Futebol
02 Jan 2025 | 14:58 |
Com a chegada de 2025, Carlos Alcaraz encara a oportunidade de reverter um cenário que marcou sua temporada anterior no Flamengo: o peso do título de contratação mais cara da história do clube. O meia argentino, contratado por US$ 20 milhões (cerca de R$ 110,6 milhões), busca deixar para trás as críticas e corresponder às altas expectativas da torcida.
Alcaraz chegou com status de estrela, vindo do Southampton, mas não conseguiu se firmar. Apesar de uma estreia promissora contra o Corinthians, encerrou 2024 com números modestos: dois gols e duas assistências em 18 jogos. Agora, o desafio é utilizar a pré-temporada no Ninho do Urubu como trampolim para uma reviravolta.
O peso dos milhões no Flamengo
Desde que o clube se reestruturou financeiramente na gestão de Eduardo Bandeira de Mello, as grandes contratações têm carregado a pressão de justificar o alto investimento. Alguns ídolos superaram a desconfiança inicial, enquanto outros demoraram a engrenar.
Everton Ribeiro
Contratado em 2017 por 6 milhões de euros (R$ 22 milhões), o meia teve um início discreto. Oscilou na primeira temporada, sofreu críticas e viu do banco a derrota na final da Sul-Americana para o Independiente. Inspirado por sua trajetória no judô, deu a volta por cima em 2018 e se consolidou como um dos maiores ídolos do Flamengo, conquistando inúmeros títulos.
Vitinho
Adquirido em 2018 por 10 milhões de euros (R$ 44 milhões), o atacante também enfrentou dificuldades. Foram três gols e cinco assistências em 28 jogos no primeiro semestre. Somente em 2021 Vitinho viveu sua melhor fase, destacando-se como garçom do time e somando 29 participações em gols em 63 partidas.
Arrascaeta
Em 2019, o Flamengo investiu 18 milhões de euros (R$ 79,5 milhões) no uruguaio, que enfrentou resistência inicial sob o comando de Abel Braga. Contudo, com a chegada de Jorge Jesus, Arrascaeta explodiu. Tornou-se peça-chave do time multicampeão e um dos maiores ídolos da história recente rubro-negra.
Pedro
O centroavante foi comprado por 14 milhões de euros (R$ 88 milhões) em 2021, após brilhar em seu ano de estreia enquanto estava emprestado. Contudo, sua temporada seguinte foi a pior em números, marcada por lesões e jejum de gols. Pedro reencontrou seu melhor futebol em 2022, consagrou-se na Libertadores e foi eleito o Rei da América.
A expectativa para Alcaraz em 2025
Para Alcaraz, o início de 2025 representa uma página em branco. A torcida espera que o meia argentino, ao se reapresentar no Ninho do Urubu, chegue mais "leve", tanto fisicamente quanto mentalmente. O objetivo é que ele alcance o mesmo patamar de outras estrelas que superaram o peso dos milhões e se tornaram ídolos.
A nova temporada traz desafios e oportunidades para o argentino mostrar seu valor e, quem sabe, marcar seu nome na história do Flamengo.
Com diagnóstico de completa falta de comunicação com o elenco rubro-negro, cúpula adia demissão apenas pela ausência de um substituto imediato
05 Mar 2026 | 17:07 |
Os dias de José Boto como homem forte do futebol do Flamengo parecem estar contados. A alta cúpula rubro-negra já tomou a decisão de desligar o diretor português de suas funções, tratando o rompimento do vínculo como uma mera questão de tempo. O anúncio oficial da demissão só não foi sacramentado até o momento porque a presidência ainda não costurou um acordo com um substituto imediato para assumir a cadeira.
O principal estopim para a iminente queda do dirigente europeu foi um diagnóstico interno contundente feito pela gestão do clube carioca. Constatou-se que a comunicação e o alinhamento entre a direção de futebol e os principais líderes do vestiário do Flamengo são praticamente inexistentes na atual conjuntura.
Para preencher a lacuna que será deixada, o Flamengo trabalha com duas vertentes de perfis profissionais. A primeira opção é buscar um diretor com características de ex-jogador, o famoso perfil "boleiro", que tenha facilidade natural de trânsito e diálogo com o grupo.
A segunda alternativa é contratar um executivo de mercado estrito, mas que atue obrigatoriamente em conjunto com um supervisor focado exclusivamente em gerir o ambiente do vestiário.
