Futebol
25 Fev 2025 | 12:51 |
Após o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), estimar que a construção do estádio pode chegar a R$ 3 bilhões, o arquiteto e pesquisador Fabricio Chicca propôs alternativas para reduzir os custos. Suas sugestões envolvem desde mudanças estruturais até estratégias de economia operacional, passando por ajustes no projeto antes mesmo do início das obras.
A declaração de Bap sobre o orçamento ocorreu logo após a vitória sobre o Maricá, que garantiu o título da Taça Guanabara.
Simplificação da estrutura pode gerar economia
Um dos principais pontos analisados por Chicca foi a fachada do estádio, projetada para ter a altura de um prédio de 20 andares e uma estrutura complexa. Segundo ele, o design pode ser simplificado sem comprometer a qualidade, reduzindo significativamente os gastos.
Sugestões para a estrutura:
Redução de colunas e rampas desnecessárias
Alteração de materiais externos sem comprometer estética
Revisão da circulação interna para cortar custos
"A estrutura, por exemplo, da fachada, estrutura externa, ela pode ser simplificada. Aparentemente, a estrutura não é simples. Então, até isso, que estou chamando de 'inegociável', talvez dê para negociar. Não é um projeto simples. Talvez o projeto precise ser simplificado. Talvez haja até uma economia na questão estrutural. Então, eu falo: 'Vem cá, precisa dessas colunas? Precisa dessa rampa? Não dá para simplificar essa rampa? O que é essa membrana aqui pelo lado de fora? Não, vamos simplificar essa circulação'", analisou Chicca.
Concorrência entre construtoras e revisão de custos
Outra sugestão do arquiteto é a abertura de concorrência entre construtoras, uma estratégia que, segundo ele, já foi utilizada com sucesso em outros projetos. O Flamengo poderia incluir no edital metas de redução de custo, incentivando as empresas a otimizar a obra sem perder qualidade.
Proposta:
Meta de redução de 20% nos custos da superestrutura
Construtoras trabalhando reengenharia do projeto
Autorização para alterações no projeto que reduzam despesas
"Chama os engenheiros, simplifica. Abre uma concorrência entre construtoras. Coloca esse item no edital, da concorrência entre as construtoras. As construtoras vão trabalhar a reengenharia desse projeto com a arena, se for a arena a conduzir o projeto. Meta de redução de custo de superestrutura em 20%, sendo autorizadas sugestões de alteração de projeto de arquitetura. Pumba! Os caras vão trabalhar para fazer isso. Cansei de fazer isso. Sempre dá certo", explicou Chicca.
Outras estratégias para cortar custos
Além das mudanças na estrutura e concorrência, outros setores também podem ser ajustados, desde o uso de materiais até a gestão operacional do estádio.
Pontos sugeridos por Chicca:
Revisão de acabamentos de luxo ou itens desnecessários
Eliminação de áreas sem geração de receita
Controle digital de iluminação e climatização com sensores inteligentes
Redução de espaços administrativos
Otimização de custos operacionais (água, energia, segurança, etc.)
Acesso por biometria para cortar gastos com segurança
Terceirização de áreas operacionais
Pesquisa por materiais mais baratos com mesmo desempenho
Pré-contrato de aluguel de espaços internos (lojas, restaurantes)
Flamengo encara o Vasco pela semifinal do Carioca
Enquanto define os próximos passos para o estádio, o Flamengo tem um compromisso importante no Campeonato Carioca. No sábado (2), o time enfrenta o Vasco, pelo jogo de ida da semifinal. A FERJ ainda definirá o horário e local da partida.
Técnico está perto de se igualar como treinador com maior número de conquistas da história do Mengão, mas não pensa no assunto
19 Fev 2026 | 17:00 |
Mesmo com menos de dois anos no comando do Flamengo, Filipe Luís já figura entre os técnicos mais vitoriosos da história do clube. Caso conquiste a Recopa Sul-Americana, o treinador alcançará a marca de seis títulos e igualará Carlinhos no topo do ranking histórico.
Filipe Luís sobre possível recorde no Flamengo: "Não interfere em nada..."
Às vésperas do confronto de ida contra o Lanús, o técnico minimizou o peso da possível marca. Em entrevista à ESPN, Filipe afirmou que a motivação segue a mesma de sempre: “Não interfere em nada. Sou igual, independentemente de como jogador ou treinador, sempre quero ganhar o próximo jogo. Essa sempre foi minha rotina: fazer o melhor possível para vencer”.
Atualmente, Carlinhos lidera a lista com seis conquistas: Copa União (1987), Campeonato Brasileiro (1992), Copa Mercosul (1999) e três Campeonatos Cariocas (1991, 1999 e 2000). Filipe Luís soma cinco troféus: Copa do Brasil (2024), Supercopa do Brasil (2025), Campeonato Carioca (2025), Campeonato Brasileiro (2025) e Copa Libertadores da América (2025).
