Futebol
17 Jul 2024 | 14:45 |
Muito se é discutido no Brasil sobre a implementação do Fair Play Financeiro no futebol. Isso porque, muitos clubes gastam mais do que deveriam para poderem competir com os grandes: Flamengo e Palmeiras. Além disso, outra equipe que tem tudo para disputar títulos é o Bahia, que se tornou SAF e faz parte do Grupo City. Segundo John Textor, os demais clubes deveriam se unir para acabar com o potencial da equipe baiana.
"Esse é o meu recado para Corinthians, Palmeiras, Flamengo: se não fizermos nada em relação a Fair Play Financeiro e teto salarial, vamos acordar daqui a 70 anos e o Bahia vai ganhar o Campeonato Brasileiro 17 vezes a cada 20 anos. Eles são Abu Dhabi. Há o Catar. Estou competindo com eles na França. Eu disputo com um país, não com um proprietário. Um modelo de gasto desenfreado sem restrições. Eu quero chutar a bunda deles, espero que tenham um ano ruim. Mas eles colocam a mão no bolso, soltam um pouco do dinheiro do petróleo e já era para mim", disse Textor, em entrevista ao GE.
TEXTOR ALERTA PARA FORÇA DO BAHIA NO FUTEBOL BRASILEIRO
"Eu amo o Manchester City e as pessoas de lá, mas o fato é que o Brasil trouxe o dinheiro do petróleo para cá. Se não fizermos algo imediatamente, o Bahia vai comer nosso almoço. Aquela cidadezinha maravilhosa em que estive ontem, belíssima, ótimo hotel, linda, perfeito… Eles vão ganhar todos os campeonatos por 20 anos seguidos. Lamento dizer isso para todos os torcedores do Flamengo por aí afora. Esqueçam. Acabou, acabou. Precisamos consertar isso agora. A liga tem que ser feita agora, e o teto salarial também", acrescentou o dono do Botafogo.
BAHIA FEZ O MAIOR INVESTIMENTO DE UMA EQUIPE BAIANA
Na última terça-feira (16), o Bahia acertou a contratação do atacante Luciano Rodríguez, do Liverpool (URU). O jovem é tratado como o "novo Suárez" no Uruguai. O Grupo City investiu cerca de 12 milhões de dólares (R$ 65 milhões) pela aquisição do atleta. O jogador estava na mira de outros clubes europeus e brasileiros.
BRIGA NO G-4
Após quase cair para a Série B na temporada passada, o Bahia fez altos investimentos no início do ano e tem se reestruturado dia após dia. Desse modo, a equipe baiana é um dos quatro times que compõem o G-4 do Brasileirão, com 30 pontos, um a menos que o Flamengo e três atrás dos líderes Botafogo e Palmeiras.
Enquanto o Rubro-Negro segue fortalecido comercialmente, o grupo rival enfrenta debandada iminente após recuo de banco; Tricolor Gaúcho revela insatisfação
26 Fev 2026 | 16:00 |
A postura firme do Flamengo nas negociações de direitos de transmissão, que gerou críticas de rivais em 2025, parece ter sido confirmada pelo tempo. A Libra (Liga do Futebol Brasileiro), bloco que entrou em rota de colisão com o Rubro-Negro, vive hoje seu momento mais delicado. A retirada de uma proposta financeira do Banco Daycoval expôs fragilidades internas e colocou em xeque a sustentabilidade do grupo. Clubes importantes passaram a discutir alternativas diante do cenário de incertezas.
A crise ganhou força após o recuo do Banco Daycoval, que compraria 5% dos direitos de TV por 15 anos. Sem o aporte previsto, equipes como Grêmio, São Paulo e Santos passaram a avaliar uma possível migração para a Liga Forte União. O enfraquecimento da Libra, iniciado após o embate com o Flamengo, agora atinge diretamente o caixa dos integrantes. Promessas financeiras não cumpridas e divergências políticas ampliaram o desgaste interno.
Um dos casos mais emblemáticos envolve o Grêmio, que vive situação considerada paradoxal. Segundo apuração do UOL, o presidente Odorico Roman tem sido cobrado para o rateio de taxas advocatícias do bloco. O objetivo é manter uma ação judicial da Libra contra o Flamengo na Corte Arbitral. A ironia é que o clube paga para sustentar um modelo de divisão que, na prática, renderia menos do que propostas anteriores defendidas pelo Rubro-Negro.
