Futebol

Filipe luís quer 'limpar a cabeça' dos jogadores do Flamengo e fala sobre treinos noturnos no CT

Passar a noite no CT não é uma possibilidade tão recente. Há alguns anos os atletas têm essa brecha caso queiram.

Luís Filipe quer dar sua cara ao Flamengo. Foto: Gilvan de Sousa/CRF
Luís Filipe quer dar sua cara ao Flamengo. Foto: Gilvan de Sousa/CRF

09 Out 2024 | 09:43 |

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O Flamengo teve três dias de folga e se reapresenta nesta quarta-feira (9) para iniciar a rotina de trabalhos no Ninho do Urubu. Ao destacar a importância do período da Data Fifa e a dedicação dos jogadores, o técnico Filipe Luís ressaltou a sequência de viagens, treinos noturnos e o fato de alguns dormirem no CT. Mas por que os atletas pernoitam no local e às vezes fazem atividades mais tarde?


"A Data Fifa é muito importante para os jogadores descansarem a cabeça. Se não me engano, eles estão há 26 ou 28 dias sem folga. Se dedicando muito, viajando, dormindo no CT muitas noites e treinando à noite. Esses jogadores precisam limpar a cabeça, que é tão importante quanto um treino. Depois vamos ter tempo, praticamente 10 dias de treino para poder colocar os detalhes finos porque esse time já está bem treinado", declarou Filipe Luís após a vitória sobre o Bahia



Atletas dormem no CT?

Passar a noite no CT não é uma possibilidade tão recente. Há alguns anos os atletas têm essa brecha caso queiram, mas utilizavam pouco. A maratona intensa de viagens, treinos e jogos faz com que alguns optem por esse recurso.


Em viagens que a delegação chega tarde ao Rio de Janeiro, alguns atletas ficam no CT para o treino do dia seguinte. Não é algo comum, mas acontece em algumas oportunidades. Quando deixam o aeroporto, eles seguem no ônibus do clube até o Ninho, onde podem ficar ou pegar os carros para ir embora.

Muitas vezes o Fla chega ao Rio durante a madrugada e tem uma atividade no Ninho algumas horas depois. Jogadores como Alex Sandro, Gonzalo Plata, Cleiton e Carlinhos já adotaram essa prática. Funcionários também aproveitam as instalações do clube para descansar nos mesmos casos.

O Ninho do Urubu tem uma estrutura moderna de quartos para os atletas. São 42 quartos no total, sendo 21 em cada andar do módulo profissional. São 36 individuais e 6 duplos, sendo que cada atleta fixo do elenco principal tem seu próprio quarto.

Treinos noturnos

O Flamengo também teve alguns treinos na parte da noite recentemente. Essa prática aconteceu várias vezes sob o comando de Tite, mas ainda não com Filipe Luís. O novo treinador no máximo estendeu atividades até o período noturno por outras necessidades como vídeos e academia.

O clube optou por esse horário quando chegou tarde das viagens e precisava treinar. Para que os atletas tenham algum tempo de descanso, a atividade acontece à noite.

Com o calendário apertado, muitas vezes o Fla não consegue dar folga após as viagens. Isso é comum para que os jogadores evitem mais desgaste e possam se recuperar dos voos. A possibilidade de treinos a noite era algo pedido desde a época de Jorge Jesus. O treinador não chegou a ser atendido, mas o clube instalou os refletores no Ninho em 2021.


Futebol

Ex-Flamengo acredita em resistência interna no elenco a Leonardo Jardim

Mengão contratou o português para substituir Filipe Luís, que tinha boa aceitação pelos jogadores, o que pode atrapalhar início do novo treinador

Casagrande acredita que Leonardo Jardim chega com resistência no vestiário do Flamengo - Foto: Adriano Fontes/Flamengo
Casagrande acredita que Leonardo Jardim chega com resistência no vestiário do Flamengo - Foto: Adriano Fontes/Flamengo

05 Mar 2026 | 13:05 |

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A chegada de Leonardo Jardim ao comando do Flamengo não deve acontecer em clima de celebração dentro do vestiário. Essa é a avaliação do ex-jogador e comentarista Walter Casagrande, feita durante o programa Fim de Papo do Uol.


Casagrande sobre chegada de Leonardo Jardim no Flamengo: "ele vai entrar no vestiário pela porta dos fundos..."


O treinador português foi anunciado como substituto de Filipe Luís, demitido logo após a vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, resultado que classificou o Flamengo para a final do Campeonato Carioca. Para Casagrande, o novo técnico encontrará um ambiente inicial de desconfiança entre os jogadores.


“Eu acho que ele vai entrar no vestiário pela porta dos fundos. Não vai encontrar simpatia. Não vai encontrar aplausos. Não vai encontrar sorrisos. Ele vai ter que convencer que ele é um cara legal. Como que faz pra convencer que você é um cara legal? Se você tem que comandar os caras. É difícil, né?”, afirmou.

DIRETORIA QUER REPETIR MODELO DE 2019


Internamente, a diretoria rubro-negra pretende aplicar com Leonardo Jardim um modelo semelhante ao adotado em 2019 com Jorge Jesus. Naquele período, o treinador recebeu autonomia ampla para conduzir o dia a dia do departamento de futebol. De acordo com informações do jornal O Globo, a cúpula do clube sinalizou que pretende novamente “entregar as chaves do CT” ao técnico, permitindo que ele tenha autoridade total sobre o cotidiano do elenco no Ninho do Urubu.

DECISÃO TAMBÉM FOI ATÍPICA PARA JOSÉ BOTO

A saída de Filipe Luís também representou um episódio incomum na carreira do diretor executivo José Boto. Até então, o dirigente nunca havia participado da demissão de um treinador durante o andamento de uma temporada.

