Futebol
08 Nov 2023 | 14:26 |
Chamamento de alguém para exercer certa função" é o que diz uma das definições de vocação no dicionário. A vocação religiosa sempre esteve presente na vida das Irmãs Ana e Kamilla, que vivem e trabalham em um hotel-residência para idosos, enquanto a vocação de torcedoras do Flamengo apareceu aos poucos durante a vida no Rio de Janeiro.Irmã Ana, de 64 anos, é mineira e vive na Cidade Maravilhosa há quase sete anos quando se mudou para coordenar o lar de idosos na Tijuca. Mesmo com familiares rubro-negros na família, o Flamengo não era parte presente na vida da religiosa, que teve a paixão verdadeiramente despertada em 2019 com a chegada de Gabigol - a quem ela trata como o "pivô'' de tudo.
O que me chamou atenção foi quando o Gabigol chegou no Flamengo. Isso chamou muito a minha atenção. Se falava nele todos os dias. Como eu via muito noticiário, eu passei a me interessar mais. Passei a ver o jogo. Fui me entusiasmando, principalmente pela alegria que é o Flamengo. O Flamengo é uma alegria só. São pessoas que do nada estão felizes. É só alegria. Isso me encantou. Fui vendo os jogos e fui gostando mais e mais - disse ao ge, antes de continuar:
O Gabigol foi o pivô de tudo. Ele tem muito carisma. Esse carisma apaga toda a personalidade forte. Isso faz parte, isso é dele, é da pessoa dele. Quantas pessoas amam ele? Gabigol é muito amado, assim como outros, mas ele é muito amado. As crianças fazem o gesto dele - encerrou.Se a paixão da Irmã Ana tem um motivo, na vida da Irmã Kamilla não foi diferente. A jovem de 24 anos foi criada em um berço de rubro-negros apaixonados lá no Piauí. Foi através da família que o Flamengo se tornou presente na vida de Kamilla, mas foi por conta da vocação religiosa que ela ficou mais perto dessa paixão.
Há pouco mais de cinco anos, Kamilla se mudou para o Rio de Janeiro para atender a vocação religiosa e viveu boa parte deste tempo em Araruama, na Região dos Lagos. Tem apenas quatro meses que a jovem auxilia a Irmã Ana no lar de idosos na Tijuca e foi neste momento que o Flamengo se tornou constante.Eu sabia que era flamenguista e apaixonada pelo Flamengo. Só que eu nunca imaginei que um dia iria ao Maracanã. A Irmã Ana me fez um convite e eu já sabia que ela era flamenguista. Mas também nunca imaginei que um dia iria com ela no Maracanã, poder comemorar juntas. E ela foi, me convidou, e lógico que eu jamais ia recusar um convite desses - contou Irmã Kamilla ao ge e continuou:
Foi inexplicável. Só entrando lá com aquele um monte de gente. O primeiro que eu fui foi Flamengo e São Paulo (pelo Brasileirão). A gente não podia levantar o braço que olhavam para gente. Eu não consigo ficar quieta no jogo. Coloco a mão na cabeça, bato a mão na perna, seguro a medalha. É muita emoção. Na hora do gol, eu não sei nem explicar, o que está na minha mão voa - finalizou.
"Tem espaço para tudo quando se ama" foi o que disse Irmã Ana, que encaixa o Flamengo na rotina que começa cedo, lá pelas 5h pouco antes da primeira oração do dia ao lado da Irmã Kamilla. Se não estão no Maracanã, estão de frente para televisão e, se a rotina está apertada, o celular está por perto para acompanhar o andamento da partida.Mas o que as irmãs gostam mesmo é de estar na arquibancada, onde se sentem cada vez mais parte da torcida.
Me apaixonei vendo as crianças com os pais, eram crianças chorando torcendo com os pais. Ver a torcida cantando dá algo no coração. Só um flamenguista pode entender o que é estar no Maracanã em dia de jogo. Eu virei rubro-negra mesmo e sou uma torcedora normal, desfilei com uma bandeira e tudo no Flamengo e Vasco. Sou uma pessoa de Deus que posso estar em todos os meios - comentou Ana.
Até o fim do Brasileirão, o Flamengo tem cinco jogos no Maracanã (Palmeiras, Fluminense, Bragantino, Atlético-MG e Cuiabá) e um objetivo: classificação direta à Libertadores. A maratona começa nesta quarta à noite. Matematicamente, o sonho do título ainda existe e Irmã Ana é daquelas rubro-negras que se apega às chances.Dá para ganhar ainda (o título). Tem que acreditar. Tem que ter esperança. Isso ajuda. A gente tem que acreditar até o último momento. Não vai ser um jogo fácil (contra o Palmeiras). Mas tem tudo para ganhar e sair vitorioso. Eu acredito. O Flamengo é capaz de ganhar todos (os jogos no Maracanã). Nós temos jogadores bons - disse Ana, antes de Kamilla completar:Os jogadores também têm que acreditar. Não basta só os torcedores. Eles têm que fazer a parte deles para buscar. Tem que lutar. Tem que arriscar.O Flamengo enfrenta o Palmeiras, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, pela 33ª rodada do Brasileirão. O Rubro-Negro tem 53 pontos na tabela, seis atrás do líder Botafogo.
