Futebol
24 Set 2024 | 12:22 |
Nascido no Rio de Janeiro, cria do Flamengo e com um currículo recheado de títulos no futebol brasileiro, o volante Camacho concedeu uma exclusiva ao Lance! e falou sobre a trajetória da sua carreira. Com passagens gloriosas pelo Corinthians, Atheltico-PR, Botafogo e Santos, o volante relembrou momentos marcantes.
Camacho chegou ao Rubro-Negro ainda muito jovem, aos nove anos de idade. Pelo clube carioca, fez toda sua trajetória na base, passando pelo futsal até estrear pelo profissional em 2008. Foi emprestado para o Paraná para ganhar experiência, mas fez parte do elenco estrelado campeão brasileiro de 2009.
Apesar de muito novo, o jogador relembra o vestiário com alguns craques do time, e a importância desses jogadores mais os jovens da base.
– Uma experiência muito boa. Jogava no Flamengo desde os nove anos de idade. Fiz minha base toda lá, passei muito tempo no clube. Nos primeiros anos a gente já conseguiu ser campeão brasileiro com aquele time que fez história. Eu não joguei muito, estava subindo, então estava começando a entender como que é o profissional. Muita diferença da base. Mas para mim foi muito bom, jogar com tantos craques, ganhar esse título e conseguir fazer história no Flamengo.
Como era a resenha no vestiário?
– Cada um tinha sua forma de liderar. Tinha muitos caras de nomes já. O Adriano era um ídolo. Quando ele chegava no vestiário a gente da base não sabia nem muito o que fazer. Era muito respeitado, e dentro de campo nem tem muito o que falar. Ele e os Petkovic foram os principais jogadores daquele título. O Pet era mais na dele, mais fechado. Léo Moura já era mais resenha, Adriano também, tratava todo mundo da base super bem. Foi um tempo que o time se dava muito bem, por isso que conseguiu chegar no título.
Depois do Flamengo, o jogador acabou sendo emprestado para alguns clubes como Paraná, Goiás, Bahia, até que chegou no Audax, quando chegou na final do Campeonato Paulista em 2026, contra o Corinthians. A partir daí, foi um divisor de águas na carreira de Camacho.
Com o desempenho no estadual, o Timão se interessou e começou então, uma história que durou cerca de cinco anos
– Foi um período muito bom. Um divisor de águas na minha vida. Cheguei no Corinthians com 26 anos, já era um pouco mais velho, então eu estava mais preparado. Consegui ter uma boa sequência, joguei vários jogos, conseguimos alguns títulos. Fui campeão brasileiro e dois paulistas. Foi o principal clube da minha carreira. Tenho muito à agradecer ao Corinthians, porque dali em diante que minha carreira começou a fluir.
Em meio a contratos no Timão, o jogador foi emprestado para o Athletico-PR e viveu o melhor momento do clube, conquistando uma Sul-Americana e uma Copa do Brasil.
– Eu chego em 2018 e já era um time muito bem. A gente via que ia dar certo, tanto que fomos campeões da Sul-Americana. Em seguida, o Athletico pediu mais um ano de empréstimo e o Corinthians cedeu, e eu comecei muito bem, com uma boa sequência de jogos.
Depois de conquistar um Brasileirão, Sul-Americana, dois Campeonatos Paulistas e Copa do Brasil. Camacho revelou qual título mais o marcou na carreira.
– O que mais me marcou foi o Brasileirão de 2017 pelo Corinthians. Foi o que eu mais joguei, participei de quase todos os jogos.
A boa sequência no comando de Tiago Nunes fez com que o volante voltasse para o Corinthians, junto ao técnico, e ficasse mais dois anos no clube paulista, até ser vendido ao Santos, em 2021.
No Alvinegro Praiano, Camacho ficou por três temporadas. Durante o período, o Santos viveu altos e baixos. Apesar da luta contra o rebaixamento, em 2021 e 2022, o clube se manteve vivo e seguro no meio da tabela. Mas não conseguiu escapar do descenso em 2023.
Depois das três temporadas no Peixe, Camacho fechou com o Guarani para jogar a Série B nesta temporada. O Bugre é o atual lanterna da do campeonato e luta contra o rebaixamento para a terceira divisão. O jogador falou sobre as trocas de treinadores durante a temporada.
– Eu cheguei no início do ano, e foi difícil. O time não conseguia encaixar. Tinha muita troca de treinador, no estadual foram dois, até o momento que eu estava já tinham sido cinco treinadores, então o time não conseguia ter resultado. Tá sendo um ano difícil, mas espero que o Guarani consiga se livrar nessa reta final.
O volante encerrou seu contrato com o Guarani na janela de meio do ano e revela estar se preparando individualmente para voltar na próxima temporada.
– Estou treinando para o ano que vem. Me preparando por fora, contratei um preparador físico para treinar todo dia. Não penso em aposentar agora não. Tenho pelo menos mais três ou quatro anos para jogar.
Com mais de 62 mil vozes no Maracanã, o Rubro-Negro estabelece nova marca de audiência presencial no campeonato e consolida liderança isolada em média
20 Mar 2026 | 19:34 |
A vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre o Remo, ocorrida na última quinta-feira (19), não apenas garantiu três pontos importantes na tabela da sétima rodada do Campeonato Brasileiro, mas também entrou para a história desta edição. O Maracanã recebeu um total de 62.075 espectadores, estabelecendo o novo recorde de público da Série A em 2026.
