Futebol
16 Mar 2025 | 18:22 |
Antes mesmo do início da partida, jogadores de ambas as equipes já demonstravam preocupação com a arbitragem. As declarações pré-jogo refletiam a tensão em relação à condução do clássico decisivo, evidenciando a expectativa por uma atuação equilibrada dos árbitros. No primeiro confronto da final, realizado na quarta-feira (12), o Flamengo venceu o Fluminense por 2 a 1, com gols de Wesley e Juninho. Com esse resultado, o Rubro-Negro entrou em campo no domingo com a vantagem do empate para garantir o título estadual.
DOMÍNIO RUBRO-NEGRO NO PRIMEIRO TEMPO
Durante o primeiro tempo da partida decisiva, o Flamengo demonstrou superioridade nas ações ofensivas. A equipe criou diversas oportunidades de gol, pressionando a defesa tricolor e exigindo boas defesas do goleiro Fábio. No entanto, apesar das chances criadas, o placar permaneceu inalterado até o intervalo.
POLÊMICA DA ENTRADA DE OTÁVIO EM DE LA CRUZ
O lance envolvendo Otávio e De La Cruz intensificou a tensão no clássico. A decisão do árbitro de não consultar o VAR e aplicar apenas o cartão amarelo gerou debates sobre a condução da arbitragem na partida. Torcedores e comentaristas esportivos questionaram a interpretação do juiz diante da gravidade da falta. Após o incidente, jogadores e membros da comissão técnica do Mais Querido manifestaram insatisfação com a decisão da arbitragem.
A expectativa era de uma análise mais criteriosa do lance, considerando a possibilidade de expulsão do volante tricolor. A pressão sobre o árbitro aumentou, refletindo a importância do confronto e a necessidade de decisões precisas. No retorno para a segunda etapa, o Fluminense tentou equilibrar as ações e buscar o gol que poderia mudar o rumo da decisão.
A equipe tricolor aumentou a intensidade, criando algumas oportunidades, mas esbarrou na sólida defesa do CRF e nas intervenções seguras do goleiro rubro-negro. Com a vantagem adquirida no primeiro jogo e a solidez demonstrada na partida de volta, o Flamengo conseguiu administrar o resultado. Mesmo diante das investidas do Fluminense.
Diretor de futebol vive momento de desgaste no clube tanto com jogadores quanto com funcionários e presidente Bap já planeja troca no função
05 Mar 2026 | 16:20 |
O prestígio de José Boto à frente da direção de futebol do Flamengo aparenta estar perto do fim. O desgaste do português com os jogadores e funcionários do Ninho do Urubu já leva o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, a procurar outro profissional para uma troca no cargo. A informação é do jornalista Pedro Ivo Almeida, da ESPN.
A saída de Filipe Luís deixou ainda mais visível a situação do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, que já vinha enfrentando insatisfação interna no Ninho do Urubu. Atletas e funcionários apontam vaidade, pouca comunicação direta e até exigências de serviços particulares como motivos de incômodo.
Boto mantém contato diário com o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e é descrito como inflexível e, em algumas situações, grosseiro. Entre suas exigências inusitadas, funcionários devem se dirigir a sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a cada duas semanas para limpeza e organização, mesmo com toda a infraestrutura do Ninho do Urubu, que conta com serviço de hotelaria interno.
O distanciamento entre Boto e os atletas ficou mais evidente após a reunião no CT, na terça-feira (3), que ocorreu logo depois da demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o diretor destacou que os jogadores tiveram responsabilidade na saída do técnico, e o grupo absorveu a fala sem reagir. O comportamento vaidoso do dirigente é frequentemente notado pelos atletas.
Após vitórias, Boto cumpre o protocolo e entra em campo para cumprimentar os jogadores. No entanto, durante derrotas, como na Supercopa do Brasil contra o em Brasília, ele permaneceu no túnel de acesso ao gramado, fumando, gerando comentários internos: “Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, comentou um dos líderes do elenco à ESPN.
Apesar de alto histórico de utilização da base por parte de Filipe Luís, treinador tinha preferência por jogadores já consolidados
05 Mar 2026 | 16:00 |
A utilização de jogadores formados no Flamengo perdeu espaço nos últimos anos, especialmente diante do aumento do investimento em contratações de peso e elencos cada vez mais caros. Mesmo assim, durante a passagem de Filipe Luís como treinador, alguns jovens ganharam oportunidades e começaram a aparecer com mais frequência no time principal.
