Futebol
07 Set 2024 | 16:47 |
Na segunda-feira (2), uma nova comissão foi formada com o objetivo de discutir a implementação do Fair Play Financeiro no Brasil. O grupo é composto por clubes como Flamengo e Palmeiras, que buscam formas de adaptar a regra às particularidades do futebol nacional. Leila Pereira, presidente do Palmeiras, foi uma das vozes mais fortes na discussão. Em uma declaração contundente, ela pediu mais responsabilidade das diretorias dos clubes no gerenciamento financeiro. Pereira destacou que o Fair Play Financeiro não deve ser visto apenas como uma regra a ser cumprida, mas como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade das equipes.
O Fair Play Financeiro, criado pela UEFA, visa controlar os gastos dos clubes e garantir que eles não gastem mais do que ganham, promovendo uma gestão financeira mais equilibrada. A ideia é prevenir que os clubes se endividem excessivamente e garantir um nível de competição mais justo entre as equipes. A formação da comissão com Flamengo, Palmeiras e outros clubes sinaliza um passo significativo na tentativa de implementar essas regras de forma mais efetiva no Brasil. A proposta é discutir e ajustar a regra para que ela se encaixe melhor na realidade dos clubes brasileiros, que enfrentam desafios financeiros únicos.
FLAMENGO TEM "OLHOS ABERTOS"
O principal objetivo da comissão é estabelecer diretrizes que ajudem a controlar os gastos dos clubes sem prejudicar o crescimento e o investimento no futebol. A intenção é criar um equilíbrio entre a necessidade de investimentos para melhorar as equipes e a obrigação de manter a saúde financeira dos clubes.
Leila Pereira, em sua declaração, fez um apelo para que as diretorias dos clubes sejam mais responsáveis e transparentes em suas gestões. Ela ressaltou que o cumprimento das regras financeiras deve ser uma prioridade para todos os clubes e que é essencial que todos estejam comprometidos com uma administração mais responsável.
Mengão adquiriu espaço para construção de seu próprio estádio, mas ruínas históricas tem chances de gerar mais burocracia e dificuldades para o projeto
14 Fev 2026 | 12:00 |
O especialista e arquiteto Fabrício Chicca revelou, em participação no canal Barbacast, que sondagens realizadas no terreno do Gasômetro, adquirido pelo Flamengo para a construção do futuro estádio, identificaram vestígios de um antigo porto ou cais, possivelmente datado do século XVII.
A descoberta, por se tratar de área inserida na zona histórica do Rio de Janeiro, foi imediatamente comunicada ao Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional (IPHAN), responsável por avaliar a relevância do material encontrado e determinar os próximos passos. Internamente, o Flamengo acompanha de perto cada etapa do processo.
O desdobramento dependerá da classificação do IPHAN. Caso o achado seja considerado de menor relevância, o material poderá apenas ser documentado e removido. Em um cenário intermediário, pode ser necessária uma extração cuidadosa, o que impactaria o cronograma da obra.
Já em caso de reconhecimento de alto valor histórico, o sítio arqueológico poderá ter que ser integralmente preservado. Fabrício Chicca avalia como improvável a inviabilização total do projeto. Contudo, admite que, se o vestígio for considerado excepcional e estiver localizado exatamente na área das fundações principais, o planejamento poderá passar por ajustes estruturais.
Existe ainda a alternativa de adaptação arquitetônica, com eventual incorporação da ruína ao futuro estádio como elemento histórico e cultural, solução que conciliaria preservação e modernidade. O Mais Querido planeja uma arena para mais de 70 mil pessoas no local.
Internamente, o Flamengo trata o empreendimento como um projeto de longo prazo. A diretoria, liderada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, adota postura cautelosa diante do cenário econômico atual, marcado por juros elevados.
Curiosamente, o eventual atraso provocado pela questão arqueológica pode oferecer um respiro estratégico ao clube. Como já sinalizado pela presidência, a postergação permitiria atravessar o período de crédito caro com maior segurança jurídica e menos pressão imediata para início das obras.
