Futebol
Boto e Filipe Luís vão à Portugal para acompanhar goleiro monitorado pelo Flamengo
02 Jan 2026 | 18:04
Futebol
14 Out 2024 | 14:43 |
Com o Flamengo entre os líderes do futebol brasileiro, o debate sobre a implementação de um fair play financeiro no país ganha força. A questão divide opiniões entre torcedores e dirigentes, especialmente aqueles de clubes estruturados como SAFs ou com grandes dívidas. Um estudo da Sports Value ajuda a explicar o motivo dessa divisão, destacando o Mengão como um dos poucos clubes que já se adequariam às regras propostas.
Assinado por Amir Somoggi, especialista em marketing esportivo, o estudo usa o modelo europeu de fair play financeiro como inspiração. Esse sistema foi introduzido na Europa em 2011, após os clubes atingirem um prejuízo recorde de € 1,7 bilhão. A iniciativa ajudou a restaurar a lucratividade dos clubes até 2017, com resultados que, apesar de afetados pela pandemia de Covid-19, permanecem controlados.
Analisando as falhas que permitem a alguns clubes europeus burlarem o sistema — seja por meio das SAFs ou de patrocínios —, a Sports Value sugere o modelo ideal para o Brasil: “Um fair play financeiro transversal, com análise de diferentes dados e índices financeiros”. Esses índices incluem:
- Controle rigoroso dos déficits das SAFs: máximo de R$ 20 milhões (média de dois anos);
- Limitação dos gastos com futebol: máximo de 73% das receitas;
- Controle do endividamento: índice de dívida líquida/receita inferior a 2,0.
- SAFs não atendem ao controle de déficit
O primeiro índice já revela o desequilíbrio causado pelas SAFs no futebol brasileiro. Apesar de alguns torcedores tratarem a questão como “clubismo” ou “inveja,” quatro dos seis clubes com maiores déficits entre receitas e gastos são empresas. O destaque negativo vai para o Botafogo, que gastou mais com contratações na temporada e acumula perdas de R$ 349 milhões, de acordo com dados financeiros de 2022 e 2023. Esses gastos só são possíveis porque o clube pertence à Eagle Holding, empresa do investidor norte-americano John Textor.
Outros clubes que superaram o déficit médio de R$ 20 milhões foram Vasco da Gama SAF, Bahia SAF, Grêmio, América-MG SAF e São Paulo. Enquanto isso, o Flamengo, que bateu recordes de receita e arrecadou R$ 1,4 bilhão em 2023, apresentou um superavit de R$ 455 milhões no período.

Controle de gastos
O controle dos déficits está diretamente ligado ao limite de gastos em relação à receita, um quesito em que o Flamengo também se destaca. A Sports Value recomenda que os clubes gastem, no máximo, 73% de suas receitas. Atualmente, apenas Flamengo, Internacional, Corinthians, Cuiabá SAF, Santos e Athletico-PR estão dentro desse limite. Já Botafogo e Bahia, ambos adquiridos por investidores estrangeiros, ultrapassaram a marca de 100%.

Endividamento
O último índice analisado é o endividamento líquido dos clubes, que compara as dívidas com as receitas e o caixa disponível. O índice não deve ultrapassar 2,0, segundo a consultoria. O Flamengo, com um índice de apenas 0,05, está entre os melhores. Na maioria dos casos, os clubes brasileiros estão dentro do limite, exceto Atlético-MG SAF, Cruzeiro SAF, Internacional, Vasco SAF e Coritiba SAF. Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui.