Agora, a chegada de Leonardo Jardim abre uma nova possibilidade para a base rubro-negra. O treinador português tem histórico de trabalhar com jovens atletas e participou diretamente do desenvolvimento de jogadores que posteriormente se destacaram no futebol europeu.
Entre os técnicos que comandaram o clube desde 2019, Filipe Luís foi o segundo que mais utilizou jogadores formados no Ninho do Urubu, ficando atrás apenas de Rogério Ceni. Ainda assim, poucos atletas tiveram minutagem significativa durante seu período à frente da equipe. Nos 101 jogos em que esteve no comando, apenas três jogadores da base ultrapassaram a marca de 30 partidas: Evertton Araújo, Wesley e Wallace Yan.
Apesar de conhecer bem os jovens, já que trabalhou com muitos deles nas categorias sub-17 e sub-20, a média de utilização da base por partida foi baixa, de 0,17 atleta por jogo. O índice é superior apenas ao registrado por Jorge Jesus, que teve média de 0,15. O levantamento é do portal ‘GE’.
Leonardo Jardim construiu reputação justamente por desenvolver talentos. Um dos exemplos mais emblemáticos é o de Kylian Mbappé, lançado por ele aos 17 anos no AS Monaco. Outro caso de destaque é o meia Bernardo Silva, atualmente destaque do Manchester City.
Durante sua passagem pelo Cruzeiro, o treinador também se envolveu diretamente em decisões relacionadas à formação de jogadores. Uma das medidas foi pedir que a base voltasse a treinar na Toca da Raposa II, próxima ao elenco profissional, para facilitar a observação e acelerar o processo de transição.
Mengão tem um dos principais elencos da América Latina e treinador vê semelhanças no rubro-negro com o que faz o clube merengue
05 Mar 2026 | 15:25 |
A busca do Flamengo por um atacante com características de velocidade e profundidade ganhou um novo capítulo após a coletiva de apresentação de Leonardo Jardim. O treinador revelou que o clube tentou contratar Kaio Jorge no início da temporada, movimento ligado diretamente ao desempenho do atacante sob seu comando no Cruzeiro em 2025.
Leonardo Jardim compara o Flamengo no mercado com o Real Madrid: " tem que estar sempre de olho em todos os mercados..."
A diretoria rubro-negra buscava justamente um jogador com capacidade de atacar espaços e dar profundidade ao sistema ofensivo, características que o técnico português considera importantes para equilibrar o estilo de jogo da equipe.
Durante a entrevista, Leonardo Jardim foi questionado sobre a necessidade de novos reforços para o setor ofensivo. O treinador respondeu com uma visão ambiciosa sobre o funcionamento de grandes clubes, comparando o Flamengo ao Real Madrid. Segundo ele, equipes vencedoras precisam estar sempre atentas ao mercado, mesmo após grandes investimentos — como os cerca de R$ 300 milhões aplicados recentemente pelo clube, incluindo a contratação de Lucas Paquetá.
“Sobre o elenco, acredito que uma equipe como o Flamengo tem que estar sempre de olho em todos os mercados. O Real Madrid, clube da dimensão do Flamengo, todo ano troca um ou dois jogadores. É importante pela motivação, para entrar novos jogadores, as dinâmicas.”
Apesar da comparação e da defesa de ajustes constantes no elenco, o treinador fez questão de destacar que está satisfeito com as opções que encontrou no Ninho do Urubu: “Estou extremamente satisfeito com esses jogadores. Eles mostraram em um passado recente a sua capacidade.”
Leonardo Jardim também analisou as características do grupo rubro-negro. De acordo com o treinador, o elenco possui perfil mais voltado à posse de bola do que às transições rápidas. A avaliação ajuda a explicar a busca inicial por um atacante com perfil diferente, capaz de oferecer maior profundidade ao sistema ofensivo.
“Eu, como forma exterior, vi o Flamengo durante os 12 meses que estive no Brasil ano passado. Conheço a qualidade dos nossos jogadores. Em termos de características, tenho uma equipe com mais características de posse do que de transição.”