Futebol
12 Nov 2024 | 06:27 |
Nesta segunda-feira (11), o Campeão da Copa do Brasil 2024 emitiu uma nota de repúdio aos episódios deploráveis que aconteceram no último domingo (10), na Arena MRV, estádio do Atlético-MG. O Rubro-Negro pede que as autoridades tomem providência urgentemente e relembrou alguns acontecimentos.
Segue a nota na íntegra:
"O Clube de Regatas do Flamengo vem a público, após as lamentáveis cenas de selvageria ocorridas ontem, dia 10.11.2024, dentro e fora das dependências da arena do Clube Atlético Mineiro, manifestar seu absoluto repúdio em face das agressões sofridas pelos torcedores, profissionais envolvidos no espetáculo, jogadores e comissão técnica deste clube.
Infelizmente, o cenário de guerra visto ontem não é uma novidade em jogos realizados em Belo Horizonte, contra a equipe do Atlético Mineiro. A rivalidade entre as equipes, que deveria ficar restrita ao ambiente desportivo, de forma salutar, extrapolou a barreira do razoável, de modo que as autoridades (Ministério Público, Órgãos de Segurança Pública, Superior Tribunal de Justiça Deportiva, Confederação Brasileira de Futebol, dentre outros) precisam e devem tomar medidas urgentes.
O país inteiro foi testemunha das diversas e graves violências praticadas ontem por parte dos torcedores do Atlético Mineiro. Não se pode ignorar ou simplesmente deixar cair no esquecimento, os episódios de violência que ocorreram no domingo. Eles precisam ser tratados com a importância e atenção que merecem.
Os gestores da Arena MRV, juntamente com a diretoria do Clube Atlético Mineiro, tinham a obrigação legal de organizar o evento e assegurar a segurança dos presentes e não se desincumbiram disso. A fiscalização e revista de pessoas foi totalmente falha, permitindo o ingresso de bombas e outros artefatos, que causaram danos e ferimentos a pessoas.
Mesmo a imprensa já tendo elencado os absurdos acontecidos ontem, o Flamengo entende que é de extrema importância relembrar alguns desses acontecimentos:
1. Na entrada da torcida do Flamengo ao estádio houve confusão generalizada, uma vez que o sistema de catracas do setor visitante não comportava a entrada da torcida. A Polícia Mineira agiu com truculência, jogando gás de pimenta nos torcedores, onde estavam idosos, mulheres e crianças.
2. Os bares destinados à torcida do Flamengo pararam de vender bebidas e refrigerantes ainda no primeiro tempo de jogo, sendo que além do calor intenso os torcedores do Flamengo não tinham sequer acesso à água potável, para limpar o rosto em razão do uso constante de gás de pimenta e, ainda, para hidratação.
3. O camarote destinado aos dirigentes e à comissão técnica do Flamengo não contou com a segurança necessária para um evento desta magnitude. Diversos torcedores do Atlético Mineiro ofenderam e ameaçaram os dirigentes, os profissionais do Flamengo e seus respectivos familiares, no trajeto de acesso e saída dos camarotes.
4. Inúmeras bombas foram lançadas dentro de campo, uma delas estourou muito próxima ao goleiro do Flamengo (Rossi), outra quase atingiu o jogador Plata, durante a comemoração do gol e uma terceira, infelizmente, atingiu um repórter que estava trabalhando no jogo (Nurenberg José Maria), o qual não teve, sequer, auxílio da maca em campo, tendo que caminhar com dedos quebrados e um tendão rompido, vindo, inclusive, a ser submetido a uma cirurgia, como amplamente divulgado pela mídia.
5. Durante toda a partida, foram arremessados copos e outros objetos nos jogadores do Flamengo, em campo e no banco de reservas, sem que a segurança da Arena intervisse para conter esses arremessos.
6. Invasão de campo pela torcida do Atlético Mineiro, com o objetivo de agredir fisicamente os jogadores e integrantes da comissão técnica do Flamengo.
