Futebol
04 Abr 2025 | 12:45 |
Apesar da vitória na estreia da Libertadores diante do Deportivo Táchira, o desempenho do Flamengo não foi convincente. O time criou poucas oportunidades e desperdiçou chances claras, o que gerou críticas de analistas esportivos. O jornalista Raí Monteiro destacou a falta de urgência na partida, enquanto Gian Oddi apontou que o maior problema não foi a baixa produção ofensiva, mas sim os riscos desnecessários assumidos pelo time nos minutos finais.
Oddi chamou atenção para os momentos decisivos da partida, ressaltando que o CRF permitiu ao adversário crescer nos últimos minutos, ao invés de controlar o jogo com posse de bola. Para ele, a qualidade técnica do elenco deveria ter garantido um controle mais seguro da vantagem mínima. “O jogo não foi bom, mas não apenas pelo que o Flamengo deixou de criar. O mais preocupante foi o que permitiu ao Táchira fazer no final”, avaliou o comentarista, sugerindo que a equipe poderia ter mantido a posse ao invés de se expor ao empate.
Para Oddi, é compreensível que um time oscile na estreia, ainda mais considerando os desfalques importantes, como Gerson, Arrascaeta e Wesley. No entanto, ele reforça que isso não pode servir como justificativa total para a exibição abaixo da média. “É claro que não se pode usar os desfalques como desculpa. Foi uma atuação abaixo, mas faz parte do processo. Não vejo motivos para grandes preocupações”, opinou o comentarista.
Oddi também comparou a atuação do Mengão com a de outras equipes brasileiras que estrearam na Libertadores. Ele destacou que nenhuma delas teve um desempenho de alto nível, o que reforça a ideia de que ainda é um momento de ajustes na temporada. “Se olharmos os brasileiros que venceram, nenhum fez uma exibição brilhante. É o início da competição, os times ainda estão ganhando ritmo e os adversários jogam fechados. Isso é algo comum na fase de grupos”, explicou.
O Mais Querido volta a campo pela Libertadores na próxima quarta-feira (9), quando enfrenta o Central Córdoba (ARG) no Maracanã, às 21h30. A expectativa é de uma atuação mais sólida, especialmente com o possível retorno de alguns titulares. A vitória na estreia garante uma tranquilidade inicial, mas o desempenho precisa melhorar se o time quiser chegar longe na competição. Com um elenco qualificado e um técnico experiente, a tendência é de evolução ao longo das próximas rodadas.
Meia deixou o Mengão no meio da temporada de 2025 rumo ao Zenit e pouco menos de seis meses depois está de volta ao futebol brasileiro na Raposa
08 Jan 2026 | 15:07 |
O Cruzeiro acertou a contratação do meia Gerson, ex-Flamengo, e fechou aquele que será o principal reforço do clube nesta janela de transferências. Após insistir nas negociações e ajustar os detalhes finais, a Raposa convenceu o Zenit, da Rússia, a liberar o jogador. O acordo prevê o pagamento de 27 milhões de euros fixos (cerca de R$ 129 milhões), além de três milhões de euros em bônus (aproximadamente R$ 18 milhões). A informação inicial do acerto foi divulgada pelo Central da Toca.
Os últimos dias foram decisivos para a conclusão do negócio. Na Toca da Raposa, os intermediários André Cury e Junio Mendonza acompanharam de perto as tratativas finais ao lado do pai de Gerson, que também atua como seu representante. O trio trabalhou diretamente na resolução de questões burocráticas com o Cruzeiro e o clube russo.
A decisão de Gerson teve como fator determinante o desejo de voltar a ter maior visibilidade no futebol brasileiro, mantendo vivo o sonho de disputar a Copa do Mundo de 2026. Apesar de o técnico Carlo Ancelotti ter sinalizado que manteria o volante no radar mesmo atuando na Rússia, o jogador acabou não sendo convocado. O Cruzeiro tenta a contratação de Gerson desde dezembro. Inicialmente, o Zenit havia fixado o valor de 40 milhões de euros para abrir negociação, o que esfriou as conversas em um primeiro momento.
A primeira proposta da Raposa envolvia 12 milhões de euros em dinheiro, além do zagueiro Jonathan Jesus, avaliado também em 12 milhões de euros e que interessava ao clube russo. A oferta, porém, foi recusada. Na segunda investida, o Cruzeiro subiu a oferta para 25 milhões de euros, sem incluir Jonathan, vetado pelo técnico Tite. O Zenit apresentou uma contraproposta, que acabou sendo aceita pela diretoria celeste e culminou no acerto.
