Futebol
06 Jan 2026 | 09:45 |
Flamengo e Cruzeiro escreveram mais um capítulo de uma relação marcada por negociações conturbadas e, em muitos casos, frustradas. A negativa definitiva pela transferência do atacante Kaio Jorge se soma a outros episódios que envolveram os presidentes Luiz Eduardo Baptista (Bap) e Pedro Lourenço, desde que ambos assumiram o comando de seus respectivos clubes.
Além do desgaste provocado pelas propostas recusadas, o clube mineiro se irritou com a tentativa de convencimento feita diretamente ao atleta. O técnico Filipe Luís entrou no circuito para tentar seduzir Kaio Jorge com um projeto esportivo no Rio de Janeiro.
A diretoria rubro-negra só se preparava para uma nova investida porque recebeu a sinalização de que o jogador via com bons olhos a transferência. Ainda assim, o acordo não avançou. Nos bastidores, dirigentes do Cruzeiro chegaram a cogitar uma ação junto à Fifa, alegando possível assédio. A informação foi publicada primeiramente pelo portal GE.
As tratativas pelo centroavante foram conduzidas diretamente entre os dois mandatários, sem a participação dos departamentos de futebol. O Flamengo aguardava uma reunião da diretoria mineira com o jogador para apresentar uma nova oferta, superior aos 30 milhões de euros (R$ 189,9 milhões) colocados inicialmente na mesa. No entanto, o Cruzeiro optou por encerrar as conversas.
Essa não foi a primeira negociação que terminou com desconforto entre as partes. O primeiro contato entre Bap e Pedrinho aconteceu no início de 2025, envolvendo o zagueiro Fabrício Bruno. O principal entrave, à época, foi a forma de pagamento. O clube mineiro desejava parcelar o valor, enquanto o Flamengo exigia pagamento à vista ou garantias bancárias. A postura não foi bem recebida em Belo Horizonte e deixou marcas na relação.
A forma de pagamento voltou a ser um problema meses depois, nas conversas envolvendo Matheus Gonçalves. Em julho, os dois presidentes chegaram a um acordo para a ida do jovem a Belo Horizonte, mas o clube carioca voltou atrás e desistiu da negociação, surpreendendo inclusive o jogador. Naquele momento, as partes discutiam um acordo de 3,5 milhões de euros — cerca de R$ 22 milhões — por 50% dos direitos econômicos do atleta. Com a desistência, o meia acabou negociado com o Al-Ahli.
Após esse episódio, Pedrinho demonstrou forte insatisfação e passou a adotar uma postura mais rígida, decidindo não facilitar futuras negociações com o Flamengo. Ainda assim, o desgaste continuou crescendo, culminando na recente novela envolvendo Kaio Jorge. A relação entre os clubes, que já era delicada, entra em 2026 com mais um atrito relevante nos bastidores do mercado brasileiro.
Mengão está perto de acertar a contratação do jogador fazendo a mais cara negociação da história do Brasil, mas comentarista vê valor como ‘baixo’
27 Jan 2026 | 19:00 |
Para o jornalista Marcelo Bechler, comentarista da TNT Sports, os valores acertados entre Flamengo e West Ham pela contratação de Lucas Paquetá estão bem abaixo do que o camisa 10 representa tecnicamente. Em análise feita nesta terça-feira (27), durante o programa De Placa, Bechler classificou a negociação acima de 40 milhões de euros, cerca de R$ 260 milhões na cotação atual, como uma verdadeira “pechincha”.
Bechler sobre valor pago pelo Flamengo por Paquetá: "vale mais do que € 40 milhões..."
“40 milhões de euros (R$ 256 milhões) é uma pechincha pelo Lucas Paquetá! O Paquetá vale mais do que € 40 milhões. Quando saiu a notícia, eu falei: o West Ham só vai liberar por € 40 a 45 milhões se ele for muito legal com o jogador”, disse o jornalista.
Bechler contextualizou a desvalorização citando o interesse do Manchester City, que chegou a sinalizar uma oferta próxima de 90 milhões de euros antes das investigações relacionadas a apostas esportivas, das quais o Cria do Ninho foi inocentado em 2025. Para o comentarista, a saída do clube inglês da disputa foi determinante.
