Futebol
27 Out 2024 | 14:10 |
Filipe Luís, ex-jogador e atual técnico do Flamengo, tem enfrentado um novo desafio fora das quatro linhas. Reconhecido como um dos grandes laterais da história recente do futebol brasileiro, Filipe Luís agora lida com as responsabilidades de liderar uma equipe de futebol profissional, em um dos clubes mais icônicos do Brasil. Porém, se engana quem pensa que a pressão da nova função intimida o ex-atleta. Em suas palavras, a pressão é um combustível que alimenta sua paixão pelo futebol e seu desejo constante de evolução. Filipe Luís é claro em seu discurso: "Sobre a pressão, eu amo viver sob pressão. É o que me motiva, o que me gera essa paixão que eu tenho."
No comando do Flamengo, Filipe Luís tem lidado com o grande desafio de comandar um elenco repleto de estrelas e de expectativas. O técnico demonstra confiança ao enfrentar a cobrança natural que vem de uma torcida tão apaixonada e uma diretoria exigente. Ele destaca que estar sob constante pressão é parte integrante de sua vida e que a ausência dela o faz sentir-se desconfortável. “Agora, falar com vocês aqui, é pressão, e eu me sinto confortável nesse momento. Estou mais vivo do que nunca”, revelou o treinador, enfatizando como essa vivência o mantém motivado e engajado em sua nova carreira.
FLAMENGO TEM SEU MAIOR AMOR
O novo papel como técnico traz uma série de exigências que vão além da tática e das escalações. Filipe Luís está aprendendo a lidar com a comunicação e com a gestão de grupo de uma maneira totalmente nova. Em suas próprias palavras, ele menciona o quanto é desafiador aprender a falar como um treinador em coletivas de imprensa e gerir a expectativa de torcedores e dirigentes. "Quando tenho isso aqui, essa cobrança, de me exigir ao máximo, de aprender, de toda hora ter que evoluir, inclusive falar como um treinador numa coletiva, tudo isso me desafia muito e me faz evoluir como ser humano e como técnico", afirmou o técnico do Flamengo, demonstrando sua determinação em crescer profissionalmente.
Além disso, a trajetória de Filipe Luís no Flamengo, tanto como jogador quanto agora como técnico, reflete sua compreensão profunda do clube e seu comprometimento com o sucesso da equipe. Seu discurso carrega a essência de um verdadeiro rubro-negro, alguém que compreende a paixão e as exigências da torcida, e que se prepara diariamente para corresponder a essas expectativas. A experiência acumulada como jogador de alto nível, tanto no clube quanto na Seleção Brasileira, fornece a ele uma base sólida para entender e enfrentar as pressões típicas de um clube grande.
O CLUBE SE PREPARA PARA AS COMPETIÇÕES
É evidente que Filipe Luís não se intimida com a mudança de funções. Pelo contrário, ele enxerga essa fase como uma oportunidade de evoluir continuamente. Mesmo sendo um novato na função de técnico, a experiência como jogador e a convivência com técnicos de renome mundial moldaram sua visão sobre liderança e estratégia no futebol. Seu comprometimento com o aprendizado e com o desenvolvimento de suas habilidades, tanto em campo quanto fora dele, o coloca em uma posição única para liderar o Flamengo em uma jornada de sucesso.
Minutos antes do apito inicial no clássico decisivo contra o Fluminense, torcida organizada rubro-negra exibiu bandeira com o rosto do ex-treinador
08 Mar 2026 | 22:00 |
A recente e turbulenta demissão de Filipe Luís do comando técnico não diminuiu o carinho e a idolatria dos torcedores do Flamengo. Instantes antes do início da grande final do Campeonato Carioca diante do Fluminense, na noite deste domingo (8), as arquibancadas do Estádio do Maracanã foram palco de uma demonstração pública de gratidão.
A Urubuzada, uma das principais e mais tradicionais torcidas organizadas do Rubro-Negro, abriu uma bandeira estampando a face do ex-lateral, atraindo rapidamente os olhares de todos os presentes no estádio. A iniciativa simbólica serviu para reforçar o imenso respeito e a profunda conexão que a arquibancada mantém com a trajetória construída pelo profissional vestindo a camisa do clube da Gávea.
O ato pacífico e reverencial realizado no principal palco do futebol carioca deixa clara a capacidade da torcida em isolar o cenário político conturbado, marcado pela decisão abrupta da alta cúpula em trocar a comissão técnica na última semana, do legado histórico de Filipe Luís.
Sendo um dos pilares da geração multicampeã iniciada em 2019 e figura fundamental nas conquistas recentes, o agora ex-treinador recebeu um reconhecimento que ultrapassa os resultados obtidos em sua curta passagem na beira do gramado. Para muitos presentes, a bandeira funcionou como um abraço caloroso e não oficial de despedida que o ídolo não pôde receber dentro das quatro linhas.
Com a troca de comando técnico, o Flamengo manteve os mesmos níveis de investimento na comissão técnica. O novo treinador, Leonardo Jardim, terá salário similar ao do antecessor Filipe Luís. O gasto anual estimado com o português e sua equipe é de aproximadamente 4 milhões de euros líquidos (cerca de R$ 24 milhões), o que equivale a R$ 2 milhões por mês, já livre de impostos. A informação é do jornalista Rodrigo Mattos.
