Futebol
18 Mai 2024 | 20:21 |
Falecido ontem, aos 87 anos, Washington Rodrigues, mais conhecido como Apolinho, não apenas fez história como repórter, comentarista e apresentador de rádio. Em 1995, ele foi convidado para se tornar treinador do Flamengo, clube de seu coração, no ano do centenário. O responsável pelo que ele tratava como uma "convocação" foi Kleber Leite, presidente rubro-negro à época, e seu velho parceiro em coberturas jornalísticas.
— Foi genial. Você não tinha muitas opções. A gente tinha um problema interno sério de convivência no Flamengo. Era uma fogueira de vaidades — lembra Leite, em contato com a reportagem do GLOBO. —Eu não era vice-presidente de futebol. Eu era o presidente do clube. Uma coisa mais ampla para cuidar. Estávamos precisando de alguém que agregasse, que colocasse todo mundo no bolso.
— Em um jantar com Michel Assef (advogado), eu falei: "Estou com uma ideia meio maluca. Temos que resolver o problema do futebol com alguém que seja um fato novo, que mexa. É hora de sair das mesmas caras. Estou pensando em colocar o Washington (Apolinho) no Flamengo, vou contratar como treinador. Para fazer o papel que ele sabe fazer. E o Assef achou uma bela ideia — contou o ex-presidente.
À frente da equipe, Washington Rodrigues comandou 26 partidas, totalizando 11 vitórias, oito empates e sete derrotas. O resultado mais expressivo foi o vice-campeonato da Supercopa Libertadores daquele ano. Em 1998, ainda retornou como diretor-técnico do clube. Depois das aventuras inusitadas, voltou aos microfones do rádio. Mas a passagem deixou um legado, segundo o então dirigente.
— Era uma coisa impressionante. A gente rodava o Brasil inteiro. Depois do Romário, nenhum jogador era o mais popular do time. Era ele (Apolinho). Entrava em campo e era ovacionado. Eu não tenho nenhum dúvida e medo de dizer que, depois do Jorge Jesus, que é hors concours, não houve nenhum treinador do Flamengo que tivesse mais apoio popular que o Washington — finalizou Kléber Leite.
Nascido no bairro do Engenho Novo, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em 1º de setembro de 1936, Apolinho trabalhou em rádios como a Nacional, a Globo e a Tupi, onde esteve nos últimos 25 anos. Ontem, faleceu durante a partida entre Flamengo e Bolívar, pela Libertadores, goleada rubro-negra por 4 a 0.
O confronto no Estádio Monumental marca o reencontro das equipes após a final de 2021; Rubro-Negro encerrou preparação com Léo Ortiz em campo
28 Nov 2025 | 18:13 |
A América do Sul conhecerá seu novo dono neste sábado (29). A partir das 18h (horário de Brasília), Flamengo e Palmeiras entram no gramado do Estádio Monumental de Lima, no Peru, para a grande decisão da Conmebol Libertadores. O duelo carrega um peso histórico sem precedentes: quem sair vencedor se isolará como o primeiro clube do futebol brasileiro a conquistar o tetracampeonato da Glória Eterna.
A preparação rubro-negra para o confronto mais importante do ano foi encerrada na manhã desta sexta-feira (28). O elenco comandado por Filipe Luís utilizou as instalações do centro de treinamento da seleção do Peru para realizar os ajustes finais. A atividade trouxe uma notícia animadora para a torcida: o zagueiro Léo Ortiz participou normalmente do treino.
RETROSPECTO DO CLÁSSICO
O clássico deste sábado é uma reedição da final da Libertadores de 2021, disputada em Montevidéu, quando o time paulista venceu por 2 a 1 na prorrogação. Historicamente, o equilíbrio marca o confronto, com uma leve vantagem para o Alviverde. Em 133 jogos disputados, foram 49 vitórias do Palmeiras, 46 triunfos do Flamengo e 38 empates.
Curiosamente, o elenco do Flamengo passou por uma grande reformulação desde o vice-campeonato no Uruguai. Apenas quatro jogadores daquele grupo permanecem no plantel atual: o centroavante Pedro, o meia Arrascaeta e os atacantes Bruno Henrique e Michael. Filipe Luís, que atuou na lateral-esquerda naquela decisão, hoje vive a experiência do outro lado da linha lateral, como treinador da equipe.
