Futebol
28 Set 2024 | 13:46 |
Tal qual no ano passado, o Flamengo caminha para repetir uma temporada de frustração e ausência de títulos relevantes, fruto de desajustes na estratégias tomadas dentro de campo e fora dele. A queda nas quartas de final da Libertadores, ontem, diante do Peñarol (Uruguai), colocou novamente em evidência o trabalho ruim de Tite e sua comissão técnica. Tudo chancelado pelos desastrosos erros de rota conduzidos pela diretoria de Rodolfo Landim, Marcos Braz e companhia, em meio a um tumultuado calendário de jogos e quantidade incomum de lesões no elenco.
Cada vez mais perto de nova estaca zero na posição de técnico, já que não há indícios de que Tite terá contrato renovado, o rubro-negro pode fechar 2024 apenas com o título do Campeonato Carioca, algo irrisório para as expectativas geradas por um dos elencos mais poderosos da América do Sul. A partir de agora, o GLOBO explica porque esta temporada se transformou em um desastre.
1 - Comissão técnica não engrenou
No cenário de treinadores brasileiros, Tite ainda se apresenta como o melhor nome, e é acompanhado por uma comissão vasta e bem dividida entre pessoas competentes. Porém, que não encaixou no Flamengo. O trabalho iniciado em outubro de 2023 tinha a missão de organizar o elenco e garantir a vaga na Libertadores. Para este ano, a ideia era evoluir o futebol rubro-negro e tornar natural as conquistas nacionais e internacionais. Ao mesmo tempo, a passagem de seis anos do gaúcho pela seleção mudou seu perfil de futebol.
Antes propositor de futebol mais agressivo, vide o Corinthians, Tite busca mais um jogo posicional nos dias atuais. Novamente, o elenco do Flamengo não se mostrou o mais adepto a isso. Desde a temporada inesquecível de 2019, os pilares dessa equipe, como Arrascaeta, Gerson, Bruno Henrique e até Gabigol, funcionam em um esquema com mais mobilidade. Distante desta característica, prevalece a esterilidade ofensiva, além da fragilidade defensiva nunca solucionada.
2 - Má gestão de prioridades
Em um calendário que pode beirar os 70 ou 80 jogos no Brasil, os times que se propõem a ir longe em todas as competições são ironicamente punidos com o desgaste de seus jogadores. Mas esta é uma realidade longe de solução, exigindo uma escolha de prioridades, e o Flamengo optou por "abraçar o mundo". Após não vencer nada em 2023, quis começar a nova temporada com todas as forças, e conquistou o Carioca de maneira absoluta.
A competição menos exigente do ano, porém, passou impressões errôneas. Enquanto isso, o clube minou sua campanha na fase de grupos da Libertadores, passando no segundo lugar e precisando sempre decidir fora de casa no mata-mata. Já em meio ao Brasileiro, do qual que o clube é quarto colocado, 11 pontos atrás do líder Botafogo, prefere-se poupar para focar nas competições eliminatórias, política que se apresenta desde 2021 e teve sucesso apenas na temporada seguinte. Agora, resta virtualmente apenas a Copa do Brasil — semifinal contra o Corinthians.
3 - Efeito cascata do calendário
Esta temporada ainda trouxe um desafio extra: a Copa América, que tirou cinco jogadores (Arrascaeta, De La Cruz, Viña, Varela e Pulgar) do Flamengo de vários compromissos do meio do ano, pois a CBF não parou seu calendário em meio à disputa. Apesar de a equipe ter apresentado bom desempenho no período, a parte física foi levada ao extremo, com os jogadores remanescentes precisando fazer esforços extras. Para fechar, os convocados voltaram, mas também em situação frágil e o time se "esfarelou".
4 - Lesões em demasia
O fator imponderável também ajuda a explicar uma temporada que segue o roteiro do fracasso. O principal deles: perder Pedro, o artilheiro disparado da equipe, pelo restante do ano, por conta de uma lesão grave no joelho em um treino da seleção brasileira. Nomes importantes, como Everton Cebolinha e Matías Viña, também se machucarem de maneira definitiva. As lesões no rubro-negro aparecem em demasia em 2024.
Cabe pontuar que a enxurrada de problemas musculares recorrentes também se dá pela inabilidade do Flamengo em escolher suas prioridades. Se todos os atletas jogam em todas as frentes, a conta chega em algum momento. Em abril, o blog do Diogo Dantas informou que o rodízio de Tite no Flamengo se preocupava mais com performance do que com lesões. No final das contas, tantos problemas físicos inviabilizam a manutenção de um padrão de jogo à altura as expectativas.
5 - Janela tardia no meio do ano
Correr atrás do prejuízo apenas quando ele já se apresenta é um dos erros mais graves da diretoria rubro-negra. Dinheiro não falta para o clube com maior faturamento da América do Sul, que fez do argentino Carlos Alcaraz sua maior contratação em todos os tempos. O pacotão do meio do ano ainda teve Michael (lesionado), Alex Sandro e Gonzalo Plata, mas trazê-los em cima da hora ainda surte pouco efeito e escancarou a falta de planejamento, enquanto os adversários fizeram isso de maneira organizada. Ontem, Alcaraz sequer pisou em campo no Uruguai.