Após um clássico tenso e sem gols no tempo regulamentar, o Rubro-Negro leva a melhor nas cobranças da marca da cal e levanta a taça estadual
08 Mar 2026 | 20:16 |
Em um clássico disputado e de muitos nervos à flor da pele, o Flamengo sagrou-se o grande campeão do Campeonato Carioca de 2026. A equipe rubro-negra superou o rival Fluminense na disputa de pênaltis, após um empate por 0 a 0 no tempo regulamentar, na noite deste domingo (8), no Estádio do Maracanã. A conquista marca com chave de ouro a estreia do técnico português Leonardo Jardim no comando do clube da Gávea.
Como era de se esperar em um duelo que vale o troféu, a etapa inicial foi marcada por muito estudo tático e precaução de ambos os lados. Os rivais adotaram posturas cautelosas, evitando ceder espaços para contra-ataques. O reflexo desse receio apareceu nas estatísticas: apenas quatro finalizações foram registradas para cada equipe durante os primeiros 45 minutos.
O Flamengo levou certo perigo em duas ocasiões. Aos 16 minutos, o centroavante Pedro fez o pivô e obrigou o goleiro Fábio a realizar a primeira intervenção segura da partida. Já na reta final do primeiro tempo, aos 45 minutos, o zagueiro Léo Pereira quase marcou um golaço de cabeça por cobertura, mas o arqueiro tricolor estava atento para segurar a bola sobre a linha.
Pelo lado do Fluminense, as melhores chegadas ocorreram em chutes de fora da área e cruzamentos. Aos 18 minutos, o atacante Serna finalizou com perigo de dentro da grande área, mas o lateral Varela travou o arremate, mandando a bola pela linha de fundo. O Tricolor assustou novamente aos 41 minutos, quando Renê tentou uma bicicleta e acabou atrapalhando a finalização de Hércules.
A dinâmica da partida não sofreu grandes alterações na volta do intervalo. O segundo tempo permaneceu truncado e ganhou contornos de maior irritação entre os atletas. Aos 7 e aos 17 minutos, paralisações ocorreram devido a trocas de empurrões e discussões ríspidas envolvendo Samuel Lino, Canobbio e Erick Pulgar, evidenciando a alta tensão do clássico.
O Flamengo respondeu de forma incisiva. Aos 32 minutos, o uruguaio Arrascaeta, que entrou no decorrer do jogo, cabeceou com extremo perigo por cima do travessão. Logo depois, aos 35 minutos, Léo Pereira mandou um chute perigoso à direita da meta tricolor. Sem que as redes balançassem, o árbitro encerrou o tempo normal, levando a decisão da taça para a marca da cal.
Os instantes que antecederam as cobranças revelaram uma curiosa cena de preparação: no banco de reservas, o goleiro rubro-negro Rossi estudou o histórico de penalidades dos jogadores tricolores através de vídeos e anotações em papel fornecidos por sua comissão técnica.
A estratégia e a frieza foram determinantes. Nas cobranças alternadas, a precisão dos batedores do Flamengo prevaleceu sobre o Fluminense. O Rubro-Negro converteu suas batidas decisivas e garantiu a vitória nos pênaltis, celebrando o título do Campeonato Carioca sob os gritos de sua torcida nas arquibancadas do Maracanã, em um dia inesquecível para a nova comissão técnica portuguesa.
Antigo dirigente rubro-negro marcou presença no Maracanã e destacou a personalidade do técnico português, que assumiu a equipe
08 Mar 2026 | 20:00 |
Flamengo vive um momento de intensa transição no seu comando técnico, e a chegada rápida de Leonardo Jardim repercutiu positivamente até mesmo entre antigos membros da diretoria. Presente no Estádio do Maracanã para acompanhar a grande final do Campeonato Carioca entre o Rubro-Negro e o Fluminense, neste domingo (8), o ex-vice-presidente de futebol Marcos Braz fez questão de enaltecer a postura do novo treinador.
Braz valorizou a coragem do europeu em aceitar estrear diretamente em um clássico decisivo valendo taça, poucos dias após ser oficialmente contratado. “Um bom técnico. E gostei de um negócio: foi contratado, botou a cara e veio pro jogo. Eu acho que tem que respeitar isso, independente do resultado”, afirmou o ex-cartola rubro-negro sobre a iniciativa do recém-chegado.
Oficializado na última quarta-feira (4), Leonardo Jardim assinou um vínculo válido por duas temporadas, com término previsto para dezembro de 2027. O português desembarcou na Gávea com o objetivo claro de faturar o título estadual e preparar a equipe para as duras competições nacionais e internacionais ao longo do ano. Ele ocupa a vaga deixada por Filipe Luís, desligado na segunda-feira (2).
Filipe havia assumido o time principal em setembro de 2024, substituindo Tite, ainda sob a gestão do então presidente Rodolfo Landim e de Marcos Braz. Embora tenha conquistado a Copa do Brasil naquele mesmo ano e sido mantido pela atual presidência, liderada por Bap, o ex-lateral não resistiu à pressão após perder os títulos recentes da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana.
A presença de Marcos Braz no clássico deste domingo também marca uma de suas aparições no cenário do futebol carioca após deixar o Flamengo. O dirigente encerrou seu ciclo na Gávea ao término do mandato de Landim, no fim de 2024.