Desde dezembro, o Cruzeiro demonstrava grande confiança em um desfecho positivo para contratar o ex-Flamengo. Nos bastidores, inclusive, jogadores do atual elenco acompanharam de perto o andamento das negociações, buscando informações sobre a possível chegada do meia.
Mengão voltou a fazer uma oferta ao clube mineiro pelo atacante e a Raposa não demora para dar retorno ao requerimento do Mais Querido
08 Jan 2026 | 14:42 |
A nova investida do Flamengo por Kaio Jorge voltou a encontrar resistência no Cruzeiro. Na tarde desta quinta-feira (8), a diretoria celeste decidiu rejeitar mais uma proposta rubro-negra pelo atacante, mantendo postura firme nas negociações.
Segundo o jornalista Samuel Venâncio, o clube mineiro já iniciou conversas com o estafe do jogador para tratar de uma renovação contratual, com reajuste salarial. O movimento reforça o entendimento interno de que Kaio Jorge é peça central do elenco.
A oferta mais recente apresentada pelo Flamengo envolvia cifras consideradas altas, superando a marca dos 30 milhões de euros. Ainda assim, os valores ficaram abaixo do patamar estabelecido pelo Cruzeiro para liberar o atacante.
Artilheiro do Campeonato Brasileiro e também da Copa do Brasil em 2025, Kaio Jorge se consolidou como um dos principais nomes do futebol nacional. Diante desse cenário, o clube mineiro fixou o preço em 50 milhões de euros para abrir negociação.
Até o momento, o Flamengo formalizou duas propostas anteriores. A primeira previa 30 milhões de euros, com valores condicionados a metas para atingir esse montante, e foi recusada pelo Cruzeiro. Na sequência, o Rubro-Negro apresentou uma segunda oferta de 24 milhões de euros, acrescida do atacante Everton Cebolinha e de 10% de uma futura mais-valia. A diretoria celeste, no entanto, voltou a rejeitar a investida.
Mesmo diante das negativas, Kaio Jorge segue como prioridade no planejamento do Flamengo. O perfil do atacante agrada ao técnico Filipe Luís, que enxerga no jogador um atleta de mobilidade, capaz de atuar em determinados momentos ao lado de Pedro no setor ofensivo.
Diretoria rubro-negra monitora volante recém-adquirido pelo Tricolor, que faz jogo duro nas tratativas e aguarda definição política com votação de impeachment
08 Jan 2026 | 14:30 |
O Flamengo identificou um novo alvo para reforçar seu meio-campo na sequência da temporada: o volante Marcos Antônio, do São Paulo. No entanto, tirar o jogador do Morumbi promete ser uma tarefa complexa. Embora o Rubro-Negro monitore atentamente a situação do atleta, a diretoria já foi comunicada de que o clube paulista não facilitará a saída e só aceitará abrir negociações mediante uma proposta financeira considerada vantajosa. As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal ge.
O interesse carioca esbarra na recente valorização do atleta e na postura firme da gestão são-paulina, que vê o jogador como um ativo importante para o elenco, especialmente após o investimento feito para sua aquisição definitiva.
A resistência do São Paulo tem justificativa financeira. Marcos Antônio, que atuou emprestado pela Lazio (Itália) na última temporada, atingiu as metas contratuais estipuladas, obrigando o Tricolor a exercer a opção de compra. O clube do Morumbi desembolsou 4,2 milhões de euros (aproximadamente R$ 26,3 milhões) para adquirir 100% dos direitos econômicos do atleta.
Apesar de deter a totalidade dos direitos, o acordo prevê que a Lazio receba 20% do lucro de uma eventual venda futura (mais valia). Esse detalhe contratual encarece a operação, pois o São Paulo precisa negociar por um valor elevado para garantir que sua margem de lucro seja satisfatória após o repasse aos italianos.
Os bastidores das tratativas também envolvem o nome de outro meio-campista: Allan. O São Paulo demonstrou interesse na contratação do volante do Flamengo, que perdeu espaço na Gávea. Diante disso, a diretoria rubro-negra sugeriu uma composição de negócio envolvendo a troca de Allan por Marcos Antônio. Contudo, a proposta foi prontamente rejeitada pelos dirigentes paulistas, que desejam Allan, mas não abrem mão de Marcos Antônio sem compensação financeira.