Atacante tem salário estratosférico e portas neste momento no Mengão parecem fechada, mas situação no Al-Hilal pode mudar história
15 Fev 2026 | 18:00 |
O Flamengo segue atento ao mercado e busca reforçar o setor ofensivo para a sequência da temporada. Um dos nomes analisados pela diretoria é o atacante uruguaio Darwin Núñez, visto como peça capaz de elevar o nível do elenco comandado por Filipe Luís.
Segundo o jornalista Pablo Raphael, o centroavante teria pedido salário na casa de R$ 8,2 milhões, valor considerado fora da realidade financeira do clube carioca neste momento. De acordo com Guilherme Pinheiro, conhecido como Flazoeiro, o jogador também teria sido cobrado pelo técnico da seleção uruguaia, Marcelo Bielsa, para atuar com maior regularidade visando a disputa da Copa do Mundo.
Esse cenário pode pesar na decisão do atleta. Internamente, o Flamengo entende que o negócio é inviável nos moldes atuais. No entanto, caso haja redução significativa na pedida salarial, a negociação poderia ganhar força.
A possibilidade de disputar a Copa do Mundo surge como fator estratégico. Há a chance de o atacante aceitar uma redução drástica nos vencimentos para manter ritmo competitivo, ou até mesmo de o Al-Hilal arcar com parte considerável dos salários em um eventual empréstimo.
Em vídeo publicado no YouTube, o 'Flazoeiro' afirmou ter conversado com uma fonte ligada ao Flamengo, que garantiu que o clube está atento e pronto para realizar novo movimento caso surja sinalização positiva do atleta.
Tudo depende, portanto, da posição de Darwin Núñez. No Al-Hilal, o atacante pode ter número reduzido de partidas até junho, período que antecede o Mundial sediado por Estados Unidos, México e Canadá, o que pode influenciar diretamente sua decisão sobre o futuro.
Atacante tem contrato apenas até o final de 2026 e considera aposentadoria, mas o clube não descarta uma permanência por mais 1 ano
15 Fev 2026 | 17:00 |
O Flamengo entra em campo neste domingo pelas quartas de final do Campeonato Carioca com a confiança de ter no elenco um jogador conhecido como “Rei dos Clássicos”. O Botafogo, adversário da vez, é uma das principais vítimas de Bruno Henrique, que vive em 2026 seu último ano de contrato com o clube.
Aos 35 anos, o atacante ainda não definiu o futuro. O vínculo com o Flamengo termina em dezembro, mês em que completará 36 anos. Internamente, o jogador avalia a possibilidade de encerrar a carreira ao fim da temporada. A informação é do portal GE.
A diretoria entende que a palavra final será do próprio atleta. Caso Bruno Henrique manifeste o desejo de seguir atuando, o clube está disposto a abrir conversas para renovação. O status conquistado ao longo dos anos respalda qualquer negociação.
Após o título brasileiro de 2025, o camisa 27 revelou o desejo de encerrar a trajetória no clube: “O meu desejo, minha vontade, é terminar aqui no Flamengo. Eu acho que esse momento está chegando ao fim. Jogar esse meu último ano com o Flamengo e quem sabe pendurar as chuteiras”, declarou o camisa 27 do Mais Querido.
A parte física pesa na reflexão sobre aposentadoria. Mesmo assim, os números mostram que o atacante segue importante. Em 2025, igualou a temporada com mais jogos na carreira: 62 partidas, mesma marca de 2019. A participação em gols, porém, foi menor: 15 gols e duas assistências. Em 2019, ano mais artilheiro, foram 35 gols e 15 assistências.
Bruno Henrique praticamente “zerou o game” no Flamengo. Ao lado de Arrascaeta, tornou-se o maior vencedor da história do clube, com 17 títulos:
Mengão tem clássico diante do Alvinegro neste domingo (15) e técnico Filipe Luís divulga lista de jogadores que iniciam o confronto
15 Fev 2026 | 16:25 |
Neste domingo (15), às 17h30 (horário de Brasília), o Flamengo enfrenta o Botafogo no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, pelas quartas de final do Campeonato Carioca. O duelo será eliminatório, sem vantagem para nenhuma das equipes, em caso de empate no tempo regulamentar, a classificação será decidida nos pênaltis. Com isso, o técnico Filipe Luís anunciou o time titular.
Andrew; Emerson Royal, Vitão, Danilo, Ayrton Lucas; Pulgar, Carrascal, Paquetá; Samuel Lino, Gonzalo Plata e Bruno Henrique.
Varela e Jorginho seguem como desfalques. Saúl permanece em recuperação de cirurgia no tornozelo esquerdo. Além deles, Alex Sandro e De La Cruz não devem atuar por conta das limitações relacionadas ao gramado sintético. Quem avançar no clássico enfrentará o Madureira na semifinal do estadual.
O técnico Martín Anselmi também confirmou a equipe do Botafogo que vai à campo diante do Flamengo com mudanças em relação a derrota diante do Fluminense: Neto; Bastos, Newton e Barboza; Vitinho, Danilo, Jordan Barrera e Alex Telles; Montoro, Lucas Villalba e Arthur Cabral.
A partida terá transmissão da TV Globo, em TV aberta, e do Premiere, no sistema de pay-per-view. Torcedores que estiverem fora do Brasil poderão acompanhar o duelo ao vivo, com imagens, pela Flamengo TV. A cobertura completa também estará disponível no site Gazeta do Urubu.