Clube
22 Mar 2024 | 20:06 |
Lugar de mulher é também no esporte e no Flamengo, Na noite da última quarta-feira (20/03), o Museu Flamengo sediou uma mesa redonda muito especial para falar dos desafios, dificuldades, lutas e perspectivas das mulheres no esporte. O evento contou com a participação das lendas rubro-negras Jackie Silva, Rosicleia Campos e Dani Hypolito e da historiadora plena do Patrimônio Histórico do Flamengo, Juliana Vianna. A mediação foi feita por Júlia Corson, repórter da FlaTV.
- O evento em celebração das mulheres lança uma luz sobre suas lutas, vitórias e dificuldades. Com esse bate papo, conseguimos levar a reflexão sob outras perspectivas, com a troca de vivências das mulheres presentes, tanto das palestrantes quanto das convidadas que participaram no final. Desejamos continuar com esse modelo de evento, sempre trazendo uma reflexão crítica sobre o tema proposto. – explica Taísa Pires - Coordenadora de Patrimônio Histórico do Clube de Regatas do Flamengo.
As participantes falaram um pouco da sua história, relataram casos pessoais que marcaram suas trajetórias e foram além dando sua visão sobre a evolução da participação feminina nos esportes, dos desafios já vencidos e dos que ainda precisam ser vencidos.
- Falar sobre o tema Mulheres no Esporte dentro de um ambiente esportivo, demonstra o quanto essas mulheres tiveram coragem e competência para quebrar estereótipos de gênero, trazer visibilidade e reconhecimento para inspirar futuras gerações, incentivando novas protagonistas na trajetória rubro-negra. O Museu Flamengo tem papel crucial nesse espaço de fala, 50% da equipe é formada por mulheres, inclusive na liderança com a Gerência e Supervisão. O evento foi um sucesso e será o primeiro de muitos que virão. – conta Natalia Lamothe - Gerente do Museu Flamengo.
Confira o que participantes acharam do evento:
- Maravilhosa pauta. É maravilhoso fazer parte aqui dessa turma de mulheres guerreiras, flamenguistas. E é importantíssimo porque somos todas criadas aqui dentro do clube, você vê que de alguma forma o clube nos influenciou e fez três guerreiras, que apareceram no cenário olímpico com muita garra, à la Flamengo. – Jackie Silva, lenda do vôlei rubro-negro.
- O evento foi sensacional, foi leve, foi divertido, foi informativo. Foi inspirador estar com mulheres tão importantes com uma plateia feminina bem bacana, então é sempre bom compartilhar nossas experiências e principalmente nossas conquistas. – Rosicleia Campos, treinadora e judoca histórica do Flamengo
- Eu acho maravilhoso um Museu que conta história de um clube gigante como o Flamengo estar fazendo esses eventos para trazer os rubro negros mais para perto, para mostrar que todo rubro-negro tem uma história, que tem um início, e que realmente o clube foi um desbravador para dar essa direção para muitas atletas. Eu acho que trazer essa pauta da mulherada para dentro do museu é sempre muito importante, ter eventos que reúnam mulheres, para mostrar para outras mulheres, para mostrar para a sociedade que a mulher está conquistando seu espaço, mas que não está sendo fácil e que não é fácil. A gente lutou muito e batalhou muito para ter este espaço hoje. – Dani Hypolito, ginasta histórica do Flamengo
- Espaços como esses são muito importantes para que nós, mulheres, possamos praticar o exercício do diálogo e desta maneira enriquecer o debate acerca do machismo que atinge as trabalhadoras inseridas no âmbito dos esportes. A troca de vivência e memória entre esses agentes, elucida questões pertinentes para que a sociedade compreenda e combata opiniões antiquadas e, até mesmo, violentas, sobre a capacidade feminina de produzir e se legitimar no mercado de trabalho. Agradecemos ao Clube de Regatas do Flamengo e ao Museu Flamengo pela iniciativa. – Juliana Vianna, Historiadora Plena do Patrimônio Histórico do Flamengo
- Eu acho importantíssimo, inclusive logo que eu cheguei uma das primeiras convidadas que eu encontrei foi justamente a Jackie, e ela falou: "nossa, eu estou muito feliz com esse evento, que o clube está trazendo esse evento." Para mim, foi mais que uma honra, eu sou super fã de todo mundo que estava aqui, então poder estar com essas mulheres, como eu falei, essas potências femininas e rubro-negras, foi muito bom. E poder debater, falar sobre o legado de cada uma, falar do caminho que elas abriram, para o que a gente vê hoje no esporte do Flamengo e do mundo. Então, assim para mim, foi uma honra e foi incrível poder estar perto de mulheres tão inspiradoras. – Julia Corson, repórter da FlaTV.