Antes de chegar ao Flamengo, Boto acumulou passagens por clubes como Benfica, Shakhtar Donetsk, PAOK e NK Osijek. Em todas essas experiências, treinadores como Paulo Fonseca, Luís Castro e Roberto De Zerbi permaneceram nos cargos até o término de seus contratos ou saíram apenas após o fim das competições.



Futebol

José Boto admite ter sugerido demissão de Filipe Luís do Flamengo

Em coletiva de apresentação do técnico português Leonardo Jardim no Ninho do Urubu, o diretor executivo revelou os bastidores da saída do ex-técnico

Durante a apresentação de Leonardo Jardim no Ninho do Urubu, José Boto explicou a demissão de Filipe Luís do Flamengo - foto: reprodução
Durante a apresentação de Leonardo Jardim no Ninho do Urubu, José Boto explicou a demissão de Filipe Luís do Flamengo - foto: reprodução

05 Mar 2026 | 12:59 |

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A troca de comando no Flamengo ganhou novos contornos explicativos na tarde desta quinta-feira (05). Durante a cerimônia oficial de apresentação do técnico Leonardo Jardim, realizada no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, o diretor de futebol José Boto rompeu o silêncio e abordou publicamente os motivos que culminaram na demissão de Filipe Luís. A cúpula rubro-negra detalhou o processo de avaliação que atestou o fim do ciclo do antigo comandante.


Em seu pronunciamento à imprensa, o dirigente português explicou que sua chegada ao clube envolveu uma missão clara delegada pela alta gestão: analisar a estrutura e propor mudanças. Segundo Boto, a decisão de interromper o trabalho da comissão técnica anterior não foi impulsiva, mas sim fruto de um mapeamento aprofundado do departamento de futebol.


"Quando me convidaram para vir para o Flamengo, o presidente me deu uma série de atribuições. Uma delas era fazer diagnósticos e encontrar soluções. Neste caso, fiz o diagnóstico, dei solução", afirmou o diretor. Ele complementou explicando que a palavra final foi do presidente do clube, que, como autoridade máxima e convencido pelos argumentos apresentados após longos debates internos, bateu o martelo para a troca.


AVALIAÇÃO APONTA QUE EXCESSOS

A principal justificativa técnica e comportamental para a demissão envolveu a relação construída entre o ex-treinador e o plantel. Durante uma reunião a portas fechadas com os atletas, José Boto fez questão de ressaltar que a ampla liberdade e a autonomia concedidas por Filipe Luís não foram retribuídas com a responsabilidade esperada pelo grupo.


SEM EVOLUÇÃO NO MODELO DE JOGO

Diante desse cenário, o diretor português relatou ao presidente que não enxergava mais nenhuma perspectiva de evolução tática ou anímica nos moldes em que a equipe vinha sendo gerida. A constatação de que o modelo estava esgotado e de que o elenco não correspondia à gestão de grupo de Filipe Luís selou o entendimento de que uma reformulação imediata no Ninho do Urubu era a única via possível para salvar a temporada.


Futebol

Diego Ribas condena saída de Filipe Luís e expõe aviso dado ao presidente do Flamengo

Ex meio-campista rubro-negro utilizou suas redes sociais para questionar a falta de proteção aos bons profissionais no futebol brasileiro

Em vídeo nas redes sociais, Diego Ribas defende Filipe Luís, cobra harmonia da diretoria do Flamengo e critica gestão do futebol - foto: reprodução
Em vídeo nas redes sociais, Diego Ribas defende Filipe Luís, cobra harmonia da diretoria do Flamengo e critica gestão do futebol - foto: reprodução

05 Mar 2026 | 12:27 |

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A demissão de Filipe Luís do comando técnico do Flamengo continua repercutindo fortemente entre grandes figuras da história recente do clube. O ex-meia Diego Ribas usou seus perfis nas redes digitais para se manifestar publicamente sobre a decisão da diretoria, demonstrando profunda inquietação com o tratamento dispensado aos treinadores no cenário esportivo nacional.


Na gravação, o antigo camisa 10 expressou sua indignação com a dificuldade que os clubes têm em blindar talentos promissores na área técnica. Diego indagou de forma reflexiva se o ecossistema do futebol está criando um ambiente seguro para que os projetos prosperem ou se a pressão constante acaba expulsando profissionais extremamente capacitados.


"Será que estamos protegendo esse tipo de profissional no nosso futebol? Nós, como sociedade, protegemos esses profissionais, para que eles possam se sentir de alguma forma confortáveis para estarem aqui com a gente e não os expulsarmos daqui?", questionou o ex-jogador, argumentando que o antigo treinador rubro-negro manteve um comportamento irretocável que merecia ser preservado pela instituição.


FALTA DE HARMONIA NO FLAMENGO

Além de seu desabafo sobre o esporte de forma geral, Diego Ribas abriu os bastidores de uma conversa que teve diretamente com o mandatário do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap). Segundo o relato, o presidente mencionou sua vontade de construir e sustentar um modelo hegemônico de vitórias para a equipe carioca.


CRÍTICAS AO PRESIDENTE BAP

Em resposta ao dirigente, Diego foi taxativo ao apontar que nenhuma cultura de sucesso sobrevive sem alinhamento e união. "Não se constrói e muito menos não se sustenta uma cultura dessas se não houver harmonia entre presidência, comissão técnica, jogadores e torcedores", declarou o ídolo do Flamengo, indicando que as recentes divergências internas inviabilizaram a continuidade do trabalho.


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