Além da frustração financeira, a Libra enfrenta um vácuo de poder. Os mandatos de dirigentes como Julio Casares e André Rocha expiraram sem novas eleições, gerando instabilidade política. Falhas contratuais também vieram à tona, como a ausência de previsão de aumento de receitas com a ampliação da Série A. Com mais clubes na divisão, a tendência é de diluição das cotas, agravando a insatisfação.
Enquanto isso, o Flamengo mantém contratos sólidos e independência comercial. Com acordo firmado com a TV Globo até 2029, o clube preserva receitas e estabilidade. Rivais que antes criticaram a postura rubro-negra agora discutem o futuro da própria aliança. O cenário reforça a estratégia adotada pela diretoria ao resistir às pressões e priorizar segurança financeira a longo prazo.
Meia é um dos principais nomes do Mengão, mas clube catari pode fazer investimento para tirá-lo do Rio de Janeiro com grande oferta salarial
26 Fev 2026 | 15:11 |
O Flamengo ainda não vive seu melhor momento em 2026. No Campeonato Brasileiro, soma quatro pontos após três rodadas, enquanto na Recopa Sul-Americana saiu em desvantagem ao ser derrotado por 1 a 0 pelo Lanús, fora de casa. Agora, a equipe precisa reverter o cenário no Maracanã para conquistar o primeiro título do ano e aliviar a pressão que cresce nos bastidores.
Paralelamente ao momento esportivo, há movimentações internas visando ajustes no elenco. O nome da vez é o de Nicolás de la Cruz, que entrou no radar do mercado internacional e pode receber proposta do Catar na próxima janela de transferências.
Segundo informações divulgadas pelo portal ‘Bolavip’, o clube aguarda uma investida oficial para avaliar a saída do meio-campista em junho. A atual janela se encerra em 3 de março, o que inviabiliza qualquer negociação imediata.
De La Cruz chegou a ficar afastado por lesão, mas, desde o retorno, tem retomado protagonismo no esquema do técnico Filipe Luís. O uruguaio tem apresentado atuações consistentes e se tornou peça importante no funcionamento tático da equipe. Mesmo com o interesse externo, o meia é considerado relevante para a temporada, especialmente em um momento de reconstrução e busca por estabilidade.
Enquanto o futuro do elenco é debatido nos bastidores, o foco imediato está na decisão da Recopa. O Flamengo precisa vencer o Lanús no Maracanã, às 21h30, para reverter a desvantagem e levantar o troféu. O time argentino joga pelo empate para ficar com o título.
Sob pressão pelo primeiro título de 2026, Rubro-Negro recebe argentinos nesta quinta-feira (26), no Maracanã, precisando vencer por dois gols de diferença
26 Fev 2026 | 14:30 |
Em busca de estabilidade na temporada e do primeiro troféu de 2026, o Flamengo entra em campo na noite desta quinta-feira (26) para decidir a Recopa Sul-Americana. O confronto contra o Lanús (ARG), no Maracanã, coloca à prova a capacidade de reação do elenco rubro-negro, que vive um momento de oscilação e precisa reverter o resultado adverso construído pelo adversário no jogo de ida.
O revés por 1 a 0 sofrido na Argentina obriga o Mais Querido a adotar uma postura ofensiva. Para levantar a taça ainda no tempo regulamentar, o time carioca necessita de uma vitória por dois ou mais gols de vantagem. Um triunfo simples leva a disputa para a prorrogação.
Para mediar o duelo decisivo entre brasileiros e argentinos, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) definiu uma equipe de arbitragem majoritariamente uruguaia. O árbitro principal será Gustavo Tejera, nome experiente no quadro da entidade.
Tejera será auxiliado nas bandeiras por seus compatriotas Nicolas Tarán e Carlos Barreiro. A tecnologia também estará sob comando uruguaio, com Andres Cunha responsável pela cabine do VAR. A equipe completa de arbitragem conta ainda com integrantes chilenos no suporte de vídeo.
O clima para a decisão envolve uma pressão considerável. Após o vice-campeonato na Supercopa do Brasil no início do ano, a Recopa ganhou peso extra no planejamento do clube. A missão, no entanto, não será simples. O Lanús chega ao Rio de Janeiro com a vantagem do empate e promete dificultar as ações ofensivas dos donos da casa, explorando o nervosismo e a necessidade de gols do Flamengo.