Clube já tem o maior faturamento do futebol brasileiro e foi o primeiro a ultrapassar a marca de R$ 2 bi, mas o presidente planeja ainda mais
20 Mai 2026 | 17:00 |
Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, o Flamengo alcançou a marca de R$ 2 bilhões em receita anual. Mesmo diante do recorde histórico, a diretoria rubro-negra já trabalha com metas ainda mais ambiciosas para os próximos anos. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, revelou que o objetivo do clube é atingir R$ 3 bilhões em faturamento até 2030.
Durante participação no videocast “Sport Insider”, do canal N Sports, o mandatário explicou que o crescimento planejado não depende apenas do futebol dentro de campo. Segundo Bap, o Flamengo prepara uma série de projetos paralelos para ampliar significativamente as receitas do clube nos próximos anos.
“Tem uma série de coisas que vamos fazer que não têm absolutamente nada a ver com futebol que vão turbinar esse aumento de receita. Quando se olha para direito de transmissão, número de partidas, ticket médio, premiação, não tem como crescer olhando de maneira ortodoxa. Tendo uma visão mais heterodoxa, vai caber mais R$ 1 bilhão em três, quatro anos”, afirmou o presidente.
O crescimento financeiro recente do Flamengo reforça o otimismo da diretoria. Em 2021, o clube ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão em receita. Apenas quatro temporadas depois, o Rubro-Negro dobrou esse valor e chegou aos R$ 2 bilhões. Agora, a expectativa é repetir o salto financeiro até o fim da década.
Entre os projetos em andamento, o Flamengo pretende lançar uma marca própria de roupas voltada para o público feminino. Batizada de “Gávea”, a linha de moda casual foi planejada após estudos de mercado indicarem o forte potencial de consumo desse segmento.
Além disso, o clube também deseja investir no setor imobiliário. Um dos planos da diretoria envolve a construção de um hotel cinco estrelas na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com as novas iniciativas, o Flamengo busca ampliar receitas fora das quatro linhas e consolidar ainda mais a posição como clube mais poderoso financeiramente da América do Sul.
Em fim de contrato com o Mengão, atleta vê nos EUA o local ideal para ter mais tempo em quadra e desenvolver seus talentos
13 Mai 2026 | 09:00 |
A saída de Helena Wenk do Sesc Flamengo ganhou novos capítulos após declarações de Paulo Coco, auxiliar técnico da Seleção Brasileira e treinador do Atlanta (EUA). Em entrevista ao portal “Olimpíada Todo Dia”, o comandante comentou sobre o desenvolvimento da ponteira de 1,99m em meio à despedida da atleta do Rubro-Negro rumo ao exterior.
Mesmo sem confirmar oficialmente a contratação de Helena pelo Atlanta, equipe que disputa a LOVB, liga profissional dos Estados Unidos, Paulo Coco reforçou um ponto que já vinha sendo debatido entre torcedores rubro-negros: a necessidade de mais tempo em quadra para a evolução da jovem atleta.
Segundo o treinador, o mais importante neste momento da carreira da ponteira é encontrar um ambiente que permita crescimento técnico e sequência de jogos em alto nível. No Sesc Flamengo, Helena alternou momentos de destaque e partidas no banco de reservas sob comando de Bernardinho. Apesar de ter sido peça importante na semifinal diante do Praia Clube, a jovem acabou perdendo espaço justamente na reta decisiva da temporada.