7. Durante toda a comemoração e a cerimônia de premiação, os responsáveis pela Arena MRV, de forma deliberada e antidesportiva ligaram, no último volume, o sistema de som do estádio para tocar repetidamente, por quase uma hora, o hino do Clube Atlético Mineiro, em uma atitude desrespeitosa e contrária ao Fair Play.
8. Foram verificados atos de racismo e de misoginia praticados por torcedores do Atlético Mineiro em face da torcida do Flamengo e de mulheres profissionais de imprensa.
9. Destaca-se, ainda, diversos relatos de emboscadas de torcedores do Atlético Mineiro aos ônibus das torcidas do Flamengo, bem como reclamações de jornalistas sobre as condições de trabalho do estádio.
Assim, considerando os fatos acima narrados, bem como a nítida falta de segurança dentro e fora da Arena MRV, esperamos que a Justiça Desportiva, conjuntamente com a CBF, se posicione com firmeza para que sejam punidos todos os responsáveis pelos atos de vandalismo, agressão e selvageria que mancharam a imagem de uma das maiores competições do futebol brasileiro."
SRN
Mengão conta com a força do Maracanã para reverter o resultado do jogo de ida na Argentina e entidade escolhe o responsável por comandar a partida
21 Fev 2026 | 11:07 |
O Flamengo já sabe quem será o responsável por comandar a decisão da Recopa Sul-Americana no Maracanã. Após a derrota por 1 a 0 no jogo de ida, com gol de Castillo, a equipe de Filipe Luís terá arbitragem majoritariamente uruguaia na partida de volta. A definição foi oficializada pela Conmebol, que escalou um quadro quase inteiramente formado por profissionais do Uruguai, país natal de Arrascaeta.
O árbitro principal será Gustavo Tejera. Ele contará com Nicolas Tarán e Carlos Barreiro como assistentes. O quarto árbitro será José Burgos, enquanto Andres Nievas atuará como quinto árbitro. No comando do VAR estará Andres Cunha, também uruguaio, auxiliado pelo chileno Miguel Araos e pelos uruguaios Richard Trinidad e José Cabero.
FLAMENGO BUSCA VIRADA INÉDITA
O duelo decisivo entre Flamengo e Lanús acontece na quinta-feira (26), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. Para conquistar o título no tempo normal, o Rubro-Negro precisará vencer por dois gols de diferença. Caso triunfe por um gol, a decisão irá para os pênaltis. O retrospecto recente na competição impõe cautela. Em 2020, o Flamengo conquistou a Recopa após empatar fora de casa com o Independiente del Valle e confirmar o título no Maracanã.
Já em 2023, contra o mesmo adversário, perdeu a ida por 1 a 0, venceu por 1 a 0 na volta, com gol decisivo de Arrascaeta nos minutos finais, mas acabou superado nas penalidades. Agora, diante do Lanús, o desafio é superar um cenário adverso e buscar um feito inédito na história recente do clube na competição continental.
Discussão sobre quem é o campeão brasileiro no ano segue à todo o vapor após parecer da PGR favorável ao Mengão e comentarista aborda o tema
21 Fev 2026 | 10:51 |
A polêmica sobre o Campeonato Brasileiro de 1987 voltou ao centro do debate. Desta vez, quem se manifestou foi o ex-jogador Zinho, ídolo do Flamengo e atualmente comentarista. Em vídeo publicado pela R10, o ex-atleta contestou a versão que reconhece o Sport como campeão brasileiro daquele ano e afirmou que, do ponto de vista esportivo, o título pertence ao clube carioca.
Zinho define o Flamengo como campeão brasileiro de 1987: "O Sport foi rebaixado em 1986..."
Zinho argumentou que o Sport havia sido rebaixado em 1986 e questionou a lógica esportiva de considerá-lo campeão da primeira divisão no ano seguinte. “Como um time é rebaixado em um ano e no seguinte já campeão da primeira divisão? Isso não existe. O Sport foi rebaixado em 1986”, afirmou.
