Futebol
04 Abr 2025 | 16:23 |
"O trabalho na base é menos visível a curto prazo. - disse José Boto
Segundo Boto, sua primeira medida foi alterar o critério de seleção dos jovens atletas que ingressam no Mais Querido. O diretor técnico reforçou que, historicamente, jogadores de características físicas eram priorizados, mas isso não necessariamente se traduzia em sucesso no profissional. "O trabalho na base leva tempo para mostrar resultados. Minha primeira grande ação foi mudar o perfil do jogador que entra no clube. Antes, se apostava muito em atletas fisicamente mais fortes, mas que, ao chegar no profissional, encontravam dificuldades. O que buscamos é um perfil técnico, rápido e que goste de ficar com a bola", explicou Boto.
O dirigente ressaltou que, embora as conquistas sejam importantes, o foco principal precisa ser a formação de atletas prontos para o time profissional. A urgência por títulos nas categorias inferiores, segundo ele, acabava favorecendo jogadores que, por estarem mais maturados fisicamente, tinham vantagens nos torneios de base, mas nem sempre se encaixavam no time principal.
"Ganhar é importante, mas não pode ser o objetivo principal da base. Priorizar atletas mais maturados fisicamente para vencer campeonatos é um erro. A vitória deve ser uma consequência do trabalho bem feito na formação de jogadores", pontuou. A mudança de perfil dos jogadores de base pode ter um impacto direto no elenco principal do CRF. Boto acredita que, com essa reformulação, mais atletas estarão prontos para integrar a equipe de cima e contribuir imediatamente.
"Não são todos que chegarão ao profissional, mas se conseguirmos formar um ou dois jogadores prontos por geração, já será um grande avanço. Além disso, aqueles que não forem aproveitados podem render bons valores ao clube em transferências", afirmou. Boto também destacou que a parte psicológica é um dos grandes desafios para os jovens talentos. Para ele, muitos jogadores da base são tratados como "estrelas" antes mesmo de conquistarem espaço no profissional, o que pode prejudicar seu desenvolvimento.
Senado está próximo a aprovar uma lei que inibe as publicidades das empresas de ‘bets’ e contratos como o do Mengão corre risco
05 Mar 2026 | 15:01 |
O contrato de R$ 268 milhões entre o Flamengo e a Betano pode representar o teto financeiro do mercado de patrocínios envolvendo casas de apostas no futebol brasileiro. A avaliação é do diretor da empresa no país, Guilherme Figueiredo, que projeta uma redução significativa nos valores das próximas renovações.
Diretor da Betano, patrocinadora do Flamengo: "A tendência é, sim, haver uma redução..."
Segundo o executivo, o ciclo de crescimento acelerado das bets chegou ao limite e o setor tende a passar por um ajuste técnico para retornar a patamares considerados mais realistas: “Seria uma surpresa muito grande (contrato superior ao do Flamengo), acho difícil, ao menos no curto prazo. O Corinthians acabou de renovar o contrato por um valor maior, 150 milhões, e eu até parabenizei o diretor de marketing. Disse que provavelmente ele fez o último grande contrato nesses valores com casas de apostas. A tendência é, sim, haver uma redução. É uma questão de ajuste de mercado.”
A possível retração no mercado está diretamente ligada ao avanço do Projeto de Lei 3.563/2024 no Congresso Nacional. A proposta, que tramita no Senado Federal do Brasil, prevê restrições amplas à publicidade de apostas esportivas. O texto já foi aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia e aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Caso avance, ainda precisará passar pelo plenário do Senado e posteriormente pela Câmara dos Deputados do Brasil antes de seguir para sanção presidencial. Entre as medidas previstas estão a proibição de anúncios em camisas de clubes, placas de estádios, redes sociais de influenciadores e até a pré-instalação de aplicativos de apostas em dispositivos eletrônicos.
A proposta também pretende reduzir o impacto das campanhas publicitárias massivas que hoje dominam os intervalos comerciais das transmissões esportivas. A justificativa do projeto cita o alto volume de apostas no país, estimado em cerca de R$ 30 bilhões mensais.