Landim defende o debate sobre fair play financeiro
Como um dos líderes desse movimento, o Flamengo, através de seu presidente Rodolfo Landim, defende a implementação de um modelo de fair play financeiro no Brasil. Em entrevista recente, Landim mencionou os altos investimentos do Botafogo na temporada e afirmou que o tema precisa ser debatido com seriedade entre os clubes.
“Em breve, teremos que discutir questões que podem impactar o Botafogo. Se observarmos o valor que o clube investiu na aquisição de atletas este ano, certamente foi muito superior à receita do ano passado. Sob uma regra de fair play financeiro, isso não seria permitido. Hoje, o futebol brasileiro ainda é muito desregulado nesse aspecto, e acho que essas questões precisam ser discutidas seriamente para o futuro,” disse Landim.
Imagem do zagueiro com cigarro eletrônico durante as férias viraliza e causa debate na torcida nas redes sociais por conta da saúde física
02 Jan 2026 | 21:00 |
Nas redes sociais, uma imagem do zagueiro Léo Pereira segurando um dispositivo de cigarro eletrônico (vape) durante suas férias gerou forte repercussão e debate entre os torcedores. Paralelamente, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) confirmou a antecipação da estreia do clube no Campeonato Carioca para o dia 11 de janeiro, visando adequar a agenda à disputa da Supercopa do Brasil.
Enquanto a diretoria resolve as questões logísticas para o início da temporada de 2026, a polêmica envolvendo um dos titulares da defesa chama a atenção para os cuidados com a saúde e a conduta de atletas profissionais fora dos gramados. Até o momento, o jogador não se pronunciou oficialmente para confirmar ou negar o uso do dispositivo.
A imagem de Léo Pereira levantou discussões sobre os perigos do uso de vapes, especialmente para atletas de alto rendimento. Embora muitas vezes comercializados como uma alternativa menos nociva ao cigarro tradicional, estudos recentes contradizem essa percepção. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém a proibição desses dispositivos, alertando para a presença de substâncias tóxicas e cancerígenas.
Pesquisas indicam que a concentração de nicotina nesses aparelhos pode ser significativamente superior à dos cigarros convencionais, potencializando a dependência. Durante a folga do jogador, o clube não pode exigir nada ao atleta.
Além disso, instituições como a Universidade de Birmingham e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam riscos aumentados de problemas respiratórios, como bronquite e falta de ar, além de uma maior probabilidade de infarto e alterações no DNA das células bucais. A inalação de metais pesados presentes no vapor também é uma preocupação médica crescente.
Diretoria rubro-negra tenta contratação de Kaio Jorge e nega interesse em atacante do Alvinegro após especulação nas redes sociais
02 Jan 2026 | 19:30 |
A diretoria do Flamengo segue ativa e criteriosa no mercado de transferências. Após garantir a contratação do zagueiro Vitão para reforçar o sistema defensivo, o foco do departamento de futebol se volta agora para o ataque. Internamente, a prioridade continua sendo a chegada de Kaio Jorge, do Cruzeiro, mas as tratativas encontraram um obstáculo significativo nas exigências feitas pelo clube mineiro.
A negociação travou no momento em que a Raposa condicionou o avanço das conversas à inclusão de um nome de peso na troca: Luiz Araújo. A resposta da cúpula rubro-negra foi negativa. O Flamengo descartou envolver o camisa 7 no negócio, considerando-o uma peça fundamental taticamente e de alto impacto para o time titular, recusando-se a enfraquecer o elenco atual para trazer um novo reforço.
Diante da dificuldade em fechar com o alvo prioritário, a torcida começou a debater alternativas na internet. O nome de Yuri Alberto, do Corinthians, surgiu como sugestão por parte de alguns torcedores, gerando imediata controvérsia. Enquanto uma ala via com bons olhos, outra classificava a ideia como "loucura", evidenciando a falta de consenso sobre o atleta.
Apesar do barulho nas redes, a apuração do portal Gazeta do Urubu confirma que não existe nenhuma negociação em andamento e tampouco interesse do Flamengo na contratação do atacante corintiano. O nome não está na pauta da diretoria neste momento.
A postura do Flamengo no mercado reflete o planejamento traçado logo após o fim da última temporada. A comissão técnica, liderada por Filipe Luís, realizou um mapeamento detalhado das carências do grupo e identificou as posições que necessitam de upgrade.
Pedro Junio revela estratégia de paciência para negociar com os russos e confirma que o volante deseja voltar ao futebol brasileiro na próxima temporada
02 Jan 2026 | 19:00 |
Em entrevista recente, Pedro Junio, vice-presidente do clube mineiro, confirmou que as conversas estão em andamento para ter Gerson, ex-Flamengo, embora tenha adotado um tom de cautela quanto ao desfecho imediato. O dirigente aposta no desejo explícito do jogador em retornar ao Brasil como um diferencial para destravar a negociação com o Zenit, da Rússia.
A investida da Raposa acontece em um momento onde o Flamengo, ex-clube do atleta, descartou publicamente a repatriação. Com o caminho livre de concorrência rubro-negra, a diretoria celeste foca em superar a rigidez dos russos nas tratativas financeiras.
Pedro Junio reconheceu que tirar Gerson do futebol europeu não será uma tarefa simples. O Zenit é conhecido internacionalmente por sua postura inflexível no mercado de transferências e raramente cede apenas à vontade de seus atletas. Ciente desse cenário, o vice-presidente cruzeirense afirmou que o clube adotará uma postura de persistência e cautela, negociando "devagar", no típico estilo mineiro.
"É um jogador com quem estamos em negociação, mas não é fácil. É uma situação que vai perdurar alguns dias pelo fato de que ele está em um grande clube na Rússia e pela própria grandeza do Gerson", explicou o dirigente à Rádio Itatiaia, ressaltando que não há previsão de um desfecho rápido para a novela.
O grande aliado do Cruzeiro nesta operação é o descontentamento de Gerson com sua atual situação na Europa. Segundo Pedro Junio, a experiência na Rússia não atendeu às expectativas do meio-campista, que vê com bons olhos um retorno ao futebol nacional para recuperar seu melhor nível de atuação.
"Estamos com expectativas altas, mas sabemos das dificuldades. Estamos trabalhando. Quem sabe podemos ter um final feliz. Ele quer voltar para o futebol brasileiro e o Cruzeiro é uma das opções para ele", finalizou o vice-presidente. A declaração reforça que, embora o acordo financeiro seja o obstáculo, o "sim" do jogador para o projeto esportivo mineiro já parece ser uma realidade.