Com diagnóstico de completa falta de comunicação com o elenco rubro-negro, cúpula adia demissão apenas pela ausência de um substituto imediato
05 Mar 2026 | 17:07 |
Os dias de José Boto como homem forte do futebol do Flamengo parecem estar contados. A alta cúpula rubro-negra já tomou a decisão de desligar o diretor português de suas funções, tratando o rompimento do vínculo como uma mera questão de tempo. O anúncio oficial da demissão só não foi sacramentado até o momento porque a presidência ainda não costurou um acordo com um substituto imediato para assumir a cadeira.
O principal estopim para a iminente queda do dirigente europeu foi um diagnóstico interno contundente feito pela gestão do clube carioca. Constatou-se que a comunicação e o alinhamento entre a direção de futebol e os principais líderes do vestiário do Flamengo são praticamente inexistentes na atual conjuntura.
Para preencher a lacuna que será deixada, o Flamengo trabalha com duas vertentes de perfis profissionais. A primeira opção é buscar um diretor com características de ex-jogador, o famoso perfil "boleiro", que tenha facilidade natural de trânsito e diálogo com o grupo.
A segunda alternativa é contratar um executivo de mercado estrito, mas que atue obrigatoriamente em conjunto com um supervisor focado exclusivamente em gerir o ambiente do vestiário.
Dentro dessas prateleiras de mercado, dois nomes de peso já começam a ser ventilados nos corredores da Gávea. O primeiro é o de Edu Gaspar, que atualmente realiza um trabalho de destaque no Nottingham Forest, da Inglaterra. O segundo alvo no radar rubro-negro é Leonardo, ex-dirigente do Paris Saint-Germain (PSG) e com vasta experiência no futebol europeu.
Atacante é o único jogador de referência na equipe do Mengão e treinador demonstra confiança na evolução camisa 9 no ano
05 Mar 2026 | 17:00 |
O técnico Leonardo Jardim foi questionado sobre como pretende utilizar o atacante Pedro no sistema ofensivo do Flamengo. Durante a resposta, o treinador português elogiou as qualidades do camisa 9, mas deixou claro que ainda não pode garantir a titularidade do centroavante.
Segundo Jardim, Pedro possui características muito importantes para a equipe, principalmente dentro da área, mas também precisa evoluir em outros aspectos do jogo coletivo, uma antiga reclamação do ex-técnico Filipe Luís.
“Vocês todos conhecem o Pedro e suas qualidades. É um jogador de área, com capacidade de finalização muito grande. Existem aspectos em que talvez ele tenha jogado menos porque não entregava o que o treinador pretendia em outras áreas. Estamos começando do zero. Acredito nele. Quando digo isso, não quer dizer que vai jogar todos os jogos ou sempre 90 minutos.”
O treinador destacou que o processo de avaliação do elenco ainda está em estágio inicial e que o desempenho no dia a dia será determinante para definir quem começa jogando: “Acredito nas qualidades que ele tem, e nas outras deficiências a gente pode, com motivação e empenho, superar. O dia a dia vai reger. Não é com dois dias que vamos fazer análises. Tudo que disser agora pode ser precipitado, porque vamos ver a seguir o que vai acontecer.”
Atualmente, Pedro é o único centroavante de origem do elenco do Flamengo. Mesmo assim, o jogador não conseguiu se firmar como titular absoluto durante o período em que Filipe Luís comandou a equipe. Na última partida antes da mudança de treinador, porém, o atacante teve grande destaque. Na goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, Pedro iniciou como titular e marcou quatro gols.
Nesse começo de trabalho do novo treinador, Pedro participou normalmente das primeiras atividades realizadas no Ninho do Urubu, na quarta-feira (04) e na quinta-feira (05). Com isso, cresce a expectativa para saber se o camisa 9 será titular na estreia de Leonardo Jardim no comando do Flamengo, que acontecerá na final do Campeonato Carioca contra o Fluminense, no Maracanã.
Diretor de futebol vive momento de desgaste no clube tanto com jogadores quanto com funcionários e presidente Bap já planeja troca no função
05 Mar 2026 | 16:20 |
O prestígio de José Boto à frente da direção de futebol do Flamengo aparenta estar perto do fim. O desgaste do português com os jogadores e funcionários do Ninho do Urubu já leva o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, a procurar outro profissional para uma troca no cargo. A informação é do jornalista Pedro Ivo Almeida, da ESPN.
A saída de Filipe Luís deixou ainda mais visível a situação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, que já vinha enfrentando insatisfação interna no Ninho do Urubu. Atletas e funcionários apontam vaidade, pouca comunicação direta e até exigências de serviços particulares como motivos de incômodo.
Boto mantém contato diário com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e é descrito como inflexível e, em algumas situações, grosseiro. Entre suas exigências inusitadas, funcionários devem se dirigir a sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a cada duas semanas para limpeza e organização, mesmo com toda a infraestrutura do Ninho do Urubu, que conta com serviço de hotelaria interno.
O distanciamento entre Boto e os atletas ficou mais evidente após a reunião no CT, na terça-feira (3), que ocorreu logo depois da demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o diretor destacou que os jogadores tiveram responsabilidade na saída do técnico, e o grupo absorveu a fala sem reagir. O comportamento vaidoso do dirigente é frequentemente notado pelos atletas.
Após vitórias, Boto cumpre o protocolo e entra em campo para cumprimentar os jogadores. No entanto, durante derrotas, como na Supercopa do Brasil contra o em Brasília, ele permaneceu no túnel de acesso ao gramado, fumando, gerando comentários internos: “Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, comentou um dos líderes do elenco à ESPN.