Soccer
28 Nov 2025 | 14:02 |
Flamengo e Palmeiras entram em campo neste sábado (29), no Estádio Monumental de Lima, não apenas para decidir quem será o primeiro tetracampeão brasileiro da Libertadores, mas para reafirmar uma hegemonia que há anos ultrapassa as fronteiras sul-americanas.
A reedição da final de 2021 movimentou a imprensa internacional, que trata o confronto como um duelo entre “superpotências” com estrutura, gestão e elencos de nível europeu. Veículos como As (Espanha), The Guardian (Inglaterra), Olé (Argentina) e A Bola (Portugal) produziram análises detalhadas sobre o domínio recente da dupla no futebol brasileiro e continental.
O jornal espanhol As escolheu a manchete “o êxito de fazer bem as coisas” para explicar como Flamengo e Palmeiras se distanciaram dos rivais. A publicação aponta que, enquanto boa parte dos clubes brasileiros buscou atalhos e acumulou dívidas, os finalistas seguiram caminhos de reorganização profunda — hoje convertidos em vantagem esportiva e financeira.
As contratações de peso são citadas como demonstração desse poderio. Jogadores como Samuel Lino e Saúl Ñíguez reforçaram o Flamengo, enquanto o Palmeiras investiu em Vítor Roque. Segundo o jornal, são movimentos que mostram clubes capazes de “rivalizar financeiramente com as melhores equipes do mundo, ou quase”.
O The Guardian também enquadrou os finalistas como “superpotências” sustentadas por gestão moderna, poder financeiro e expectativas compatíveis com o padrão europeu. Para o jornal, a decisão em Lima é o ápice de uma década que transformou o mercado sul-americano.
O texto destaca o profissionalismo da gestão rubro-negra e o início vitorioso de Filipe Luís como treinador, comandando um elenco estrelado que inclui o meia Jorginho. Do lado palmeirense, o foco foi a continuidade do trabalho de Abel Ferreira e a capacidade do clube de formar e negociar talentos como Estêvão e Endrick.
Em Portugal, A Bola enfatizou a presença dos portugueses no confronto. O jornal afirma que, enquanto o Palmeiras chega pressionado sob Abel Ferreira após uma temporada desgastante, o Flamengo vive um momento de afirmação com Filipe Luís.
A publicação destaca ainda um nome nos bastidores rubro-negros: José Boto. O diretor esportivo é descrito como uma “arma secreta”, responsável por estruturar o futebol do clube com um modelo empresarial sólido, silencioso e eficiente, apontado como um dos pilares do atual sucesso esportivo.
O diário argentino Olé relembrou os caminhos dos finalistas. O Flamengo avançou em segundo no grupo, mas cresceu no mata-mata, eliminando Internacional, Estudiantes (nos pênaltis) e Racing em uma semifinal equilibrada. O Palmeiras chega após nova campanha consistente, reforçando sua tradição recente no torneio.
O jornal também enfatiza o peso histórico da decisão: O campeão neste sábado será o primeiro brasileiro a se tornar tetracampeão da competição. O Flamengo conquistou a América em 1981, 2019 e 2022. Já o Palmeiras foi digno da ‘Glória Eterna’ em 1999, 2020 e 2021.
Quem vencer iguala River Plate e Estudiantes, ambos com quatro títulos, e assume isoladamente o posto de maior campeão brasileiro da competição. O campeão ainda garante vaga na Copa Intercontinental de dezembro, no Catar, e na Copa do Mundo de Clubes de 2029. A bola rola às 18h (de Brasília), no Monumental de Lima.
Mengão está perto de acertar a contratação do jogador fazendo a mais cara negociação da história do Brasil, mas comentarista vê valor como ‘baixo’
27 Jan 2026 | 19:00 |
Para o jornalista Marcelo Bechler, comentarista da TNT Sports, os valores acertados entre Flamengo e West Ham pela contratação de Lucas Paquetá estão bem abaixo do que o camisa 10 representa tecnicamente. Em análise feita nesta terça-feira (27), durante o programa De Placa, Bechler classificou a negociação acima de 40 milhões de euros, cerca de R$ 260 milhões na cotação atual, como uma verdadeira “pechincha”.
Bechler sobre valor pago pelo Flamengo por Paquetá: "vale mais do que € 40 milhões..."
“40 milhões de euros (R$ 256 milhões) é uma pechincha pelo Lucas Paquetá! O Paquetá vale mais do que € 40 milhões. Quando saiu a notícia, eu falei: o West Ham só vai liberar por € 40 a 45 milhões se ele for muito legal com o jogador”, disse o jornalista.
