Futebol
10 Jan 2025 | 11:32 |
O projeto de venda de cadeiras cativas para o futuro estádio do Flamengo, localizado na área do Gasômetro, será revisado pela gestão de Luiz Eduardo Baptista, o Bap. De acordo com informações do jornalista Rodrigo Mattos, a nova administração não concorda com as estimativas da gestão anterior, liderada por Rodolfo Landim, que previa arrecadar cerca de R$ 150 milhões com a iniciativa.
Planejamento da gestão Landim
No modelo apresentado por Landim, seriam disponibilizadas 1.000 cadeiras cativas, com preço inicial de R$ 150 mil cada. A venda seria feita por meio de um sistema de leilão, denominado book building, desenvolvido em parceria com um banco de São Paulo. Neste formato, as ofertas mais altas prevaleceriam, e as mil propostas mais valiosas seriam aceitas.
O objetivo era utilizar a arrecadação para recompor o caixa do clube, cobrindo o gasto de R$ 138 milhões com a compra do terreno. A expectativa era que os recursos entrassem ainda no início de 2025, fazendo parte do orçamento anual planejado pela gestão Landim.
“A ideia era separar as contas do terreno, do futebol e do clube em geral. O Landim queria repor ao clube o dinheiro investido na compra do terreno com essa venda das cativas”, explicou Rodrigo Mattos.
Mudança de planos com Bap
Assim que assumiu a presidência para o triênio 2025-2027, Bap cancelou o acordo com o banco responsável pelo projeto. Segundo o jornalista, a nova diretoria acredita que o planejamento não estava bem fundamentado, principalmente devido à indefinição em torno da construção do estádio.
“A atual direção entende que o projeto não é bom, que não foi bem traçado e que não fazia sentido do ponto de vista econômico. O estádio ainda não está nem construído, e não havia uma precificação adequada neste momento”, apontou Mattos.
Impacto financeiro
A decisão gerou uma discrepância de aproximadamente R$ 150 milhões no orçamento inicial previsto pela gestão anterior. Landim tinha como tese a certeza de haver grande interesse pelas cadeiras cativas, considerando a alta demanda por ingressos e produtos relacionados ao Flamengo.
Por outro lado, a gestão de Bap prefere adotar uma abordagem mais conservadora, aguardando avanços no projeto do estádio para definir estratégias de arrecadação.
Próximos passos
A construção do estádio no Gasômetro ainda está em fase inicial, e novas propostas para financiar o empreendimento devem ser avaliadas. A expectativa é que o Flamengo continue buscando formas de manter o equilíbrio financeiro enquanto desenvolve o projeto do estádio próprio, considerado um marco na história do clube.
Diretoria rubro-negra foca energias na contratação do atacante do Cruzeiro e propõe pacote total de R$ 207 milhões; Filipe Luís busca mobilidade para o ataque
05 Jan 2026 | 19:00 |
Mesmo diante da resistência inicial encontrada nas negociações com o Cruzeiro, o Flamengo mantém a confiança e segue tratando a contratação de Kaio Jorge como prioridade absoluta nesta janela de transferências. Em contato com a reportagem do portal Gazeta do Urubu, uma fonte ligada à cúpula do clube assegurou que o foco está totalmente voltado para o atacante celeste: "Flamengo está colocando as energias no Kaio Jorge. Ele é o nosso foco", garantiu.
A persistência do clube carioca se justifica pelo alinhamento entre a direção e a comissão técnica. O treinador Filipe Luís solicitou especificamente um atacante com características de mobilidade e velocidade, buscando uma alternativa tática ao estilo de jogo de Pedro, que atua como um centroavante de ofício e referência na área.
Para convencer o time mineiro, o Flamengo formalizou uma proposta que envolve cifras complexas e recordes para o cenário nacional. A oferta consiste em 24 milhões de euros em dinheiro, somados à cessão definitiva dos direitos econômicos de Everton Cebolinha. Internamente, o Flamengo avalia o ponta em 8 milhões de euros, o que totaliza um pacote de 32 milhões de euros (aproximadamente R$ 207 milhões).
Nos bastidores da Gávea, a avaliação é de que esta operação configuraria a maior contratação da história do futebol brasileiro. Matematicamente, o valor total já supera em 12 milhões de euros a melhor proposta vinda do futebol europeu pelo atleta.