A falta de sequência entre as titulares é vista como um dos fatores que dificultaram o desenvolvimento pleno da atleta no time principal. Para Paulo Coco, jogadoras com o porte físico e o potencial técnico de Helena precisam atuar regularmente para alcançar o mais alto nível do voleibol internacional. A expectativa é de que, nos Estados Unidos, a ponteira consiga a rodagem necessária para evoluir de forma mais consistente e ganhar protagonismo.
Com a saída de Helena Wenk, o Flamengo já se movimentou no mercado para reforçar o elenco visando a temporada 2026/27. Entre os nomes confirmados estão Ariele e Jaque, que chegam para fortalecer o grupo comandado por Bernardinho.
Mesmo assim, a despedida da jovem promessa segue gerando debates entre os torcedores rubro-negros. Isso porque Helena era considerada uma das principais joias recentes das categorias de base do clube e tinha grande expectativa de crescimento dentro do projeto do Sesc Flamengo.
Mengão volta a abordar o aumento de impostos para os clubes associativos em relação às SAFs e como isso pode prejudicar modalidades no Brasil
09 Mai 2026 | 21:00 |
O Flamengo utilizou os canais oficiais neste sábado (09) para fazer um alerta sobre o futuro dos esportes olímpicos no Brasil. Em vídeo publicado no YouTube, o clube rubro-negro demonstrou preocupação com os impactos da nova reforma tributária sobre entidades esportivas sem fins lucrativos e afirmou que diversas modalidades podem ficar ameaçadas nos próximos anos.
A produção divulgada pela Flamengo TV trata o tema como uma questão urgente para o esporte nacional. Ao longo do conteúdo, atletas, especialistas e representantes ligados ao setor esportivo destacam possíveis consequências da mudança na legislação, principalmente para clubes formadores que dependem de incentivos fiscais para manter projetos sociais e modalidades olímpicas.
Uma das vozes presentes no vídeo é a da judoca Rosicleia Campos, que chamou atenção para os impactos além do alto rendimento esportivo. Segundo a ex-atleta, o trabalho realizado pelos clubes vai muito além da formação de campeões. “Os clubes não formam só atletas, formam seres humanos”, destacou Rosicleia durante a gravação.
A preocupação central é de que o aumento da carga tributária provoque redução de investimentos, fechamento de projetos e até encerramento de modalidades esportivas, afetando diretamente crianças e jovens atendidos pelos clubes.
O debate gira em torno da Lei Complementar 224, de 2025. De acordo com o Flamengo e representantes do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), a nova legislação coloca entidades esportivas associativas em situação de desvantagem em relação às SAFs. Atualmente, as Sociedades Anônimas do Futebol recolhem cerca de 6% sobre a receita bruta.
Já os clubes sem fins lucrativos, que tradicionalmente reinvestem recursos em formação esportiva e projetos sociais, perderam benefícios históricos previstos anteriormente. Segundo o advogado Felipe Cavalcante, representante do CBC, a tributação para clubes como o Flamengo pode chegar a 11% a partir de 2027: “Não queremos melhoria, só queremos a manutenção do que temos”, afirmou o especialista durante o vídeo divulgado pela Flamengo TV.
Mesmo diante das dificuldades financeiras e do novo cenário tributário, o Flamengo segue mantendo importante presença nos esportes olímpicos brasileiros. Atualmente, o clube possui modalidades como ginástica artística, judô, nado artístico, natação, polo aquático, remo, vôlei e basquete.
Entretanto, o Rubro-Negro já precisou encerrar algumas atividades neste ano, como a canoagem e o remo paralímpico, reflexo das dificuldades enfrentadas para sustentar financeiramente os projetos esportivos. Com o vídeo publicado neste sábado, o Flamengo tenta ampliar o debate público sobre o tema e pressionar autoridades para revisão das medidas que, segundo o clube, podem comprometer o futuro do esporte olímpico nacional.