Futebol
CBF define árbitro para jogo do Flamengo contra Remo no Maracanã lotado
16 Mar 2026 | 18:06
Futebol
12 Set 2024 | 15:31 |
Evaristo de Macedo se tornou sucesso na internet. As histórias protagonizadas pelo ídolo de Flamengo e Bahia, sob a ótica de ex-jogadores e treinadores com quem trabalhou, arrancam gostosas risadas de quem ouve e assiste.
A imitação do seu tom de voz fino e os causos de bastidores — que têm uma mistura de gaiatice com marra — se tornaram virais nas redes sociais. Aos 91, Seu Evaristo "fura a bolha" e vê sua trajetória no futebol atingir uma geração que não o viu em campo e nem sequer à beira das quatro linhas.
"A gente brinca muito com ele. Às vezes, sentamos, colocamos no YouTube e ele assiste aos vídeos dos podcasts, ao lado dos netos. Ele brinca: 'eles só contam as piadinhas, não contam os esporros que eu dava'. Ele fica zoando: 'Eu falava mesmo de Barcelona e Real Madrid. Eles não conheciam, pô'. Ele leva de forma leve e, de vez em quando, conta algumas histórias. Tem muitas."
Luiz Macedo, filho de Evaristo
Evaristo, como não poderia deixar de ser, foi lembrado e convidado pelas diretorias de Flamengo e Bahia para estar no Maracanã, mas vai acompanhar o duelo desta quinta-feira (12) de casa. Ele ainda se recupera de uma cirurgia após fratura do fêmur, consequência de uma queda em casa em julho.
Ídolo de Fla e Bahia
Evaristo de Macedo começou no Madureira e teve duas passagens como jogador do Flamengo, entre 1953 e 1957, e entre 1965 e 1967. Neste hiato, esteve na Espanha, onde defendeu os dois lados da rivalidade entre Barcelona e Real Madrid, e é lembrado até hoje por catalães e madrilenhos.
Em campo, pelo Rubro-Negro, foi tricampeão carioca em 1953, 1954 e 1955 e, posteriormente, ganhou mais um Estadual em 1965. Conquistou também a Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo, em 1955. Também foi treinador do Fla em três oportunidades, entre meados da década de 90 e de 2000.
Ele tem um espaço reservado no Museu do Flamengo, inaugurado no ano passado, na sede do clube, na Gávea. "Evaristo, lenda viva do Mengão e um herói da Nação", diz post da página do museu nas redes sociais.
Evaristo se formou em educação física pela Universidade Federal da Guanabara, e teve longa carreira como treinador. No Bahia, foi o treinador campeão brasileiro em 1988, e não à toa dá nome ao centro de treinamento do clube.
No Tricolor, conquistou outros títulos, como os Estaduais de 1970, 1971, 1973, 1988, 1998 e 2001, o Campeonato do Nordeste de 2001. Em 2013, ganhou o título de cidadão baiano. No ano passado, quando completou 90 anos, foi homenageado no uniforme do Bahia com um patch com o dizer "Evaristo 90" e o rosto dele.
Flamengo e Bahia são dois clubes que estão no coração dele, é o amor e a paixão. Ele é muito agradecido aos dois. Ao Flamengo pelo que conquistou como jogador, e pela passagens como treinador, e ao Bahia pelo títulos como treinador. São um orgulho muito grande.
Luiz Macedo
Evaristo também jogou e foi treinador da seleção brasileira. É, até hoje, o único a fazer uma "Manita" — marcar cinco gols em uma mesma partida — com a camisa canarinha. Isso aconteceu em 1957, em uma goleada sobre a Colômbia por 9 a 0, pelo Campeonato Sul-Americano.
Os vídeos virais
Nos últimos anos, cresceu exponencialmente o número de podcasts com temas ligados ao esporte, e com papos com diversos treinadores, jogadores, dirigentes e ex-jogadores. Em meio a esse cenário, surgiu Evaristo de Macedo.
As histórias engraçadas envolvendo o ex-jogador e ex-treinador foram contadas, e os vídeos viralizaram. Há até mesmo canais que reuniram trechos das entrevistas para um compilado, e com direito a parte 1,2,3, e por aí vai.
Um desses jogadores foi o lateral-esquerdo Leandro, que defendeu clubes como Vitória, Cruzeiro e Palmeiras. Em uma das histórias, ele reproduziu um diálogo que teve com Evaristo: "Ele virou e perguntou: 'Você é de onde, Leandrinho?' Sou do Rio, professor. 'Rio onde?'. Falei: 'Sou de Nova Iguaçu, Austin'. 'Ih, não é Rio, não, hein'. Ah, está de sacanagem, professor" (veja após o texto).
"Outro dia estava aqui no escritório e estava tendo atendimento. Tinham dois caras conversando e um deles falou que morava no Rio, e o outro perguntou onde. Ele respondeu: 'Nova Iguaçu' e logo ouviu: 'Ih, Nova Iguaçu não é Rio, não, hein', imitando o modo de falar. E os dois caíram na gargalhada. E eles não faziam ideia que ali ao lado estava eu, filho do Evaristo. Os vídeos viralizaram, e as pessoas reproduzem, é engraçado."
Luiz Macedo
Com a entrega do documento pelo ídolo histórico Zico, o clube carioca busca o reconhecimento nacional da Nação Rubro-Negra e planeja título inédito.