A Conmebol escalou um trio de arbitragem da Argentina para conduzir a final. O apito ficará a cargo de Darío Humberto Herrera, auxiliado por Cristian Gonzalo Navarro e José Miguel Savorani. O árbitro de vídeo (VAR) será comandado por Héctor Alberto Paletta.
Mengão tinha acerto com o Manchester United para contratar o jogador em definitivo, mas o atual mandatário interveio na situação
28 Nov 2025 | 18:00 |
Às vésperas da final da Libertadores, um bordão ganhou força entre os rubro-negros: “Ninguém morre nos devendo.” No centro da frase está Andreas Pereira — hoje jogador do Palmeiras, mas ainda marcado por sua passagem pelo Flamengo e, principalmente, pelo lance que decidiu a final de 2021.
A história ganhou proporções gigantescas após a falha do meia em Montevidéu. Naquele jogo, Andreas perdeu a bola na defesa e deixou Deyverson livre para marcar o gol do título alviverde. O lance o acompanhou desde então, dividindo opiniões entre torcedores e gerando dúvidas internas sobre sua permanência no clube. À época, Andreas estava emprestado pelo Manchester United, e a compra prevista custaria 10 milhões de euros. Marcos Braz e Bruno Spindel chegaram a viajar à Inglaterra, em fevereiro de 2022, para tentar concluir o acordo.
Segundo bastidores revelados à época, Luiz Eduardo Baptista, o Bap — então vice-presidente de relações externas — e Rodrigo Tostes, vice de finanças, eram contrários ao investimento. A dupla avaliou que o negócio era financeiramente arriscado e que o impacto esportivo não justificaria o valor. Pressionada, a diretoria acabou desistindo da compra, e Andreas deixou o clube em julho de 2022. Hoje, Bap é presidente do Flamengo. E o destino reserva um novo capítulo: a “revanche” esportiva contra o próprio jogador que deixou para trás.
Apesar da marca negativa, Andreas Pereira teve números relevantes. Em 53 partidas, marcou oito gols e distribuiu três assistências. Era peça valorizada no elenco, ainda que sua trajetória tenha sido engolida pelo peso do erro na final. Agora no Palmeiras, o jogador volta a cruzar o caminho rubro-negro justamente na decisão do título continental. Para parte da torcida, é a chance simbólica de “fechar a conta”.
Flamengo e Palmeiras se enfrentam neste sábado (29), às 18h (de Brasília), no Estádio Monumental U, em Lima. Andreas deve ser titular do time paulista em uma final carregada de narrativa, memórias e a expectativa de quem acredita que, no futebol, as histórias sempre encontram um jeito de se resolver.
O confronto decisivo no Estádio Monumental coloca frente a frente duas potências em momentos distintos na temporada; Verdão busca recuperação histórica enquanto
28 Nov 2025 | 17:38 |
O palco está montado para a decisão mais aguardada do futebol sul-americano. Neste sábado (29), Palmeiras e Flamengo entram em campo para disputar a taça da Libertadores da América. A bola rola a partir das 18h (horário de Brasília), no Estádio Monumental "U", em Lima, no Peru. O duelo contará com ampla cobertura de transmissão, podendo ser acompanhado pela Globo (TV aberta), além dos canais e serviços de streaming ge tv, ESPN, Disney+ e Paramount+.
Atualmente, ambos os clubes dividem o posto de tricampeões com São Paulo, Santos e Grêmio. Quem triunfar em solo peruano alcançará o inédito tetracampeonato para o Brasil, consolidando uma hegemonia continental.
Ficha Técnica: Palmeiras x Flamengo
Competição: Conmebol Libertadores (Final)
Data e horário: Sábado, 29 de novembro, às 18h (de Brasília)
Local: Estádio Monumental "U", Lima (Peru)
Transmissão: Globo, ge tv, ESPN, Disney+ e Paramount+
Árbitro: Dario Herrera (Argentina)
Assistentes: Cristian Gonzalo Navarro e José Miguel Savorani
Quarto Árbitro: Maximiliano Nicolás Ramírez
VAR: Héctor Alberto Paletta
Palmeiras (Técnico: Abel Ferreira): Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Allan e Bruno Fuchs; Andreas Pereira, Flaco López e Raphael Veiga (ou Felipe Anderson); Vitor Roque.
Flamengo (Técnico: Filipe Luís): Rossi; Varela, Léo Pereira, Léo Ortiz (ou Danilo) e Alex Sandro; Pulgar e Jorginho; Arrascaeta, Carrascal e Cebolinha (ou Samuel Lino/Luiz Araújo); Bruno Henrique.