Futebol
02 Fev 2025 | 19:31 |
O Flamengo garantiu mais um título para sua galeria ao vencer o Botafogo por 3 a 1 na final da Supercopa do Brasil, neste domingo (2), no Mangueirão, em Belém. Bruno Henrique brilhou com dois gols ainda no primeiro tempo, e Luiz Araújo fechou o placar com um golaço. Patrick de Paula descontou para os alvinegros nos minutos finais.
A partida começou sob forte chuva, o que dificultou o desempenho técnico das equipes. Ainda assim, o Mengão foi superior desde os primeiros minutos, aproveitando os espaços deixados pelo Botafogo. Bruno Henrique abriu o placar e, pouco depois, ampliou a vantagem. No segundo tempo, Luiz Araújo marcou um belo gol, sacramentando a vitória rubro-negra. Patrick de Paula fez o único gol do time de General Severiano.
BRUNO HENRIQUE E ARRASCAETA FAZEM HISTÓRIA
Com a conquista, Bruno Henrique e Arrascaeta se tornaram os maiores campeões da história do clube agora com 14 títulos, superando ídolos como Zico, Júnior e Gabigol. Ambos os jogadores foram peças fundamentais na trajetória vitoriosa do Flamengo nos últimos anos.
PREMIAÇÃO MILIONÁRIA
Além do título, o Flamengo faturou um valor milionário. A premiação total da Supercopa do Brasil em 2025 ultrapassou R$ 18 milhões, com R$ 6,05 milhões garantidos para cada finalista. Como campeão, o time da Gávea levou um bônus de US$ 1 milhão, equivalente a cerca de R$ 12 milhões, através de uma verba da Conmebol destinada à CBF.
PRÓXIMOS JOGOS
Agora, as atenções se voltam para o Campeonato Carioca. O Flamengo volta a campo na quarta-feira (5), contra a Portuguesa-RJ, às 19h, no Parque do Sabiá, em Belo Horizonte. Já o Botafogo enfrenta o Nova Iguaçu na quinta-feira (6), às 21h45, em Moça Bonita. Os rivais voltam a se encontrar em um clássico no Maracanã, marcado para o dia 12.
Treinador cita ansiedade do elenco como fator para queda de rendimento, recusa vitimismo diante dos protestos da arquibancada
23 Fev 2026 | 11:45 |
Nem mesmo a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira, que encaminhou a classificação do Flamengo para a final do Campeonato Carioca, foi capaz de esconder o clima de tensão no Maracanã. Em entrevista coletiva concedida após o triunfo deste domingo (22), o técnico Filipe Luís não se esquivou das perguntas difíceis.
O comandante assumiu a responsabilidade pelo momento de instabilidade da equipe e analisou os fatores que levaram aos protestos vindos da arquibancada. O treinador foi direto ao reconhecer que o desempenho em campo, apesar do resultado positivo no Estadual, ainda está distante do potencial que o elenco rubro-negro pode oferecer nesta temporada.
Ao analisar a performance da equipe, Filipe Luís chamou para si a culpa pela falta de brilho nas atuações recentes. O técnico identificou o aspecto psicológico como uma barreira atual, citando a ansiedade e o receio de cometer erros como elementos que vêm travando o desenvolvimento natural das jogadas.
"Quando você vê o Flamengo não performando com o elenco que tem, é culpa do treinador, seja quem estiver aqui. Não tenho dúvida que tenha alguém quebrando mais a cabeça que eu para estarmos naquele nível do ano passado. Acho que tem a questão mental e de ansiedade, o medo de errar, e todas as peças vão caindo e pioram a performance", avaliou Filipe Luís.
O ambiente hostil, marcado por vaias antes do apito inicial e durante o intervalo da partida, foi tratado com naturalidade e compreensão pelo ex-lateral. Filipe Luís rechaçou qualquer postura de vitimismo e afirmou que a "carência" de apoio sentida pelo grupo é reflexo direto dos tropeços recentes. Para ele, o carinho do torcedor não se pede, se conquista com futebol.
"Sobre as vaias, a gente entende. Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Precisam mostrar em campo. A gente está carente, digamos, mas por culpa nossa", pontuou o treinador do Flamengo após a vitória.
