clube siga atento às oportunidades de mercado, a prioridade é a qualidade técnica e o encaixe tático, o que reduz consideravelmente o leque de opções disponíveis no cenário mundial.