Caso as restrições avancem, o modelo que sustenta os investimentos bilionários das casas de apostas no futebol pode sofrer uma reformulação profunda. Sem a vitrine proporcionada pela exposição em uniformes e durante as partidas, a tendência é que os contratos retornem a níveis financeiros semelhantes aos registrados antes da explosão do setor.
Durante a apresentação oficial no Ninho do Urubu, o novo comandante do Mengão ressaltou que a instituição e o grupo estão sempre acima
05 Mar 2026 | 14:49 |
Apresentado oficialmente no Centro de Treinamento Ninho do Urubu nesta quinta-feira (5) como o sucessor de Filipe Luís, o técnico Leonardo Jardim abordou um tema sensível logo em seu primeiro contato com os jornalistas. Questionado sobre o histórico de afastar ou colocar no banco de reservas jogadores consagrados, os chamados "medalhões", o profissional português foi direto em sua argumentação.
O comandante negou o rótulo e enfatizou sua filosofia rígida de trabalho diário. Jardim revelou que, logo em sua primeira conversa com o plantel rubro-negro, estabeleceu regras claras, deixando evidente que não negocia suas diretrizes e que a prioridade será sempre o desempenho da equipe.
A defesa do clube e do coletivo estará sempre à frente de qualquer status individual na visão de Jardim. "Nunca barrei ninguém. Eu defendo sempre o melhor para a estrutura e o clube", pontuou o técnico. Jardim argumentou que as escolhas feitas para o time titular são baseadas puramente em quem pode entregar o melhor rendimento para a instituição naquele momento, afastando qualquer viés de perseguição a nomes de peso.
O treinador justificou a escolha com base no rendimento técnico. Segundo ele, a comissão avaliou que o centroavante Kaio Jorge atravessava um momento superior e, por mérito, recebeu a titularidade. Jardim destacou a necessidade de separar as esferas pessoal e profissional no ambiente esportivo.
“Se achar que algum jogador, estamos falando do Gabriel, que foi ídolo aqui, achava que o Kaio estava melhor e jogou ele. As pessoas precisam perceber que a parte profissional é uma coisa e pessoal é outra. Com certeza ele ficou insatisfeito, mas não foi por isso que deixou de trabalhar, ter bom comportamento, e até criar relação boa que tivemos”, explicou o novo técnico do Flamengo.
Após ser mandado embora pelo Mengão, treinador vai ter encontro com seu empresário, Jorge Mendes, e a tendência é evitar trabalhos no Brasil
05 Mar 2026 | 13:56 |
Após ser demitido do comando do Flamengo na última segunda-feira (2), o técnico Filipe Luís já iniciou o planejamento dos próximos passos de sua carreira. A estratégia está sendo conduzida pela equipe que gerencia sua trajetória profissional, liderada pelo empresário português Jorge Mendes.
O próximo movimento do treinador será um encontro presencial com o agente, responsável por cuidar de seus interesses no mercado do futebol desde 2025. Segundo informações da ESPN, a avaliação de Mendes e da agência Gestifute é de que o treinador não deve aceitar novos projetos no futebol brasileiro neste momento.
A orientação dos representantes é que Filipe Luís tire um período de “descanso mental”. O entendimento é que o ex-lateral passou por uma sequência intensa de pressão desde a temporada de 2025 no Flamengo e, especialmente, no início de 2026 até a demissão no clube carioca.
Diante desse cenário, a recomendação de Jorge Mendes será para que o técnico recuse eventuais propostas de clubes do Brasil, mesmo que envolvam valores financeiros elevados ou projetos competitivos. O objetivo é preparar o próximo passo da carreira diretamente no futebol europeu.
Nos bastidores do mercado, Filipe Luís já foi citado como possível sucessor de Diego Simeone no comando do Atlético de Madrid, clube onde construiu parte importante de sua trajetória como jogador. Além disso, o treinador também foi ligado a outras equipes do continente, como Valencia CF, Chelsea FC e RC Strasbourg Alsace.
Apesar das especulações, o plano ainda enfrenta obstáculos burocráticos relevantes, especialmente relacionados às exigências de licenças e processos formais necessários para treinadores que desejam atuar nas principais ligas europeias.