Clube
03 Jun 2024 | 20:30 |
Com muitas novidades, o Sesc RJ Flamengo iniciou os trabalhos para a temporada 2024/2025. Nesta segunda-feira (03.06), o maior campeão do voleibol brasileiro se reapresentou na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), na Zona Sul do Rio de Janeiro, com sete caras novas e oito remanescentes da última Superliga. O objetivo continua o mesmo: levar para a quadra trabalho e dedicação para tentar se manter entre as principais forças do país.
Ainda sem contar com o técnico Bernardinho, a levantadora Brie e a ponteira Helena, que disputam a Liga das Nações, o grupo mostrou energia de sobra. Por enquanto, as atletas passarão por avaliações físicas e médicas. Os trabalhos com bola estão previstos para a próxima semana.
"É um elenco bem mexido em relação à temporada passada, mas acreditamos que montamos um grupo jovem e com um potencial bem interessante, para que possamos dar sequência ao trabalho e chegar ao lugar mais alto possível. Batemos na trave nas últimas temporadas, ficando na semifinal da Superliga, mas temos todas as condições de fazer um bom trabalho e voltar, quem sabe, a disputar uma final", afirmou Helio Griner, assistente de Bernardinho e técnico do Sesc RJ Flamengo na ausência do bicampeão olímpico.
Realização de um sonho
Uma das novidades é a oposta Edinara, de 28 anos, que veio do Sesi Bauru. Campeã do Grand Prix de 2018 com a seleção brasileira, a catarinense acumula experiências em grandes equipes do Brasil. Após mais de uma década, ela realizará uma meta antiga de trabalhar ao lado de Bernardinho e sua comissão técnica.
"É a realização de um sonho. Em 2012, quando encontrei o Bernardo pessoalmente pela primeira vez, em Saquarema, ainda pelas seleções de base, ele me falou: "Quero trabalhar com você um dia". Desde então, fiquei muito animada. Ainda nem parece verdade que eu consegui. Vim para cá com o objetivo de me tornar uma atleta melhor do que quando cheguei. Quero evoluir em todos os aspectos, tanto no ataque quanto na parte defensiva", disse Edinara.
Na mesma posição, o Sesc RJ Flamengo contará com a garra de Camila Mesquita, de 24 anos, campeã da Superliga 2020/2021 pelo Minas. Depois de uma temporada no Barueri, a paulistana se diz preparada para encarar a responsabilidade de defender a camisa do maior vencedor do país.
"Eu almejava muito estar aqui e treinar com o Bernardo, que é um gênio do voleibol, e com toda a estrutura do Sesc RJ Flamengo. Morar no Rio de Janeiro é uma experiência completamente diferente das muitas que eu tive, mas eu me identifico com a forma de trabalhar. É um time que treina muito, onde a exigência pelo resultado é grande. Eu, particularmente, gosto dessa cobrança, pois acho que faz a gente chegar aonde a gente quer", destacou Camila Mesquita.
Outro nome que agregará experiência e qualidade ao Sesc RJ Flamengo é a central Lorena, de 24 anos e 1,90m. Ex-jogadora do Praia Clube, a sul-matogrossense tem passagens recentes pela seleção brasileira e chega disposta a aprender com as novas companheiras.
"Fiquei em êxtase com o convite de defender o Sesc RJ Flamengo. A equipe é uma referência no vôlei brasileiro e um lugar onde muitas das minhas referências passaram, como a Juciely. Espero conseguir corresponder e superar as minhas expectativas e as do grupo. Acredito que poderei agregar com toda a experiência que adquiri nos últimos anos e poderei aprender ainda mais. Tenho uma expectativa enorme, porque eu estou com muita vontade de trabalhar", garantiu Lorena.
Na mesma posição, o Sesc RJ Flamengo contará com a juventude de Juju e Adria por mais uma temporada. Além disso, a chegada de Jussara, de 27 anos, que estava no Maringá, oferecerá mais opções no setor. A mineira abriu o sorriso ao falar sobre a oportunidade especial em sua carreira.
"Eu lembro do time do Sesc RJ Flamengo entrando para um treino de preparação antes de jogar lá no ginásio de Maringá. Eu pensava "Uau, será que um dia eu chego lá? Será que um dia vai dar certo?" E deu! O sentimento que eu tenho hoje é de gratidão total. Não acreditava que um dia fosse estar aqui. Tenho muita esperança de que vou evoluir meu ritmo de jogo e minha movimentação de bloqueio, além de agregar força e velocidade ao meu ataque", afirma Jussara.
