Futebol
Danilo explica "silêncio" dos jogadores nos gols do Flamengo: "sabemos que..."
23 Fev 2026 | 11:21
Futebol
11 Ago 2024 | 12:02 |
Rebeca Andrade receberá a primeira homenagem do Flamengo pela campanha história nas Olimpíadas de Paris. Neste domingo (11), a ginasta rubro-negra e maior medalhista olímpica brasileira da história vai estampar o copo de jogo contra o Palmeiras, no Maracanã, às 16h, pela 22ª rodada do Brasileirão.
No copo, que será na cor dourada, uma ilustração de Rebeca com bandeira do Brasil nos ombros e tem uma do Flamengo ao fundo. Ela segura duas medalhas de ouro, uma conquistada em Tóquio e outra em Paris, e há duas frases exaltando a maior ginasta brasileira da história: “Orgulho da Nação” e “Maior medalhista olímpica do Brasil”.
O item já faz sucesso antes mesmo de ser comercializado, aliás. Além de comemorar a homenagem à atleta, torcedores se manifestam afirmando o desejo de comprar o copo. Tendência, portanto, é que muitos rubro-negros o adquiram na chegada ao estádio. Lembrando que os copos são vendidos em lojas no interior do estádio e nas rampas de acesso à arquibancada.
Homenageada pelo Flamengo, Rebeca Andrade fez história nas Olimpíadas
A trajetória de Rebeca para se tornar a maior medalhista brasileira da história é digna de filme. Atleta do Flamengo desde 2011, quando tinha apenas 12 anos de idade e já com talento de chamar atenção, ela passou por três cirurgias de ligamento cruzado anterior do joelho, uma das mais complicadas para um atleta.
Mas a superação, trabalho e talento da atleta se sobressaíram às dificuldades e ela deixou as Olimpíadas Paris com resultados históricos para sua carreira, a ginástica artística, todo o esporte brasileiro e o Flamengo. Foram quatro medalhas: ouro no solo, pratas no salto e no individual geral e bronze por equipes.
Bronze por esquipes esse, aliás, foi inédito para o Brasil e conquistado ao lado de trio do Flamengo: Flávia Saraiva, Jade Barbosa e Lorrane Oliveira. Somando com o ouro no salto e a prata no individual geral que conquistou em Tóquio 2020, ela chegou em seis medalhas e se isolou no ranking nacional.
Não à toa Rebeca Andrade homenageada pelo clube, o que certamente não vai para no copo de Flamengo x Palmeiras. Há expectativa de eventos com a atleta, ou ao menos presença no Maracanã. Isso além da organização de torcedores para realizarem também sua homenagem para Rebeca e todas as ginastas rubro-negras que subiram no pódio em Paris.
Desempenho que faz ser a melhor edição para atletas do Flamengo. São nove medalhas totais, superando as quatro de Seul 88 e Atlanta 96. Além disso, Rebeca e os rubro-negros foram fundamentais para segunda Olimpíada com mais medalhas para o Brasil: 20.
Rubro-Negro inicia preparação no Ninho do Urubu nesta segunda-feira para reverter desvantagem contra os argentinos na decisão desta semana
23 Fev 2026 | 13:28 |
Flamengo inicia nesta segunda-feira (23) o período mais decisivo do começo da temporada. Após vencer o Madureira na ida da semifinal do Carioca, o foco agora é total na final da Recopa Sul-Americana. A diretoria divulgou a programação da semana, que prevê treinos intensos e sem folgas no Ninho do Urubu.
O objetivo é reverter a derrota por 1 a 0 sofrida para o Lanús, na Argentina, e buscar o título diante da torcida no Maracanã. O clima interno é de mobilização máxima, especialmente após cobranças recentes da diretoria por melhora no desempenho da equipe.
A preparação para a decisão contará com três treinos consecutivos no período da tarde. O elenco se apresenta às 15h30 na segunda, terça e quarta-feira, sob comando de Filipe Luís. A partida decisiva acontece na quinta-feira (26), às 21h30.
Para conquistar o título no tempo normal, o Flamengo precisa vencer por dois gols de diferença. Uma vitória por um gol leva a disputa para a prorrogação e, persistindo o empate no agregado, a decisão será nos pênaltis.
Após a Recopa, não haverá descanso prolongado. O elenco do Flamengo já volta as atenções para o jogo de volta da semifinal do Carioca contra o Madureira, marcado para o dia 2 de março. Os treinos do fim de semana serão realizados pela manhã, visando garantir a vaga na final estadual.