Bechler contextualizou a desvalorização citando o interesse do Manchester City, que chegou a sinalizar uma oferta próxima de 90 milhões de euros antes das investigações relacionadas a apostas esportivas, das quais o Cria do Ninho foi inocentado em 2025. Para o comentarista, a saída do clube inglês da disputa foi determinante.
É um cara que vale mais. Mas, por outro lado, 2 anos atrás, era um cara que valia € 90 milhões (R$ 558 milhões), o dobro. E aí passou o bonde do Manchester City. O Flamengo já tem um bom time. Não adianta ir atrás de jogadores de 10 a 15 milhões de euros (R$ 62 a 93 milhões), porque esses jogadores o Flamengo já tem, e por isso ganhou o Brasileirão, a Libertadores e deu jogo com o PSG", finalizou.
A percepção de negócio altamente vantajoso ganhou força após a confirmação de um acordo verbal entre as partes. Segundo a imprensa inglesa, o West Ham aceitou uma proposta na casa dos 36 milhões de libras e ainda abriu mão da exigência de manter Paquetá por empréstimo até o fim da temporada.
Dois fatores foram decisivos para esse desfecho: a vontade firme do jogador em retornar ao Flamengo e o desempenho recente do West Ham sem o meia, com três vitórias consecutivas, o que deu segurança à diretoria londrina para liberá-lo. Com valores considerados abaixo do mercado e termos praticamente definidos, restam apenas trâmites burocráticos para Lucas Paquetá ser anunciado oficialmente e retornar ao clube onde foi revelado.
Mengão e o meia já tem acerto para um retorno há dias, restando apenas que o clube entre em acordo com o West Ham para a liberação
27 Jan 2026 | 18:00 |
Nas últimas horas, surgiram informações de que Lucas Paquetá assinaria contrato de quatro temporadas, mas o cenário mudou. A tendência agora é que o meia firme vínculo por cinco anos. A atualização foi divulgada pelo jornalista Venê Casagrande.
Para repatriar o jogador, o clube carioca vai desembolsar cerca de 41,2 milhões de euros, valor próximo de R$ 256 milhões na cotação atual. O atleta aguarda apenas a definição dos últimos detalhes para organizar a viagem ao Rio de Janeiro. O acordo está bem encaminhado, restando ajustes burocráticos.
Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, o West Ham exigia inicialmente que o valor total da negociação fosse quitado em até 18 meses. Após novas rodadas de conversas, houve avanço, e o prazo foi estendido para 30 meses. A mudança foi considerada fundamental para manter o equilíbrio financeiro da operação e viabilizar o retorno do meia revelado pelo Flamengo.
A principal pendência envolve o valor exato das parcelas. O clube inglês deseja receber uma quantia maior logo no início do acordo, ponto que ainda gera divergência entre as partes. Esse ajuste é tratado como o último entrave antes da oficialização da contratação.
Internamente, a expectativa é contar com Lucas Paquetá já na decisão da Supercopa do Brasil. O duelo contra o Corinthians está marcado para o dia 1º de fevereiro, às 16h (horário de Brasília), no Estádio Mané Garrincha. A possibilidade é que Filipe Luís tenha o meia, ao menos, como opção no banco de reservas.
Situação financeira do clube inglês é o principal ponto que impede o acerto de sair e a confirmação do retorno do meia ao Mengão
27 Jan 2026 | 17:00 |
O Flamengo avançou nas tratativas para contratar Lucas Paquetá, do West Ham, mas ainda enfrenta um obstáculo importante para concluir o acordo. O principal entrave está relacionado ao Fair Play Financeiro europeu, que influencia diretamente a forma de pagamento exigida pelo clube inglês. A informação é do jornalista Mauro Cezar Pereira.
O West Ham aceitou negociar o meia por cerca de 41,25 milhões de euros, porém tenta alterar a estrutura do pagamento. A exigência é por um valor mais elevado já na primeira parcela, cenário que não agrada à diretoria rubro-negra neste momento.
A cobrança por uma entrada maior ocorre porque, na América do Sul, não há um sistema de Fair Play Financeiro nos moldes do adotado na Europa. Com isso, instituições financeiras internacionais que antecipam valores aos clubes vendedores enxergam maior risco na operação e, consequentemente, cobram taxas mais altas para liberar os recursos ao West Ham.
Se o Flamengo estivesse inserido em um ambiente regulado por Fair Play Financeiro, a transação seria considerada mais segura pelos ingleses. Mesmo com finanças organizadas e histórico de pagamentos em dia, o fato de o clube ser brasileiro pesa negativamente na avaliação das instituições envolvidas.
Em um cenário de negociação com outro clube da Inglaterra, por exemplo, o West Ham teria maior garantia de recebimento integral do valor acordado. Isso porque os times da Premier League seguem regras rígidas de controle financeiro, o que reduz riscos e facilita a antecipação de pagamentos no mercado europeu.