No entanto, o principal entrave continua sendo a postura de Pedro Lourenço, gestor da SAF do Cruzeiro. O mandatário fixou o preço de saída de Kaio Jorge em 50 milhões de euros, criando uma diferença de 18 milhões de euros (cerca de R$ 116 milhões) entre o oferecido e o pedido.
Duelo contra a Portuguesa pela 5ª rodada sofre alteração de data devido à disputa da Supercopa do Brasil; Raulino de Oliveira surge como favorito
05 Jan 2026 | 17:00 |
O pontapé inicial do Flamengo na temporada de 2026 já tem data e adversário confirmados, mas o palco do espetáculo permanece uma incógnita. O Rubro-Negro fará sua estreia no Campeonato Carioca diante da Portuguesa-RJ no próximo dia 11 de janeiro, às 18h (horário de Brasília). O confronto, válido pela 5ª rodada do Estadual, foi antecipado para ajustar o calendário do clube visando compromissos nacionais.
Originalmente, o embate com a Lusa estava agendado para o dia 31 de janeiro. No entanto, a Federação promoveu a mudança em virtude da decisão da Supercopa do Brasil. O Mengão disputará o título contra o Corinthians no dia 1º de fevereiro, o que inviabilizaria a realização da partida pelo Cariocão na data inicial.
Apesar da definição da data, Flamengo e Portuguesa-RJ ainda não bateram o martelo sobre onde a bola vai rolar. Os bastidores seguem movimentados com a análise de diferentes alternativas para sediar o jogo. No momento, três estádios aparecem como possibilidades reais: o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda; o Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador; e Moça Bonita, em Bangu.
Segundo informações apuradas pelo jornalista Venê Casagrande, o estádio Raulino de Oliveira desponta como o favorito para receber o confronto. O local possui um histórico recente positivo de jogos do Flamengo, o que facilita a logística operacional.
Embora Volta Redonda lidere a preferência, o Estádio Luso-Brasileiro , casa da própria Portuguesa, não está descartado e segue sob avaliação, correndo por fora na disputa. Moça Bonita é a terceira via considerada.
Clube paulista já possui acerto com o volante para a temporada 2026, mas crise econômica e endividamento bilionário do Morumbi geram cautela na diretoria
05 Jan 2026 | 16:15 |
O desejo do São Paulo em contar com o volante Allan e a vontade do Flamengo em negociar o atleta pareciam caminhar para um desfecho rápido, mas a realidade financeira se impôs como uma barreira. Embora as partes esportivas estejam alinhadas, uma questão central impede o avanço da transferência: o temor do clube carioca em relação à saúde financeira do Tricolor Paulista.
As tratativas, que visam reforçar o elenco são-paulino para 2026, esbarram na política de austeridade e segurança de pagamentos adotada pela gestão do Flamengo, que analisa minuciosamente os riscos de crédito de seus parceiros comerciais.
Para o departamento de futebol do São Paulo, a contratação de Allan é vista como estratégica. Segundo informações do portal UOL, o clube do Morumbi projeta o volante rubro-negro como um dos protagonistas da equipe para a temporada de 2026. O alinhamento entre o clube paulista e o estafe do jogador já existe, com bases salariais e projeto esportivo definidos.
No entanto, conforme apurado pelo jornalista Valentin Furlan, a diretoria do Flamengo mantém um "pé atrás" na negociação. A relutância não diz respeito à liberação do atleta, mas sim à incerteza sobre o cumprimento das obrigações financeiras por parte do comprador, dado o cenário econômico delicado vivido pelo São Paulo.
A cautela do Flamengo é fundamentada nos números recentes apresentados pelo rival interestadual. O Rubro-Negro, que vive um momento de estabilidade e responsabilidade fiscal, seleciona criteriosamente com quem faz negócios para evitar inadimplência.
O balanço financeiro do São Paulo referente a 2024 acendeu o alerta na Gávea: o clube terminou o ano com um déficit de R$ 287,6 milhões. Além disso, até a reta final do ano passado, o endividamento total da instituição tricolor girava em torno de R$ 912 milhões, aproximando-se da marca de R$ 1 bilhão.