Dentro dessas prateleiras de mercado, dois nomes de peso já começam a ser ventilados nos corredores da Gávea. O primeiro é o de Edu Gaspar, que atualmente realiza um trabalho de destaque no Nottingham Forest, da Inglaterra. O segundo alvo no radar rubro-negro é Leonardo, ex-dirigente do Paris Saint-Germain (PSG) e com vasta experiência no futebol europeu.
Atacante é o único jogador de referência na equipe do Mengão e treinador demonstra confiança na evolução camisa 9 no ano
05 Mar 2026 | 17:00 |
O técnico Leonardo Jardim foi questionado sobre como pretende utilizar o atacante Pedro no sistema ofensivo do Flamengo. Durante a resposta, o treinador português elogiou as qualidades do camisa 9, mas deixou claro que ainda não pode garantir a titularidade do centroavante.
Segundo Jardim, Pedro possui características muito importantes para a equipe, principalmente dentro da área, mas também precisa evoluir em outros aspectos do jogo coletivo, uma antiga reclamação do ex-técnico Filipe Luís.
“Vocês todos conhecem o Pedro e suas qualidades. É um jogador de área, com capacidade de finalização muito grande. Existem aspectos em que talvez ele tenha jogado menos porque não entregava o que o treinador pretendia em outras áreas. Estamos começando do zero. Acredito nele. Quando digo isso, não quer dizer que vai jogar todos os jogos ou sempre 90 minutos.”
O treinador destacou que o processo de avaliação do elenco ainda está em estágio inicial e que o desempenho no dia a dia será determinante para definir quem começa jogando: “Acredito nas qualidades que ele tem, e nas outras deficiências a gente pode, com motivação e empenho, superar. O dia a dia vai reger. Não é com dois dias que vamos fazer análises. Tudo que disser agora pode ser precipitado, porque vamos ver a seguir o que vai acontecer.”
Atualmente, Pedro é o único centroavante de origem do elenco do Flamengo. Mesmo assim, o jogador não conseguiu se firmar como titular absoluto durante o período em que Filipe Luís comandou a equipe. Na última partida antes da mudança de treinador, porém, o atacante teve grande destaque. Na goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, Pedro iniciou como titular e marcou quatro gols.
Nesse começo de trabalho do novo treinador, Pedro participou normalmente das primeiras atividades realizadas no Ninho do Urubu, na quarta-feira (04) e na quinta-feira (05). Com isso, cresce a expectativa para saber se o camisa 9 será titular na estreia de Leonardo Jardim no comando do Flamengo, que acontecerá na final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, no Maracanã.
Diretor de futebol vive momento de desgaste no clube tanto com jogadores quanto com funcionários e presidente Bap já planeja troca no função
05 Mar 2026 | 16:20 |
O prestígio de José Boto à frente da direção de futebol do Flamengo aparenta estar perto do fim. O desgaste do português com os jogadores e funcionários do Ninho do Urubu já leva o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, a procurar outro profissional para uma troca no cargo. A informação é do jornalista Pedro Ivo Almeida, da ESPN.
A saída de Filipe Luís deixou ainda mais visível a situação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, que já vinha enfrentando insatisfação interna no Ninho do Urubu. Atletas e funcionários apontam vaidade, pouca comunicação direta e até exigências de serviços particulares como motivos de incômodo.
Boto mantém contato diário com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e é descrito como inflexível e, em algumas situações, grosseiro. Entre suas exigências inusitadas, funcionários devem se dirigir a sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a cada duas semanas para limpeza e organização, mesmo com toda a infraestrutura do Ninho do Urubu, que conta com serviço de hotelaria interno.
O distanciamento entre Boto e os atletas ficou mais evidente após a reunião no CT, na terça-feira (3), que ocorreu logo depois da demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o diretor destacou que os jogadores tiveram responsabilidade na saída do técnico, e o grupo absorveu a fala sem reagir. O comportamento vaidoso do dirigente é frequentemente notado pelos atletas.
Após vitórias, Boto cumpre o protocolo e entra em campo para cumprimentar os jogadores. No entanto, durante derrotas, como na Supercopa do Brasil contra o em Brasília, ele permaneceu no túnel de acesso ao gramado, fumando, gerando comentários internos: “Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, comentou um dos líderes do elenco à ESPN.