Na sequência, o ex-jogador explicou que, em 1987, dois torneios distintos ocorreram simultaneamente: um organizado pelo Clube dos 13, reunindo as principais equipes do país, e outro estruturado pela CBF. “Teoricamente, Sport e Guarani fizeram uma final, mas o jogo nunca acabou. Foram tantos pênaltis que o presidente do adversário propôs que os dois fossem campeões. Olha que várzea”, criticou.
Naquele ano, a Confederação Brasileira de Futebol alegou dificuldades financeiras para organizar o campeonato nacional. Diante disso, autorizou o Clube dos 13 a promover a Copa União, competição que reuniu 16 dos principais clubes do país, incluindo o Flamengo. Paralelamente, a CBF estruturou outro módulo e, posteriormente, exigiu a realização de um quadrangular final envolvendo os campeões e vice-campeões de cada chave para definir o campeão brasileiro. O Clube dos 13 não aceitou a imposição, o que deu início à disputa que se estende até hoje.
O Flamengo venceu o Módulo Verde da Copa União e se declarou campeão brasileiro de 1987. Já o Sport, vencedor do Módulo Amarelo, foi reconhecido como campeão após decisões judiciais posteriores. Décadas depois, o impasse segue em discussão nas esferas esportiva e jurídica. Enquanto o debate continua nos tribunais, personagens históricos como Zinho reforçam publicamente a posição rubro-negra sobre um dos capítulos mais controversos do futebol brasileiro.
Leão afirma que decisão do procurador ‘causa estranheza’ devido à decisões já tomadas pelos tribunais sobre o tema; Mengão aguarda prosseguimento
21 Fev 2026 | 10:42 |
O Flamengo ganhou um reforço de peso na disputa judicial pelo reconhecimento do título brasileiro de 1987. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um parecer favorável à ação movida pelo clube carioca. O documento reacende uma das maiores controvérsias da história do futebol nacional e provocou reação imediata do Sport Club do Recife.
Em nota oficial, o clube pernambucano afirmou acompanhar o caso “com serenidade” e destacou que o mérito da questão já teria sido amplamente analisado por instâncias judiciais competentes, com decisões reiteradas reconhecendo o Sport como único campeão brasileiro de 1987. A manifestação também ressaltou que houve posicionamentos anteriores do próprio STF nesse sentido.
O Sport argumenta que o reconhecimento simultâneo de dois campeões para a mesma competição contraria a lógica do direito desportivo e a segurança jurídica. Para os pernambucanos, a tentativa de rediscutir o tema quase quatro décadas depois causa “estranheza” e afronta decisões já consolidadas pela Justiça.
Em 2011, a Confederação Brasileira de Futebol editou resolução reconhecendo Flamengo e Sport como campeões de 1987. Posteriormente, porém, o clube recifense obteve decisão na Justiça Comum que invalidou o ato administrativo da entidade, retirando o reconhecimento compartilhado.
O parecer da Procuradoria-Geral da República sustenta que o acórdão que declarou nula a resolução da CBF deve ser rescindido. Segundo Paulo Gonet, é necessário afastar a nulidade da resolução nº 02/2011, preservando o reconhecimento do Sport nos limites da decisão transitada em julgado, mas sem impedir a possibilidade de titulação dividida.
Ao se posicionar, o procurador-geral concordou com a tese apresentada pelo Flamengo de que a Primeira Turma do STF teria cometido equívoco ao entender que a CBF não poderia, com base em critérios desportivos, reconhecer outro clube como campeão daquela edição.
O novo parecer não encerra a disputa, mas recoloca o debate em pauta no mais alto nível do Judiciário brasileiro. Para o Flamengo, trata-se de uma oportunidade de reverter um entendimento que se arrasta há décadas. Para o Sport, a batalha é pela manutenção de uma decisão que considera definitiva.
Conmebol define data para sorteio da Libertadores; Flamengo está no pote 1
21 Fev 2026 | 09:40