Este novo número ultrapassa o recorde anterior, que também havia sido registrado no estádio carioca. Na segunda rodada da competição, durante o empate em 1 a 1 contra o Internacional, 56.421 torcedores estiveram presentes para recepcionar o atual campeão brasileiro de 2025.
Agora, com o triunfo sobre a equipe paraense, o clube eleva sua média de público para impressionantes 55.237 pessoas por partida, distanciando-se largamente de outros clubes nacionais. Vale lembrar que o Flamengo também obteve a maior média de público no ano anterior.
O abismo entre o engajamento da torcida flamenguista e o restante dos clubes é nítido nas estatísticas. Enquanto o Flamengo lidera com folga, o Bahia ocupa a segunda posição com média de 38.929 torcedores. Na sequência, o Fluminense registra 26.019, seguido de perto pelo Corinthians com 25.299.
O "Top 5" é encerrado pelo Coritiba, que em seu retorno à elite após dois anos, atrai 25.239 pessoas por jogo. Embora o recorde do Brasileirão pertença ao Maracanã, a maior marca do ano no Brasil ainda é do Mané Garrincha, onde 71.244 pessoas assistiram à final da Supercopa Rei entre Corinthians e Flamengo em fevereiro.
Mengão é a segunda equipe que mais vezes ganhou o Alvinegro em sua própria casa e está perto de empatar com o primeiro colocado
20 Mar 2026 | 18:15 |
O Flamengo entra em campo neste domingo, às 20h30 (horário de Brasília), com um objetivo especial diante do Corinthians: alcançar um feito histórico na Neo Química Arena. Caso vença o confronto válido pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, o Rubro-Negro se tornará o clube que mais derrotou o time paulista em seu estádio.
Atualmente, o recorde pertence ao Palmeiras, que soma sete vitórias sobre o Corinthians na arena. O Flamengo aparece logo atrás, com seis triunfos, e pode igualar, e ultrapassar, essa marca caso conquiste mais um resultado positivo em São Paulo.
O histórico do confronto em Itaquera reforça a confiança rubro-negra. Em 16 jogos disputados no estádio, o Flamengo leva vantagem: são seis vitórias, contra cinco do Corinthians, além de cinco empates. No número de gols marcados, o domínio também é do time carioca, que balançou as redes 21 vezes, contra 16 do adversário.
Nos encontros mais recentes, o cenário segue positivo. Nos últimos dez confrontos entre as equipes, o Flamengo venceu cinco vezes, perdeu três e empatou duas. A vitória mais recente em Itaquera aconteceu no Brasileirão do ano passado, quando o time carioca venceu por 2 a 1, com gols de Arrascaeta e Luiz Araújo. Yuri Alberto marcou para o Corinthians.
O Flamengo também é responsável pela maior derrota do Corinthians na Neo Química Arena: o 5 a 1 aplicado em 2020, pelo Campeonato Brasileiro. O placar expressivo marcou a história do estádio e foi igualado apenas pelo Bahia, em 2023.
Além da busca pelo recorde, o Flamengo encara o duelo como oportunidade de “dar o troco” pela derrota na Supercopa, em janeiro deste ano, quando o Corinthians venceu por 2 a 0 e ficou com o título. A partida marcou a reestreia de Lucas Paquetá com a camisa do Mengão, após o meia se tornar a mais cara contratação da história do clube.
Após superar o Remo, o elenco rubro-negro se prepara para uma sequência decisiva contra Corinthians, Bragantino e Santos pelo cenário nacional
20 Mar 2026 | 18:06 |
Com o encerramento do confronto diante do Remo, o Flamengo, liderado pelo técnico Leonardo Jardim, redireciona seu foco para uma série de partidas consideradas cruciais. O calendário do futebol brasileiro não oferece pausas, exigindo que a comissão técnica utilize a profundidade do banco de reservas para manter a competitividade em alto nível.
O primeiro grande teste desta nova fase ocorre já no próximo domingo, dia 22 de março. O Rubro-Negro viaja até São Paulo para enfrentar o Corinthians no estádio de Itaquera, em um duelo frequentemente apelidado de "Encontro das Nações".
A partida está agendada para as 20h30 (horário de Brasília). O time da casa entra em campo sob forte pressão de sua torcida por resultados, enquanto o Flamengo busca consolidar sua filosofia de jogo sob o comando de Jardim. A transmissão exclusiva do embate será realizada pelo sistema de pay-per-view Premiere.
Dando continuidade à maratona como visitante, o "Mais Querido" se desloca para o interior paulista no dia 1º de abril, uma quarta-feira. O adversário será o Red Bull Bragantino, no Estádio Nabi Abi Chedid. Conhecido pelo estilo de jogo acelerado e pressão alta, o time de Bragança Paulista costuma impor dificuldades aos grandes clubes. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda marcou o horário oficial.
Para encerrar este ciclo de três jogos fundamentais, o Flamengo retorna aos seus domínios no domingo, dia 5 de abril. O adversário da vez é o Santos, em um dos clássicos interestaduais mais tradicionais do país. O palco será o Maracanã, onde a força das arquibancadas é vista como o diferencial para que Leonardo Jardim conquiste os três pontos e mantenha a equipe nas posições de vanguarda da tabela.