Entre as ponteiras, o Sesc RJ Flamengo também terá novidades. Além da experiência de Michelle e da juventude de Helena, Bernardinho contará com Karina, de 25 anos, ex-Sesi Bauru, e Mikaela, de apenas 16 anos, que estava no Tijuca Tênis Clube.
"Sempre foi um sonho jogar no Sesc RJ Flamengo e trabalhar com o Bernardo e sua comissão técnica. Eu sempre vi esse time de uma forma muito diferente dos outros. Acho que é um grupo muito harmônico e eu quero contribuir bastante, melhorar e ajudar a equipe. Quero me transformar como atleta e como pessoa", afirmou Karina.
Além disso, a jovem Victoria, de 20 anos, formada nas categorias de base do Flamengo, se junta à carioca Laís entre as líberos do Sesc RJ Flamengo.
Confira o elenco do Sesc RJ Flamengo para a temporada 2024/2025
Levantadoras: Brie, Rose e Clara
Ponteiras: Michelle, Helena, Karina e Mikaela
Opostas: Edinara e Camila Mesquita
Centrais: Juju, Lorena, Adria e Jussara
Líberos: Lais e Victória
Clube já tem o maior faturamento do futebol brasileiro e foi o primeiro a ultrapassar a marca de R$ 2 bi, mas o presidente planeja ainda mais
20 Mai 2026 | 17:00 |
Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, o Flamengo alcançou a marca de R$ 2 bilhões em receita anual. Mesmo diante do recorde histórico, a diretoria rubro-negra já trabalha com metas ainda mais ambiciosas para os próximos anos. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, revelou que o objetivo do clube é atingir R$ 3 bilhões em faturamento até 2030.
Durante participação no videocast “Sport Insider”, do canal N Sports, o mandatário explicou que o crescimento planejado não depende apenas do futebol dentro de campo. Segundo Bap, o Flamengo prepara uma série de projetos paralelos para ampliar significativamente as receitas do clube nos próximos anos.
“Tem uma série de coisas que vamos fazer que não têm absolutamente nada a ver com futebol que vão turbinar esse aumento de receita. Quando se olha para direito de transmissão, número de partidas, ticket médio, premiação, não tem como crescer olhando de maneira ortodoxa. Tendo uma visão mais heterodoxa, vai caber mais R$ 1 bilhão em três, quatro anos”, afirmou o presidente.
O crescimento financeiro recente do Flamengo reforça o otimismo da diretoria. Em 2021, o clube ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em receita. Apenas quatro temporadas depois, o Rubro-Negro dobrou esse valor e chegou aos R$ 2 bilhões. Agora, a expectativa é repetir o salto financeiro até o fim da década.
Entre os projetos em andamento, o Flamengo pretende lançar uma marca própria de roupas voltada para o público feminino. Batizada de “Gávea”, a linha de moda casual foi planejada após estudos de mercado indicarem o forte potencial de consumo desse segmento.
Além disso, o clube também deseja investir no setor imobiliário. Um dos planos da diretoria envolve a construção de um hotel cinco estrelas na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com as novas iniciativas, o Flamengo busca ampliar receitas fora das quatro linhas e consolidar ainda mais a posição como clube mais poderoso financeiramente da América do Sul.
Em fim de contrato com o Mengão, atleta vê nos EUA o local ideal para ter mais tempo em quadra e desenvolver seus talentos
13 Mai 2026 | 09:00 |
A saída de Helena Wenk do Sesc Flamengo ganhou novos capítulos após declarações de Paulo Coco, auxiliar técnico da Seleção Brasileira e treinador do Atlanta (EUA). Em entrevista ao portal “Olimpíada Todo Dia”, o comandante comentou sobre o desenvolvimento da ponteira de 1,99m em meio à despedida da atleta do Rubro-Negro rumo ao exterior.
Mesmo sem confirmar oficialmente a contratação de Helena pelo Atlanta, equipe que disputa a LOVB, liga profissional dos Estados Unidos, Paulo Coco reforçou um ponto que já vinha sendo debatido entre torcedores rubro-negros: a necessidade de mais tempo em quadra para a evolução da jovem atleta.
