Futebol
15 Mai 2025 | 11:30 |
O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou o novo modelo do terceiro uniforme que será utilizado na temporada de 2026. A proposta traz um resgate de elementos históricos, como o escudo de remo em alto-relevo e o uso do monograma com a versão clássica do distintivo rubro-negro. A camisa será toda vermelha, uma das cores principais do clube, com detalhes visuais que remetem ao período pré-futebol do Flamengo. A peça terá ainda gola careca com sobreposição, solução que proporciona acabamento limpo e confortável, sem abandonar o apelo estético.
Outro ponto de destaque é a volta do trefoil, logo retrô da Adidas, que tem sido utilizado em produtos especiais e que reforça a conexão do clube com a história do fornecedor esportivo. Apesar do modelo já ter sido aprovado internamente, o Flamengo mantém em sigilo as imagens oficiais da nova camisa. Caso repita o padrão adotado nos últimos anos, o clube deve iniciar as vendas do Manto 3 na segunda quinzena de janeiro de 2026.
A Adidas, fornecedora do material esportivo do clube desde 2013, mantém uma linha de lançamentos com o Rubro-Negro em datas estratégicas. O Manto número 2, por exemplo, começou a ser vendido em abril deste ano. Diferente do uniforme principal (Manto 1) e do alternativo (Manto 2), o terceiro uniforme do Flamengo não segue uma regra clara para lançamento. Em alguns anos, ele chega antes do meio da temporada; em outros, mais próximo do fim.
A camisa aprovada nesta semana, no entanto, teve seus detalhes definidos com antecedência, o que aponta para uma estratégia de marketing que visa aproveitar a janela de início de temporada para gerar receita. A escolha pelo escudo de remo, tanto no alto-relevo quanto em monograma, tem uma forte carga simbólica. Ela reforça a origem do clube como instituição náutica, fundado em 1895, antes mesmo da prática do futebol.
Nos bastidores, a proposta foi bem recebida entre os conselheiros, justamente por valorizar a história do clube sem abrir mão de modernidade e acabamento de alto padrão. Durante a reunião que aprovou o novo Manto 3, o presidente do Conselho de Administração, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, aproveitou o encontro para atualizar os conselheiros sobre a preparação para o Mundial de Clubes.
Diretoria mantém o plano de reformulação das divisões de base e busca um novo destino no exterior para o meia-atacante, que não deve ser reintegrado ao elenco
02 Abr 2026 | 18:00 |
Desde o início da gestão do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, o Flamengo atravessa um processo profundo de reestruturação em suas categorias de base. O objetivo central do mandatário é priorizar o refinamento técnico e a inteligência de jogo, distanciando-se de um modelo focado majoritariamente no vigor físico.
Dentro dessa nova filosofia, a situação de jovens talentos tem sido reavaliada criteriosamente, com o intuito de maximizar o potencial de ativos que surgiram sob grandes expectativas, mas que ainda buscam maturidade no futebol profissional. Um dos nomes centrais nesse cenário é o de Lorran.
Em 2023, o jovem meia-atacante era projetado como um dos principais prodígios do futebol mundial, despertando o interesse de diversos observadores internacionais. Entretanto, o atleta encontrou dificuldades para consolidar seu estilo de jogo, especialmente no que diz respeito à intensidade física e ao compromisso tático na recomposição defensiva sem a posse de bola.
Com o fim da temporada europeia se aproximando, a tendência de mercado indica que o Pisa não deverá exercer a cláusula de compra definitiva estipulada no contrato de Lorran. Diante desse panorama, o Flamengo já iniciou movimentações nos bastidores para encontrar uma nova agremiação no Velho Continente para o canhoto.
A prioridade do departamento de futebol é manter o jogador na Europa, permitindo que ele continue seu processo de amadurecimento em ligas competitivas, em vez de retornar imediatamente ao Ninho do Urubu para compor o elenco de Leonardo Jardim.
Leonardo Jardim não poderá contar com Bruno Henrique, Alex Sandro, Saúl e três titulares que retornaram com alto desgaste da Data FIFA
02 Abr 2026 | 17:45 |
Flamengo entra em campo na noite desta quinta-feira (2) para enfrentar o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista, enfrentando um cenário desafiador para a montagem da equipe titular. O treinador português Leonardo Jardim terá que lidar com ausências significativas em todos os setores do campo.
A principal surpresa na manhã desta quinta-feira (2) foi o corte de três pilares da equipe: Arrascaeta, Guillermo Varela e Léo Pereira. Após representarem suas respectivas seleções nacionais, os atletas foram submetidos a avaliações fisiológicas detalhadas em Bragança Paulista.
Os exames detectaram níveis alarmantes de fadiga e desgaste físico, impossibilitando a participação no duelo desta noite. Por precaução e visando evitar lesões musculares graves, o trio foi liberado para retornar ao Rio de Janeiro ainda nesta tarde para iniciar um processo de recuperação intensiva.
Embora já esteja clinicamente recuperado de uma pubalgia que o afastou dos gramados por cerca de um mês, o atacante Bruno Henrique não foi relacionado por Leonardo Jardim. Em comunicado oficial, o Flamengo esclareceu que o camisa 27 encontra-se na etapa final de recondicionamento e já treina com o grupo, mas ainda não atingiu o nível físico necessário para suportar a intensidade de uma partida oficial.
Outras duas ausências confirmadas são o lateral-esquerdo Alex Sandro e o meia espanhol Saúl. Alex Sandro, que havia sido cortado da Seleção Brasileira recentemente, permanece em tratamento de uma lesão muscular na coxa direita, seguindo o protocolo estabelecido pelos fisioterapeutas do clube. Já Saúl vive um processo de reabilitação mais longo após uma cirurgia no calcanhar esquerdo.
Meia do Cruzeiro contesta cobrança milionária do Rubro-Negro, alega ter sido induzido ao erro em documentos e cita perseguição pessoal de Bap
02 Abr 2026 | 17:00 |
A relação entre Gerson e o Flamengo chegou ao seu momento mais crítico e agora está na Justiça. O clube cobra cerca de R$ 42,7 milhões por suposto descumprimento de cláusulas de direitos de imagem após a ida do jogador ao exterior. Hoje no Cruzeiro, o volante responde com uma defesa dura, citando “traição” e “má-fé”.
A equipe jurídica de Gerson afirma que a ação do Flamengo não tem base legal consistente. Segundo os advogados, o jogador assinou documentos sem total compreensão das implicações, confiando no clube. A defesa alega que o processo de saída foi conduzido de forma irregular, ferindo princípios do direito civil e desportivo.
Um dos pontos centrais é a acusação de vício de consentimento. Os advogados sustentam que Gerson e seu pai foram induzidos a assinar documentos, alguns sem data, acreditando serem procedimentos comuns. A tese é de que houve quebra de boa-fé por parte do clube durante as tratativas.
O caso também ganhou contornos pessoais ao envolver o presidente Luiz Eduardo Baptista. A defesa do atleta afirma que a ação teria motivação emocional, ligada à escolha de Gerson em retornar ao Brasil para atuar pelo Cruzeiro, e não pelo Flamengo, caracterizando uma suposta “vingança”.
Por fim, a defesa questiona o uso dos contratos de imagem. Os advogados alegam que o Flamengo não explorava efetivamente a imagem do atleta, o que enfraqueceria a cobrança. Além disso, destacam que Gerson abriu mão de valores para viabilizar sua transferência, entendendo que todas as obrigações já foram quitadas.