Titular na vitória sobre o Madureira, zagueiro reconhece dívida com a torcida, justifica celebrações contidas e projeta decisão da Recopa contra o Lanús
23 Fev 2026 | 11:21 |
Mesmo após a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira neste domingo (22), pela semifinal do Campeonato Carioca, o clima entre os jogadores do Flamengo não foi de euforia. Titular na partida, o zagueiro Danilo explicou na zona mista do Maracanã o motivo das comemorações discretas durante os gols e fez uma análise sincera sobre a fase atual da equipe, já projetando a decisão da Recopa Sul-Americana.
Ao ser questionado sobre a postura séria do time, Danilo não se esquivou. O defensor reconheceu que o desempenho coletivo está aquém do que o elenco pode oferecer e do que a torcida exige. Segundo ele, o triunfo no Estadual era uma obrigação, o que justifica a ausência de festas exageradas após balançar as redes.
"Sabemos que estamos muito aquém daquilo que é o potencial desse elenco, daquilo que o Flamengo pede e que a torcida demanda de nós. Obviamente, hoje não existia outro resultado a não ser a vitória para nós. Até por isso, por entender que não é um momento de festa, de fazer muita algazarra, os gols tiveram uma comemoração um pouco mais comedida e reflexiva", afirmou o jogador.
Com foco total na quinta-feira (26), quando o Flamengo encara o Lanús pelo jogo de volta da Recopa, Danilo reforçou o compromisso do grupo em reverter o resultado adverso da ida e conquistar o título no Maracanã. O zagueiro, que se declara flamenguista, afirmou entender a frustração e as cobranças vindas da arquibancada.
Danilo enaltece torcida: "O Flamengo é do povo"
"O torcedor está no direito, deve demandar de nós, porque a gente está aqui para isso: para vencer e ter atuações importantes. O Flamengo é do povo, eles demandam, pagam ingresso, nos empurram. Cabe a nós ter lucidez em campo", declarou.
Para a decisão continental, Danilo pregou equilíbrio. Segundo o atleta, o time precisará atacar, mas com responsabilidade defensiva para não sofrer contratempos. "Temos que ser inteligentes, temos que ser lúcidos. Tenho absoluta confiança de que quinta-feira vai ser uma noite importante para nós", finalizou.
Mesmo com a vitória tranquila sobre o Madureira, o ambiente no Ninho do Urubu segue pesado; mandatário cobrou elenco e comissão técnica
23 Fev 2026 | 10:54 |
A vitória por 3 a 0 sobre o Madureira trouxe apenas um alívio momentâneo ao Flamengo. Nos bastidores, o clima segue tenso às vésperas da decisão contra o Lanús, pela final da Recopa Sul-Americana. A partida, marcada para quinta-feira, no Maracanã, ganhou caráter decisivo para a diretoria e a comissão técnica. Internamente, o cenário é tratado como “tudo ou nada”.
A pressão aumentou após tropeços recentes na temporada. A perda da Supercopa, a derrota no jogo de ida da Recopa e atuações irregulares no Carioca acenderam o alerta. Mesmo com alto investimento e manutenção das principais estrelas, o desempenho é considerado abaixo do esperado pela cúpula do clube.
Diante disso, o presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) foi ao CT e realizou reuniões duras com o técnico Filipe Luís, o diretor José Boto e lideranças do elenco. A intervenção direta deixou claro o nível de insatisfação da diretoria. A cobrança por melhora imediata elevou ainda mais a temperatura no Ninho do Urubu.
O ambiente interno mudou. Relatos indicam ruídos na comunicação e desconforto de jogadores com decisões táticas e falta de diálogo. A comemoração contida na vitória sobre o Madureira evidenciou o clima diferente. Além disso, posturas recentes da presidência em negociações e no uso de titulares também geraram atritos.
Pressionado, Filipe Luís afirmou que vê a cobrança como algo natural no Flamengo. O treinador classificou a pressão como “privilégio” e destacou a necessidade de equilíbrio diante das críticas. Agora, o foco total é reverter o cenário contra o Lanús. A conquista da Recopa é vista como fundamental para evitar uma crise mais profunda no início da temporada.
Fluminense vence o Vasco e abre vantagem para uma possível final contra Flamengo
22 Fev 2026 | 20:42