É um cara que vale mais. Mas, por outro lado, 2 anos atrás, era um cara que valia € 90 milhões (R$ 558 milhões), o dobro. E aí passou o bonde do Manchester City. O Flamengo já tem um bom time. Não adianta ir atrás de jogadores de 10 a 15 milhões de euros (R$ 62 a 93 milhões), porque esses jogadores o Flamengo já tem, e por isso ganhou o Brasileirão, a Libertadores e deu jogo com o PSG", finalizou.
A percepção de negócio altamente vantajoso ganhou força após a confirmação de um acordo verbal entre as partes. Segundo a imprensa inglesa, o West Ham aceitou uma proposta na casa dos 36 milhões de libras e ainda abriu mão da exigência de manter Paquetá por empréstimo até o fim da temporada.
Dois fatores foram decisivos para esse desfecho: a vontade firme do jogador em retornar ao Flamengo e o desempenho recente do West Ham sem o meia, com três vitórias consecutivas, o que deu segurança à diretoria londrina para liberá-lo. Com valores considerados abaixo do mercado e termos praticamente definidos, restam apenas trâmites burocráticos para Lucas Paquetá ser anunciado oficialmente e retornar ao clube onde foi revelado.
Mengão e o meia já tem acerto para um retorno há dias, restando apenas que o clube entre em acordo com o West Ham para a liberação
27 Jan 2026 | 18:00 |
Nas últimas horas, surgiram informações de que Lucas Paquetá assinaria contrato de quatro temporadas, mas o cenário mudou. A tendência agora é que o meia firme vínculo por cinco anos. A atualização foi divulgada pelo jornalista Venê Casagrande.
Para repatriar o jogador, o clube carioca vai desembolsar cerca de 41,2 milhões de euros, valor próximo de R$ 256 milhões na cotação atual. O atleta aguarda apenas a definição dos últimos detalhes para organizar a viagem ao Rio de Janeiro. O acordo está bem encaminhado, restando ajustes burocráticos.
Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, o West Ham exigia inicialmente que o valor total da negociação fosse quitado em até 18 meses. Após novas rodadas de conversas, houve avanço, e o prazo foi estendido para 30 meses. A mudança foi considerada fundamental para manter o equilíbrio financeiro da operação e viabilizar o retorno do meia revelado pelo Flamengo.
A principal pendência envolve o valor exato das parcelas. O clube inglês deseja receber uma quantia maior logo no início do acordo, ponto que ainda gera divergência entre as partes. Esse ajuste é tratado como o último entrave antes da oficialização da contratação.
Internamente, a expectativa é contar com Lucas Paquetá já na decisão da Supercopa do Brasil. O duelo contra o Corinthians está marcado para o dia 1º de fevereiro, às 16h (horário de Brasília), no Estádio Mané Garrincha. A possibilidade é que Filipe Luís tenha o meia, ao menos, como opção no banco de reservas.
Situação financeira do clube inglês é o principal ponto que impede o acerto de sair e a confirmação do retorno do meia ao Mengão
27 Jan 2026 | 17:00 |
O Flamengo avançou nas tratativas para contratar Lucas Paquetá, do West Ham, mas ainda enfrenta um obstáculo importante para concluir o acordo. O principal entrave está relacionado ao Fair Play Financeiro europeu, que influencia diretamente a forma de pagamento exigida pelo clube inglês. A informação é do jornalista Mauro Cezar Pereira.
O West Ham aceitou negociar o meia por cerca de 41,25 milhões de euros, porém tenta alterar a estrutura do pagamento. A exigência é por um valor mais elevado já na primeira parcela, cenário que não agrada à diretoria rubro-negra neste momento.
A cobrança por uma entrada maior ocorre porque, na América do Sul, não há um sistema de Fair Play Financeiro nos moldes do adotado na Europa. Com isso, instituições financeiras internacionais que antecipam valores aos clubes vendedores enxergam maior risco na operação e, consequentemente, cobram taxas mais altas para liberar os recursos ao West Ham.
Se o Flamengo estivesse inserido em um ambiente regulado por Fair Play Financeiro, a transação seria considerada mais segura pelos ingleses. Mesmo com finanças organizadas e histórico de pagamentos em dia, o fato de o clube ser brasileiro pesa negativamente na avaliação das instituições envolvidas.
Em um cenário de negociação com outro clube da Inglaterra, por exemplo, o West Ham teria maior garantia de recebimento integral do valor acordado. Isso porque os times da Premier League seguem regras rígidas de controle financeiro, o que reduz riscos e facilita a antecipação de pagamentos no mercado europeu.