Segundo o treinador, o mais importante neste momento da carreira da ponteira é encontrar um ambiente que permita crescimento técnico e sequência de jogos em alto nível. No Sesc Flamengo, Helena alternou momentos de destaque e partidas no banco de reservas sob comando de Bernardinho. Apesar de ter sido peça importante na semifinal diante do Praia Clube, a jovem acabou perdendo espaço justamente na reta decisiva da temporada.
A falta de sequência entre as titulares é vista como um dos fatores que dificultaram o desenvolvimento pleno da atleta no time principal. Para Paulo Coco, jogadoras com o porte físico e o potencial técnico de Helena precisam atuar regularmente para alcançar o mais alto nível do voleibol internacional. A expectativa é de que, nos Estados Unidos, a ponteira consiga a rodagem necessária para evoluir de forma mais consistente e ganhar protagonismo.
Com a saída de Helena Wenk, o Flamengo já se movimentou no mercado para reforçar o elenco visando a temporada 2026/27. Entre os nomes confirmados estão Ariele e Jaque, que chegam para fortalecer o grupo comandado por Bernardinho.
Mesmo assim, a despedida da jovem promessa segue gerando debates entre os torcedores rubro-negros. Isso porque Helena era considerada uma das principais joias recentes das categorias de base do clube e tinha grande expectativa de crescimento dentro do projeto do Sesc Flamengo.
Mengão volta a abordar o aumento de impostos para os clubes associativos em relação às SAFs e como isso pode prejudicar modalidades no Brasil
09 Mai 2026 | 21:00 |
O Flamengo utilizou os canais oficiais neste sábado (09) para fazer um alerta sobre o futuro dos esportes olímpicos no Brasil. Em vídeo publicado no YouTube, o clube rubro-negro demonstrou preocupação com os impactos da nova reforma tributária sobre entidades esportivas sem fins lucrativos e afirmou que diversas modalidades podem ficar ameaçadas nos próximos anos.
A produção divulgada pela Flamengo TV trata o tema como uma questão urgente para o esporte nacional. Ao longo do conteúdo, atletas, especialistas e representantes ligados ao setor esportivo destacam possíveis consequências da mudança na legislação, principalmente para clubes formadores que dependem de incentivos fiscais para manter projetos sociais e modalidades olímpicas.
Uma das vozes presentes no vídeo é a da judoca Rosicleia Campos, que chamou atenção para os impactos além do alto rendimento esportivo. Segundo a ex-atleta, o trabalho realizado pelos clubes vai muito além da formação de campeões. “Os clubes não formam só atletas, formam seres humanos”, destacou Rosicleia durante a gravação.
A preocupação central é de que o aumento da carga tributária provoque redução de investimentos, fechamento de projetos e até encerramento de modalidades esportivas, afetando diretamente crianças e jovens atendidos pelos clubes.
O debate gira em torno da Lei Complementar 224, de 2025. De acordo com o Flamengo e representantes do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), a nova legislação coloca entidades esportivas associativas em situação de desvantagem em relação às SAFs. Atualmente, as Sociedades Anônimas do Futebol recolhem cerca de 6% sobre a receita bruta.
Já os clubes sem fins lucrativos, que tradicionalmente reinvestem recursos em formação esportiva e projetos sociais, perderam benefícios históricos previstos anteriormente. Segundo o advogado Felipe Cavalcante, representante do CBC, a tributação para clubes como o Flamengo pode chegar a 11% a partir de 2027: “Não queremos melhoria, só queremos a manutenção do que temos”, afirmou o especialista durante o vídeo divulgado pela Flamengo TV.
Mesmo diante das dificuldades financeiras e do novo cenário tributário, o Flamengo segue mantendo importante presença nos esportes olímpicos brasileiros. Atualmente, o clube possui modalidades como ginástica artística, judô, nado artístico, natação, polo aquático, remo, vôlei e basquete.
Entretanto, o Rubro-Negro já precisou encerrar algumas atividades neste ano, como a canoagem e o remo paralímpico, reflexo das dificuldades enfrentadas para sustentar financeiramente os projetos esportivos. Com o vídeo publicado neste sábado, o Flamengo tenta ampliar o debate público sobre o tema e pressionar autoridades para revisão das medidas que, segundo o clube, podem comprometer o futuro do esporte olímpico nacional.