Jogador vem se destacando no futebol europeu e merengues podem fazer alto investimento para tirar o cria do Mengão da Itália
14 Fev 2026 | 11:00 |
O Real Madrid demonstrou interesse na contratação de Wesley, lateral formado nas categorias de base do Flamengo, com o objetivo de reforçar o elenco e iniciar a transição na posição atualmente ocupada por Dani Carvajal. Em alta na Roma, o defensor tem apresentado evolução consistente sob o comando de Gian Piero Gasperini e já entrou no radar do clube merengue para a próxima janela de transferências.
De acordo com o portal Solo La Roma, o Real Madrid estaria disposto a oferecer cerca de 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 200 milhões) para fechar a contratação na janela de julho. O interesse, no entanto, não é recente. O olheiro-chefe do clube espanhol, Juni Calafat, acompanha Wesley desde antes da ida do lateral para o futebol europeu.
O crescimento do jogador também despertou a atenção do Manchester City, o que acelerou os movimentos do Real Madrid nos bastidores. A diretoria espanhola vê no brasileiro o perfil ideal para assumir a função com características semelhantes às de Carvajal: intensidade, apoio ofensivo e solidez defensiva.
Wesley ganhou espaço definitivo na Roma após uma tentativa frustrada de transferência para a Atalanta no verão de 2024. Desde então, consolidou-se como peça importante do elenco e, ao mesmo tempo, passou a ser tratado como ativo valioso no mercado europeu.
Revelado pelo Flamengo, Wesley viveu momentos de oscilação no clube carioca e chegou a receber críticas da torcida. Com o tempo, no entanto, evoluiu tecnicamente e ganhou maturidade, deixando o Rubro-Negro em alta e valorizado. Agora, o lateral pode dar mais um salto na carreira, com a possibilidade de vestir a camisa de um dos maiores clubes do futebol mundial.
Preparação dos atletas do Mengão vem sendo questionada após início complicado de temporada, mas estatísticas apontam para razões distintas
14 Fev 2026 | 10:45 |
A versão 2026 do Flamengo completou, na última quinta-feira, um mês de trabalho. O período foi marcado por oscilações em campo e críticas direcionadas, principalmente, à preparação física da equipe. A decisão de antecipar a estreia do elenco principal, com apenas nove dias de pré-temporada, impactou diretamente o planejamento.
Se por um lado a medida comprometeu a programação ideal de treinos, por outro garantiu a classificação no Campeonato Carioca e evitou a disputa do quadrangular do rebaixamento, cenário que acrescentaria duas datas extras ao já apertado calendário rubro-negro.
Mas afinal, o quanto essa mudança influenciou o desempenho físico em comparação com o início da temporada passada? Levando em conta os cinco primeiros jogos oficiais de cada ano, os números de 2026 indicam aumento nas distâncias percorridas.
Os dados, divulgados pelo canal “Falso Nove”, no YouTube, mostram que a equipe correu mais neste início de temporada do que no mesmo recorte de 2025. Apesar de as métricas se aproximarem do pico físico atingido no ano anterior, os números isolados não significam, necessariamente, melhor condicionamento. Eles medem principalmente a resistência dos atletas — e o contexto ajuda a explicar os índices mais altos.
Em 2025, o Flamengo enfrentou dois clássicos (Fluminense e Botafogo) e três equipes de menor investimento no Carioca (Portuguesa, Sampaio Corrêa e Volta Redonda). Já em 2026, além de dois clássicos (Vasco e Fluminense), o time encarou três adversários da Série A: São Paulo, Corinthians e Internacional. O grau de dificuldade maior exigiu mais deslocamentos sem a bola e maior intensidade defensiva.
Segundo o portal “GE”, a comissão técnica de Filipe Luís entende que o elenco ainda precisa evoluir nos níveis de força e potência, características consideradas fundamentais para o modelo de jogo adotado. Sem essas valências plenamente desenvolvidas, o Flamengo encontra dificuldades para sustentar pressão alta na saída de bola adversária e manter os encaixes de marcação durante os 90 minutos.