Também aparecem com cinco títulos Jorge Jesus, campeão brasileiro e da Libertadores em 2019, além de Recopa, Supercopa e Carioca em 2020, e Flávio Costa, vencedor de cinco Campeonatos Cariocas entre 1939 e 1963. Com a possibilidade de erguer mais uma taça ainda neste mês, Filipe pode se tornar, ao lado de Carlinhos, o treinador mais campeão da história rubro-negra.
O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Ciudad de Lanús, pelo jogo de ida da Recopa Sul-Americana. A partida terá transmissão da ESPN, em canal fechado, e da plataforma Disney+. A decisão representa mais do que um título internacional: pode consolidar Filipe Luís como um dos maiores treinadores da história do clube em tempo recorde.
Competição teve sua primeira edição em 2025 e entidade já conseguiu aprovação da UEFA para alteração importante no formato
19 Fev 2026 | 16:30 |
O Flamengo foi o primeiro clube a assegurar vaga na Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2029 após conquistar a Copa Libertadores da América de 2025. No entanto, a próxima edição do torneio pode apresentar mudanças estruturais significativas. Segundo o jornal britânico The Guardian, a competição deve ampliar o número de participantes de 32 para 48 equipes.
A proposta parte da FIFA, que estuda expandir o formato visando aumento de receitas e maior representatividade continental. A iniciativa conta com sinal verde da UEFA, que não deve oferecer resistência à ampliação.
O principal ponto defendido pela UEFA é a manutenção da periodicidade do torneio a cada quatro anos. Houve especulações sobre a possibilidade de realização bienal, mas a entidade europeia deseja preservar o intervalo quadrienal para evitar sobrecarga no calendário internacional. Com a expansão para 48 clubes, a tendência é que a Europa amplie sua participação de 12 para 16 equipes. A medida também atende à pressão de grandes clubes que ficaram fora da primeira edição do novo formato, como o Liverpool.
Nos bastidores, a definição da sede também movimenta o cenário político do futebol internacional. O Brasil manifestou interesse em receber o torneio, mas Espanha e Marrocos aparecem como favoritos. Os dois países serão sedes da Copa do Mundo FIFA de 2030 e articulam repetir a estratégia adotada anteriormente, quando os Estados Unidos receberam o Mundial de Clubes antes da Copa de seleções.
A avaliação interna na FIFA é de que a competição de clubes pode servir como evento-teste para a organização do Mundial do ano seguinte. Por isso, a candidatura conjunta de espanhóis e marroquinos surge com vantagem. Enquanto o cenário institucional evolui, o Flamengo já observa o planejamento de longo prazo. Com vaga assegurada, o clube projeta a participação em um torneio que pode ser ainda mais robusto e competitivo em 2029.
Mengão encontrou dificuldade para trazer jogadores para o comando do ataque e atratividade do mercado brasileiro em comparação a Europa atrapalha
19 Fev 2026 | 15:57 |
O Flamengo mantém a estratégia de qualificar ainda mais o elenco para a sequência da temporada, mas encontra barreiras importantes no mercado internacional. O principal entrave, segundo o diretor executivo José Boto, é a resistência de jogadores que atuam na Europa em retornar ao futebol sul-americano.
Casos recentes ilustram a dificuldade. O clube sondou o atacante Taty Castellanos e o também argentino Lucas Beltrán, mas ambos optaram por permanecer no Velho Continente. De acordo com Boto, a preferência por ligas europeias ainda pesa, mesmo com o crescimento financeiro e estrutural do futebol brasileiro nos últimos anos.
“O Brasil evoluiu muito na capacidade de atrair jogadores e conseguimos trazer nomes importantes da Europa. Mas ainda não temos a força de algumas ligas europeias. O problema é que atingimos um nível muito alto, e só atletas desse patamar nos servem”, afirmou o dirigente, durante a viagem à Argentina para a disputa da Recopa Sul-Americana.
Segundo o executivo, o patamar competitivo alcançado pelo Flamengo limita o leque de opções no mercado. A diretoria entende que reforços precisam chegar prontos para assumir protagonismo imediato, o que reduz as alternativas viáveis e encarece negociações.
Um exemplo de movimento considerado bem-sucedido é o retorno de Lucas Paquetá, contratado junto ao West Ham United. O meia simboliza o perfil buscado: jogador consolidado na Europa, com capacidade técnica para elevar o nível do time. Inclusive, a Recopa pode marcar o primeiro título do atleta desde que voltou ao clube.
Enquanto o mercado segue como pauta interna, o foco imediato é a decisão contra o Lanús. José Boto integra a delegação que está na Argentina para o jogo de ida, nesta quinta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília). A busca pelo primeiro troféu do ano ocorre em paralelo ao desafio de consolidar um elenco capaz de competir em alto nível em todas as frentes, cenário que, segundo a diretoria, exige precisão cirúrgica nas investidas internacionais.