16 Mar 2026 | 22:14 |
Flamengo protocolou nesta segunda-feira (16), um documento oficial junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), solicitando que a sua imensa base de adeptos, popularmente chamada de Nação Rubro-Negra, receba a chancela de Patrimônio Cultural Imaterial do país.
O ofício foi entregue em mãos pelo ex-jogador Zico, maior nome da história do Flamengo, diretamente ao presidente do órgão, Leandro Grass, e ao diretor responsável pela área de Patrimônio Imaterial, Deyvesson Gusmão, em um encontro realizado na sede social da Gávea.
A argumentação central do projeto destaca que o contingente de torcedores transcende a figura de um simples grupo de espectadores esportivos. A instituição defende que a torcida configura um verdadeiro fenômeno social, repleto de tradições estabelecidas, vocabulário característico e manifestações culturais enraizadas que perpassam diferentes épocas e contribuem ativamente para a formação da identidade do povo brasileiro.
Durante a reunião, o presidente do Iphan classificou a ação como inovadora, ressaltando que o pleito cria um precedente valioso para que as políticas públicas de proteção cultural comecem a englobar as expressões originadas no universo do futebol.
Esta movimentação nos bastidores integra um planejamento estratégico muito maior, elaborado pela agremiação desde o ano de 2025. O propósito final da diretoria do Flamengo é expandir esse reconhecimento para o âmbito internacional, buscando receber da Organização das Nações Unidas (ONU) a titulação simbólica de "Primeira Nação Simbólico-Cultural do Planeta".
Argentino exaltou o nível técnico do clube carioca, apontando a disputa entre os times omo a principal do futebol brasileiro atual
16 Mar 2026 | 20:40 |
O atacante Flaco López, que atualmente defende as cores do Palmeiras, participou recentemente de uma entrevista para a TV Gazeta e fez uma análise sincera sobre o cenário competitivo do futebol nacional. Durante a conversa, o atleta não poupou palavras para enaltecer o Flamengo, classificando a equipe do Rio de Janeiro como a principal adversária do time alviverde na corrida direta pelos troféus mais importantes da temporada.
De acordo com a visão do centroavante palmeirense, ambas as instituições estruturaram elencos extremamente qualificados e chegam com força máxima para as competições do calendário. O jogador ressaltou que, no decorrer dos últimos anos, o embate esportivo entre as duas agremiações se intensificou de maneira notória, consolidando-se como um confronto de alto nível.
“Eu penso que, nos últimos anos, se tornou uma rivalidade muito forte com o Flamengo. Somos os dois melhores times”, declarou antes de concluir. “Não é por acaso que são os times (do futebol brasileiro) que talvez briguem por mais títulos. Eu penso que a maior rivalidade hoje é Palmeiras com Flamengo”, concluiu ele.
O argentino foi o responsável por marcar o gol da vitória do Palmeiras contra o Mirassol, por 1 a 0, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, no último final de semana. O Alviverde é o vice-líder do Brasileirão, com 13 pontos. O Flamengo tem 10, com um jogo a menos, e está em quinto.
No último sábado (14), o Flamengo superou o Botafogo sem enfrentar grandes dificuldades, aplicando um placar elástico de 3 a 0 no clássico disputado no Estádio Nilton Santos. Os tentos que garantiram os três pontos foram anotados pelo zagueiro Léo Pereira e pelos atacantes Lino e Pedro.
Comandante italiano explicou que a não convocação do meio-campista do Mengão serve para avaliar novos atletas antes de fechar a lista definitiva
16 Mar 2026 | 19:27 |
Lucas Paquetá, um dos principais destaques do Flamengo na atual temporada, não figurou na última lista de convocados da Seleção Brasileira para os amistosos preparatórios antes da Copa do Mundo. Apesar da ausência sentida pelos torcedores rubro-negros, o jogador segue com alto prestígio junto à comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti.
Após divulgar os 26 nomes que enfrentarão França e Croácia no final deste mês, o treinador italiano fez questão de esclarecer os motivos que o levaram a deixar o atleta de fora neste momento. Durante a sua coletiva de imprensa, o técnico europeu explicou que a exclusão do camisa 20 flamenguista não representa uma perda de espaço no elenco nacional.
— Temos que estar bem focados na avaliação de todos os jogadores. Os que não estão hoje podem estar na convocação final, sem dúvida. Hoje não está um jogador como o Paquetá, que voltou para cá (futebol brasileiro), mas pode muito bem estar na convocação. Queria ter mais oportunidades para ver dois meias novos, que estão indo muito bem no Botafogo (Danilo) e no Galatasaray (Gabriel Sara) —, afirmou Ancelotti.
O histórico recente comprova a confiança do comandante no futebol de Paquetá. O meia esteve presente em três das quatro convocações realizadas sob a gestão de Ancelotti, atuando em todos os seis compromissos em que esteve disponível. A sua única ausência anterior ocorreu na primeira lista do italiano, período em que o atleta lidava com investigações sobre um suposto envolvimento em esquemas de apostas na Inglaterra.
Em seu retorno ao futebol nacional no início de 2026, o atleta ostenta o peso de ser a contratação mais cara da história do Brasil, custando cerca de R$ 260 milhões (42 milhões de euros). Até aqui, ele já defendeu o time do Flamengo em 12 oportunidades, balançando as redes três vezes.