Após repercussão negativa, treinador do Flamengo usa coletiva para explicar termo "caso isolado", repudia discriminação e reforça apoio ao atacante
23 Fev 2026 | 12:00 |
Após a vitória sobre o Madureira, o técnico Filipe Luís aproveitou a coletiva para esclarecer uma polêmica recente. O treinador comentou a repercussão negativa de declarações feitas após o jogo contra o Lanús, quando classificou como “caso isolado” o episódio de racismo envolvendo Vinícius Júnior. A fala foi interpretada por parte do público como uma minimização do ocorrido.
Filipe afirmou que suas palavras foram mal interpretadas e reforçou que jamais teve a intenção de diminuir a gravidade do racismo. Ele declarou apoio total a Vinícius Júnior e destacou que tanto ele quanto o Flamengo estão ao lado do atacante na luta contra o preconceito racial.
"Como falei um dia antes, para um meio de comunicação, se ele fez isso, não cabe a mim julgar. Se ele fez, que ele pague com força. Eu chegar e falar é fácil, fazer camiseta é fácil, tudo é muito fácil. Difícil é punir", disse o treinador.
O treinador também condenou de forma enfática qualquer ato racista e cobrou punições severas aos responsáveis. Segundo ele, o combate ao racismo precisa ir além de discursos simbólicos e exige ações concretas. “Racismo é crime”, reforçou durante a entrevista.
Sobre a expressão “caso isolado”, Filipe explicou que se referia especificamente ao episódio ocorrido naquela partida na Argentina. Ele destacou que reconhece a existência de racismo estrutural em diversos países, incluindo Argentina, Portugal e Brasil, e que não negou a gravidade do problema.
Por fim, Filipe Luís admitiu tristeza com a repercussão e afirmou que o desgaste emocional após a derrota pode ter prejudicado sua clareza na ocasião. Ele reiterou o apoio do Flamengo a Vinícius Júnior e reforçou o compromisso do clube na luta contra o racismo.
"O Flamengo apoia todas as causas do Vini sempre. Queria só esclarecer isso, porque fiquei bastante triste com toda a repercussão que aconteceu, e vocês me conhecem. Mas tudo bem, espero que esteja esclarecido e bola para frente”, concluiu o treinador.
Treinador cita ansiedade do elenco como fator para queda de rendimento, recusa vitimismo diante dos protestos da arquibancada
23 Fev 2026 | 11:45 |
Nem mesmo a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira, que encaminhou a classificação do Flamengo para a final do Campeonato Carioca, foi capaz de esconder o clima de tensão no Maracanã. Em entrevista coletiva concedida após o triunfo deste domingo (22), o técnico Filipe Luís não se esquivou das perguntas difíceis.
O comandante assumiu a responsabilidade pelo momento de instabilidade da equipe e analisou os fatores que levaram aos protestos vindos da arquibancada. O treinador foi direto ao reconhecer que o desempenho em campo, apesar do resultado positivo no Estadual, ainda está distante do potencial que o elenco rubro-negro pode oferecer nesta temporada.
Ao analisar a performance da equipe, Filipe Luís chamou para si a culpa pela falta de brilho nas atuações recentes. O técnico identificou o aspecto psicológico como uma barreira atual, citando a ansiedade e o receio de cometer erros como elementos que vêm travando o desenvolvimento natural das jogadas.
"Quando você vê o Flamengo não performando com o elenco que tem, é culpa do treinador, seja quem estiver aqui. Não tenho dúvida que tenha alguém quebrando mais a cabeça que eu para estarmos naquele nível do ano passado. Acho que tem a questão mental e de ansiedade, o medo de errar, e todas as peças vão caindo e pioram a performance", avaliou Filipe Luís.
O ambiente hostil, marcado por vaias antes do apito inicial e durante o intervalo da partida, foi tratado com naturalidade e compreensão pelo ex-lateral. Filipe Luís rechaçou qualquer postura de vitimismo e afirmou que a "carência" de apoio sentida pelo grupo é reflexo direto dos tropeços recentes. Para ele, o carinho do torcedor não se pede, se conquista com futebol.
"Sobre as vaias, a gente entende. Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Precisam mostrar em campo. A gente está carente, digamos, mas por culpa nossa", pontuou o treinador do Flamengo após a vitória.